Notas iniciais
desculpa a demora

Estou sentada no balcão da cozinha, faz uma semana desde que Olga voltou a morar aqui e graças a isso hoje eu tenho algo para acompanhar o meu copo de leite, já que Olga decidiu que cuidaria do café da manhã.
— Querida, está tudo delicioso – meu pai fala para Olga que colocava mais um prato com bacon e ovos na mesa.
— E esse café, esta magnifico – Mirian fala com a xicara na mão, “estranho não lembro de ter visto ela beber o café ainda”, provavelmente só supôs que estaria “magnifico” como todas as coisas que Olga faz.
— Então, como foi o seu primeiro dia na nova escola? – Big Bob pergunta quando minha irmã se senta
— Foi ótimo, os meus colegas foram tão legais comigo e o diretor é muito simpático, sem contar os meus alunos eles são simplesmente...
—Deixa eu adivinhar “perfeitos “– falo antes que ela possa terminar a frase
—É, eles são perfeitos, são uns doces, carinhosos e obedientes, eu tive muita sorte – Olga diz toda animada.
— Que bom querida, me fala mais sobre os seus colegas – Mirian fala, e não demora muito para que eles se envolvam em uma atmosfera de família perfeita, passo manteiga no meu pão enquanto olho para a cena a minha frente, até mesmo Big Bob que normalmente nem estaria aqui durante o café, conversa de maneira animada, na verdade não me lembro a última vez que meu café da manhã foi mais do que um copo de leite. Continuo sentada ali mas parece que não estou, eles esqueceram de mim. Mordo o meu pão e me levanto para pega minha mochila, não aguento mais ver aquela doce família, vou até a porta.
— HELGA! – Minha irmã grita da cozinha – me espera, vamos juntas.
— Tudo bem – respondo e abro a porta, mas antes de sair ouço o meu pai gritando.
— OLGA!! “ Já disse um milhão de vezes para ele que sou Helga”
— O que?
— O que? — Nos duas perguntamos juntas e Bob vem até nos com uma pasta na mão e entrega para minha irmã, ” espera um pouco, ele disse claramente Olga, então por que eu respondi? “ Abro a porta e saio, não acredito que respondi pela Olga, não acredito que depois de tantos anos corrigindo o meu pai eu acabei me acostumando.
Vou andando mais rápido que posso até o ponto de ônibus deixando Olga para trás, quero esquecer o que acabou de acontecer pego os meus fones e fico lá esperando.


Arnold

— Cara, você assistiu ao filme que passou ontem na tv? Man a melhor parte foi quando o carro... – estou sentado ao lado do meu melhor amigo no ônibus e ele fala sobre o algo que deixei de prestar atenção a algum tempo, todos os meus pensamentos estão em Cecile e no ultimo sonho que tive com ela “ o que ela queria dizer com eu saber a resposta”
— Hey Arnold ... hey cara, você tá me ouvindo?
— O que? ... Claro que to ouvindo – respondo tentando ser o mais convincente possível e falhando miseravelmente.
— Sério então o que eu acabei de falar? – Gerald me olha com cara de desconfiado enquanto aguarda a resposta
— Sobre... sobre ... tá, não estava ouvindo – admito derrotado
— Certo, o que aconteceu agora?
— Nada cara, só não consigo tirar a Cecile da cabeça
— Por que não? Você me disse que já faz uma semana que ela não aparece nos seus sonhos, então só segue. Além disso o ultimo sonho que você teve foi assustador, você devia ta grato por ela ter sumido
— Não é que eu queira voltar a sonhar com ela, é só que o ultimo sonho me deixou curioso – Gerald não consegue me entender, na verdade nem eu consigo me entender.
O ônibus para e o som abafado de um rock pesado ecoa pelo ambiente para logo em seguida entra a garota loira dona dos fones que não conseguiam conter a música, Helga entra e sem olhar para mais nenhum lugar ela joga o bolsa em um dos bancos e se joga no outro ” será que aconteceu alguma coisa? ” Aquele a música continua tocando até a Phoebe chega e pedi para ela abaixar, vejo seu rosto muda de um sério para um mais relaxado e de repente explodi em uma gargalhada que se desfazer em um sorriso “eu nunca tinha notado como o sorriso dela era tão bonito” era incrível como ela podia mudar tanto perto da Phoebe, chegava até a ser fofa.
— Arnold... cara você ta no mundo da lua – Gerald chama a minha atenção e só então eu percebo que estou encarando ela “ eu achei mesmo que a Helga era fofa” espanto esse pensamento. – Arnold você ta muito desligado hoje maninho, e para o que você tá olhando? – Gerald começa a procura o que eu tanto olhava e eu mudo de assunto.
— Você assistiu ao filme que passou ontem na tv? – Acho que isso funcionou Gerald logo desiste de procurar e começamos a falar do filme até chegar na escola.
Hoje tem aula de biologia então antes de ir para a sala Gerald e eu passamos nos armários para pegar o livro, e do nada Helga vem aos meus pensamentos o jeito como ela entro no ônibus mais cedo ela parecia tão preocupada e ao mesmo tempo com raiva “ como ela está diferente” espera, ela está diferente? Parando para pensar, sim ela está.
— Gerald, você não acha que a Helga tá diferente? – Pergunto para meu amigo que fechava a porta do armário.
— Diferente, como assim diferente? – Ele me pergunta de volta – para mim ela esta a mesma de sempre.
—Não cara, tenho certeza que ela tá diferente, não sei como explicar, ela só não tá a mesma de sempre – falo com um tom preocupado na voz que me surpreende.
— Você acha mesmo? Vamos ver — Gerald olha para frente quando sigo o seu olhar vejo Helga e Phoebe indo em direção a sala – e aí Helga, tudo em cima?
— Cala a boca, cabelo de poste- Helga responde para geral e continua andando, só consigo ouvi bem baixinho um (Helga) de reprovação dado pela Phoebe
— Viu, a mesma de sempre- Gerald começa a andar em direção a sala depois da sua “experiência” bem-sucedida, mas para mim isso não provava nada ela estava diferente, ela já não me dava apelidos e nem me zoava ela nem sequer chegava perto de mim, era isso então, era eu, não sei com os outros, mas comigo ela estava diferente e isso me preocupava. Entramos na sala e a primeira coisa que vemos e Helga segurando Harold ela camisa – a mesma de sempre – Gerald fala antes de ir para o seu lugar
Senhor Simons chega e a aula começa.