Mestiça - a Uniao dos Mundos
35 Capítulo 35: A Lobisomem
Notas iniciais
Sumi neh? Mas to aki de novo!
Eu adorei esse cap e ate hoje naum sei de onde tirei tantos detalhes para descrever a Erika. O.O
Ficou curioso(a)??? Entaum bora la ler!
Obs.: Originalmente os personagens de Underworld que eu coloquei nesses tres caps de Pov Selene seriam ela mesma, mais a Erika e a Amélia, mas eu fiz uma confusão aki é era pra ser Sonja ao invez da Amélia, entaum se aparecer Amélia em algum cap é por que eu errei e no lugar é a Sonja. Vou tentar arrumar os erros antes de postar, mas se algum fujir me desculpem.
Pov Selene
– Obrigada pela confiança de vocês, mas eu não confio em mim mesma. – disse Erika procurando alguma coisa nos bolsos da calça. – Se eu não me controlar e tentar atacar alguma de vocês... por favor, injetem isso em mim. – ela disse esticando a mão para nos entregar alguma coisa. Ela abriu a mão revelando uma seringa contendo um líquido meio esverdeado.
– Erika, não acho que vamos... – disse Sonja.
– Prometam, por favor! – disse ela entredentes, seu rosto estava começando a mudar.
– Táh! Nós prometemos! – falei rapidamente, peguei a seringa da sua mão e a guardei no bolso da minha calça. Lancei um olhar cumplice para a Sonja indicando que eu só usaria a seringa no pior dos casos, ela deu um mínimo aceno com a cabeça, tudo sem que a Erika visse.
– Mas o que tem dentro da seringa? – perguntou Sonja por trás de mim enquanto eu ia ate a cama e pegava três bolsas de sangue.
– São apenas umas ervas que vão me deixar fraca, assim vocês poderão me prender com as correntes. – disse ela simplesmente. Me aproximei delas novamente e Erika olhou curiosa o que eu trazia nos braços.
– Acho que pode te ajudar um pouco. – falei oferecendo uma bolsa para a Erika. Ela sorriu pegando a bolsa, ofereci uma para a Sonja que também pegou. Erika logo esvaziou a bolsa dela, sorri lhe oferecendo a que estava em minha mão.
– Não vai tomar? – perguntou ela confusa.
– Eu bebi uma antes de ir ver o Aro e sei que você precisa mais do que eu. – falei e lhe ofereci novamente a bolsa. Ela sorriu e vi que todos os seus dentes já estavam maiores e sua boca e nariz estavam puxados levemente pra frente.
– Obrigada. – disse ela pegando a bolsa, seus dentes rasgaram o plástico rapidamente e ela tomou com vontade.
– De nada. – falei sorrindo olhando-a. – Tenho mais duas ali se você precisar. – falei ela concordou com um aceno sem abrir os olhos enquanto bebia o sangue.
Foi a conta de ela terminar de beber o sangue que a sua transformação realmente começou. Um grito alto e agudo saiu da sua boca, olhei assustada para ela e vi Erika se encolhendo de dor enquanto se transformava, seu corpo tremia violentamente enquanto ela se contorcia em agonia.
– Saiam daqui! – gritou ela em meio aos gritos e a dor.
A obedeci rapidamente e me afastei, assim como a Sonja também fez. Nós duas sabemos que durante a transformação a Erika sempre perdia o controle por causa da dor, mas isso é apenas durante a transformação. Eu me posicionei protetoramente em um canto do quarto perto de uma das janelas enquanto Sonja se posicionava em frente à porta.
Em mais alguns poucos segundos Erika se transformou completamente, vi que suas roupas estavam rasgadas no chão a sua volta. Levantei meu rosto e encontrei seu olhar, seus olhos estavam negros, sua boca e nariz estavam puxados pra frente em um focinho assustador, em sua boca entreaberta dava pra ver claramente as fileiras de dentes afiados. Seu corpo estava completamente coberto de pelos, seus braços e pernas estavam mais musculosos e cresceram tomando a forma exata a de um lobo apesar de ela ainda ter o formato das mãos e pés iguais ao de um humano e ser bem maior que um lobo de verdade. Ela mantinha seu corpo apoiado nas patas traseiras e vi sua calda peluda se movimentar graciosamente atrás dela.
Eu tenho que admitir! Ela era linda! Incrivelmente linda! Se bem que eu sou suspeita pra falar, levando em conta que o amor da minha vida também era um lobisomem. Mas ainda sim a Erika era a lobisomem mais linda que eu já tinha visto, mesmo sendo a única. Seu pelo era castanho claro; as suas patas, orelhas, focinho e calda era mais de uma cor castanho escuro; em seu peito e barriga ela tinha uma mancha clara quase branca. Seu pelo era mais comprido na calda, nas patas e no pescoço, lugares onde ela tinha um sobre pelo avermelhado.
Mesmo sendo uma lobisomem bem grande e bem mais alta que eu, o seu corpo era completamente proporcional o que a deixava mais linda.
Erika se virou lentamente para mim, sua expressão era confusa. Sorri e ri quando ela tentou fazer o mesmo movimento que eu, me aproximei devagar deixando que ela se acostumasse comigo. Fiquei ao seu lado, mas permaneci a uma distancia segura de um metro. Erika lentamente virou a cabeça procurando por algo no quarto, seus olhos se fixaram na Sonja que estava na frente da porta, Erika novamente tentou sorrir e Sonja relaxou um pouco e sorriu pra nós quando Erika deu um pequeno passo a frente. Dava pra perceber que ela estava no controle.
De repente tudo mudou, uma única brisa fraca sobrou através de uma fresta da porta vindo à minha direção, senti rapidamente o cheiro de alguns dos vampiros que tinha na casa. Se eu senti o cheiro é logico que a lobisomem do meu lado sentiu também. Um rosnado selvagem fluiu pela sua garganta enquanto ela mostrava os dentes para Sonja que estava na frente da porta. Droga! A Erika confundiu esse cheiro com o da Sonja!
Erika rosnou mais uma vez antes de pular com tudo pra cima dela. Eu não pensei direito e agi por instinto, em milésimos eu estava na frente da porta, entre a Sonja e a Erika.
Minha amiga ainda estava embriagada com o cheiro novo de vampiro e me atacou com as suas garras. Quatro linhas profundas foram abertas em meu peito indo de um ombro ao outro, trinquei fortemente os dentes para não gritar de dor enquanto o sangue fluía rapidamente pelos cortes, mas a Erika não parou e avançou mais uma vez. Ela segurou minha blusa e me atirou pra trás, bati com as costas na parede antes de cair dolorida no chão. Me levantei o mais rápido que pude, mas não rápido o suficiente, Erika já tinha Sonja presa em suas garras e mordia seu pescoço. Eu não podia deixa-la matar a Sonja!
Me atirei nas costas de Erika e envolvi meus braços envolta de um dos seus braços e seu pescoço, ela se assustou comigo e soltou Sonja que caiu no chão desacordada. Joguei meu corpo pra trás e fiz com que eu e Erika caíssemos no chão, fiz com que nós rolássemos para longe da porta e me soltei dela ficando entre ela e a Sonja novamente. A lobisomem agachou se preparando para o ataque.
– Se controle Erika! Você quer mesmo nos matar? – gritei pra cima dela.
Erika se assustou com o meu grito e parece que voltou a si dando vários passos pra trás soltando um granido que me lembrou de um choro. Ela tinha voltado ao normal, ela voltou a ser ela mesma, eu sabia. Sorri com isso, mas desabei em meus joelhos enquanto a dor me consumia, sorte minha que ainda consegui manter meus olhos focados na Erika.
Ela apoiou as mãos nos chão e andou lentamente em minha direção de quatro, suas orelhas estavam pra trás, ela manteve a calda entre as pernas e em seus olhos pude ver claramente o arrependimento e seu pedido de perdão quando ela se postou bem na minha frente.
Sorri através da dor e pousei uma mão em sua cabeça.
– Tudo bem, só não perca o controle de novo. – falei tristemente. Ela virou a cabeça de lado de modo que conseguiu ver Sonja no chão, ela fechou fortemente os olhos e assentiu com a cabeça voltando sua atenção para mim. – Estamos bem, precisamos apenas de um pouco de sangue. – lhe falei sorrindo, eu já podia sentir meu próprio corpo se curando lentamente, mas o sangue ajuda enquando curamos.
Erika se sentou nas patas de trás e passou um dos seus braços peludos nas minhas costas e o outro atrás dos meus joelhos, logo ela me levantou do chão e me colocou em cima da cama. Em seguida ela delicadamente pegou a Sonja e a colocou do meu lado, Erika pegou as duas bolsas de sangue e me ofereceu uma, peguei de bom grado e a observei enquanto ela dava a volta e se ajoelhava em cima da cama do lado da Sonja, com carinho ela puxou seu corpo desacordado apoiando a sua cabeça em seu corpo peludo. Fiquei rígida quando Erika mordeu a beirada da bolsa de sangue para abri-la, o cheiro de sangue inundou o quarto e olhei abismada para a lobisomem que nem ligava para o cheiro enquando levava o sangue aos lábios da Sonja.
Não tirei meus olhos dela enquanto tomei as segas o sangue que ela havia me dado. Ela não se descontrolou nem uma vez enquanto alimentava a Sonja, ela de vez enquando ate me lançava olhares para conferir se eu estava bebendo. Quando a bolsa esvaziou Erika simplesmente a jogou em algum canto da sala e ficou olhando o corpo imóvel a sua frente, depois de alguns segundos ela olhou pra mim agoniada.
– Talvez demore um pouco pra ela acordar. – falei simplesmente, ela acenou com a cabeça mais uma vez e olhou fixamente abaixo do meu pescoço, sorri. – Estou bem, já cicatrizou. – respondi puxando a gola um pouco de lado para que ela pudesse ver. Ela mais uma vez pôs as orelhas pra trás soltando um granido. – Não precisa se desculpar, podia ter sido pior. – respondi e a ouvi engolir em seco com essa hipótese.
Em alguns poucos segundos ouvimos a Sonja resmungar levemente, sem incomoda-la Erika saiu debaixo dela e se postou o mais longe de nós que o quarto permitia. Segundos depois Sonja abriu os olhos, e eu me posicionei na sua frente.
– Selene! O que aconteceu? Você esta bem? – ela me perguntou tentando de sentar, segurei seus ombros para impedi-la.
– Amélia fica calma. – pedi e ela logo me obedeceu. – Um cheiro de vampiro entrou por uma das frestas da porta e a Erika confundiu seu cheiro e a atacou. – falei e ela arregalou os olhos. – Eu meio que consegui impedi-la, mas ela me atacou também antes de te morder. – continuei e inconscientemente Amélia pôs a mão em seu pescoço ainda assustada. – Ela não quis fazer isso! Ela se descontrolou e sente muito! – me apressei em dizer, não queria que ela ficasse com raiva da Erika, mas Sonja mudou suas feições rapidamente.
– Tudo bem Selene. – disse ela sorrindo, sorri a soltando, ela se sentou e focou seus olhos na Erika encolhida em um canto. – Eu senti o que aconteceu, só não consegui fazer nada, sei que você cuidou de mim e agradeço. – disse ela, Amélia tinha esse sexto sentido, de saber sem muitos detalhes o que acontece a sua volta quando ela esta desacordada ou apenas com os olhos fechados mesmo.
Erika tentou sorrir pra nós e se aproximou do mesmo jeito que antes, orelhas pra trás, calda entre as pernas. Eu tinha acabado minha bolsa de sangue e a jogado em um canto, puxei a coberta enorme da cama imensa, logo Erika subiu na cama se deitando no lugar que eu arrumara, puxei um lençol para que ficasse encima dela. Ela esfregou a cabeça em minha mão enquanto se arrumava desajeitadamente para dormir.
– Acho que para a primeira vez, não foi tão ruim. – disse Sonja do meu lado, sorri concordando, mas Erika grunhiu discordando.
– Já falei que podia ter sido pior. – falei fazendo ela se mexer desconfortável. Ela simplesmente tem pavor da ideia de ela nos machucar, mas eu também achava que para a sua primeira noite solta ela tinha ido muito bem, não demorou nada pra ela recuperar o controle naquela hora, acredito que foi porque ela ouviu minha voz ou foi por causa do que eu disse a ela.
– Eu adoro essa cor de pelagem que ela tem. – sussurrou Sonja se deitando em alguns travesseiros, Erika já roncava em seu sonho.
– É linda néh? – falei concordando, logo deitei ao lado de Sonja e começamos a conversar por um bom tempo. De vez enquanto apenas olhávamos para um ponto fixo e deixávamos as nossas mentes viajarem.
Me lembrei dos momentos que eu passei ao lado do único amor da minha vida e de tudo que passamos antes de ficarmos presos nesse lugar. Eu só queria que houvesse um meio de eu poder tirar o Michael daqui para podermos encontrar a nossa filha Isabella novamente, ela esta tão linda, não consigo acreditar o quanto ela cresceu e parecia tão mais madura... Eu tenho que contar ao Michael que a Isabella puxou a ele e também é uma transfiguradora de olhos azuis, achei que ela fosse me puxar e ser uma feiticeira. Mas não ligo, ela é tão linda quanto o pai, queria que ele a tivesse visto também.
Notas finais
Deixem reviewssssssssss por favor *-*
Aki gente, depois de pensar um pouco (muito tempo na verdade) eu resolvi que naum vou dividir a fic, mas ela vai ficar grande viu.
Ate depois
Kiss s2 Raah
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