Mentiras...
20 Uma nova Black Yellow nasce | O começo do Grand Festival e várias intrigas!!
Notas iniciais
Peço desculpa… Drew, mas eu não conseguirei.
Vemo-nos no próximo Grand Festival… Talvez…
Dito isso, a garota de olhos sapphiras, encarou uma última vez o concurso pokémon, cujo ganhador fora Drew Hayden. Ele aparecia na grande tela fora do pavilhão, fazendo Yellow, ou a nossa May, sorrir com lágrimas.
Ele não sorria, e parecia pensativo. Com certeza, tinha sido a minha culpa… -Pensava, uma vez mais, a garota, se culpando.
Talvez um dia… Você me volte a ver de novo…
E, depois destas palavras, com a sua sacola na mão, e os seus fiéis Pokémons, saiu correndo para dentro da floresta, rumo aos últimos concursos, com destino a ganhar todas as fitas, para sair rapidamente da vida dos seus amigos…
Ou agora, “Ex-Amigos”...
***
Olá, eu sou a Black Yellow!!
Já passou um tempo não?
Cerca de uns 5 segundos para vocês, mas, para mim, passaram-se 5 meses, pois agora estou a caminho do Grand Festival, com 5 fitas, pronta a participar e a ganhar!!
Porque eu confio plenamente na nova e renascida Black Yellow!!
Esqueci o passado, e agora só quero saber do futuro!! Independentemente se o… Drew estiver lá, eu irei falar com ele normalmente, pois eu esqueci o passado, e não quero mais saber da Maybelle Maple, ou do Andrew Hayden.
Se vocês não acreditaram em nada do parágrafo anterior, vocês estão certos. Eu jamais esqueceria os meus pais, o o garoto convencido, né?
Enfim…
–Hey, volte aqui Delcatty!! Glaceon!! -Gritava para os meus pokémons felinos, que corriam para longe- Voltem cá!!
Elas pararam de correr, e eu cheguei me a elas.
–O Grand Festival… -Murmurava, pois elas tinham corrido para um penhasco, onde tinha a vista perfeita- É dentro de quatro dias…
–Gla Glaceon!! -Sorria a Pokémon para mim.
–Nha Nhaaam!! -Delcatty, parecia animada, e eu tratei de as retroceder, pois estava a ficar tarde.
Desci o penhasco, atravéz de umas escadas de madeira, e entrei na cidade onde se realizaria o grande concurso.
–Primeiro, irei inscrever-me, depois treinar e a taça será minha! -Decidida, dirigi-me para o Centro Pokémon, indo ao encontro da Enfermeira Joy, que, por milagre, não tinha fila.
–Bom dia, em que posso ajudá-la? -Ela sorriu, e eu mostrei as minhas cinco fitas- Quer inscrever-se, correto? -Ela pegou numa máquina, registando as minhas fitas- Black Yellow, você contém 7 Pokémon em sua pose, sabe que só poderá usar 6 no grand festival, certo?
–Uhum, eu sei disso, o Snorlax prefere comer e dormir a concursos Pokémon… -Ri forçadamente, e ela aceitou.
–Então, irei registar a sua Glaceon, Blaziken, Delcatty, Blastoise, Beautifly e Venasaur, correto? -Acenei um sim, e ela tratou do meu registo- Boa sorte, e você irá partilhar o quarto com três coordenadores! -Ah, ainda bem que têm um quarto para mim!
Entrei pelos corredores do terceiro andar, procurando o quarto número 347. Ao encontrá-lo, ouvi murmurações do outro lado. De certeza que eram dos meus novos companheiros de quarto.
Abri a porta, e acho que só a minha boca não caiu até ao chão, porque não era tão grande quanto isso…
–Y-YELLOW!? -Berraram os meus três “Ex-Amigos”, encarando a porta sem acreditar.
Ah, que droga, é coincidência demais eu calhar num quarto com eles, não?!
–E-Etto… -Paralizei, sem saber o que dizer- D-Desculpem, e-eu volto mais tar- Mal virei costas, Drew segurou o meu braço.
–Precisamos de falar. -A cara dele estava séria, e parecia decidido com as suas palavras.
–D-Drew… -Murmurei, sem saber o que fazer.
–O que aconteceu no concurso?! -Perguntou, tão sério quando estas palavras diretas, e eu paralizei.
–Eu simplesmente… Me senti mal, no meio… Vocês não são meus amigos okay? Vocês devem ser amigos da May, não meus!!
–Mentira Yellow!! -Soledad disse- Você é nossa amiga.
–Olha… Sobre a May, eu sei muitas coisas, mas existem algumas que prometi não contar a ninguém, peço desculpa. Tudo o que pude contar, já disse!! -Disse, séria, enquanto Pichu, acordava deitado dentro da minha sacola, e espreitava a discussão.
–Então… Tudo o que pode contar, já contou certo? -Drew disse, empurrando-me contra a parede, ficando na minha frente, com uma cara, que me arrepiou. Eu me assustei! ão consigo descrever, mas foi assustador!- ENTÃO VOCÊ SABE ONDE ELAS ESTÁ!!
–EU NÃO SEI DREW!! -Berrei de volta- POSSO ATÉ SABER, MAS E PROMETI NÃO CONTAR!!
–PROMESSAS JÁ NÃO INTERESSAM AGORA YELLOW, EU QUERO SABER ONDE ESTÁ A MAY!! -Berrou Drew, completamente fora de si.
–QUER SABER ONDE ELA ESTÁ?! ELA MORREU DREW!! -Ele paralizou na hora. Aquelas palavras foram um choque- A MAY MAPLE ESTÁ MORTA!!
Um silêncio profundo ouviu-se na sala.
–Desculpe… -Sussurrei- Eu não queria contar… A May Maple morreu.
–Porque… Eu matei a May Maple, para nascer a Black Yellow!
Drew, ainda em choque, não conseguia digerir direito as palavras, e não falava nada.
–Eu vi… -Murmurei, e Drew pareceu voltar à realidade- C-Coisas… Que nunca quis ver… -Umas lágrimas começaram a cair- Vi… Vi… A minha família morta… Assim como ela viu… Eu sei de tudo o que ela sentiu. Ela me contou tudo!! Eu sei tudo o que ela falou, sentiu e viu!! E sei tudo o que ela sentia por você Drew!! -Depois disto, Drew ficou branco, paralisado, de novo- Desculpe… Eu simplesmente vi coisas que nenhuma garota de 14 anos merecia… Muito menos ela.
–Ela… Morreu…. -Murmurou o garoto, apenas murmurando estas palavras, para fora dos seus lábios, e na sua mente.
–Ela morreu… E eu nasci. -Disse, fazendo-o ficar paralizado. Em seguida, empurrei-o e saí do local.
Que ótimo concurso que será!!
***
Era noite, e eu estava num jardim do Centro Pokémon, e decidi voltar para o quarto.
Entrei, e observei Soledad e Harley dormindo, e Drew deitado. Suspirei, e coloquei o meu fiel Pichu do meu lado da cama, ouvindo uns ruidos.
–...Porque não contou mais cedo? -Um arrepio na espinha, com o susto, fez-me virar para trás, e observar Drew a olhar-me, sério- Podia ter sido bem mais fácil, em vez de me lamentar com coisas do passado, e continuar a procurá-la!!
–XIU!! -Disse, e ele logo se calou- Vai acordá-los!! -Apontei para o meu Pichu, e para Soledad e Harley.- Se quiser falar, vamos lá para fora.
Ele revirou os olhos e me seguiu.
–Posso saber agora? -Falou fechando a porta. Eram 3 horas da manhã, e estáva-mos no corredor.
–Saber o quê?! -Perguntei, com cara de poucos amigos, cruzando os braços.
–Você sabe!! -Disse sério, ficando frente a frente comigo- Se ela morreu, onde está enterrada?! -Oh, droga!- Existem coisas que, fiquei a pensar, e não faz lógica!! E, como ela morreria assim?? Sim, é verdade que apareceu nas notícias que a família Maple foi assassinada, sendo que May Maple estava viva, num orfanato, e fugiu!! Mas como você sabe disso tudo, e de mais coisas que ninguém sabia?
–SImplesmente sei Drew. Você tem a opção de acreditar e não acreditar. -Disse, calmamente, mas séria.
–Então, ela era sua amiga? E porque ninguém conhecia você? Eu investiguei sobre a Black Yellow, e não havia registos de você sobre os seus concursos, sem ser em Hoenn, e você disse que realizou 3 jornadas! -Ah, droga droga!! E agora, o que faço?- Existem coisas que não batem, e, batem certo!!
–Simplesmente, não sou obrigada a falar e a responder a todas as suas perguntas! -Disse, indiferente, deixando o garoto trincar os dentes, e me prender, sem me machucar ou tocar, contra a parede. Os seus braços estavam de cada lado do meu corpo, fazendo-me paralisar.
–É verdade, você não é obrigada, mas eu preciso de saber! -Drew pareceu que não ia desistir, e eu, meia corada, respondi.
–Mas então, pergunte para outra pessoa!! -Disse, elevando o meu tom de voz.
–Mas… Não existe ninguém que possa perguntar…. Yellow, eu imploro, me responda, sem mentir!! Onde está a May? -Perguntou, e os seus olhos brilharam de tristeza e esperança. Tudo o que fiz foi encará-los e deixar-me levar por ele mesmo- Por favor… -ele começou a aproximar-se- Eu necessito de saber…
–Drew… -Murmurei o nome do garoto, começando a fechar os olhos. Coloquei as mãos na face dele, e ele tocou-me nos lábios, beijando-me.
O beijo foi longo, doce e quente ao mesmo tempo. ele segurou a minha cintura, com uma mão, puxando me mais para ele, e a outra, prendia-me na parede, impedindo a saída. Eu segurava no seu rosto delicado.
Separámo-nos, e olhamos para baixo, e de seguida, um para o outro.
–Peço… Desculpa… -Murmurou, se afastando, e eu corei violentamente- Melhor f-falar-mos amanhã… -Ele pareceu nervoso, e eu apenas acenei um sim, entrando no quarto, e indo dormir.
Oh… Droga… Ele me beijou!!
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