-Aro preciso muito falar com você. –Gritei pelo castelo enquanto entrava no meio da noite.

–Ele esta numa reunião importante com Caius e Marcus. –Disse a Jane.

–Não me interessa.

Abri as portas com força, esquecendo dos meus bons modos. Me arrependi no segundo que o cheiro atingiu minhas narinas, meu estomago embrulhou. Em cima da mesa de reunião estava uma mulher no auge dos seus 30 anos aparentemente, dois furos no pescoço.

–Minha querida voltou tão cedo o que aconteceu? –Disse o Aro limpando a boca, e olhando um pouco assustado pelo estado que me encontrava.

–Eu preciso falar com você urgente e não aceito um não como resposta. –Disse rápido, pois ver aquilo, eles se alimentando era nojento.

O Aro terminou de limpar sua boca e me chamou para ir ate a sala particular dele, onde era longe da mesa onde a mulher se encontrava.

–Bem querida me diga por que você voltou tão rápido e esta assim suja, irritada.

–Aro você teria coragem de mentir pra mim?

–Não.

–Então me explica o fato de a mãe da Bella alegar ate a morte que é minha mãe. Ser a filha que foi roubada quando mais nova, é verdade Aro?. –Disse em meio a lagrimas.

–Estão mentindo pra você, nunca te roubei eu já te disse seus pais morreram e eu cuido de você desde então.

–Aro chega, eu quero à verdade, por favor, eu te considero como um pai me ajude, eu sei que você me mantém aqui só pelos meus poderes e que logo vou ser uma vampira também, mas seja sincero comigo, por favor.

–Tudo bem você se chama Lizie não Liza, eu estava em Phoenix com Marcus há uns dez anos atrás, íamos matar um exercito de recém-nascidos e te encontramos brincando na rua com mais algumas crianças, você se lembra que o Marcus pode ver relacionamentos e o quão fortes são, ao vê-la sentiu seu amor por outra criança, um meio vampiro, fomos pra matar todos eles, e você também seria morta. Quando tentamos te matar não conseguimos, então o Alec tentou te matar também e não conseguiu, nossa última tentativa foi a Jane, ela começou a sentir dor de cabeça.

“Eleazar estava conosco naquele tempo, ele consegue ver poderes nas pessoas, então ele sentiu em você algo que ainda não tinha sentido, ao constatar o que você poderia fazer pegamos você.”

“Sabíamos que iria melhorar com o tempo e que quando fosse uma vampira seria uma arma, tiramos você de lá e pedi para que bloqueassem sua mente para que nunca soubesse de sua infância, aos poucos fomos ficando apegados com você, a cada passo que dava cada conquista sua era nossa também criamos como uma filha, cuidamos de você durante alguns anos, e agora chega a hora de você se juntar á nos.”

–Aro, seu eu vivesse aqui por toda a eternidade seria infeliz sem ninguém, gostaria muito de poder conhecer minha família melhor enquanto sou humana, de poder namorar e quem sabe ter até um filho, Aro eu gostaria que você me deixasse sair de Volterra e viver um pouco como uma humana normal me apaixonar, prometo de em um ano serei uma vampira deixo ate você me transformar, só quero conhecer mesmo a minha mãe.

Disse sentada no sofá no canto mais escuro da sala, eu estava começando a brincar com fogo, pois seria um risco sair de Volterra e viver uma vida que eu estava disposta a correr.

-Fora de cogitação.

-Aro você não manda em mim.

-Isso não esta em discussão.

-Pare de tomar decisões por mim, eu quero e vou fazer.

-Minha criança, falando assim nada você ira conseguir.

-Aro, por favor.

-Não.

-Que tal um acordo, me dê um ano, me deixe viver esse meu ultimo ano como uma humana, depois volto pra me transformar.

-Acordo?!

-Sim, Aro, é tudo que te peço, um ano.

–Minha querida, como eu disse você é como minha filha, tenho medo do que possa te acontecer.

-Prometo me cuidar.

-Tudo bem, um ano e só, depois volta e se transforma.

–Obrigado Aro, estou muito feliz que estamos nos entendendo agora.

–Minha pequena Liza pode ir pra casa sua casa onde mora sua mãe, eu deixarei você livre por um ano e prometo que veremos o que fazer quando der o termino, uma coisa por vez.

Não acreditei que era o Aro falando, tão calmo e gentil confesso que estava esperando brigas e gritos, mas logo saquei o jogo dele era eu ficar em divida com ele e ele sendo meu criador talvez pensasse que eu ficaria na guarda por bastante tempo, o que não aconteceria nem um pouco, o Aro veio me abraçar então pensei no quão bom ele era e como eu o amava. Bem tudo mentira, pois o aro só poderia ler a minha mente me tocando e nunca o bloqueie era um risco desnecessário.

Arrumei minhas coisas para sair de Volterra hoje mesmo, se queria ser uma humana normal deveria começar com a vida de uma comprei uma casa em Forks perto da casa onde minha iria morar, descobri que minha mãe havia voltado pra casa dela do outro lado dos Estados unidos.

Preferi deixar esse encontro pra outra hora, quando a bela tiver voltado da viajem. Ainda é estranho falar mãe, nunca tive uma depois descubro que sempre tive uma que nunca se esqueceu de mim.

Em Forks as coisas foram diferentes Bella tinha ido pra sua lua de mel. Era o tempo perfeito pra arrumar minha casa, minha casa era perfeita pra mim num lugar calmo e bonito.

–Licença, pode entrar? –Chamava uma voz feminina da porta de casa.

Fui correndo ver quem era e tive um susto ao ver que era a Esme e a Alice paradas na porta.

–Claro, não liguem pra bagunça esto desfazendo a mudança ainda.

Disse enquanto elas examinavam minha casa.

–Querida viemos te ajudar, o Emmett esta lá fora te esperando ele ira te levar pra nossa casa, Carlisle quer falar com você, nós vamos arrumar sua casa não se preocupe com isso. –Disse a Esme

Saí de casa sem reclamar, elas deixariam minha casa melhor do que eu poderia pensar em deixar. O Emmett já esperava no seu jipe, entrei e ele logo deu partida.

–Emmett eu agradecer pela ajuda, daquele dia, foi muito gentil da sua parte. –Disse meio envergonhada.

–Não tem porque, somos uma família.

Ele abriu o maior sorriso que já vi, ligou o som que tocou uma musica desconhecida mais agradável.

–O que será que Carlisle quer comigo?- Perguntei ao chegarmos à casa dos Cullens.

–Vamos descobrir.

Segui o Emmett escada acima, Carlisle estava sentado na sua mesa do escritório vendo alguns papeis. Logo que me viu começou a despejar algumas perguntas, me senti mais a vontade quando o Emmett saiu, pois não queria falar sobre as coisas que sei e que passei perto dele, não quero ninguém mais me achando louca.

Carlisle me disse que como eu era irmã da Bella seria bem vinda naquela casa sempre que quisesse ir vê-los, depois só falamos sobre os Volturi e a inesperada decisão do Aro. Sabíamos que minhas chances, de ser dispensadas eram muito pequenas, ainda mais pelos meus poderes futuros, o Aro não brinca em serviço.

–Nosso acordo durará só um ano, ano que vem terei que me unir a eles, serei uma vampira e acho que não poderei sair de Volterra mais.

Falei desanimando, pois só agora percebi o quanto isso fazia sentido, Aro me queria na guarda dele e sabia que se me deixasse ir agora eu voltaria pra cumprir a minha palavra, o Aro nunca perde e não seria diferente agora.

Fiquei na casa dos Cullens a tarde toda ora jogando xadrez com o Jasper, o marido da Alice, ora praticando tiro ao alvo com o Emmett. Confesso que anos e anos de experiência por parte deles fizeram com que eu não ganhasse nenhuma partida de xadrez e nem no tiro ao alvo, sai derrotada de lá, mas feliz. Nunca pensei que sairia de uma família de vampiros e entraria em outra, me diverti pela primeira vez em muito tempo.

Ao anoitecer a Esme decidiu que eu ficaria pra jantar mesmo eles nem comendo, ela fez um macarrão ao molho branco, enquanto eu conversava com a Alice, o Jaz e o Emmett sobre os Volturi, eles pareciam adorar eles, era engraçado vê-los bobo com tudo que falava, mostrando que eles não eram tão diferentes. Na verdade a única diferença que havia era o amor que sentiam, e o fato de tomar sangue animal.

-Você se lembra de algo da infância? Tipo da Bels? – Perguntou Alice, curiosa.

–Eu tento sempre, mas tem um paredão. Desde que sai de Volterra esse paredão esta ficando com buracos, não consigo acessar minhas memórias, mas sei que logo irei conseguir. –Falei

–Não force muito no começo pode ser muito doloroso, como você mesma disse aos poucos esta parede vai se dissolvendo. –Disse o Jaz.

Fiquei nos Cullens até ser tarde o bastante e eu ficar cansada, o Emmett me ofereceu uma carona que eu logo aceitei, não seria louca de voltar a pé, ele também não deixaria.

Fomos para o carro dele, estava frio e meu corpo reagiu contra minha vontade me fazendo tremer, e ele como um perfeito cavalheiro me deu sua blusa quando chegamos ao jeep, entrei e logo me acomodei.

–Emmett cadê a Rosali?

–Eu e ela terminamos há um mês, e resolveu ir pra Volterra há pouco tempo é estranho vocês não terem se visto.

Não consegui mais falar com ele, fiquei em silencio e aos poucos fui dormindo no banco do jeep, ao som do motor.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.