Notas iniciais
Hello people! Agora foi, oficialmente, um mês sem postar. ~Sorry~ Quem ainda presta atenção no meu perfil, o point dos avisos e atualizações, já deve estar por dentro do que rolou, né? É o seguinte, dear desinformados: o pendrive onde guardava MEM pegou um vírus e eu perdi TODAS as fics/originais que guardava lá.*//cries Ia ficar em um hiato até resolver tudo e formatar meu pc (é, formatar. Não. Não formatei naquela vez que falei, lá no primeiro arco), mas acabei escrevendo um novo capítulo mesmo assim. Me amem. u3u -não. Vale lembrar que a fic AINDA é quinzenal, né. Well, eu que postava antes da data mesmo e tal. Além disso estou revisando todas as fics que já postei — inclusive MEM. Vão notar uma mudança palpável na qualidade do capítulo. Anyway, aproveitem esse capítulo que acabou de sair do forno. Enjoy~~

— LUCE, dê um tempo nessas lições — pediu Natsu pela enésima vez.

— De jeito nenhum! — repliquei sem tirar os olhos do caderno aonde escrevia em uma velocidade impressionante.

Ele bufou.

— Está agindo como se fosse o fim do mundo atrasar essas lições.

— É claro que estou! — respondi. — Se não entregar todas minhas notas vão diminuir, e se minhas notas diminuírem...

— Então sua média será mais baixa — completou. — Vê? Não é como se algo horrível fosse acontecer.

— É o que você imagina — sussurrei.

— Como?

— Nada — observei-o. Ele jogava Happy para cima e o pegava de novo enquanto estava deitado na metade livre da cama — a outra metade estava lotada de livros que utilizava para procurar respostas. Já havia pedido para parar, mas Happy impediu dizendo que era como ter asas e poder voar. Eu sei. Gato estranho. — Não deveria estar fazendo suas lições?

— Já fiz — isso sim atraiu minha atenção.

— Vamos lá, Natsu... Não precisa mentir.

— Não estou mentindo — fechou a cara ao olhar para mim. — Realmente já fiz as lições. Você me viu com elas, aliás.

— Não vi não.

— Viu sim. Lembra quando veio me pedir para levá-la no hospital?

— Fez suas lições naquele dia? — indaguei boquiaberta.

— Sim — voltou a jogar Happy. — Deveria ter feito as suas antes também. Não é, Happy?

— Aye! Lucy, você devia se precaver mais...

— Eu tentei! — não podia crer que levei bronca de um gato! — Na época foi impossível porque Meredy não largava do meu pé!

— E qual a diferença? Ela não largava do seu pé depois de se entenderem também.

— A diferença é que depois disso ela passou a respeitar meu espaço pessoal. Coisa que alguém aqui não faz, aliás.

— Seu espaço, meu espaço. Simples assim. Agora — começou, colocando o gato azulado no chão e abrindo caminho entre os livros —, que tal dar um tempo nessas lições — a cada palavra um beijo era depositado em meu corpo. Da boca e descendo. — E nos divertimos um pouco? — beijou carinhosamente meu pescoço, fazendo-me gemer.

— Bem que queria — murmurei. — No entanto não dá — o empurrei. — Ainda tenho muita coisa para fazer. Pode esperar se quiser.

— Tsc! — bufou. — Que escolha tenho?

— Nenhuma.

Mostrei a língua para ele ao vê-lo olhar furiosamente em minha direção.

✩✩✩



Depois de algum tempo que pensei ser até pouco, finalmente havia terminado todas as lições. Ufa!

Observei Natsu. Ele havia decidido fechar a matraca e se comportar há algum tempo, e agora dormia fofamente com Happy largado em sua barriga.

— Tão fofos! — exclamei baixinho temendo acordá-los.

Saí do quarto na brava missão de encontrar algo para comer, uma vez que Levy havia avisado que chegaria tarde e que não tinha nada pronto para comermos. Claro, poderia cozinhar algo, afinal, cresci em uma fazenda cercada de alimentos orgânicos e... Era um verdadeiro desastre na cozinha. Minha mãe havia me prometido que iria ensinar-me, porém tristemente ela se foi antes de ter essa chance.

Até tentei cozinhar algo quando pequena, mas quase incendiei na casa toda tentando apagar o fogo... Só digamos que fui terminantemente proibida de entrar na cozinha novamente. Até mesmo se quisesse apenas pegar uma maçã. É. Sou horrível nesse quesito.

E Levy tinha levado embora todos os Melon Pans... (chora) Ela é realmente cruel de fazer isso!

Soltei um longo suspiro assim que terminei de procurar. Nada. Pelo visto teria que me contentar com uma garrafinha de água. Arrastei-me até a geladeira, abrindo o compartimento de água e puxando uma garrafa dali. Tomei um gole profundo recuperando-me da tarde seca que tive.

Caramba, agora que parei para pensar, frequentar a escola parece tão distante... Desde que as férias começaram aconteceram tanta coisa que mal vi o tempo passar. Perdi meu apartamento, Levy chegou, o aniversário de Natsu, conhecer Meredy e Igneel juntamente com Ultear, o emprego no Fairy Latte... A descoberta de como o Sting era um cretino, ser sequestrada pela segunda vez na vida... O baile de fundação, me entender com o Natsu, a complicação com o Rogue e meu aniversário...

Com toda certeza foram minhas férias mais agitadas.

Voltei para o quarto e arrumei minhas coisas silenciosamente. Estava um caco, precisava descansar. O que, por acaso, seria difícil com Natsu acordado.

Retirei Happy de sua barriga e coloquei-o em seu cestinho. Ele entreabriu os olhinhos negros e focalizou-me, voltando a dormir em seguida. Foi o presente mais fofo que ganhei.

Peguei outro cobertor e joguei em cima do rosado que apenas soltou um ronco. Segurei a risada e fui para o lado livre, enfiando-me embaixo dos lençóis e rapidamente adormecendo.



[DS → Natsu Dragneel]

Acordei no meio da noite só faltando ter um ataque cardíaco. Jurava estar cego até perceber, pelo relógio de cabeceira ao meu lado, que já passavam das duas da manhã. Droga, quando eu... Oh, pelo visto Lucy havia me coberto...

Acendi o abajur para poder me situar e percebi que a loira estava no quadragésimo quinto sono. Que maravilha — sintam meu sarcasmo.

Já havia avisado que não poderia vê-la no dia seguinte por todo o trabalho acumulado... Heartfilia era realmente cruel! No entanto não é como se não pudesse resolver isso facilmente. Deslizei para baixo do mesmo lençol que ela, puxando seu corpo para perto do meu.

Ahá! Ela havia colocado aquele pijama minúsculo dela. Isso facilitava ainda mais as coisas.

Acariciei a pele macia de seus ombros, percebendo-a se remexer um pouco por causa do toque. Aproveitei-me disso e beijei carinhosamente embaixo de sua orelha. Ela soltou um gemido por causa disso.

Comecei a fazer uma trilha dali até a curva de seu ombro.

— Natsu? — finalmente ela acordou! — O que está fazendo?

— Pegando minha recompensa — afirmei.

— Recompensa? — ligou um dos abajures. Segurei um grito ao ver o estado de seu cabelo. Parecia estar do mesmo jeito de quando ela se atrasou para a aula, naquela época aonde ainda não íamos muito com a cara do outro. — Como assim recompensa?

— Ora, Luce! Me fez esperar você terminar a lição e olha só! São duas horas da manhã! Não acha que devíamos estar fazendo uma certa coisa?

— Tem razão — confirmou. — Deveríamos estar dormindo — puxou o lençol sobre a cabeça e, com a voz abafada, balbuciou: — Boa noite.

— Opa, opa, opa! — exclamei. — Pode ir parando por aí, Heartfilia! — puxei o tecido para mim.

— Natsu, estou com sono — afirmou. — Não podemos fazer isso mais tarde?

— Não! Esqueceu que hoje tenho que trabalhar? Mesmo que meu pai tenha dado um jeito nas coisas durante as férias, ainda tenho muito trabalho com que lidar.

— Mesmo? Que pena — fez pouco caso.

— Lucy! — supliquei.

Ela bufou.

— Deveria ter lhe chutado daqui quando tive chance. Vamos estudar daqui a poucas horas, lembra? Temos que estar descansados.

— Vai dormir melhor depois! É porque não fazemos isso com frequência que não sabe disso!

— Ai! — suspirou. — Tudo bem. Mas só se depois prometer me deixar dormir em paz. Não vou dar outra chance, okay?

— Claro! — abri um enorme sorriso.

Revirou os olhos enlaçando meu pescoço com seus braços. Deslizei meus braços circundando sua cintura e depositei meus lábios sobre os seus.

Luce e eu finalmente estávamos tendo um tempo a sós. Posso ouvir um amém?

Depois de tanta confusão estava feliz por tê-la do meu lado. Espero que isso não mude mais. Acho que nada poderia nos separar agora. E isso simplesmente me agrada muito.

Deitei-a sobre a cama e deslizei em uma trilha de beijos até seu pescoço. Ela puxou minha camisa e deixei-a me despir.

Levei minha mão até um dos peitos ainda coberto, acariciando-o gentilmente enquanto chupava seu pescoço de maneira provocativa.

Aquela camisa estava me irritando, então a arranquei de maneira muito delicada — lê-se brutalmente aqui —, observando o sutiã rendado que a loira decidira usar. Ora, ora, ora...

— Se for ficar apenas me observando, prefiro voltar a dormir.

— Não posso nem admirar minha namorada. Tsc! Que triste! — balbuciei.

Ela riu. Meti minha mão dentro se seu short e ela calou-se nesse momento. Ótimo.

Toquei seu clitóris e ouvi-a gemer. Esse som dos deuses! Mexi meus dedos lentamente e seu corpo estremeceu sob o meu.

— Natsu... — segurou meus ombros. — Isso não... É...

— Shh! — murmurei baixinho em seu ouvido, aproveitando-me dessa chance e mordendo seu lóbulo. — Você tem que acordar direitinho para as coisas ficarem mais interessantes.

Seu corpo estremeceu ainda mais assim que toquei a pele leitosa de sua costa, indo diretamente no feixe do sutiã. Pressionei mais firmemente seu sexo, fazendo-a gritar.

Aproximei meus lábios de seu mamilo já enrijecido, usando minha mão em suas costas para trazê-lo mais para perto.

— Natsu? Lucy? O que estão fazendo? — veio a voz de Happy do nada, quebrando todo o encanto.

— Na-nada! — exclamou Lucy, chutando-me para fora da cama e recolocando a camisa do pijama. Olhei irritado para o gato.

— É. Nada — concordei irritado. Voltei a me enfiar embaixo do lençol e notei, para minha tristeza, que o bichano decidira dormir conosco. — Vai dormir aqui, na cama?

— Vou sim — confirmou. — Fica mais fácil para acordar a Lucy para a escola.

— Awn, ele não é fofo? — indagou a dita cuja abraçando ele como se não houvesse amanhã. Se inveja matasse...

Tudo bem, Natsu Dragneel; pensei para mim mesmo. Você terá outras chances durante a madrugada.

✩✩✩



Arrependo-me veemente pelo dia em que dei esse gato dos infernos para Luce.

Não bastava já ter dormido agarrado na loira, quando tentei encostar nela, ele me mordeu e ainda sussurrou um “pervertido” em minha direção.

Merda, Happy! Sabe o quanto estive esperando por essa possibilidade?

Soltei um longo suspiro enquanto terminava de ajeitar a gravata que Luce havia deixado pronta para mim e saí do banheiro.

E então observei-a terminar de arrumar a mesa do café da manhã com um monte de coisas que saíram sai lá de onde — tenho certeza de ontem os armários estarem vazios, até planejei enche-los eu mesmo e quem sabe ganhar um abraço dela como agradecimento — com a ajuda da pequena azulada que voltara tarde ontem.

— Ah! Natsu, bom dia! — exclamou essa ao me ver. — Não sabia que tinha dormido aqui — lançou um olhar sugestivo para Lucy.

— É. Embora dormir não tenha sido parte dos meus planos — afirmei puxando uma cadeira e sentando-me.

Lucy ficou vermelha dos pés à cabeça. Que. Fofa.

— De qualquer forma — a loira pigarreou —, vai ficar até tarde no trabalho hoje?

— Sinto lhe informar que sim — soltei um muxoxo. — Onde está aquele gato dos... Quero dizer, onde está Happy?

— Ele foi ao veterinário — informou Levy. — Lucy achou melhor fazer um check-up nele.

— Hum... E quem vai busca-lo quando os exames acabarem?

— Eu mesma — explicou a loira. — Ele só vai sair do veterinário às oito.

— Ele vai ficar fora o dia todo? — perguntei boquiaberto. Justo no único dia em que estarei ocupadíssimo? Por que, Deus?

Acenou concordando.

— Deixando Happy de lado, como é a Fairy Tail?

— Um lugar maravilhoso, Levy — animou-se Lucy. — É enorme e tem bastante atividades extracurriculares. E muitas viagens!

— Viagens?

— Sim! É um local bem animado, certo Natsu?

— Exatamente — mordi o pão que Luce havia me dado posteriormente. — Vai gostar de lá, Levy.

Ela abriu um enorme sorriso.

— Legal!

Soltei um sorriso feliz observando Luce e Levy conversarem animadas a respeito da escola.

Parece que essas férias foram tão compridas... Não que eu vá reclamar. Porém só de pensar no tanto de papelada para organizar e naquele demônio que é minha secretária...

Suspirei. Todo mundo tem a secretária Ultear que merece. E infelizmente a minha era tão infernal quanto a do meu pai quando o assunto era trabalho.

Mordi outro pedaço do pão tristemente.

[Natsu Dragneel → Off]



— Vai ficar bem mesmo? — indaguei pela milésima vez.

— Lucy, está fazendo um drama desnecessário. Gray e Juvia estão aqui. Não vou ficar sozinha e largada na sala — afirmou Levy pela milésima vez.

— Mas é a primeira vez que vamos estudar separadas e... — fui interrompida por sua risada.

— Estudei um mês sem você. Acho que aguento. Vamos lá, Lu-chan! Se continuar segurando minha mão ambas vamos chegar atrasadas para a aula.

— Ela tem razão — concordou Natsu puxando-me pelo colarinho da blusa.

— Espera! A Levy-chan...

— Vai ficar bem — grito enquanto a vi ficar para trás na sala B. — Nos vemos no intervalo!

Armei um bico para Natsu.

— Não me olhe assim. Onde está nerd que odiava chegar atrasada?

— Estou dentro da escola e do lado da sala. Não tem como chegar atrasada.

Abriu a boca para me contradizer, no entanto optou por calar-se.

Entramos na sala e esta no mesmo instante esta calou-se. Ah... Natsu feels. Será que ele se sentia tão estranho quando chegava e todo mundo ficava quieto como se estivessem com medo dele sair atirando em cada um.

— Não se acanhem — ordenou, empurrando-me para frente. — Ela é toda de vocês.

— O quê? — perguntei ao mesmo tempo em que várias pessoas me circundavam e lançavam questões. — Espe... Natsu! Seu traidor!

Depois de algum tempo sendo paparicada, questionada e tudo o que podem imaginar, finalmente fui capaz de sentar-me em minha mesa.

— Você está parecendo só o caroço — observou Gajeel. Ele sentava na minha frente, embora antes nunca tivesse me dado conta disso.

— E estou mesmo. Obrigada por reparar.

— Não se assuste — aconselhou.

— Gajeel... — murmurei agradecida.

— Isto é só o começo — completou.

Fechei a cara para ele.

— Sabe, não são palavras muito motivadoras.

— Tenho cara de ser alguém que motive pessoas? — balbuciou com um sorriso de canto.

— Não. No entanto pensei que, por ser namorada de seu chefe, seria um pouco mais gentil comigo.

Soltou um bufo divertido.

— Não se iluda com isso, Heartfilia — como Levy aguenta esse cara? — Além disso, meu chefe é o Igneel, e não Natsu.

— Então Natsu é como um subchefe seu, não?

— Quem me dera — disse o dito cujo, sentando-se em seu lugar atrás de mim. — Gajeel tem a livre opção de escolher qual pedido meu aceitar.

— Eh? Alias, onde estava até agora?

— Avisando Makarov que sairia depois da primeira aula.

— Traduzindo o que ele explicou: não sou escravo dele — confirmou o moreno.

— Depois da primeira aula? Tão cedo?!

— Pois é — neste momento o sinal tocou e Laxus entrou na sala acompanhado de Mirajane.

A albina sentou-se ao meu lado e lançou-me um de seus sorrisos gentis.

— Vou passar recolhendo os trabalhos de férias — avisou Laxus.

— Merda! Esqueci de colocar o meu na bolsa! — praguejou Natsu atrás de mim.

Sorri. Estávamos de volta às aulas.

✩✩✩



— Graças a Deus! — exclamei mais alto do que deveria assim que o sinal para o intervalo tocou. — Desculpe... — pedi para as pessoas que me encaravam.

— Ei, Lucy! — chamou uma garota com um coque alto em um grupo de uma garota morena. — Quer almoçar conosco?

— Hã... Desculpe, vou almoçar com uma amiga da outra sala — neguei culpadamente.

— Oh, tudo bem! Nos falamos depois então!

Fui até a porta, onde Mira me aguardava.

— Elas estavam lhe enchendo?

— De maneira alguma — neguei com um aceno de mão. — Só estavam me convidando para almoçar com elas.

— O grupo da Kagura, hein?

— Kagura?

— A de cabelo castanho grande. Ela é alguém bem confiável para qualquer tipo de coisa.

— Eh? Não me diga que elas servem a família Dragneel?

— Oh, não. Mas ela é uma aliada. Na verdade, ela era noiva de Jellal.

— Noiva?! Ninguém nunca mencionou nada de noiva para mim!

Mira riu.

— Antes dos pais de Jellal morrerem naquele fatídico acidente acabaram por decidir isso. É amiga de infância de Erza também. Na verdade... — sorriu envergonhada. — Ela gosta mesmo é do Mystogun.

— A vida dos Fernandez é bem complicada — afirmei.

— É.

— Lu-chan! — chamou a azulada animada ao lado de duas moças de cabelo branco. Uma que reconheci como Lisanna e outra que era...

— Yukino?! — exclamei arregalando os olhos.

— Faz algum tempo, Lucy-sama — inclinou-se em uma perfeita saudação japonesa.

Yukino Agria era, assim como Levy, uma grande amiga de infância. Embora — por ter crescido em uma família tradicional japonesa rígida —, ainda nos chamasse de maneira formal.

— O que faz aqui? — corri para abraça-la.

— Meus pais decidiram que para ser a melhor, deveria estudar na melhor. É uma grande honra voltar a frequentar a mesma escola que você e a Levy-sama.

— Olhe ela, Lu-chan! — exclamou a azulada emocionada, tão animada ou mais do que eu. — Voltou do Japão ainda mais formal! Deixe disso, Yu-chan!

— Como poderia tratá-las diferente? Tamanha audácia seria mais do que rude de minha parte.

— Yukino! — bronqueamos Levy e eu, pulando em cima dela em um caloroso abraço.

— Também existimos aqui, sabe... — murmurou Lisanna.

Juntei minhas mãos às dela.

— Lisanna! Há quanto tempo! — puxei-a para um abraço também. — Havia me esquecido que voltaria a estudar aqui nesse semestre! Parece que as pessoas mais legais estão todas reunidas mesmo. Oh, sim! — lembrei-me. — Deixe-me apresenta-las — apontei para Mira. — Yukino, esta é...

— Mirajane Strauss, modelo internacional da Sorcerer! — cortou-me curvando-se audaciosamente. — É um grande prazer conhecê-la, Srta. Strauss! Devo proferir aqui que sou uma grande fã!

— Ora, quanta animação! — disse Mira, surpresa. — Também é um prazer conhecê-la, Yukino-chan. Posso chama-la assim?

As bochechas da albina de cabelo curto em questão tomaram um tom rosado tamanha empolgação que teve.

— Claro que sim!

— As coisas parecem animadas por aqui — comentou Gray aparecendo magicamente ao meu lado.

— Isso não é ótimo? — balbuciei, sorrindo para cena. Olhei para ele. — Onde está Juvia?

Adotou um olhar preocupado.

— Ela não se sentiu muito bem hoje, então ficou na mansão descansando.

— Por que parece preocupado? — indaguei. — É por causa do bebê?

Soltou um suspiro.

— Isso também. Nunca lhe contei como conheci Juvia, contei?

— Não. Por quê?

— Conheci Juvia quando bem mais novo e percebi que ela era uma tola como eu mesmo fui no passado — sorriu para si mesmo. — Juvia tem uma doença desconhecida.

Olhei-o assustada.

— Isso quer dizer...?

— Não sabemos se foi uma recaída. Acho, e espero, que não. A última recaída dela foi há três anos e foi simplesmente horrível. Ela pareceu ter somente enjoos, então acho que tudo bem.

— Se são só enjoos, deve ser por causa do bebê — afirmei.

— Também acha? — abriu um (lindo) sorriso esperançoso para mim.

— Tenho certeza — pressionei levemente seu ombro em um gesto de conforto.

Yukino chegou, Lisanna voltou e, mesmo que cansativas, as aulas foram divertidas. Não havia percebido, porém sentira muita falta da Fairy Tail.

Observando tudo o que aconteceu desde que cheguei à Magnolia, cheguei a uma conclusão.

Vim para o melhor lugar. Um lugar que, agradavelmente, fico feliz em poder, agora, chamar de lar.

Notas finais
* Aliás, eu tinha esse capítulo 49 pronto um dia antes do Nyah voltar e, ironicamente, o site voltou foi quando perdi tudo.//chora novamente • Obrigada aos que favoritaram. [CURIOSIDADES MEM] A fic inicialmente teria apenas 20 capítulos. Até o próximo que, possivelmente, sairá daqui a 15 dias.