Notas iniciais
Colar que a Erica faz para Anna:http://g01.a.alicdn.com/kf/HTB10FVyHFXXXXaGaXXXq6xXFXXXu/Estrelas-do-mar-concha-conchas-de-pérolas-cadeia-colar-de-jóias-para-mulheres-acessório.jpg Colar que a Anna faz para Erica:https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/9a/54/e0/9a54e00eb5cf0434f882cff19035533d.jpg Colar que a Anna faz para o Anakin:http://img.clasf.com.br/2015/09/03/Colarcordo-com-pingente-de-concha-do-mar-verdadeira-20150903234047.jpg Colar que o Anakin faz para Anna: https://fbcdn-photos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash2/v/t1.0-0/p320x320/10264308_381869985285488_6301602279521203386_n.jpg?oh=aae9853df8fa77d06e31fde4b432f9d3&oe=56940779&__gda__=1451660257_e688b7f152e526c14a0a6bde5d907345

P.O.V. Anna.

Vamos embora hoje. E Anakin vai ficar pra trás.

—Não chora Anna. Vai ficar tudo bem.

—Nunca mais o verei de novo.

—Você não sabe.

—Você tem alguma dúvida Erica?

—Tenho. Agora, respira fundo e vai retocar essa maquiagem.

Nós descemos e demos de cara com o Anakin.

—Quem tá pronta pra viajar pelos E.U.A. ?

—Você...

—Será que tem lugar pra mais um?

Anna correu e se atirou nos braços dele. Ela tem tanta sorte. Encontrou o amor e o cara é um verdadeiro Príncipe encantado.

—Odeio ter que acabar com o momento, mas temos que ir.

—Tem razão. Vamos.

Felizmente o namorado de Anna forneceu o carro.

—Você não me disse o seu nome.

—Erica. Erica Rodrigues.

—Prazer.

—O prazer é todo meu. Ele...

—Ele sabe.

—Ótimo.

Visitamos todos os pontos turísticos de Palm Beach. Vimos o Anakin surfar e dar autógrafos. Mas, quando chegamos á praia deu aquele mesmo problema.

Anna sente saudades do mar, mas ela não pode voltar. O pai biológico dela a baniu por ela acreditar no amor. Ela ficou lá, parada olhando as ondas com o vento batendo no rosto e aquele olhar de tristeza.

—Ah, eu sinto muito amiga.

—Eu também. Porque ele fez isso comigo Erica? Sou filha dele, sangue do seu sangue.

—Pode chorar.

—Lágrimas de tristeza nunca. Sereias são duras de mais pra isso.

—É, eu esqueci.

Nunca vou saber como ela consegue. Anna pode estar numa depressão profunda, mas ela não chora. Ela não chora de tristeza nem por decreto federal.

Mas, lágrimas de alegria ela solta. Dizem que essas são as mais poderosas.

—Qual o problema meu amor? Está triste.

—Eu queria poder voltar pra casa.

—Você pode.

—Não. Meu pai me baniu porque eu acredito no amor.

—E a história das lágrimas?

—É verdade.

—Ela não chora de tristeza Anakin. Nunca chorou.

—Verdade?

—Sim. Lágrimas de tristeza nunca, somos duras de mais pra isso.

—Sereias. Elas nunca choram de tristeza, só de felicidade.

Anna se soltou dos braços do namorado saiu andando, pegou a bolsa e saiu correndo

—Anna!

—Relaxa, ela vai estar no hotel imersa na banheira com água e sal.

P.O.V. Anakin.

Depois do que houve na praia Anna passou o dia inteiro dentro do banheiro.

—O que acontece lá dentro?

—Ela enche a banheira com água morna, taca sal, coloca um CD com o barulho das ondas que ela mesma gravou e fica submersa lá.

—Acho que sei o que fazer para minimizar a dor dela.

—O que?

—Vamos á praia depressa.

—Tá bem.

Erica e eu passamos a tarde escolhendo conchas e como se o mar ouvisse nossos pensamentos mandou um bando de conchas lindas e intactas. Pra fechar com chave de ouro encontramos uma imensa que fazia o barulho do mar.

—Pronto. Temos tudo o que precisamos.

Uma onda veio e deixou o que parece ser uma presilha de três pontas.

—Conheço essa presilha!

—É mesmo?

—É da Anna. É o talismã dela.

—Talismã?

—Toda sereia tem um. Faz com que elas tenham poderes mágicos adicionais.

—Entendi.

—Mas, se o talismã for roubado elas viram escravas de quem o roubou.

—Isso é ruim.

—Super. Agora vou sair pra comprar fio encerado e você vai levar as conchas para o hotel e ficar com a Anna.

—Boa ideia.

Ela passou umas boas três horas lá dentro. Mas, quando saiu estava muito mais bonita, a pele estava mais brilhante assim como os cabelos, as unhas estavam mais fortes e tudo mais. Até o humor dela mudou.

—Me desculpe por estragar o seu passeio.

—Não estragou. Se você não estivesse á vontade e ficasse lá por minha causa teria estragado.

—Obrigado.

—De nada.

Ficamos abraçados.

—O que é isto?

—Surpresa.

Quando Erica voltou nós passamos o fim de tarde e parte da noite montando colares, pulseiras e brincos com as conchas.

Depois que as bijuterias ficaram prontas nós fomos trocando os presentes.

—Pra você. Espero que isso amenize o seu sofrimento.

—Obrigado. Coloca em mim?

—Claro meu anjo.

Anna sorriu e afastou os lindos e sedosos cabelos negros para que eu pudesse colocar o colar em seu pescoço.

—Prontinho.

—É lindo.

—Você tem talento Anakin. Fez o mais complexo de todos os modelos do livro como se fizesse isso a anos.

—Eu sou bom com as mãos.

—Senti um duplo sentido nessa frase.

—Espero que algum dia alguém olhe pra mim do jeito que vocês olham um para o outro.

—Você vai encontrar o seu cara ideal. Você vai ver.

—Quase esqueci! Olha, o que o seu pai te mandou.

—Meu pai? Meu pai biológico?

—Sim. Acho que quer dizer que ele perdoou você.

—O que é?

—Olha.

—Meu talismã! Ele o tirou de mim quando me baniu. Disse que eu não merecia ter o meu lugar no reino de Atlântida e que merecia viver longe de tudo o que a ele pertencia.

—Você é uma desonra para a nossa família! Mesmo sendo minha preferida, minha joia preciosa você não é merecedora da minha afeição e nem do meu trono.

—Trono?

—Sou a herdeira do Trono de Atlântida. Sou uma Princesa.

—Uau!

—Ele sempre me tratou diferente. Eu sempre fui a filhinha do papai, principalmente depois que a minha mãe Atena morreu.

—Porque?

—Eu sou a imagem cuspida da minha mãe. Eu me pareço muito com ela.

—Como sabe?

—Eu tenho uma caixinha de música que encontrei numa fenda profunda do oceano. Vejam.

Ela abriu a caixa que na verdade era uma concha dourada e ela começou a entoar uma música linda e havia um casal de sereios dançando.

—Quem são eles?

—Os meus pais. Primeiro eu achei que fosse eu e o meu pai, mas daí eu vi que ela usava uma coroa na cabeça, maior que a minha.

—Seu pai falava sobre ela?

—Raramente. Tudo o que eu sei sobre ela foi a minha Nona que contou.

—Nona?

—Avó.