Menudamente Cavaleiros de Athena?
13 Capítulo XIII: Mi Sombra en La Pared
Notas iniciais
Enquanto isso, em um camarim de algum estúdio de TV no centro de Athenas:
–Vocês também sentiram isso? – perguntou Seiya, pegando a roupa que usaria de uma arara. O The Guardians ia fazer um especial ao vivo na TV aquela noite. – Era o cosmo da Shina. Parece que a batalha já começou...
–Então você acertou quando disse que Afrodite tinha guerreiros que a seguiam... – disse Hyoga, sentado no sofá, usando calças de couro, camiseta regata azul e uma jaqueta preta. – Acabei de perceber um cosmo hostil desaparecendo...
–Eu só não entendi porque a Shina estava lutando com um cosmo tão fraco... – questionou Shun de camiseta verde, calça e colete brancos cheio de tachas, sentado de frente a um espelho, ajeitando o cabelo com laquê – Parecia mais que ela estava doando energia para alguém...
–Agora que o Shun falou... Fez um pouco de sentido. Você sabe o porquê disso, Seiya? – interrogou Shiryu, usando calça de couro e um sobretudo preto aberto, exibindo o tórax descamisado.
–Bem, eu...
–Mas o que é isso? Seiya se troque logo! – interrompeu Darrin, entrando no camarim estressado como sempre – Faltam menos de dez minutos para vocês entrarem ao vivo!
–Já tô indo, Darrin! Já tô indo... – estressou-se o vocalista, entrando atrás do biombo.
No Templo de Afrodite, a deusa também sentiu a perda de Eros:
–Eu não acredito que aquele porto-riquenho que mal sabe dar um soco derrotou meu querido Eros. – reclamou a deusa do amor, se levantando do trono. – De onde ele tirou forças para tal?
–Princesa Afrodite, não se preocupe com ele. – distraia-a Kiki – Lembre-se que estresse dá rugas!
–É baixinho... Você tem razão. Vem cá e me ajude a escovar meu cabelo!
–Será uma honra para mim...
Enquanto descia a escova pelos longos cabelos loiros da deusa, Kiki pensava em como Afrodite sabia a nacionalidade de Ricky. Estava óbvio que ele era latino, mas custava alguém adivinhar que ele era, especificamente, porto-riquenho.
Nos arredores do Templo, o caminho trilhado por Sergio e June levou-os a uma gruta cheia de espelhos:
–Tome cuidado... – alertou o Mechanic Cygnus. – Esses espelhos podem ser uma armadilha...
O substituto de Hyoga estava certo. De repente, um raio saiu do meio deles. June tomou a linha de frente e conseguiu desviá-lo com seu chicote:
–Acho melhor eu não subestimar vocês, Cavaleiros de Athena... – ecoou uma voz por entre os espelhos. – Sou Narcisus, conhecido como o Ladrão de Faces.
–Veja só se não é o Ladrãozinho... – indagou Sergio, retomando a linha de frente – Recue June. Lembre-se que é dever dos Mechanic Saints resgatar Athena.
–Eu não poderei fazer isso, Sergio. O idiota vai ficar se ocultando entre os espelhos para nos confundir.
June decide ficar com as costas encostadas nas de Sergio. Narcisus estava calado. Após alguns instantes em total silêncio, a amazona percebe o cosmo do inimigo se alterar, toma a frente de Sergio e desvia o golpe mais uma vez:
–Até quando vai ficar salvando esse Cavaleirinho de Brinquedo, hein?
–Eu não estou salvando-o... Apenas ajudando um companheiro de batalha.
–Pft... Garota... Eu sei muito bem que ele não possui um cosmo. Então não pode sentir de onde vem o próximo golpe.
–Grr... Mas eu não só posso sentir como já sei onde você está! CHICOTE DE CAMALEÃO.
Com a agilidade que possuía, a namorada de Shun “laça” a mão do Cárite com o chicote, tirando-o das sombras e atirando-o no chão. Rindo, Narcisus se recompõe, ainda com a mão presa:
–Ora... Para uma loira, você é bem inteligente, Amazona.
–COMO É?! – irritou-se a Amazona, acertando um chute preciso no rosto do Cárite, fazendo um rasgo do lado direito.
–Que foi? Ficou irritadinha? – debochou Narcisus, se levantando.
–June... Não se estresse com esse aí. – Sergio indagou tranquilamente– Não percebeu que ele não pensa antes de falar?
Após uma risadinha, June confirma:
–Verdade... Ele nem percebeu que a deusa que ele diz amar e proteger é LOIRA!
–DEUSES! – espantou-se o Cárite.
–Pft... Pelo visto, o Ladrão de Faces não é tão hábil assim. – debochou a Amazona.
–ORA SEUS INSOLENTES!
Irritado, Narcisus elevou seu Cosmo, arrebentou parte do chicote de June e começou a atacar vorazmente. Sergio apenas conseguia desviar de seus golpes, enquanto a loira insistia em rebatê-los:
–JUNE, DEIXE COMIGO! EU QUERO ACABAR COM ELE – pediu o Mechanic Cygnus.
–Está bem! – concordou a Amazona ficando um pouco mais atrás – Mas te falarei de onde vêm os golpes.
–Certo!
Guiado pela voz da Amazona de Camaleão, Sergio consegue se igualar ao Cárite, mas, assim como Ricky, não entende o porquê do poder de sua Armadura estar aumentando:
–Ora... Até que você tem suas qualidades, Menudo... – ironiza Narcisus.
–O quê? Como você sabe que eu...
–Isso não interessa! Quero ver se você pode se defender disso: LILY SURMA VERINE*
Sergio consegue repelir o golpe com o Diamount Dust, mas a rajada de cosmo é tão forte que parte a já rachada máscara de June e derruba o porto-riquenho no chão. Agora Sergio tinha que se preocupar em protegê-la do golpe do Cárite. Todo cuidado era pouco, já que ele não sabia se Narcisus atacaria primeiro a ele ou a amazona:
–Agora tenho dois carneirinhos desprotegidos. De quem eu vou tirar o rosto primeiro? – ironizou o Cárite.
–DESGRAÇADO!
–Shiiiiu... Cala a boca Menudo... É isso que acontece por querer ser o que você não é. Como recompensa, irei tomar seu rostinho bonito.
Narcisus elevou seu cosmo de uma forma espantosa, que até os espelhos que estavam atrás dele, começaram a rachar. June, em resposta, elevou seu cosmo da mesma forma. Irritado, Sergio se levantou e encarou o Cárite de frente, esperando seu golpe:
–Nossa! Se encheu de coragem agora foi? – debochou Narcisus – Então sinta mais uma vez o poder do LILY SURMA VERINE.
–Idiota! DIAMOUNT DUST!
Quando a rajada de cosmo do golpe de Narcisus se aproximava de Sergio, ele ergueu seu punho e lançou o Diamount Dust para cima, criando uma espécie de espelho de gelo. Como não contava com isso, o Cárite não conseguiu se defender e acabou recebendo todo o impacto de seu golpe, que o lançou para uma parede bem afastada. Segundos depois, Narcisus caiu no chão extremamente debilitado e sem face. Quando ele tentou se levantar, percebeu que seu corpo estava congelado, exceto a cabeça:
–Já era, Narcisus... É questão de segundos para você morrer de frio – falou Sergio, aproximando-se do Cárite – Antes que isso aconteça, quero que você me diga: como sabe nossas verdadeiras identidades?
–Eu... Não... Irei... Falar... Sergio González... – agoniza Narcisus – Só posso... Dizer que... Você está... Enfrentando... ARRRGHT
O Cárite morreu sem responder a pergunta de Sergio. Mas o moreno começou a suspeitar que estava enfrentando alguém conhecido. Só não sabia quem. Por hora, ele decide pegar June e continuar o caminho rumo ao Templo de Afrodite.
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