Meu Amigo Imaginário.
1 Epílogo
-Coloquem para tocar Lana Del Rey — Video Games -
''Rebeca, pegamos o primeiro voo nessa manhã para Inglaterra. Desculpe por não termos avisado você, estávamos muito atrasados, temos que resolver algumas coisas sobre trabalho e viagens. Deixamos 300 dolores para você na gaveta da comoda de seu quarto. Não temos previsão de volta, te mandaremos dinheiro toda semana quando precisar. Beijos filha.''
Mais uma vez, mais uma desculpa para irem viajar e ficarem longe de mim, ou é trabalho ou é viagens. Sempre a mesma merda.
''Não fique triste Rebeca, veja pelo lado bom, você não vai ter que se preocupar com nada.''
Logo que ouvi aquela voz me virei, era ele, com seus cabelos loiros e sorriso simpático. Charlie estava cada vez mais bonito, seu corpo escultural me chamava muito atenção, era ele, que me trazia a felicidade e animações ao passar dos dias, desde sempre. A unica coisa que atrapalha é que ele não existe, é um amigo sim, só que, eu que inventei ele, desde pequena, quando meus país me deixavam com babás para irem saborear de suas ''Luas de Mel.''
-O lado bom é que eu não vou precisar ir para escola, mas, como eu sou uma garota de 17 anos que pretende ter um futuro bom antes de ir para uma clínica de reabilitação por causa das drogas — Ri de mim mesma, ele fez uma cara de quem estava bravo
''E com isso você irá me esquecer, e eu irei virar um amigo imaginário deixado de lado.'' Ele sorriu triste para mim.
Fui ate ele e fiquei o encarando enquanto ele me encarava de volta com o mesmo sorriso triste, não tinha intenções de esquecer ele, ele é tudo que resta mesmo ele não existindo.
-Cale a boca, Charlie. Você sabe que eu não irei te esquecer nem nos meus últimos triste, seu idiota. Você é tudo que me resta. — Ri dele e peguei um cigarro e o acendi.
''Você sabe que se eu pudesse eu iria te abraçar tanto pequena, agora só falta parar com essa droga de fumar, isso vai acabar te matando, como a maconha, cocaína e crack.'' Ele começou a contar nos dedos.
-Um dia irei para, Charlie. Não se preocupe. — Apaguei o cigarro e o joguei-o pela janela. — Agora preciso me trocar para ir para a escola, fique aqui e sem me espionar em, safado.
Enquanto subia as escadas ouvi ele murmurar um ''Espero que quando você parar com essa droga não seja tarde.'' Charlie era bastante preocupado, posso dizer que se ele fosse real, ele seria um ótimo namorado, não para mim, somos amigos. Ele sempre esteve comigo e eu sempre estive com ele. Não posso negar que ele me deixa louca as vezes.
Me troquei, penteei meu cabelo, peguei meus materiais e desci de novo as escadas e sai de casa para ir para a escola.
Notas finais
comentem
Fale com o autor