Meu Único Amor
2 02 - She Comes Back
Notas iniciais
Depois de duas longas semanas de exames eu finalmente fui liberada para voltar para minha casa, o estagio da minha doença havia diminuído, porém, eu tenho que visitar o hospital para fazer exames e ver se a doença esta melhorando ou piorando.
- Talvez eu também saia daqui, a Tinna me disse que talvez eu receba alta amanhã. – O Sam disse enquanto eu dobrava minhas roupas e as guardavam.
— Fico feliz por você Sam. – Disse e beijei sua bochecha. Eu conheci o Sam a uma semana atrás, estávamos na sala de espera para a quimioterapia e ele se apresentou.
“- Me chamo Sam Muller, qual seu nome? – Ele disse analisando as maças do meu rosto, que estavam vermelhas.
— Alexia de Andrade. — Ele tinha os olhos mais lindos, era um azul lindo.
— Você tem Tumor? – Ele perguntou e apertou as pernas, provavelmente pensou que não deveria ter perguntado isso, porque em seguida ele pediu desculpas pela pergunta.
— Tudo bem. – Disse e sorri de leve. Estava sem reação. – Tenho Leucemia. – Conclui rápido.
— Mas pessoas com Leucemia não costumam ser... – Ele passou as mãos no cabelo e eu sorri.
— Sim, eu tomava um medicamento que deixavam meu cabelo crescer, daí depois que os médicos perceberam que ele não fazia efeito para melhorar minha doença pararam de me dá-lo, então agora tenho cabelo. – Fomos interrompido pela enfermeira da quimioterapia e me levaram para a sala.” Desse dia em diante ficamos conversando e nos conhecendo.
- Se caso eu receber alta amanhã posso te levar à um piquenique? – Ele disse e apalpou as mãos no bolsa de trás da calça.
— Claro, eu adoraria ir ao um piquenique com você. – Disse e ele sorriu. – Mas agora tenho que ir, meu irmão esta me esperando. – Disse fechando a mala. Ele me acompanhou até o carro do meu irmão, que me esperava junto com a Yasmin.
— Então, te vejo amanhã. – Ele disse coçando a parte de trás da cabeça.
— Talvez, mas espero que sim. – Disse e o abracei. Querendo ou não eu iria sentir falta dele, de quando ficávamos vendo as estrelas no terraço do prédio. Entrei no carro e vi a Tinna, a Carina e o Sam se afastarem cada vez mais de mim. Respirei fundo e fiquei olhando o caminho de volta para casa, que nem lembrava mais, pela janela e vendo as coisas maiores e bem mais coloridas.
Mas o que eu mais queria era ver a minha casa, como ela estava, lembrar da mamãe e do papai aqui, a mamãe regando as rosas nos arbustos e o papai lavando o carro. Foi essa imagem que vi quando desci do carro, fechei os olhos por um tempo e quando abri não vi mais nada, apenas a nossa casa. O Diogo passou o braço por cima dos meus ombros e me olhou.
- Também sinto saudades deles. – Ele disse e eu o abracei. Entramos em casa e observei bem a sala, estava tudo do mesmo jeito. O Sofá bem arrumado perto da Tv, os quadros pintados pela mamãe, os vasos de flores que ela adorava arrumar, a coleção de carro do papai na prateleira perto da lareira.
— Me surpreendi com a arrumação. – Disse e o Diogo gargalhou alto.
— Palhaça. – Ele disse e colocou a mala perto da mesa de jantar. – É bom te ter de volta em casa. – Ele disse e beijou minha testa. O Diogo é bem mais alto que eu, tipo, eu me sinto uma anãzinha perto dele. Subi para meu quarto correndo, queria ver como eu havia deixado, assim que abri a porta abri um enorme sorriso em meus lábios. Minha cama estava com meu lençol favorito, verde com desenho de flores brancas, meus pôsteres e fotografias minhas estava coladas na parede preta, meu pisca-pisca pendurado na parede, meus ursos, minhas coisas. Estavam tudo lá, arrumado, limpo e cheiroso. Caminhei até a minha cama e comecei a pular nela.
[.......]
Eu jantava com o Diogo e a Yasmin quando a campainha tocou.
- Eu atendo! – Disse. Me levantei e fui até a porta, quando abri me deparei com uma criatura incrível que achei que nunca mais veria na minha vida. – AMBERRRR! – Gritei e pulei no pescoço dela. A Amber é minha amiga desde os meus 12 anos, fazia uns três anos que não via a Amber, ela havia sumido um ano antes de eu ir para o hospital e ela estava diferente desde a última vez que a vi. O cabelo dela cresceu, esta com uma franja jogada nos olhos, os cabelos mais loiros e mais magra.
— Que saudades garota do olhos de água! – Era assim que ela me chamava, Garota dos olhos de água. O motivo dela me chamar assim vocês não são tão burros para saber o porque né?
— Deixa eu só pegar um casaco. – Subi correndo as escadas e abri meu closet, troquei minha calça, calcei um all star e peguei meu casaco. – Dii vou sair com a Amber, vai ser coisa rápida. – Murmurei e mexi os lábios falando ‘Vai ficar com a Yasmin.’ Ele sorriu e fechei a porta.
Apalpei minhas mãos no bolso do casaco e olhei para a Amber que olhava suas botas sujas de neve, sorri abafado e ela me encarou. A Amber tinha um olhar diferente, estava um pouco triste, não tinha o mesmo sorriso da última vez que virá.
- Aconteceu alguma coisa? – Perguntei à ela e vi o ar gelado sair dos meus lábios.
— Tenho duas novidades para te contar. – Ela argumentou e voltou a olhar para os pés.
— Então quero saber quais são já. – Disse e abri um sorriso, ela deu um sorriso de leve e respirou fundo.
— Primeiro a boa. – Ela murmurou e me olhou. – Vou me casar! – Ela mudou o tom para um pouco mais alegre. Eu simplesmente deixei minha coluna reta e esbugalhei meus olhos. Amber Johnson de apenas 19 anos irá se casar? Ela só pode estar ficando louca.
— Meu Deus Amber. Parabéns! – Disse e ela mostrou os dentes em um sorriso mais aberto.
— E a ruim, minha mãe morreu a três meses atrás. – Ela disse sem nem respirar.
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