Meu Anjo

5 Eu Vou Cuidar de Você


Notas iniciais
Aviso: Lemon

— Você me machucou bastante, merda — Eren fala acariciando o próprio rosto enquanto nós entravamos em minha casa — Vai cuidar de mim agora?

— Claro, eu sou seu vigia — falo forçando ele a se sentar no sofá — Eu vou pegar curativos, fique aqui.

Com isso, vou no banheiro aonde guardava os curativos, pego uma toalha e uma pomada e desço as escadas e vou em direção ao Eren, que o mesmo estava deitado no sofá lacrimejando.

— Por quê está chorando? — pergunto me sentando na beirada do sofá e observando o pirralho — Eu fiz alguma coisa?

— Não é isso... É que... Eu não quero que as pessoas que eu amo morram... Não quero que elas desapareçam, eu tenho medo que elas se esqueçam de mim — ele fala tampando o rosto com a costa da mão.

— Ninguém vai esquecer de você, pirralho — falo tirando a mão dele do seu rosto, assim revelando seu rosto molhado — Eu não vou me esquecer de você...

— Obrigado — ele fala se sentando ao meu lado — Você é sério, mas ao mesmo tempo é gentil, não é?

— Não se acostume com isso — falo pegando a toalha e a pomada para passar em seu rosto, mas daí eu penso, como eu tinha tecnicamente “fudido” com ele, eu faria ele tirar a camisa, assim revelando se ele era ou não o “garoto-das-asas”.

— Será que você pode tirar a camisa para ver se tem algum ferimento? — menti.

— A-acho melhor não — ele fala dando um sorriso envergonhado — Eu estou bem, eu não preciso...

— Eren, tira a camisa — falo em um tom seco.

Assim, cabisbaixo, ele começa a tirar a camisa lentamente, e isso revela seu segredo mais “estranho”. Asas brancas e gigantes dominam minha visão por completo. Começo a arregalar meus olhos surpreso. “Então é ele?” — pensei.

— Eu... — ele ia falar mas começa a chorar intensamente, começo a passar as mãos naquelas asas aconchegantes e grandes. As asas dele estavam sangrando, e eu fui o acusado de tudo isso? Merda — O que você...

— Desculpa — falo olhando atentamente suas asas — Foi minha culpa, eu fiz aquilo porque eu queria te proteger...

— Tudo bem, eu entendo — ele fala se sentando no sofá, que no caso eu tinha acabado de pôr os curativos.

Depois disso, vou para o meu quarto e pego uma roupa, vou para a sala e me troca de roupa ali mesmo. Percebo que o pirralho abre um pouco os olhos e começa a observar meu corpo atentamente, começo a corar um pouco com isso, e eu tomo coragem e olho em seus olhos, coramos muito com isso. Termino de me trocar e descido me deitar ao seu lado. Me aconchego em seu tórax e o abraço. Sinto suas asas percorrerem meu corpo como um abraço, me deixando mais confortável do que já estava.

Depois disso, eu acordo pois tínhamos caído no sono, Depois, abro meus olhos e coramos muito, pois Eren me olhava atentamente, nós nos levantamos do sofá rapidamente. Eren vai até a porta de casa para ir embora, pois é claro, já estava tarde.

— Bom, esse é um adeus — ele fala abrindo a porta e me olhando — Obrigado por cuidar de mim e....

— Cala a boca — falo pegando ele pela cintura e dando um selinho nele — Agora, vai logo antes que eu force você a dormir comigo.

É claro, ele fica espantando e ao mesmo tempo muito corado com o que eu fiz. Mas mesmo assim, não demonstrou nojo e nem medo, apenas deu um grande sorriso mais lindo que já fez.

Ele começa a andar até a sua casa, mas eu começo a seguir ele, nas sombras.

Confirmando se ele tinha entrado em sua casa; vou embora, dormir. Pois é claro, hoje o dia foi longo e eu precisava dormir.

— Eren! — Armin grita vindo em minha direção enquanto eu entrava na escola.

— Puta merda... — sussurro, pois já sabia o que iria acontecer.

— O que aconteceu no tribunal?! — Armin pergunta já com lágrimas nos olhos — Eu fiquei preocupado, por favor, o que aconteceu?!

— Armin, se acalma! — grito botando minhas mãos em seu ombro — Depois eu te explico.

— Não, me explica agora! — ele grita.

— Armin, agora não! — falo indo em direção a nossa sala — Depois eu te explico!

Depois disso, eu me sento na minha mesa e apenas observo todos entrando na sala de aula, e o último a entrar foi Levi. Ele parou na minha frente me deu um pequeno sorriso, e se sentou em sua cadeira.

A aula já ia começar, mas de repente alguém chuta a porta de nossa sala, e quem seria? Claro, ela!

— Eren! — Mikasa grita andando a passos largos em minha direção — Seu desgraçado! Você desaparece do nada?! Armin me falou que você foi para o tribunal! Eu pensei que você tinha sido preso! Porra! E o pior é que a mamãe disse que você chegou em casa de curativos! E eu estava dormindo! Eren, o que você fez?!

— Se acalma, merda! — falo agarrando o braço dela e arrastando ela para fora da sala de aula — Você tá maluca é?! Você não estuda nessa escola!

— Primeiro, sim, eu estou maluca! Estou preocupada com você, e segundo! Sim, eu não estudo nessa escola, mas eu fiquei preocupada com você! — ela fala já chorando que nem uma criança.

— Dá para parar de se preocupar comigo por pelo menos um segundo?! — falo botando a mão no meu cabelo, para tentar me acalmar — Caralho, você é irritante!

— Eu só quero te proteger! — ela grita enxugando as lágrimas que cairá — É só isso!

— Argh, Mikasa, vai embora, tá bom?! — falo me virando as costas e indo em direção ao banheiro.

Em meio ao trajeto, me deparo com Jean sentado no chão abraçando as pernas. Me aproximo dele e encosto minhas costas na parede gelada, caindo aos poucos e me sento ao seu lado. Apoio minha mão em seu ombro. Ele levanta a cabeça e me olha, com o rosto cheio de lágrimas.

— Por quê você tá chorando? — pergunto olhando pra ele, e assim ele me abraça apoiando sua cabeça em meu tórax.

— Eu pensei que você tinha sido preso por minha causa, e eu nunca veria seu rosto — ele fala começando a chorar novamente — Me desculpa...

— Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem... — falo fazendo cafune em seus cabelos — Tá tudo bem...

“É por isso que eu odeio esse Jean”” — pensa. Porra, ver o Eren e o Jean juntos me incomodava bastante. Era muito irritante sentir isso. Ciúmes. Mas mesmo assim, eu não quero que ninguém toque nele, ninguém toque no Eren. Eu iria pedir ele em namoro, custe o que custar.

Depois de um tempo, eles se levantam do chão e foram para a sala de aula, e eu fui para o banheiro. Lavei o rosto e fui para a sala de aula.

Mas no meio do caminho, vejo a amiga de Eren saindo da escola, com raiva e ódio.

Entrando na sala de aula, me sento na cadeira. Pego um pedaço de papel e entrego para Eren,

“Você está bem? Eu vi o que Mikasa fez e também sei o que aconteceu com você e Jean” — Era isso que estava escrito no bilhete. Escrevo o seguinte: “Eu estou bem, Mikasa nunca chorou, ao menos que alguém da família morresse, ela sabe do meu segredo, de eu ser um anjo, é por isso que ela se preocupa tanto, e Jean... Bom, é meu amigo, eu tentei consolar ele.”

Com isso, acabou o dia e todos foram para casa. Mas quando eu estava indo em direção a minha casa; Levi me segura pelo braço e me faz olhar para ele, me fazendo corar com a atitude dele.

— Vem na minha casa, por favor — ele fala, argh, aquela voz irresistível, era encantador.

— Tudo bem — falo seguindo ele para seu apartamento.

Chegando lá, tirei meus sapatos e deixo minha mochila em um canto. Vou em direção ao sofá e me sento fechando os olhos.

— Por quê você tem asas? Você é um tipo de anjo-caído? — Levi pergunta se sentando do meu lado e eu abrindo meus olhos, assim encarando ele.

Começo a explicar para ele tudo o que havia acontecido comigo (mais pra frente vai ser bem detalhado a história dele), no meio da conversa começo a chorar, pois tinha contado coisas que não deveria.

— Você deve ter sofrido com tudo isso — ele coloca a mão dele no meu rosto acariciando minha bochecha, e assim, ele aproxima o rosto dele no meu, e me beija.

Um beijo calmo e lento. Ele explora cada canto da minha boca, desesperadamente.

De repente ele me deita no sofá e rasga minhas roupas, assim minhas asas se revelam. Com isso, ele abaixa minhas calças, junto com a minha cueca, e assim me deixa completamente nu. Uso minhas asas para cobrir aquela cena realmente envergonham-te.

— Você já fez isso com um homem? — perguntou enquanto retirava sua calça.

— Não, mas vamos tentar — ele fala começando a me beijar.

Depois, ele tira sua cueca, revelando suas partes íntimas. Sem querer abro minhas pernas. Mesmo naquela situação, ele se abaixou e me masturbou com a boca. Depois me pegou pelos braços com força e me virou debruço.

Ele parecia estar totalmente fora de si. Eu não estranhei os gestos dele. Acho que ele tinha experiência, mesmo nunca tendo feito isso com um homem.

Ele parecia irritado, a força que ele segurava meu corpo, chegava a me machucar. Fiquei com o corpo empinado enquanto ele tentava encaixar-se em mim, ele só sabia falar palavrões. Então eu deixei que ele continuasse com aquilo, mesmo doendo, como doía.

Eu não pude me conter, comecei a gemer, principalmente porque ele colou o corpo dele no meu, respirando em minha nuca e me masturbando com uma mão enquanto a outra estava apoiada na cama, aquilo realmente era doloroso.

Onde ele tinha tirado essa ideia? Queria saber o que ele estava pensando. Ele continuou se movimentando, aumentando a força a cada vez que ele me penetrava. Eu nunca tinha sentido tanta dor na minha vida. As lágrimas rolavam pelo meu rosto cada vez mais, caindo no sofá duro e macio. Era como se o membro dele se rasgasse ao meio, só que era por uma boa causa. E ainda ouvi-lo gemendo perto de meu ouvido, era um sonho. Mesmo eu não o conhecendo direito, parecia um sonho...

Ele continuava me masturbando com as mãos, até que não aguentei e acabei molhando a mão de Levi. Eu tentava me recuperar, mas era difícil com os joelhos fracos e as mãos cansadas de se apoiar na cama.

Ele se retirou de cima de mim e se ajoelhou na cama, segurando minha cintura com uma das mãos e me puxando contra seu corpo. E por mais doloroso que estava sendo, ele finalmente chegou ao seu limite

Senti seu liquido sendo despejado dentro de mim, e logo depois ele se deitou de lado. E eu o abracei de lado.

Depois disso, nós dois caímos no sono, abraçados, dormindo de conchinha. No meio da noite, eu acordo com uma risada assustadora no eu ouvido, abro os olhos e vejo que não era ninguém. Levi estava dormindo ainda. Mas em cima de sua barriga, havia um bilhete.

“Olá anjo-caído, que tal jogarmos um jogo? Bom, eu irei matar uma pessoa por dia, até você descobrir quem sou eu” — isso era o que estava escrito no bilhete.

— Por quê você tá tão calado? — Levi pergunta enquanto nós andávamos de volta para sua casa, pois mais um dia havia acabado.

— Armin me contou que a polícia viria aqui, e ele acertou, eles descobriram um corpo, só um corpo, e a cabeça foi encontrada na sala do diretor, e tinha um bilhete dentro da cabeça dele — ele fala me entregando um bilhete todo ensanguentado.

“Que pena, acho que você ainda não descobriu, vamos ver se tem mais sorte amanhã, anjo-caído.”

— Esse desgraçado ou desgraçada, eu vou matar esse serial killer, eu não vou deixar ele matar mais ninguém, e eu não vou deixar ele tocar em você — ele fala amassando o papel que estava em sua mão.

— Levi! Você não pode rasgar a nossa única prova! — falo tirando o bilhete de sua mão — Droga...

— Desculpa — ele fala dando um selinho em mim — Eu vou cuidar de você...