Meu Adorável Hóspede
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Felicity acordou sentindo o corpo mais relaxado. Pensou em tomar um banho para retirar todo o suor que acumulara, porém antes que fizesse qualquer movimento sentiu um peso sobre suas costas e lembrou-se vagamente de Tommy deitando ao seu lado. Olhou para sua parte inferior e viu o braço dele que ainda a circundava, tocou-o a mão levemente, ele estava em sono profundo. Girou o corpo de forma que pudessem ficar frente a frente e admirou o rosto bonito, sereno e tranquilo. Em um ato de impulsividade levou a mão ao rosto acariciando a pele, sentindo a textura e maciez de seu rosto, a barba por fazer o deixando ainda mais bonito, muitas vezes ela quis dizer a ele o quão lindo ele fica quando está assim.
Arriscando ainda mais ela fez um caminho com a mão até a base de seu coração, sentindo-o bater suavemente ela fechou os olhos, e sentiu o seu próprio que diferente do dele, estava agitado e ela sabia por que, era por ele, em algum momento ela acabou apaixonando-se, não era só atração, ela não se sentia mais dividida entre Tommy e Oliver, agora era só Tommy e ela sonhava, sonhava que talvez em algum ponto ele também pudesse se apaixonar por ela, suspirando ela abriu os olhos e encontrou os dele abertos, a encarando e ela tentou retirar a mão que ainda repousava em seu peito, mas ele foi mais rápido e a pegou.
— Oi. — ele disse calmamente, como se fosse uma situação comum.
— Oi. — ela devolveu sentindo as bochechas queimarem de vergonha.
— Está melhor? — balançando a cabeça ela confirmou.
Continuaram com a troca de olhares, ela queria dizer tanta coisa, agradecer pelo gesto tão doce e que ninguém jamais fizera, mas tudo o que ela conseguia fazer era fitar aqueles olhos tão intensos, estava perdida naquela imensidão azul profunda, nem por um momento conseguiu desviar o olhar do dele, nem mesmo quando ele tocou seu rosto em uma carícia leve ou quando ele contornou seus lábios com o polegar. Sentiu-se ser puxada para mais perto, podia sentir a respiração quente misturar com a sua e o coração acelerou ainda mais. Ela sabia o que ele estava fazendo e não tentou impedir, pelo contrário, ela queria, queria tanto que quando a campainha tocou ela soltou um leve suspiro seguido de um xingamento de frustração. Tommy por sua vez afastou-se, mas não deixou de fita-la.
Ela ouviu novamente o soar da companhia, dessa vez mais duradoura, irritada ela levantou, queria matar o filho da puta que quebrou todo o clima. Chegando à porta ela se virou para ele.
— Eu já volto. — recebendo um aceno afirmativo ela saiu.
♡.♡
Ao abrir a porta Felicity deu de cara com Diggle e Oliver, o primeiro com ar despreocupado e o segundo muito, muito irritado, com um olhar assassino Olive entra no apartamento a passos largos.
— Mas que merda você anda fazendo que não atende o celular. — vociferou.
— Olá para você também Oliver. — ela ironizou voltando-se logo em seguida para Diggle que continuava do lado de fora — Oi John! — cumprimentou o amigo em um tom neutro.
— Felicity. — entrou quando ela abriu passagem.
— Droga Felicity, eu te liguei, John te ligou quando não apareceu a cave, tem ideia de como ficamos preocupados? — Oliver respirava fundo, a tensão estampada em seu rosto.
Oh não, ele não tinha direito de agir daquela forma, de gritar com ela como se fosse uma criança de seis anos, não quando tantas vezes ele se pôs em risco e só o que ela podia fazer era pedir a algum ser divino que o levasse até ela a salvo. Não quando ele realmente nunca olhou para ela. Não agora que ela estava seguindo em frente. Estava a ponto de rebater com toda a raiva acumulada quando ouve John se pronunciar.
— Oliver tem razão Felicity, nos deixou preocupados, você nunca fica mais que cinco minutos longe de seu celular, poderia ao menos ter dado notícias. — falou calmo e compassivo a desarmando por completo.
— É claro que tenho razão, pelo amor de Deus, eu tenho muitos inimigos, tudo o que posso pensar numa hora dessas é que algum deles descobriu minha identidade e foi atrás de você. — falou duro e ao mesmo tempo preocupado, seus olhos demonstrando toda a aflição que estava sentindo, a raiva foi substituída pela angústia, o medo de perdê-la.
— E por que viriam atrás de mim Oliver? — ela queria dizer que não era importante, que sua família era, que Laurel é a mais importante. Porém ela se calou, ela entendia que ele se preocupava, mas não era motivo para tanto alarde.
— Por que eu me importo. — ele soltou sem vacilar — Por que você faz parte do time e é parte importante. — tentou amenizar o impacto de suas palavras quando viu o choque que elas causaram.
Parados olhando um para outro, os três calaram-se, Oliver tentando não falar mais do que já havia falado, Felicity sem reação, a mente em polvorosa, Oliver havia dito que se importava, ela não poderia ficar menos surpresa e Diggle, bom Diggle apenas esperava pelo fim do espetáculo, ansioso pelo próximo ato. O silêncio foi cortado pelo som de um celular, o som distante, mas alto o suficiente para todos ouvirem.
Oliver varreu com o olhar todo o espaço que se era possível ver a fim de identificar de onde vinha o som incessante, Felicity apenas fechou os olhos esperando que Oliver não reconhecesse o som do celular de Tommy. Abriu os olhos e encontrou os dele, estavam arregalados e indecifráveis, mas ela sabia, sabia que suas preces não haviam sido atendidas e já imaginava suas próximas palavras.
— Tem mais alguém com você, Felicity? — Oh merda! Aquilo não era bom — Felicity? — ele repetiu, a voz estrangulada.
O que ela poderia dizer? Não? Ele sempre sabe quando ela está mentindo e é lógico que nesse caso não seria diferente. Sim? Ele a questionaria sobre quem estaria com ela. Suspirando ela olhou para ele tentando soar o mais verdadeira possível.
— Não. — amaldiçoou-se pela mentira quando um vislumbre de irritação perpassou em seu rosto e o maldito celular tornou a tocar.
— Você está mentindo, este não é o som do seu celular. — acusou com o olhar firme, nunca deixando o dela, que manteve a postura.
— Eu o troquei hoje. — precisaria lembrar mais tarde de realmente muda-lo.
Arqueando a sobrancelha Oliver assentiu, mas ela via na forma como ele permanecia com a expressão cética que ele não acreditara, não totalmente.
— Não suma de novo. — ele estava de volta, o Oliver cuidadoso, mas imparcial.
— Eu só não estava bem e dormi demais. Desculpe. — ela encolheu os ombros, sincera.
— O que você tem? Está doente? — a preocupação genuína tomou conta dele novamente e se aproximou dela a avaliando dos pés a cabeça.
— Nada grave, apenas um mal estar, já tomei um analgésico, não se preocupem. — ela olhava de Oliver para Diggle que se aproximara também.
— Certo, se está tudo bem nós já vamos, descanse mais um pouco. — a tocou o ombro, por conseguinte ela num reflexo pôs a mão sobre a dele.
— Obrigada. — soltou a mão dela e voltou-se para Diggle — John. — e o abraçou como sempre fazia quando ele estava lá para ela, para cuidar dela.
Jogando-se no sofá, ela suspirou aliviada, por fim tinha se livrado dos dois. Estava sorrindo quando Tommy saiu de seu quarto aborrecido, desfazendo o sorriso ela ficou de pé, vendo-o seguir para o outro quarto sem ao menos lhe dirigir o olhar. Alguns minutos depois ele estava de volta à sala.
— Coloquei os remédios no armário de seu banheiro caso precise. — ele mal olhava para ela, porém ela pode ter um vislumbre do que vira n'outro dia, ele estava magoado.
E antes que ela dissesse algo ele lhe deu as costas e saiu. Oras! Quem diria que Thomas Merlyn fosse tão, tão, tão... Ela não tinha palavras para descrever porque ela tinha ciência da razão para os atos, é claro que ele ouviu toda a conversa, quando ela negou a presença dele.
Mais uma vez ela disse as palavras erradas, mais uma vez ela o ignorou. E daí se Oliver soubesse que ela estava com alguém? E daí se esse alguém é Tommy? Nenhum dos dois deve nada a Oliver. Estava tão nítido agora, Tommy sentia o mesmo que ela, ele queria aquilo que ela queria e tudo o que ela fez foi empurra-lo para lado quando Oliver apareceu. Ela só esperava ter a chance de concertar as coisas, enfim alguém estava olhando para ela, a queria de verdade, e não estava disposta a perdê-lo por Oliver, nunca mais deixaria Oliver entre ela e sua felicidade, já perdera muito tempo por ele, esperando que ele lhe notasse, não seria mais assim, não mais.
♡.♡
[Não há ninguém aqui Felicity e muito menos um corpo] — Oliver falou entredentes pelo comunicador enquanto varria toda a extensão do local. Esta a suposta noite em que o serial killer que vinham investigando abandonaria mais um corpo no referido local.
— Como? Ma... Mas eu tenho certeza, é este local.
[Talvez ele ainda vá aparecer. A noite ainda não acabou] — Diggle pronunciou na esperança que Felicity estivesse certa.
[Ou talvez Felicity tenha distração demais e se enganou] - acusou, seus olhos recaindo sobre um ponto brilhante na caçamba de entulho a sua frente.
Notando o interesse de Oliver na caçamba Diggle aproximou-se da mesma — [acho que encontramos nossa vítima].
O corpo estava soterrado entre os entulhos, porém de forma que fosse facilmente encontrado, o pé esquerdo a mostra e coberto por um papel laminado.
[Droga] — Oliver resmungou - [Ele chegou mais cedo] — estiveram no local desde que logo escureceu — [Como ele conseguiu sem ser visto a luz do dia?].
[Felicity pode ter mesmo errado] — Diggle concluiu [E ele abandou o corpo antes].
— Eu não errei. — ela gritou exasperada — eu nunca erro, meus... — foi cortada quando tanto Oliver quanto Diggle desligaram seus respectivos comunicadores.
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Andando de um canto ao outro Felicity se perguntava que diabos acabara de acontecer. Ela não errara, certeza absoluta que não, mas então como o assassino antecipara seus planos?
Estremeceu quando Oliver desceu a escada da cave mais irritado do que nunca ela já vira antes, Diggle em seu encalço tentando acalma-lo.
— Que porra você anda fazendo Felicity? — ele gritou parando a sua frente, ela quase sentiu medo dessa vez, quase, afinal é Oliver, ladra, mas não morde, não ela pelo menos.
— Eu não sei. — foi sincera.
— Pois eu sei, você anda tão distraída com seu novo namoradinho que não está sendo capaz raciocinar como deve. — ele bufou aproximando-se ainda mais, seus rostos quase colados — Tire a cabeça do garoto e foque no seu serviço.
Rapaz, ele pegou pesado. Felicity ergueu uma sobrancelha, o rosto ficando vermelha, mas dessa vez de raiva.
— Você não vai falar assim comigo — cutucou-o no dorso com o indicador — tire você a cabeça da bunda e não haja como um imbecil.
— É o que? — rosnou furioso.
— Eu estou aqui para ajudá-lo Oliver — ela afastou-se — não para ser sua subordinada — virou-se de costas segurando com força o encosto de sua cadeira — eu não sei o que aconteceu está bem! — voltou a ficar de frente para ele — mas eu não errei. — respirou fundo — eu. não. errei. — falou pausadamente e num tom de voz normal.
— Felicity — Diggle se manifestou pela primeira vez — há alguma maneira dele ter sabido da sua descoberta?
— Você quer dizer que eu tenha contado a alguém? — ela supôs indignada, Diggle abaixou a cabeça, confiava em Felicity, mas não havia nenhuma outra opção — Não John, eu não contei a ninguém. — estava triste com a suposição do amigo — Mas ele soube, disso não tenho dúvidas.
— Ou você errou. — Oliver rebateu.
— Eu não errei. — ela o encarou — Mas... — e de repente lhe veio um lampejo, respostas para suas perguntas.
Sem dizer mais nada ela sentou-se e passou a teclar furiosamente, incredulidade e indignação perpassando por seu rosto — Filho da puta!
— O quê? O que houve? — Oliver se pôs atrás dela.
— Desgraçado!— mordeu o lábio inferior dolorosamente — Ele me hackeou. — parou de teclar e virou-se para os dois homens as suas costas — Como eu... Como ele fez? Passou pelo meu firewall sem que eu percebesse. Foi assim que ele descobriu. — estava revoltada.
— Como eu disse, distraída. — Oliver cuspiu as palavras com sarcasmo e se retirou.
Felicity estava atônita demais para rebater a qualquer acusação.
♡.♡
Tommy entrou no apartamento silenciosamente, desde a noite que Oliver estivera ali que evitava Felicity. Caminhou de vagar até a cozinha, bebeu um copo d'água e encaminhou-se para seu quarto. Entrou e retirou o sobretudo, largando-o sobre uma poltrona, quando estava prestes a retirar a camisa apercebeu-se de Felicity sentada em sua cama o observando atentamente.
— Felicity? O que faz aqui? — a estranheza em sua voz, a magoa ainda estava lá, mas ele não conseguia ficar com raiva por muito tempo, muito menos dela.
— Nós precisamos conversar. — falou decidida, sem gaguejar.
Algo estava errado, ele notou quando aproximou-se e notou os olhos vermelhos.
— Você estava chorando? — ela deu de ombros e levantou a mão direita, segurava uma garrafa de Jack Daniels.
— Roubei do seu bar. — deu uma risadinha.
— Oh! — ela não esteve chorando, estava bêbada.
Sentou-se ao lado dela e a fitou curioso — E sobre o que quer conversar?
— Sobre nós. — largou a garrafa no chão.
— Eu não sei o que você quer dizer com nós, mas não acho que esteja em condições para conversar agora.
— Eu não estou bêbada se é o que quer dizer.
— E eu não me chamo Thomas Merlyn. — ele ironizou. — encarando-o ela analisou-o, os olhos em riste indo dos da boca até onde os primeiros botões da camisa encontravam-se abertos.
— Sem piadas Merlyn. E eu não estou bêbada. Eu bebi um pouco, mas não estou bêbada. — ela negou fazendo um movimento de vai e vem com indicador a altura dos olhos dele.
Recolocando as mãos sobre o colo ela fitou o chão por alguns segundos criando coragem para falar o que estava guardando desde que ele fugira dela e depois da noite cansativa e tumultuada, discussão com Oliver ela precisava mais que nuca estar com ele.
— Não se afaste mais, por favor. — não olhou para ele, ou teria visto o espanto em seu olhar — Eu senti sua falta Tommy, eu sei que eu falei demais, mas você poderia ter me dado uma chance. — voltou-se para ele, a emoção transbordando em seu olhar — Às vezes quando eu fico nervosa — riu de si mesma — na verdade sempre que eu fico nervoso, tendo a falar demais e nem sempre as palavras certas. — suspirou.
— Felicity...
— Xiii — pôs os dedos nos lábios dele — me deixe terminar — naquele dia quando eu ri com a suposição de Thea não foi por você, foi por mim, eu não acreditava que você pudesse ter algum interesse em alguém como eu.
— Do que você tá falando Felicity, você é perfeita.
— Você sabe que não é verdade. — não dando importância a auto piedade dela ele se deu conta que ela havia dito não acreditava.
— Você disse 'não acreditava' o que mudou?
— Na noite que Oliver apareceu, eu percebi que o havia magoado, então me dei conta que eu estava enganada. — ela ruborizou e fitou o chão — Quero dizer, talvez eu esteja sendo precipitada e tenha entendido errado, mas... — Tommy a tocou o rosto e fê-la olhar para ele.
— Você não entendeu errado. — abriu um sorriso tímido, ele estava nervoso, Felicity o deixava nervoso e até tímido — Eu estou apaixonado por você Felicity. — sorriu abertamente sendo acompanhado por ela — Eu até estou rindo como um bobo agora, um bobo apaixonado.
— Então somos dois bobos apaixonados. — ela aproximou o rosto e levou as mãos ao redor do pescoço dele — dois bobos apaixonados — repetiu roçando levemente os lábios no dele.
Iniciaram um beijo calmo e terno, desfrutando do toque um do outro, sincronizando os movimentos. Comandando a situação Tommy aprofundou o beijo, abrindo caminho com a língua e ela a recebeu com prazer, sugando-a e apreciando cada movimento dele.
Sentindo-se aquecer ela fez o caminho até o peito nu dele, tocando-o como desejara desde que o vira sem camisa a primeira vez, abriu os botões que ainda restavam e cessou o beijo, seus olhos admirando o dorso nu, as mãos tocando sem cerimônia cada parte enquanto mordia os próprios lábios.
— Não faça isso. — ele falou desprendendo o lábio inferior que ela mordia — eu posso não me controlar.
— Eu não quero que se controle. — proferiu com confiança.
— Você tem certeza disso?
— Eu não estou bêbada. — entendendo como um sim ele tornou a beija-la, com mais voracidade e luxúria.
Deitou na cama levando-a consigo, as mãos se insinuando por dentro da blusa dela com toques leves e sedentos. E quando ele retirou a peça e levou a boca a pele exposta ela arfou com o toque quente, lembrando-se do sonho que tivera dias antes ela fechou os olhos, apenas sentia cada toque, ele estava agindo com delicadeza e ela ansiava por mais, cada vez que ele se aproximava mais de seu centro suspirava em antecipação. Em poucos minutos ela encontrava-se apenas de sutiã, Tommy estava entre suas pernas, como ela desejava e cada investida que ele fazia com a língua ela choramingava e gemia, chegou ao clímax quando o sentiu sugar e mordiscar o ponto sensível. Entorpecida ela ainda flutuava quando ele encaixou-se entre suas pernas, em algum momento havia se despido por completo e ela o sentiu preenchê-la totalmente, maior que ela imaginara. Com movimentos suaves ele a beijou, tão devagar e tão intenso e ela quis implorar para que ele aumentasse o ritmo e acabasse com a tortura. Como se ouvisse seus pensamentos ele aumentou o ritmo insinuando-se cada vez mais fundo e mais forte, as mãos passeando por onde ele podia alcançar, ela por sua vez arranhava-lhe as costas, as pernas rodeando a cintura dele puxando-o para si, instigando e dando mais acesso a ele. Em algum ponto ela sentiu uma nova onda de prazer aumentado e um novo orgasmo chegou acompanhado de tremores libertando-a para o paraíso e com sussurros desconexos Tommy a acompanhou, apertando-a e mordendo o ombro para aplacar o rosnado de prazer.
Ela pôs a mão em cima do coração dele quando ele a abraçou e aconchegou-se a ele sentindo o coração agitado, batendo descontroladamente. Cobrindo-os ele apertou-a em seus braços como se para ter certeza que era real e sentindo o cheiro floral que ainda estava em seus cabelos ele fechou os olhos e adormeceu ao mesmo tempo que ela.
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