Notas iniciais
Hum, avisando pessoal que essa história se passa antes da separação da Geração dos Milagres, sendo assim, todos estão no mesmo time de basquete, ou seja, a Teiko.
Tendo isto em mente, eu espero que vocês curtam essa fic feita do fundo do meu kokoro, ok?
Boa leitura! E please, leiam as notas finais!

Kise tropeçou, caiu e sentiu os joelhos arderem, machucou-se.

Onde estava mesmo?

Não se lembrava de como tinha acabado por parar naquele pedaço de fim de mundo, apenas de que havia corrido como nunca antes correra na vida, fugindo daquilo que com certeza, atormentaria seus piores pesadelos. É claro que Kise já imaginava que algo acontecia entre aqueles dois, afinal os olhares e os gestos denunciavam tudo. Mas o que os olhos não veem o coração não sente, certo? E ele, se pudesse, gostaria de voltar no tempo, apenas para não entrar naquele maldito ginásio e presenciar aquela dolorosa cena.

Kurokocchi, tão pequeno, e tão vermelhinho como Kise não se recordava de tê-lo visto antes, nunca alcançaria os lábios dele sem precisar apoiar-se nas pontas dos pés. Seria fofo, se não fosse trágico.

Aominecchi pareceu ter sido pego de surpresa, mas não impediu a boquinha do garoto baixinho de encostar-se à sua.

E isso foi tudo o que viu, antes de virar-se para o lado de fora e instantaneamente apressar o passo, até sentir-se correndo como um condenado fugindo da prisão, até bater o dedo em uma leve elevação no chão, caindo de joelhos. Quase que por reflexo, Kise pressionou os mesmos, sentando-se naquele local desconhecido e rezando para que o machucado não estivesse sangrando tanto. Doía muito, tudo doía muito.

Arremangando as calças até os joelhos, choramingou quando viu os terríveis ralados que aquele tombo causou, sangravam e ardiam. Certamente, a primeira coisa que faria quando chegasse a casa, seria limpar as feridas antes que infeccionassem. Já imaginando o quanto doeria quando colocasse as mesmas em contato com a água, Kise choramingou mais um pouquinho... E mais um pouquinho... E então, olhando para os lados, constatou que ninguém estava por perto, ótimo. Com um suspiro, sentiu as lágrimas chegarem com força.

Simplesmente, não conseguia pará-las. Uma após a outra, gorduchas, elas desciam pelo rosto já rosado. Soluçava, chorava, soluçava e chorava. Às vezes, tudo ao mesmo tempo. Doía muito, muito mesmo, aquele machucado era o pior de todos! Como conseguiria cicatrizá-lo? Ele nem mesmo podia alcançá-lo! Estava dentro do seu peito, do seu coração, afinal.

Colocando as mãos no rosto molhado, Kise tentava acalmar-se, mas as tentativas só o faziam lembrar-se de um Kurokocchi envergonhado e um Aominecchi surpreso, um beijo tímido. E então, as lágrimas vinham se possível, com mais força e ele chorava. A boca não mais fechada, e sim bem aberta, não continha mais os soluços e os sussurros desesperados. Seu corpo tremia e tinha espasmos dolorosos, a substância viscosa que saía das suas narinas, corria livremente até chegar aos lábios. Encolhendo-se, tirou as mãos do rosto e apertou seu peito, tentando amenizar a dor.

Com os joelhos sangrando um bocado, sem saber onde estava e chorando tanto que mal conseguia pôr-se em pé, Kise só tinha um pensamento em mente:

Aominecchi era do Kurokocchi.

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Momoi suspirou cansada, alguma coisa havia acontecido e ela não foi informada, com certeza. Essa era a única resposta que encontrou para o que estava sentindo, um clima péssimo naquele ginásio.

Por fora, ninguém notaria as diferenças. Todos os garotos estavam treinando como sempre, rindo e conversando como sempre. Algumas bolas acertavam a cesta, outras não. Alguns passes para lá, outros para cá. Aparentemente tudo estava nos eixos, mas Momoi não seria “Momoi a gerente da Teiko” se não reparasse nos detalhes, não é? Midorin com seu amuleto do dia estava normal. Atsushi e Akashi pareciam bem também. O problema era aqueles três... Aomine-kun estava disperso e já havia errado dois arremessos. Tetsu-kun não teve êxito em todos os seus passes, e Kise... Bom, ele não estava nem presente.

Algo estava extremamente errado, e bem, ela já desconfiava do que seria. E depois de analisar mais atentamente, ligou os pontos, e puff, já sabia de tudo. Essa era a habilidade da gerente da Geração dos Milagres, analisar e conciliar. Incrível.

Sem mais esperar um segundo, Momoi atravessou a quadra rapidamente em direção ao às do time, pois só havia uma coisa que ela podia fazer para concertar a situação e como uma boa gerente e amiga, ela faria... Dar o empurrão básico para as mulas andarem.

– Dai-chan~! Dai-chan~! Preciso que você faça um favorzinho, nee~?

Ignorando Momoi, ele levantou os calcanhares e arremessou. A bola girou, girou e não entrou na cesta. Irritado, virou-se para ela e respondeu entre um “tsc” e outro:

– O que você quer Satsuki?

Ooh~! Dai-chan errou...! – Ela comentou falsamente surpresa, irritando-o ainda mais.

– O que você quer Momoi? – Falou, sibilando o nome dela.

– Quero que você vá até a casa do Kise-kun, e descubra o porquê dele não estar aqui~!

– Peça para outra pessoa, eu estou ocupado.

Ficando de costas para ela, o garoto moreno preparava outro arremesso quando de repente sentiu dois fartos seios grudarem em suas costas.

– A-o-m-i-n-e-k-u-n~! Vá agora mesmo, ok~? – Ela apertou o abraço, deixando-o sem respirar. Por um momento, ele sentiu um leve tom de ameaça na pergunta. Era melhor fazer o que ela mandava.

Tsc... Estou indo. – Falou, enquanto arremessava pela última vez. Errou a cesta.

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Certamente, Momoi iria matá-lo, sem antes é claro, perguntar preocupada, o motivo de ele ter faltado o treino uns dias antes de um jogo importante, embora ela já soubesse a resposta. Ninguém conseguia esconder nada daquela garota tamanho GG¹.

Mas só de pensar em voltar naquele ginásio, Kise já sentia seus olhos arderem e um nó em sua garganta, então era melhor, pelo menos por enquanto, ficar ali embolado em seus cobertores em cima da cama. Matando o tempo, sem dormir, afinal não queria sonhar com aquilo pela vigésima vez.

Pensou em levantar-se e lavar o rosto, esse que estava inchado pelo choro e com belíssimas olheiras, ou qualquer coisa parecida apenas para ocupar seus pensamentos, pois não diz o ditado que mente vazia é oficina do Diabo? Mas, simplesmente, não conseguia fazer nada e se tivesse como gostaria de mofar naquela cama para sempre e deixar os problemas da vida do lado de fora da sua porta. Principalmente o problema chamado Aominecchi.

Com ele em mente, Kise se perguntou se o garoto moreno estaria sentindo sua falta no treino ou se estava, ao menos, preocupado. Entretanto, logo em seguida, estapeou-se por pensar asneiras desse tipo, definitivamente não queria iludir-se de novo. Afundando a cabeça no travesseiro, ele riu baixinho da sua própria desgraça e sentiu algumas lágrimas chegando devagarzinho, mas que acabaram por não chegar, pois ouviu a campainha que o distraiu da melancolia.

Ah, eu tenho mesmo que ir atender? Talvez se ignorasse, a pessoa apenas desistiria de encontrá-lo e iria embora. Então decidiu que não atenderia a porta, uma hora ou outra seja lá quem fosse pararia de apertar a campainha. Contudo, seja lá quem fosse não parecia ter nenhum tipo de senso comum e cada vez o barulho ficava mais longo e pior. Seja lá quem fosse estava grudando o dedo na campainha. Qual era o problema dessa pessoa...? Kise imaginando que só existia uma pessoa que ele conhecia que podia ser tão inconveniente quando queria, atirou as cobertas para o lado e marchou até a porta, de pijama e tudo, fazendo questão de não parecer nem um pouco disposto a visitas.

– Momoi eu sei qu...- Ele não conseguiu terminar de falar, pois tudo o que viu quando abriu a porta com força, foi um Aominecchi tinindo de frio, ele não estava agasalhado, e com uma sacola na mão.

Oe, posso entrar? – O garoto moreno perguntou já se colocando para dentro da casa, sem esperar por resposta nenhuma.

Kise estava pasmo, quer dizer, por que ele estava ali e não no treino? E o que era aquela sacola? Deuses, ele mal podia acreditar que a pessoa que menos queria ver estava sentando no seu sofá e o olhava com feições que o garoto loiro não conseguia, de jeito nenhum, definir. A vida andava sendo uma desgraça.

– Kise, oe, você não vai fechar a porta...? – Falou, entregando a sacola ao garoto.

– Ah... Claro! Gomen, eu estava dormindo, hehe~! – Kise tentou voltar a si, fechou a porta.

– Hum... Eu trouxe remédios e chá, achei que você estava doente e... –

Aomine parou de falar para observar que Kise não o olhava nos olhos e parecia distante. O que estava acontecendo com o garoto loiro? Primeiramente, ele achou que Momoi estava exagerando e que ele deveria estar somente resfriado ou algo do tipo, mas agora, olhando o garoto tremer e apertar a sacola com força, ele sentia que alguma coisa estava muito errada e ponderou o porquê de não ter vindo antes.

– Kise, você está bem? – Percebeu que o garoto assustou-se com a pergunta. Em que mundo Kise estava?

Ãhn...?

– Esquece, só de olhar você assim eu já tenho a resposta. – Falou, levantando-se do sofá e indo em direção ao loiro.

Ryouta tinha certeza que estava vendo tudo em câmera lenta, e ele não conseguia raciocinar nada. Sentia Aominecchi aproximando-se, mas não conseguia encará-lo. O calor do moreno estava cada vez mais perto e o sufocava ao mesmo tempo em que acelerava seu coração, se é que ele poderia acelerar mais. Achou ter ouvido o seu nome ser pronunciado, mas todo o som parecia distante. A única coisa que tinha foco era Aominecchi e o único som que fazia sentido no momento era os seus batimentos cardíacos rápidos demais para o seu próprio bem.

Seu corpo arrepiou-se inteiro quando o moreno tocou sua testa com a palma da mão, a fim de procurar algum resquício de febre, Aomine o tinha pegado desprevenido. Nervoso, Kise por reflexo, com um tapa, afastou a mão do mais alto e olhou-o rapidamente, a tempo de somente ver uma expressão de surpresa no rosto do mesmo.

Eeh~, Aominecchi...! Eu não estou doente... – Falou, tentando justificar o tapa. Mas ao olhar de novo para o moreno, arrependeu-se do que tinha feito. Ele parecia magoado.

– Kise...

– Sente-se, vou preparar o chá que você trouxe, Aominecchi. – Ryouta não esperou resposta, praticamente voando para a cozinha.

Enquanto preparava o chá, Kise tentava inutilmente reorganizar as ideias, implorando para si próprio parar de agir estranho. Vamos lá seu idiota, mesmo que doa, não estrague tudo agora... Apenas sorria ok? Ele não fez nada de errado, não o culpe por sua covardia! Tranquilizando a sua respiração, ele apenas rezava para que a água não esquentasse tão rápido.

Já na sala, afundado no sofá, Aomine procurava motivos para tudo que havia acontecido há pouco. Tentava se lembrar se tinha magoado Kise ou brigado com ele, pois aquele tapa foi visivelmente um ato de repulsão, e o loiro nunca tinha agido daquele jeito antes. Decidido, ele queria confrontar o mais baixo o mais rápido possível, sua preocupação com o garoto atingindo níveis extremos.

Chegando à sala, toda aquela preparação para conversar decentemente com Aominecchi pareceu ainda mais inútil do que antes. Simplesmente não conseguia controlar seus sentimentos pelo moreno, eles já tinham tomado formas catastróficas. Por um momento, Kise perguntou-se qual seria o limite de amor que uma pessoa poderia sentir por outra, e se esse limite existisse, com certeza, Ryouta já havia o ultrapassado há muito tempo. Nem ele mesmo conseguia ter ideia do quanto amava aquele moreno sentado no seu sofá, e o quanto o queria para si... Mas Aominecchi é do Kurokocchi.

Sorrindo triste, ele alcançou uma xícara de chá para o mais alto e sentou-se ao seu lado, com as pernas cruzadas como índio. Eles ficaram em silêncio por um bom tempo, cada qual perdido em seus próprios pensamentos, que eles não sabiam, mas de um modo ou outro, interligavam-se. Sorveram o chá aos goles, aparentando calma, paciência... Mas Kise era um turbilhão de emoções prestes a entrarem em ebulição com qualquer movimento que Aomine fizesse, e o moreno, ansioso, queria saber o que estava acontecendo. Não tinha como a situação se desenrolar calmamente. Tudo era entropia.

Resolvendo tomar a iniciativa antes que fizesse alguma besteira, Ryouta colocou sua xícara junto à de Aomine que já estava na mesinha de centro, respirou fundo, achando que assim conseguiria não tremer tanto, mas só conseguiu tremer mais ainda.

– Aominecchi... – Ele suspirou o apelido que deu ao moreno, sem sequer perceber que o fazia.

Oe...? – Aomine quase exclamou, ficando feliz por iniciar uma conversa.

Kise petrificou na hora. Não havia se dado conta de que por puro nervosismo, acabou chamando o garoto e agora não sabia como continuar a conversa...! Tinha vontade de chorar, esconder-se, sumir do mapa! Estava tão nervoso, o que ele faria? O que conversariam? Ele não conseguia formular uma maldita frase...?!

– Eu vi o Kurokocchi beijando o Aominecchi no ginásio ontem! — Kise praticamente gritou, seu nervosismo à flor da pele. Depois deu-se conta do que tinha falado, e arregalou os olhos. O que ele tinha feito?

Virou-se rapidamente para o moreno que o olhava espantado, e sentiu medo daquele olhar. E se ele o odiasse agora? E se ele quisesse que ninguém soubesse sobre o seu relacionamento com Kurokocchi? Não suportaria ser odiado por Aomine...!

– Vo-você viu? – O moreno perguntou, ainda digerindo a informação.

Kise não o respondeu, não conseguiria. Voltou a lembrar daquela cena e jurou ter sentido no mínimo uns trezentos nós em sua garganta. Ele não poderia segurar e oprimir seus sentimentos, não mais... Doía, fazia muito mal. Sentiu as lágrimas de novo correndo por sua face. Talvez chegasse o dia que não choraria mais, que não seria mais um maldito chorão, mas tudo era muito recente, então por hora, não tinha como refrear o choro contido.

Surpreso por ver Kise chorando, Aomine quase que simultaneamente o abraçou com uma força absurda. Não queria ver Ryouta chorando daquele jeito, era doloroso demais! Preocupado como nunca antes estivera ele beijou o topo da cabeça do loiro e deixou-o apoiar a mesma em seu ombro.

– Kise, me diga o que está acontecendo, eu quero saber. – Ele falou baixinho, tentando acalmar o garoto.

Sem conseguir esconder mais nada, o loiro apertou-o a camiseta retribuindo o abraço e soltou o peso daqueles sentimentos tudo de uma vez.

– Eu te amo Aominecchi! Meu peito parece que rasga toda a vez que eu vejo você com o Kurokocchi, eu sinto tanto ciúmes que dói! Tem muitas vezes que eu gostaria de ser ele, então você poderia me amar nee~? Eu sei que não sou tão incrível quanto ele, mas eu prometo me esforçar...! Quando vi ele beijando você, senti meu coração moer e ficar em pedaços, eu nunca tinha sentido tanta dor na minha vida! Você é a razão de eu amar basquete, nee~? Eu te amo desde o momento que enxerguei em você, o melhor que eu poderia ser... Aominecchi!

As palavras não paravam de chegar, ele falava, mas não era o suficiente para deixar claro o quanto amava aquele homem e o quanto o admirava! Parecia nunca ser o suficiente, para Kise, Aomine merecia mais, muito mais. Merecia tudo o que Ryouta podia lhe entregar, seu coração, seu corpo, sua alma. Se ele tivesse uma chance, faria do moreno a pessoa mais feliz do mundo, e assim, também seria a pessoa mais feliz do mundo.

E a diferença não foi mais do que poucos segundos entre a declaração de Kise e o que Aomine fez. Arrancou o garoto que se debulhava em lágrimas do seu ombro, e colou os lábios nos dele. Abraçando o loiro ainda mais forte, machucando as costelas do mesmo, beijou-o até ficar totalmente sem fôlego. Forçando a passagem da sua língua na boca do mais baixo, queria explorar aquela boca até o último dia de sua vida. O gosto de Kise era irreal, era indescritível e rindo durante o beijo, admitiu para si mesmo que havia viciado.

Não sabendo se agradecia aos deuses ou perguntava ao Aominecchi se ele tinha enlouquecido, deixou-se levar por aquele ósculo que rezava que não tivesse fim. Quando o mais alto enfiou literalmente a língua em sua boca, Kise ficou surpreso, mas nem por um instante pensou em pará-lo, era bom demais. Consciente de que nunca conseguiria domar uma fera como o moreno, permitiu que a mesma devorasse sua boca.

As línguas esfregavam-se, remexiam-se dentro das bocas que não eram espaçosas o suficiente para tanta selvageria e desespero de quem esperou tempo demais. Aomine já descia as mãos, enfiando-as dentro das calças de pijama do loiro, apertando-o as nádegas por cima da cueca boxer, aproximando-o mais de si. Queria mais contato, queria Kise inteiro para si, devorá-lo todo o dia, o dia todo. Excitado e com uma pressa que não era característica sua, ele deitou-se por cima do loiro, e começou a tirá-lo a camiseta, mas foi impedido por um Ryouta sem fôlego, envergonhado e que para Aomine tinha um rostinho que estava implorando para ser amado.

– Aominecchi... O-o que você e-está fazendo...? – Kise não queria perguntar, mas simplesmente não fazia sentido para ele estar desse jeito com o moreno sendo que o mesmo amava o Kurokocchi, certo?

– Estou devorando você, não é óbvio? – Falou, e em seguida, lambeu-o o lóbulo da orelha.

Ahn~... – Não pode deixar de gemer – Mas, por quê?

– Como assim? – E agora quem não via sentido era Aomine, que deixou de excitar Kise-kun, para olhá-lo com uma sobrancelha erguida.

– Você ama o Kurokocchi, não é? Então... Por quê? – E doeu para Ryouta constatar aquilo em voz alta. Acabou franzindo o cenho e segurando o choro.

– Idiota... – Aomine sussurrou, enquanto voltava a lamber, morder e chupar Kise no pescoço – Você é muito idiota, sabia? – E puxou levemente o lábio inferior do loiro com os dentes. – Eu amo você Ryouta Kise idiota. – Finalmente pronunciou, não parando o que fazia até perceber enquanto lambia a bochecha do loirinho, que ele estava chorando de novo.

– Aominecchi...! Eu amo você também! – E dito isso, o loiro pôs as duas mãos no rosto do moreno, uma de cada lado, e o trouxe para mais um beijo tão ou mais desesperado que o outro.

Enquanto beijavam-se, Aomine fazia questão de afastar as pernas do loiro uma da outra o máximo que podia, e enfiava-se no meio delas apenas para conseguir fazer maior fricção com o membro escondido do loiro, que já parecia despertar. Kise para ajudar, enlaçou as pernas no quadril do outro e o puxava para mais perto. Quando o ar fez falta, e o beijo teve de ser findado, o moreno nem ao menos parou para respirar, erguendo-se um pouco, apenas o suficiente para conseguir retirar a camiseta do garoto abaixo de si, que dessa vez foi prontamente atirada para qualquer canto. Na velocidade da luz, retirou a sua também.

Sem camisas no caminho, a boca de Aomine fez o trajeto certeiro para os mamilos rosados do loirinho que não conseguia fazer nada a não ser gemer e ofegar. Não existia possibilidade de lutar contra a fera. O moreno chupou com força um dos mamilos de Kise que arqueou as costas, talvez os mamilos fosse seu ponto fraco. Mas não teve tempo para divagar sobre a ideia, pois Aomine não o deixou pensar nem por um segundo. Logo, começou a chupar o outro, e mordiscá-lo com ganância para depois lambê-lo, em uma mistura de dor e prazer. Não podia ser diferente, esse era o seu moreno afinal.

Quando seus mamilos já estavam vermelhinhos demais, Kise achou que gostaria de fazer isso com o moreno também, mas quando iria abocanhar o mamilo escuro, Aominecchi tampou sua boca e sussurrou com malícia:

– Eu irei devorar você, e fazê-lo ter um orgasmo tão forte que você não irá conseguir pensar em nada a não ser no jeito que eu o fodi. Agora, fica quietinho e me deixe comê-lo, ok?

– O-ok... – Gemeu vermelho como um pimentão.

Kise sentiu seu corpo entrar em combustão, e arrepiar-se inteiro. Deuses, ele quase gozou somente com aquelas palavras. Como Aominecchi podia ser tão excitante?

Aconchegando-se mais no sofá, Ryouta sentia o peso do moreno todo em cima de si, chupando o seu pescoço enquanto que com as mãos brincava com seus mamilos duros e um pouco doloridos... Nunca deixando, é claro, de esfregar os membros que já estavam rígidos e desconfortáveis naquelas peças de roupa. Kise sentia-se sendo tocado em todos os lugares possíveis, e todos pegando fogo, ardendo, implorando para entrarem em contato com o corpo do moreno de novo e de novo.

Quando Aomine achou que aquele desconforto já estava ficando insuportável de aguentar, ele resolveu dar um basta. Retirou as pernas do loiro que estavam enlaçadas no seu quadril, e abriu o zíper da sua calça, puxando junto à cueca também. Percebeu quando Kise olhou para o seu membro rígido, corando mais do que já estava, desviando o olhar. O gatinho não estava implorando para ser comido? O loiro iria enlouquecê-lo, certamente ia.

Lentamente, o moreno lambeu levemente os lábios de Kise, e foi descendo, fazendo uma trilha de saliva por onde passava. Quando chegou aos mamilos, demorou-se um pouco mais, mas seu objetivo não eram eles, e sim algo mais duro. No umbigo, enfiou a língua e o mordeu rapidamente, fazendo o loiro ofegar e remexer-se embaixo de si. Ele sabia, estava fazendo Ryouta delirar e amava isso. O sabor da pele de Kise era de outro mundo.

Chegando onde queria, deu um beijinho nos pelos loirinhos que se encontravam por ali e com as mãos e ajuda da sua boca, desceu as calças de pijama do garoto junto com a cueca boxer branquinha, que estava já melada, retirando as peças por inteiro. Deparou-se com uma fruta, ou pelo menos, Aomine jurou que fosse afinal o membro de Kise era rosadinho e parecia uma delícia. Desviando-se do seu foco, observou as feições estampadas no rosto do loirinho. Tão perfeito, apertava os lábios, inutilmente tentando segurar os gemidos. Tudo estava em brasa.

Voltou-se a aquele falo rígido e, por deuses, até de certo modo delicado, tocando-o de leve com as pontas dos dedos. Ficou surpreso com o gemido mais alto que o garoto embaixo de si soltou. Kise choramingava baixinho.

– Aominecchi...! Ma-mais...! Huum... – Gemeu, fazendo um beicinho que o moreno constatou como irresistível.

Sem mais delongas, abocanhou o membro duro do loiro e relaxou o máximo que podia sua garganta, para conseguir colocá-lo quase que por inteiro em sua boca. Chupava em um ritmo frenético de vai e vem, ritmo este que enlouquecia Ryouta, que agora não mais gemia e sim gritava o nome do moreno, afundando as mãos no cabelo raso do mesmo enquanto sentia sua visão ficar turva, não demoraria a ter um orgasmo.

– Aomi-...! Eu-eu... Goz-...! – Kise esforçava-se para falar, mas dos seus lábios que tremiam de prazer, só escutava-se palavras desconexas.

Aomine, ignorando qualquer tipo de aviso, apenas acelerou mais o movimento, aproveitando quando chegava a retirar o falo da boca, para lamber a glande. Queria provar todo o sabor do loirinho, mas foi impedido quando duas mãos puxaram seu cabelo e a contragosto parou com o sexo oral.

– Dentro, Aominecchi...! Eu-eu quero você d-dentro de mim...! – Falou implorando, e o moreno sentiu um arrepio pelo corpo inteiro. Aah, já disse que iria devorá-lo todinho?

Não esperando mais um milésimo de segundo, Daiki virou-o de quatro do jeito que dava para caber naquele sofá, que agora parecia minúsculo para comportar o que aqueles dois estavam realizando. Afastou as pernas de Kise e levantou mais o quadril do mesmo, o fazendo empinar-se. Com o pré-gozo que já escorria do seu falo, Aomine o usou como lubrificante, encostando levemente a sua glande no ânus do outro, umedecendo como dava, afinal não achava que o loiro teria algum por ai e também não estava paciente o suficiente para sair procurando. Com ajuda de um pouco de saliva também, o moreno julgando que aquele lindo buraquinho já estava suficientemente lubrificado, enfiou o primeiro dedo.

Kise choramingou baixinho, aquilo estava tão bom! Não conseguia lembrar-se de ter sentindo tanto prazer na sua vida. Seu corpo contraia-se de tanta excitação e ele tentava controlar seus gemidos, ofegos, gritos... Não funcionava, sua mente parecia não o obedecer. E quando achava que conseguiria tranquilizar sua respiração, Aomine veio com outro dedo. Sentiu-se contraindo ainda mais, em uma mistura de desconforto e tesão alucinante.

Já o moreno esforçava-se para não deixar aquela preparação de lado e enfiar-se de uma vez só naquele corpo que, Kise não tinha nem consciência, mas estava emanando perversão. Com dois dedos dentro do outro, ele tentava alargá-lo, mas, por deuses, como era apertado! Ele caberia ali...? Abrindo seus dedos em formato de tesoura, ele assustou-se um pouco quando sentiu o corpo do loiro ter um espasmo forte.

– Aominecchi! Onegai...! E-eu não a-aguento mais...! – Ryouta implorava, lacrimejando de tanto prazer.

Retirando os dedos na hora, Aomine perdeu o controle. Sem saliva, sem pré-gozo, sem nada... Ele penetrou fundo o loirinho de uma só vez, e inacreditavelmente acertando a próstata do outro na hora. Muito apertado, bom demais! Kise gritou, não sabendo se por deleite ou dor. Aomine urrou como uma boa fera que era. Continuando com as estocadas cada vez mais rápidas, sentiu quando Ryouta começou a rebolar, incentivando-o a acelerar, parecendo trocar os gemidos de dor – e alguns dele chegaram a ser? – por regozijo.

Sem domínio em relação ao seu corpo, Daiki afundou-se dentro do loiro o máximo que conseguia, e abraçou-o, espalmando as mãos no peito do outro e o trazendo para si. Kise, agora sentado de costas para o moreno, sentia-se invadido ainda mais fundo. Percebeu quando Aominecchi começou a estimular seu pênis, enquanto respirava pesado no seu pescoço.

– H-hum... Aomiii...! R-rápido... E-eu...! – Kise não conseguia mais falar.

Entendendo o recado, o moreno acelerou, o penetrando tão fundo que chegava a levantar o garoto loiro. Estimulava-o em todos os cantos possíveis e impossíveis e era estimulado pelos gritos que Kise não segurava mais. Consciente de que chegaria ao ápice logo, tratou de mover mais depressa as mãos que masturbavam o loirinho.

Kise simplesmente não aguentava mais, se perguntassem o nome dele naquele momento, não saberia responder. Aomine o penetrava tão forte, o masturbava tão rápido, mordia e lambia tanto as suas costas, tinha sido totalmente dominado. Nunca achou que choraria de tanto prazer, mas lá estava ele, rebolando e gemendo. O moreno atingia a sua próstata diversas vezes, quase como se seus corpos encaixassem.

Demais para qualquer um dos dois suportarem, Aomine afundou-se totalmente no loiro, enquanto segurava com força o membro do mesmo. Urrando de prazer, sem aviso, ele gozou dentro de Kise, contraindo-se por inteiro e tremendo. Simultaneamente, Ryouta sentindo-se preenchido, apertou os braços do moreno com violência, e choramingando alto teve o seu orgasmo, o gozo saindo em jatos e sujando o sofá.

Ficaram naquela mesma posição por algum tempo, apenas aproveitando as sensações do pós-orgasmo. Kise praticamente desmaiado tinha seu cabelo acariciado por um Aomine cansado e, admitia, um pouco preocupado e com remorso de ter pegado pesado. Daiki retirou-se de dentro do loiro devagar, com medo de machucá-lo ainda mais. Virando-o para si, abraçou Kise ternamente.

Nee, Aominecchi~! Acho que nunca mais vou conseguir andar na minha vida, hehe... – Ryouta sussurrou, fechando os olhos enquanto Daiki ria baixinho.

Continuando com o cafuné, percebeu quando Kise caiu no sono. Apesar dos pesares, parecia feliz.

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Devidamente encobrido pelas cobertas, Kise acordou em sua cama no seu quarto. Observou o teto por alguns instantes, colocando os pensamentos em ordem. Sorriu amarelo e riu sem vontade nenhuma.

– Sonho, hum...- Pronunciou-se com pena de si próprio. Achou-se no fundo do poço.

A batida na porta, Aomine trazendo remédios e chá, a declaração, o sexo... Tudo fora um maldito sonho...?! Não podia acreditar que sua mente estava tão obcecada por Aominecchi a ponto de conseguir fabular histórias, fantasiar situações. Se isto não era o fim das esperanças, então, o que seria? Ryouta gostaria de atirar-se de uma ponte, realmente. Ele não mais sabia quem era.

Até que ouviu um barulho alto, parecendo panelas caindo uma após a outra. Com medo de estarem assaltando sua casa ou algo assim, Kise impulsionou-se para levantar, mas só impulsionou-se, pois quando foi erguer-se sentiu seu corpo inteiro reclamar de dor, principalmente seu quadril. Que diabos...? Tentou novamente, mas não adiantou, simplesmente não dava. Gemeu baixo, e por fim, depois de muita dificuldade, conseguiu se sentar.

Ouvi outro barulho, desta vez o liquidificador havia sido acionado. Quem estava lá? E se...? Supondo que talvez e só talvez fosse Aominecchi e que o sonho na verdade tivesse sido realidade, o seu coração começou a acelerar, mas não mais do que quando viu na porta do seu quarto, o moreno vestido somente com uma calça de abrigo, segurando uma bandeja que continha tudo o quanto é tipo de quitutes. Piscou algumas vezes apenas para ter certeza que havia realmente acordado.

– Aominecchi...? – Perguntou, mais para afirmar que o moreno não era fruto da sua imaginação.

– Eu achei mesmo que não conseguiria se levantar depois do que aconteceu, então preparei algo para você comer. A calça, gomen, mas tive que pegar do seu guarda-roupa, a minha você sujou ontem, sabe? Gozou praticamente em cima. – Aomine comentou despreocupadamente, divertindo-se com o tom vermelho que as bochechas do loiro tomaram.

Gomen... – Kise sussurrou baixinho, realmente feliz por tudo não ter sido somente um sonho.

O moreno sentou-se na beirada da cama e colocou a bandeja no colo de Ryouta que prontamente começou a comer, estava com fome. Conversaram e riram enquanto Kise alimentava-se e até fizeram uma “pseudo guerra de comida”. Quando o assuntou virou a Geração dos Milagres, o loiro sentindo-se incomodado com algumas questões mal resolvidas resolveu perguntar, mesmo sabendo que talvez não gostasse da resposta:

Nee, Aominecchi... O que aconteceu entre você e o Kurokocchi no ginásio...?

– Nada, quer dizer, você viu, não? Ele me beijou. – O moreno respondeu simples e direto, ficar enrolando-se não era com ele.

Kise sem saber o que falar, encolheu-se discretamente e abaixou o olhar para a bandeja. Aquela não era a resposta mais satisfatória, mas nem ele mesmo sabia o que esperar como resposta. Aomine percebendo o desconforto do outro, quis estapear-se. Tentou ser mais gentil e explicar melhor a situação:

– Ele me beijou e isso é tudo. Eu fui pego de surpresa àquela hora, e por isso me deixei levar. Depois eu disse que não poderia aceitar os sentimentos dele porque amava você. Foi isso. – Daiki fez o máximo para deixar tudo resolvido.

– V-você d-disse que me a-amava...? – Ryouta estava pasmo por ter sido tão idiota e ter entendido tudo errado.

– Por Kami...! Seu idiota, eu amo você. É tão difícil de entender? Quer que eu repita mais algumas vezes para ver se entra no seu cérebro? Eu amo você, eu amo você, eu amo você. Ok? – O moreno apertou as bochechas de Kise.

– Mas por que você me ama... – O outro sem querer deixou escapar.

Inconformado com a insegurança do loirinho, Aomine tacou-lhe um peteleco na testa e em seguida sorriu largo, tentando passar toda a segurança que conseguia.

– Eu acho que a melhor pergunta seria, por que não amar você? Sinceramente, tenha mais confiança em si próprio! – Disse, fazendo um cafuné no cabelo do outro.

Kise sentiu seu peito esquentar, e amou aquela sensação que Aomine o proporcionava, a sensação de ser amado. Tinha certeza que ficaria bem, desde que o moreno estivesse ali com ele e para ele. Nunca sentira algo assim antes, talvez só quando acertou seu primeiro arremesso... Mas mesmo assim, ele ainda achava que nada se equiparava a felicidade de ser amado por quem ama. Poderia enfrentar qualquer um somente para preservar esse sentimento.

Deixou-se levar pelos braços daquele mais amava, beijando-o e adorando-o.

Pois no final das contas, ele era seu Aominecchi.



Notas finais
* Ook, aqui está minha primeira fic de Kuroko no Basket. Eu gosto muito desse casal, e quando percebi que não tinha nenhuma fic sobre eles aqui eu pensei... "ué, por que não?"
Então voilá...!
¹ - Com GG, eu quis dizer o tamanho dos seios dela. :D
* Para quem não sabe, Kise costuma chamar Aomine de Aominecchi, e todo o resto do pessoal que ele gosta.
* Momoi chama Midorima de Midorin.
* Ah, lembrei! Gente, foi mal pelos erros de português (principalmente com algumas vírgulas aqui e acolá), eu revisei mas com certeza deve ter passado algo que eu não vi.
* E sobre o lemon, eu não iria colocá-lo na fic, mas depois daquela declaração do nosso loirinho eu simplesmente não consegui ignorá-lo. Aomine é do tipo "faça mais e fale menos", então já viu né? Por isso, sorry se ele ficou mal colocado.
No mais, acho que é isso.
Se você gostou ou detestou, deixei-me saber! Adoraria reviews...! >(*-*)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!