Notas iniciais
Oi pessoal, esse é o primeiro cap. narrado por Rosalie e espero que gostem,
Metamorfose

A Oportunidade Narração — Rosalie Hale

Em Voltera o dia estava ensolarado para a nossa sorte. O cuidado para que o sol não nos tocasse era complexo e tentador. Eu não sei onde estava com a cabeça quando decidi aceitar essa viagem com Edward, Bella, Reneesme e Emmett... Deveríamos ter esperado pelo inverno.
Eu deveria ter fechado meus ouvidos quando Emmett começou sua incansável luta para me convencer a passar uma nova lua de mel junto com Edward e Bella... Embora Reneesme não os deixasse por nenhum segundo de trégua. Apesar de tudo os dois estavam felizes, eles me lembraram a vida feliz que minha amiga Vera tinha antes de tudo...
Meu orgulho não me deixava em paz, mesmo que não conseguisse passar por minha garganta, ele gritava dentro de mim o quanto desejava aquela felicidade. Bella não poderia ter mais filhos, de alguma forma ela estava feliz e realizada: Era linda, amada... Mãe.
A inveja tomava conta de minha mente que mal pude rir das piadas de Emmett, ele usava todos os métodos para me fazer feliz, eu tentava fingir que estava satisfeita para não magoá-lo, ele não merecia alguém tão insensível como eu.
- Rosálie saía do carro antes que Reneesme te puxe. — Edward dizia a segurando no colo e sorria. Emmett estava de pé com um sorriso enorme em seu rosto, me ofereceu sua mão e a peguei saindo do carro.
Reneesme pediu para ficar no chão e logo se agarrou em minhas pernas, ela congelou qualquer pensamento ruim de minha cabeça em seus cinco anos de vida.A peguei em meus braços, Nesie — como dizia Jacob — enlaçou suas pernas em minha fina cintura, beijei seu rosto acariciando seus cachos acobreados.
- Tia Rose vou ser tão linda como você? — Sua pergunta era inocente e me fez dar gargalhadas.
- Muito mais! — A respondi encontrando minha testa com a dela. Bella pegou suas bolsas dizendo:
- Reneesme deixe sua tia em paz... — Nesie pulou do meu colo para o de sua mãe. Depois da transformação, Bella conquistou sua tão sonhada coordenação motora, se fosse humana com certeza teria caído no chão e pediria para que conseguisse evaporar.
Fomos para a cobertura do hotel, levamos nossas malas para o quarto, Emmett voltou a conversar com Edward enquanto conheciam a sala e a sacada com a vista da bela cidade italiana.
A suíte do meu quarto era enorme, as paredes todas brancas, o Box de vidro e transparente. Uma enorme banheira de pedra mármore. A pia e o espelho tomavam uma parede inteira... Observei todos os perfumes e cosméticos... Seriam úteis e lucrativos... Todos tinham seus preços marcados em sua superfície.
Alice teria gostado... E comprado. Sorri ao lembrar de minha irmã incrivelmente irritante, ela e Jasper conseguiam ser felizes, eles estavam satisfeitos com essa vida que jamais se acabaria. Pra ela era tudo tão lindo, sempre conseguia ver algo positivo até mesmo em minha esterilidade.
Saí do quarto e fui conhecer o resto da sala, um jogo de longos sofás de veludo cor mamão, uma mesinha de carvalho com um vaso de vidro em cima, acompanhada de cinzeiros. No canto da sala um bar em formato de meia lua, entre ela uma adega com os vinhos mais refinados.
A TV de plasma estava embutida na parede, ao lado uma estante cheia de DVDs. Me sentei no sofá e vi Edward soltar Reneesme em meu colo como ela queria, não parava quieta em nenhum minuto, Bella tinha sorte e poderes suficientes para fazê-la parar. Não sei como aconteceu, mas Reneesme chutou o vaso por pouco não se esfarelou no chão foi congelado por uma cúpula invisível que o levou de volta á mesa, seu rosto estava serio e censurado.
- Já chega! — Bella a pegou no colo enquanto resmungava. — Não tem nada para fazer aqui mamãe. Não posso brincar na piscina? — Não! — Bella continuou. — Já esta anoitecendo e você daqui a pouco têm que dormir. — Mais o papai fica acordado! — Edward riu com o comentário inocente de sua menina. — O papai precisa vigiar o seu sono. — Edward argumentou e Emmett continuou: — E quando acordar... Poderá voar. — Ele a pegou de Bella e com apenas a palma da mão segurou o abdome dela velozmente... Emmett era o que mais a fazia rir com suas brincadeiras perigosas. No começo Bella temia, no atual presente pouco se importava se Reneesme cairia no chão... Ela sabe que Emmett iria salvá-la. Suas gargalhadas infantis me fizeram rir. Emmett a colocou nos braços de Bella e no mesmo segundo senti uma tristeza tomar conta de mim. Eu nunca poderia passar por isso. Edward foi até a adega e observava os vinhos procurando por seus longos e valiosos anos.
Me levantei do sofá e fui até Edward enquanto fixava meus olhos em Bella e Reneesme. — Olhe Edward, sua eternidade é perfeita... Tem Bella e Reneesme com você. — Ele desta vez fixou seus olhos em seus dois amores. — Tem razão! — Ele concordou. — Somos felizes mesmo que Reneesme não entenda o que ela é. — Você... Se arrepende de querer ter que abrir mão dela? — Perguntei a fim de descobrir o que sempre tive como uma incógnita em minha mente. — Eu tive muito medo de perde Bella... Ela á estava matando cada vez mais rápido e me apavorava a idéia de que Bella não estaria comigo. — Por um lado ficou tudo bem! As duas estão aqui com você! Reneesme é especial... — Sim! — Ele se conscientizava. — Sou grato por tudo isso. A amo muito! — Eu só não vou entender o que ela vai ver naquele vira-lata... — Edward riu com meu comentário sobre Jacob, eu ainda achava estranho essa relação com lobisomens , embora nos tivessem feito tantos favores. Não demorou muito para que a noite chegasse, com muito custo Bella fez Reneesme dormir e na hora mais alta da noite nos preparamos para caçar. A fome não era agonizante em mim como eram em Emmett. Longedo hotel, Voltera tinha muitos campos e lá nos saciamos. Meus pensamentos não me distraíam apenas me torturavam, Reneesme estava sozinha e ela poderia acordar a qualquer momento. Avisei que voltaria mais cedo para que Nesie não sentisse nossa ausência. O calor fez com que chovesse no fim do dia. Andei em passos lentos pelas velhas ruas de Voltera liberando toda a minha amargura, infeliz com meu destino inacabado, eu jamais voltaria a ser humana, eu jamais teria um útero fértil como Bella teve. As lagrimas se espalharam por meu rosto, eu queria desabafar, queria apenas que alguém me ouvisse.

Me sentei no chão de um beco escuro e abaixei a cabeça entre as pernas tentando relaxar para que ninguém percebesse quando voltasse ao hotel. Do nada senti um toque gelado em minha cabeça, uma voz macia sussurrou:
- A vida é cheia de situações difíceis Rosálie. — Levantei a cabeça e pude reconhecê-lo.

— Marcus! — Me levantei do chão receosa. Os Volture eram perigosos... Nós sabíamos disso. — Não temas Rosálie! Não vou machucá-la. — O que quer? — Tentei mostrar que não estava insegura... Eu perderia aquela luta na primeira tentativa. — Essa pergunta deveria ser minha. — Eu não entendia o que Marcus queria dizer, todas as suas palavras formavam um enigma que mesmos com tantos anos de aprendizagem eu ainda guardava minhas duvidas. — Eu realmente preciso ir... — Caminhei até o fim do beco até que as palavras de Marcus me paralisaram. — E se eu lhe dissesse que tenho a cura para os seus males, a oportunidade de lhe dar o que quer? — Voltei para perto dele com desconfiança, meus olhos voltaram a me cegar com lagrimas, em meio ao desespero eu queria tentar qualquer coisa que me tirasse dessa infelicidade de vagar para sempre sem uma verdadeira razão. — Como? — Minha voz saiu grave, mas eu não poderia disfarçar a carência que consegui esconder de Emmett, Edward e Bella. — Venha comigo minha querida. — Marcus segurou minha mão com delicadeza de forma cortês. — Entendera melhor que quero lhe dizer. — O beco onde estávamos levava a passagem secreta com destino ao castelo dos Volture. Marcus colocou a mão em minhas costas mostrando aos outros que eu estava sob sua proteção. Entramos em uma sala secreta que continha três cadeiras de pedra. Aro abriu um sorriso receptivo com a companhia de Jane que não estava feliz em me ver. Aro segurou seu rosto, tocou seus lábios em seguida lhe disse: — Preciso que saía e cuide de tudo para mim.

— Sim meu Senhor. — Jane passou por nós com o olhar frio e vazio. Assim que as portas se bateram pude entender aos poucos e por partes o que Aro queria me dizer.

— Bem vinda Rosálie... Nós esperávamos por sua visita. — Ele dizia ironicamente se aproximando. Seu rosto era intrigante, ele buscava algo em mim que estava escondido no mais oculto de minha essência — se eu a tivesse — não importava... Ele conseguiria ver. — O que querem? — Voltei a perguntar impaciente. — A pergunta é: O que você quer? — Aro sorriu depois de sua pergunta, então soltaram gargalhadas mais altas. Marcus apenas sorriu. — Venha, quero lhe mostrar uma coisa. — Aro me ofereceu sua mão como Marcus o tinha feito e novamente voltamos a andar naquela enorme sala. Por trás das cadeiras de pedra, Aro abriu outra passagem, descemos as escadas para baixo que havia naquela enorme catacumba. O espaço me lembrou o laboratório de Biologia da faculdade. Havia varias estantes de vidro com frascos e dentro deles animais mortos para analise. Uma maca de hospital muito bem cuidada, o lugar era claro e arejado, diferente do castelo gótico acima de nós.

CAIUS

Caius estava nessa sala com um medico pálido de aparência cansada e magro. Usava roupas formais, jaleco e óculos, estava elétrico com tantos vampiros ao seu redor. — Conheça o nosso Geneticista Dr. Brown! — A voz de Aro soava gentil e ao mesmo tempo apavorante. — Sim... Sim... Como vai? — Ele gaguejava, com certeza saberia que seu destino até o dia em que deixaria ser útil para aquele clã logo estaria marcado. — Mostre-nos Dr. Brown o que pode fazer por Rosálie. — Aro continuou. — Sim! — Ele caminhou até a placa de números onde digitou uma senha. Entramos em mais um compartimento com vários blocos de vidros interligados ao ambiente frio, dentro deles uma célula nutrida por um liquido, então conseguíamos entender o porquê daquilo com as explicações do Dr. Brown. — Para que vampiros pudessem se reproduzir criei um meio de unir a gene humano com o do inumano. — Dr. Brown pegou a célula humana com uma pinça na célula vampiresca que foi devorada e sucumbida. — Não deu certo por ser um gene humano, sendo que os genes dos vampiros não se unem... Então criei outro meio de uni-los com o DNA de um leopardo... De alguma forma ocorreu uma ligação entre eles. — Dr. Brown pegou outro frasco e nos mostrou como as células se encaixavam. — O que era impossível se tornou real, fecundamos o gene no gameta masculino e reagiu muito bem quando ouve a fecundação com o espermatozóide e o ovulo. O zigoto se tornou feto e isso mostra que vampiros podem ter seus bebês. — O que pode acontecer depois que nascer? — Perguntei. — O bebê tem o gene humano então nascerá humano, sua genética e sentidos serão de um vampiro, ele crescerá e será mortal até que mude sua sorte. — Eu deveria ter voltado para o hotel e esquecido de todas as palavras de Marcus... Mas algo me prendia as maravilhas que Dr. Brown dizia. Eu poderia ser mãe, estava tudo em minha frente... Eu pagaria o mais alto preço para conseguir o bebê que eu tanto desejava. — O que eu devo fazer para que me dêem o bebê? — Aro, Marcus e Caius gargalharam de forma sombria que fez Dr. Brown tremer. — Venha minha cara... — Aro voltou a me oferecer sua mão e voltamos para a sala do castelo. — Vocês não farão isso sem algo em troca. — Entreguei meu jogo tentando arrancar suas reais intenções. — Rosálie sabe que Carlisle foi um irmão muito estimado para mim. Ele sabe que sinto sua ausência... Quero fazer isso por ele... Se você estará feliz garanto que ele estará também. — Não era uma boa desculpa, as palavras de Aro não me convencerão de suas explicações... Eu deveria temer. — O que realmente quer Aro? — Persisti. — Não tema Rosálie! Façamos um acordo... Apenas quero acompanhar a gestação e o nascimento do bebê... Se eu lhe pedir algo será apenas quando eu precisar. — Proposta era tentadora, eu podia ver a criança em meus braços e isso me fechava os olhos para o que poderia ser uma ameaça para mim. — Eu não posso... — Espere Rosálie... Não negue! — Eu preciso falar com Carlisle! — Lhe dei as costas, mas Aro me alcançou no dizendo: — Não! Dou-lhe a chance de conseguir o que tanto quer e é assim que me agradece? — Eu preciso pensar... — Sei que está insegura... Mas posso lhe dar a chance de conseguir o que tanto almeja... — Aro disse-me de forma confiante para que eu não temesse. — Apenas aceite... Dou-lhe três dias! — Aro plantou sua semente que me fez colher o desejo de realizar seu pedido e meu tão ansiado sonho. Dentro de mim não existia mais duvidas.
Notas finais
Bom galera esse é o meu primeiro capitulo, espero que gostem, aceito sugestões e não vou demorar a postar o proximo capítulo. Qualquer coisa que não agrade, ou meu contexto ou caligrafia aceito comentarios e criticas, afinal, nessa serie tudo é para que sejá construtivo!!
um grande bjo!!
Espero que gostem!
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