Pov's Merida

Acordei com os raios de sol batendo no meu rosto. Me levantei e fui tomar um banho. Ontem ouvi meu pai conversando com os guardas que eles estão em guerra com o reino dos Viking, Berk.

Sai do banho e coloquei um vestido verde com detalhes dourados, de manga comprida. Penteei os meus cabelos ruivos cacheados e sai do meu quarto indo em direção ao estábulo. Cheguei lá e peguei Angus, meu cavalo.

-E aí, garoto. Vamos dar uma volta? -perguntei já em cima dele.

Puxei as rédeas e ele saiu correndo castelo afora até a floresta. Chegando na floresta ele diminuiu um pouco o passo mas continuou correndo. Ele parou na clareira em que sempre vamos, lá tem um lago muito bonito. Quando chegamos eu desci dele e fiquei de frente pro lago o observando.

De repente Angus começou aà ficar inquieto e parecia que queria fugir, fez uns barulhos. Ele estava com medo.

-O que foi, garoto? -fui até ele -Calma. Nada vai te fazer mal. -comecei à fazer carinho na cabeça dele e encostei minha cabeça na dele e fecheios olhos.

Olhei pros lados. Não havia nada ali, só nós.

-O que foi que você viu, Angus? -perguntei fechando os olhos novamente com a cabeça encostada na dele enquanto lhe fazia carinho.

Fiquei ali o acalmando por um tempo. Depois montei nele de novo e passamos à andar pela floresta, sem que eu percebesse fomos parar dentro do círculo de pedras. Desci de Angus e percebi que ele ficou inquieto denovo, mas dessa vez naonãoolhei em volta pra saber porque. Cheguei perto dele e comecei à fazer carinho nele denovo.

-Calma, garoto. Você está muito assustado hoje, Angus. -encostei minha cabeça na dele novamente. Continuei à fazer carinho.

Olhei em volta e percebi que ali tinha um garoto me observando, com uma criatura ao seu lado que parecia ser um dragão. Fiquei olhando pra ele também, mas ainda continuava perto de Angus fazendo carinho nele, em instantes Angus ficou mais calmo.

-Quem é você? -perguntei ao garoto que me fitava -O que faz aqui?

-Eu me perdi nessa floresta. -ele olhou pra ccriaturaque tinha ao seu lado -O meu nome é Soluço. -olhei praele com uma cara de "Sério? Seu nome é esse?" -Sim, o meu nome é esse mesmo. Não me culpe, foi idéia do meu pai. Você poderia me dizer onde estou?

-Escócia, reino de Highland. -respondi e é eleme olhou com os olhos arregalados.

-Aí não. Você é Escocesa. -ele começou à andar de um lado pro outro. E eu sem entender nada.

-Qual o problema? -perguntei.

-Eu sou de Berk, o reino dos Vikings. -ele respondeu finalmente parando de andar e me olhou.

-Ai não... -falei e eu fiquei estática por um momento.

-Ai não, mesmo. Acho melhor eu ir embora daqui antes que eu me ferre. -ele disse indoem direção ao seu dragão.

-Fique tranquilo. Diferentemente do meu pai eu não aprovo essa rivalidade besta que nossos reinos tem. -ele se virou pra mim.

-Quem é seu pai?

-O Rei Fergus.

-Ah, você é princesa então. -ele cruzou os braços -Aquelas mimadas que gostam de ser paparicadas.

-Não, muito pelo contrário. Não sou mimada e odeio ser paparicada. Eu posso morar em um castelo, mas a minha verdadeira casa é a natureza, na natureza eu posso ser quem eu sou sem precisar fingir, posso ser livre. -falei sendo sincera -Mas isso não importa, você disse que está perdido, você está com fome? Ou melhor, vocês estão com fome?

Ele me olhou confuso. Acho que estava se perguntando como eu não odeio os Vikings como o meu pai.

-Eu nãovou te matar, tá? Eu não tenho motivos pra isso, nãovejo motivos para os nossos reinos terem essa rivalidade idiota. -falei e é ele sorriu de um jeito sincero.

-Obrigado, mas eu me viro...

-Que isso, eu te ajudo. Vem, eu sei de um lugar bom pra pescar e pegar alguns peixes pra vocês dois. -falei pegando Angus pelas rédeas.

-Como você...?

-Ele é um dragão não é? -me referi à criatura ao lado de Soluço -Existe muitos livros por aí falando que dragões gostam de peixe. -expliquei e ele sorriu.

Fui puxando Angus até o lago novamente com Soluço e seu dragão me seguindo. Chegamos no lago, peguei em uma bolsa aaté que grande que estava em Angus o meu arco e algumas flechas. Fui pra perto do lago e mirei com o arco, peguei 5 peixes e o dragão de Soluço pegou 25 só pra ele. Deixei os peixes em um canto e comecei à fazer uma fogueira pra assar os peixes. Fogueira feita, comecei à assar os peixes.

-Obrigado por me ajudar... -disse Soluço.

-Denada. -falei -Eu gosto de ajudar quando posso.

Terminei de assar os peixes e coloquei eles em cima de folhas limpas. Me levantei e fui pra perto de Angus, comecei à fazer carinho nele, ele provavelmente deve estar com fome também. Olhei em volta e avistei um pouco mais ao longe uma macieira carregada de maçãs. Fui até ela e Soluço ficou me seguindo com o olhar, escalei a macieira e peguei um monte de maçãs. Fui até o lago e as lavei.

-Gosta de maçã? -perguntei pra Soluço e deixei umas sete maçãs do lado dele.

-Gosto.

Fiquei com duas maçãs, dei uma pra Angus e fiquei com uma pra mim. Me sentei de frente pra Soluço na fogueira.

-Por que esta me ajudando? -perguntou.

-Já disse. Eu gosto de ajudar quando eu posso. -respondi abraçando as minhas pernas.

-Seus pais devem estar preocupados com você, não?

-Minha mãe foi pra uma festa em outro reino, e meu pai... Esta com o nosso exército. -falei e ele logo entendeu.

-A guerra... -murmurou -Eu também não entendo o porque dessa rivalidade besta entre o seu reino e o meu. Se eu conseguisse, eu convenceria o meu pai à parar com a guerra.

-Quem é seu pai?

-O Líder Stoico. Digamos que eu sou tipo o príncipe de Berk. Mas, por causa dessa rivalidade besta, não gosto de ficar em casa, prefiro ficar com o Banguela.

-Quem é Banguela? Seu dragão? -apontei pro dragão que estava perto da gente. Ele assentiu com a cabeça.

-Ele é um Fúria da Noite. Eu fui o primeiro treinador de dragões de Berk.

-Que legal! -exclamei.

Nós ficamos conversando praticamente o dia inteiro. Até que exclameitive que ir embora, nós combinamos de nos encontrarmos no lago amanhã.