Meu Estranho Mafioso

37 Contos de Ultear.


Notas iniciais
HELLO PEOPLE! ♦ Obrigada a Laris e a Lunlun pela décima segunda e décima terceira recomendação de MEM! Hontoni arigatou gozaimasu, Laris-chan e Lunlun-chan! ♥ Gente... está fazendo um ano desde que comecei a ler fanfics. (Sim, sou novata nesse mundo ainda) *--* De qualquer forma, aproveitem esse CDU!

— Senhores passageiros, em poucos minutos estaremos aterrizando no Aeroporto Internacional de Magnolia. Pedimos encarecidamente que mantenham seus cintos apertados devido à turbulência da descida e... — Anunciava uma aeromoça no interfone do avião.

Minha cabeça doía de forma aguda e estava no ápice do meu estresse.

Meredy e Igneel deviam saber de meu estado de espírito, uma vez que preferiram sentar-se juntos alguns assentos mais à frente. A primeira classe estava quase vazia, com algumas celebridades e pessoas importantes aqui e ali, nada de importante.

Bufei, aguardando sem nenhuma paciência aquele bendito pouso acabar — o que, ainda bem, foi bem rápido.

Juntei-me aos dois rosados que estavam bem afobados silenciosamente. Eles discutiam alguma coisa a respeito do presente de aniversário de Natsu. Eu ainda nem havia parado para pensar nisso... Talvez uma arma nova seja mais de seu gosto? Algo como... uma Taurus? Ou então uma Desert Eagle? Acho que ele não tem nenhuma dessas ainda...

Argh! Tanto faz! Meu papel nessa joça de máfia Dragneel é apenas organizar os papéis e manter tudo em ordem!

Meu celular vibrou e o atendi irritada.

— Ultear?

O estresse sumiu rapidamente.

— Jean?

— Ufa! Você já desembarcou?

— Si-sim...não esperava que me ligasse tão cedo...

— Só queria saber se tudo ocorreu bem. Pelo jeito que atendeu, parece que não.

— Só estava um pouco estressada e com dor de cabeça.

— Era isso mesmo?

— Por que a pergunta? Está preocupado?

— Por que não estaria preocupado com a minha namorada?

Senti minhas bochechas esquentarem e sorri com desdém.

— Ainda sou sua namorada?

— Como? — Indagou confuso.

— O que quis dizer foi: ainda não me traiu com alguém?

Ele soltou uma gargalhada sonora do outro lado.

— Você tem que parar de achar que todos os seus namorados irão lhe trair.

— Até agora tem sido assim.

— Bem, então sou diferente. Na verdade, estava pensando em dar uma passada aí. Sabe como é... para matar a saudade.

Sorri.

— Você não tem uma missão ou algo do gênero?

— De fato. — Bufou. — Para ser honesto, fui chamado na casa principal.

— O quê? — Exclamei chocada. — Tanto eu quanto Igneel não estamos sabendo de nada disso!

— Como imaginei... Não tem ideia do que o Patriarca pode estar aprontando?

— Não. — Disse preocupada. Ser chamado na casa principal... O que o velho Dragneel está planejando? — Tome cuidado. — Avisei. — Sabe que se você cometer um erro ou sequer gaguejar, seu pescoço já estará a ponto de ser cortado.

Ele suspirou fortemente, causando certo ruído na linha.

— Sim... De qualquer forma, ainda quero lhe ver. Se ele me mandar para uma missão, não poderei vê-la por um bom tempo.

— Eu sei. — Gemi. — Não quero isso.

— Nem eu, mas ir contra a ordem do Pai... Acho que não tenho coragem para isso.

— Alguém teria? — Olhei ao redor, procurando Igneel ou Meredy, porém não localizei nenhum. — O último que tentou foi o Igneel e ele só está vivo porque Honoka interferiu. Sabe-se lá o que poderia ter acontecido sem ela ali.

— É... Olha só, tenho que desligar, porém logo logo nos veremos. Necessito dar uma passada aí antes de ir lá. Tenho que ver-lhe nem que seja por cinco segundos.

— Todo tempo que precisar.

— Sinto muito ter atrasado seu repouso.

— De forma alguma. Igneel e Meredy evaporaram, portanto... ouvir sua voz foi reconfortante.

— Posso dizer o mesmo. Até logo, Ultear.

— Até, Jean. — Encerrei a ligação. Novamente procurei pelo par de rosados.

— Se não é a Ultear! — Exclamou alguém atrás de mim, e quando me virei preferia não tê-lo feito.

— Amber. — Murmurei seu nome. Amber Possi, a namorada de Igneel antes de Honoka. Só a havia visto poucas vezes quando era pequena. Trajava um casaco de pelos incrivelmente exagerado, mas que dava a entender que agora possuía certa fortuna e seu cabelo castanho claro estava preso em um rabo de cavalo lateral. Brincos de pérolas brilhavam em suas orelhas.

— Meu Deus! Como você cresceu querida!

— É o que acontece com as crianças. — Repliquei entredentes. Sorria Ultear. Sorria! — Elas crescem.

Possi sorriu.

— Isso é óbvio, meu bem! Se você está aqui — procurou algo olhando à minha volta — significa que Igneel também está, certo? Ouvi dizer que virou secretária pessoal dele.

— É. Algo assim. — Respondi seca.

— Por falar nisso, soube que a bela Honoka morreu. — Senti o sangue em minhas veias congelar. Por que raios ela estava descavando aquele assunto que ao ouvido de Igneel era quase um tabu? Agradeci mentalmente por ele ter sumido para algum lugar com Meredy.

— Sim... É verdade.

— Oh! Que pena! — Esbanjava falsidade. — Eles dois ficavam tão belos juntos. Tão harmônicos. Era como se... não estivessem completos sem o outro.

Senti-me incrivelmente desanimada de repente. Honoka era um anjo mesmo... Um anjo maluco e perverso, porém o que Amber dizia era verdade.

— Verdade. — Repeti, sentindo seu olhar avaliar-me.

— Você está tão bonita quanto ela agora.

— Não sou bonita a esse ponto. — Ri com escárnio.

— Acha mesmo? Igneel com toda certeza deve compartilhar de meu pensamento. — Olhou no relógio prata que quase sumia entre as trocentas pulseiras que ali haviam. — E vamos ser sinceras. Ele é incrível, não?

— O quê? — Balbuciei confusa.

— Na cama, é o que quero dizer.

Corei até a raiz dos cabelos.

— O-o-o-o-o-o que está insinuando?!?

— Quer mesmo que eu acredite que você é secretária pessoal dele e que vocês não fizeram nada ainda? Não precisa ter vergonha, sei bem como ele é.

— Não é nada disso!

— Agora falemos um pouco a respeito... Quem o vê de fora, nem consegue imaginar que seja tão pervertido, certo? Meu atual marido também é, porém... Confesso que Igneel foi o mais marcante de todos os homens que tive até hoje.

— Atual?! Marcante?! — Como sair de uma conversa tão vergonhosa?

— Parece tão surpresa! Eu sei que não é um assunto a se tratar no meio de um aeroporto, no entanto quando poderemos nos encontrar novamente? Ainda mais para conversar a respeito de um sádico como aquele foguento de cabelos rosáceos?

— Sádico?! O Igneel? — O mesmo em quem vivo batendo e não se importa?

— Eh? Era de se esperar que você soubesse disso...

— Não era não! — Berrei, atraindo a atenção de algumas pessoas ao nosso redor. — Nós dois mantemos apenas um relacionamento profissional!

— Heh... — Ela sorriu de forma assustadora. — Então não terá problemas caso queira envolver-me com ele? Que ótimo!

— Eh?

— Vamos lá... Igneel sabe fingir muito bem, mas uma hora ou outra ele vai deixar-se ser levado pelas necessidades.

— Você não pode! — Interrompi-a assim que voltou a abrir a boca.

— Posso saber o porquê? Se não está em um relacionamento com ele, obviamente não tem direito algum de me impedir de se envolver com ele!

— Não se envolver com quem? — Indagou o dito cujo, aparecendo magicamente do meu lado. — Oh! Amber! Há quanto tempo! — Sorriu abertamente para ela.

— Onde está Meredy?

— Mandei-a para casa mais cedo. Ela queria ver o Natsu e ainda devemos passar no escritório principal. Não se envolver com quem? — Tornou a perguntar.

— Com você, querido. — Disse a morena. — Estava conversando com Ultear a respeito de você. Ela parecia muito disposta a não deixar-me vê-lo.

Lançou um olhar profundo em minha direção.

— Pensei que estivesse casada novamente.

— E desde quando isso é um problema para você? — Chegou mais perto dele, lançando-lhe um olhar sugestivo, recebendo como resposta apenas um sorriso. — Ah, sim! Aqui tem meu número de telefone — puxou um cartão com seu nome e cinco números de celular e lhe entregou. —, me ligue qualquer dia desses para... matarmos a saudade dos velhos tempos.

— Claro, por que não? Olha só, a mini Ur e eu temos uma reunião daqui a pouco então temos que correr...

— Tudo bem, eu entendo. Esperarei ansiosa sua ligação.

Afastamo-nos de braços dados. Ele mantinha um sorriso no rosto e segurava o número de telefone na mão livre.

— Igneel? — Chamei-o.

— Amber, Amber, sempre um amor. — Falou, ainda com a mesma expressão. Passamos ao lado de um lixeira e ele, então, amassou o papel e o jogou lá. — Cachorra. — Xingou.

— Infiel. — Adicionei.

— Vadia. — Já estava ficando com vontade de rir.

— “Me ligue qualquer dia desses para matarmos a saudade dos velhos tempos.” — Repeti.

— Queria era matar outra coisa. — Observou ele, e saímos do aeroporto rindo.

No entanto, o que Amber me disse ainda ressoava em minha mente.

Sádico? O Igneel? Hum... É. Acho que não!

Absolutamente impossível!

Ri de mim mesma por levar aquilo a sério.

Igneel sádico é totalmente improvável.

Notas finais
Uhh~ Igneel é um sádico?! Oh my... × Gente, a respeito dos xingamentos: aqui em MEM eles TERÃO que aparecer, uma vez que ninguém espera que mafiosos fiquem se tratando com cordialidade, certo? • Obrigada a todos os que favoritaram no último capítulo! Foram tantos~ Fiquei muito feliz! Reviews?