Notas iniciais
Bom, eu sou nova aqui então manerem, okay? Cada capítulo, o título vai ser de uma música. O primeiro capítulo é 'Begin Again' da Taylor Swift. Então eu recomendo que leia escutando ou que pelo menos veja a tradução ♥

1º Capítulo:

“Droga, estava frio”. Sussurrou Regina, lamentando por ter esquecido seu cachecol em casa. Estava apressada. Acordou atrasada, o chuveiro elétrico estava quebrado, o seu cereal preferido havia acabado, esqueceu de abastecer o carro na noite anterior e agora estava como um boneco de neve, esqueceu de seu cachecol, luvas e de sua outra jaqueta que era própria para frio. “Mas um ótimo dia”, pensou.

- Falando sozinha Regina? – Se aproximou uma voz doce.

- Ah, bom dia Mary Margaret! Espera... Mary? – Disse dando um pulo pra trás. Regina não acreditava. — Mary! O que está fazendo aqui? – Gritou. Regina já havia conversado com Mary, ela não podia e não devia vir para o trabalho. Deveria estar em repouso. Há algumas semanas atrás havia tido seu primeiro filho, o Neal. E o médico havia sido bem claro. Tinha que ter um bom tempo de descanso.

- Bom, pelo que eu me lembre eu trabalho aqui, certo? – Disse sorridente. Mary Margareth era a pessoa mais doce e madura que Regina havia conhecido. Era a sua melhor amiga, desde o colegial. Era a única. Sempre se contentava com o simples e sempre dava esperança a Regina em seus momentos difíceis. Ela era uma ótima pessoa. As duas cuidavam uma da outra como verdadeiras irmãs cuidam.

- Sim, mas você não pode, quero dizer você não deve. E o Neal? Você devia estar com ele. E o David? Ele deixou mesmo você vir? – Disse desconfiada. Ela tinha certeza que David não e nunca a deixaria vir trabalhar naquele estado. Ela precisava de descanso. Um bom descanso. E pelo o que ela conhecia do casal, eles haviam tido uma longa discussão e Mary havia ganhado. David era um amigo e tanto, conheceu Mary e Regina na faculdade. Era um perfeito cavalheiro. Mary, às vezes, o chamava de Encantado, por ser um tanto parecido com o príncipe de Branca de Neve. E já que Mary, muitas vezes, era comparada por muitas criancinhas e jovens também à personagem clássica Branca de Neve. Era perfeito. Um par perfeito.

- E você acha que ela escuta? É tão teimosa quanto uma mula. – Disse David chegando com Neal nos braços. Ele era tão fofo. Tinha um brilho nos olhos e um sorriso radiante. Regina não era muito de se derreter por qualquer coisa. Ela era bem séria. Mas quando via Neal, isso mudava completamente. Mary sempre dizia que ela seria uma boa mãe.

- Hey! – Disse Mary Margaret fazendo uma pose como se tivesse sido ofendida. E de fato foi. Dando um tapinha no ombro de David.

- Bom, antes que comecem com a briguinha besta de vocês. Ele já chegou? – Disse Regina pegando Neal no braço e logo depois colocando no carrinho que David havia trago.

- Espera, nós não estávamos brigando. – Disse Mary em defensiva.

- Ah, claro que não. Estavam prestes. – Disse caminhando pelo longo corredor com Neal no carrinho e Mary e David logo atrás. — Leroy! Você pode por favor cuidar do Neal, para o David e para Mary? Ah, obrigada. – Disse entregando o pequeno Neal para Leroy e já saindo, sabia que a resposta seria um “Pelo que eu me lembre isso aqui é uma delegacia, não um berçário”. Ela riu para si mesma. Entrou na sala.

- Regina! – Gritou Mary quando chegou na porta da sala de Regina junto com David, ao ver que ela tinha rebolado o pequeno Neal com o Leroy.

- David, preciso que cheque, pela segunda vez, se ele chegou. Mary, venha me ajudar nesses papéis aqui. – Antes de David sair, o mesmo olhou para Mary com um olhar de “Boa Sorte”

- O que aconteceu? – Perguntou Mary, se aproximando mais de Regina e percebendo seu olhar frustrante.

- Nada. – Disse bufando.

- Vamos lá Regina. Sabe que pode me contar qualquer coisa! – Falou Mary. Regina deu uma última olhada em Mary. Ela estava fazendo aquela cara. A cara de que “Se você não me contar, eu vou te aperriar até os seus últimos dias.”

- É esse agente. Olha, eu não preciso uma quarta pessoa com opinião aqui, okay? Eu sei muito bem, cuidar da segurança do meu país. Sei, que está demorando para nós pegá-los, mas... não precisamos de outra pessoa. Já basta eu aguentar você e o David. – Disse Regina com um olhar irritado, mas também cansado.

Em geral, Mary Margaret poderia estar ofendida com esta última acusação de Regina. Mas, ela sabia que era sério. Regina na maioria das vezes, era uma pessoa muito séria e um tanto aborrecente. Mas ela também tinha limites. E Mary Margaret sabia disso. Sabia que ela estava cansada. E esse novo agente, poderia ser dito com um limite para ela. Ela odiava que dessem o seu trabalho para uma outra pessoa e também odiava ter mais opiniões.

- Ele já chegou! – Gritou David da porta.

- Vamos acabar com isso logo. – Sussurrou Regina para si mesmo, mas Mary acabou escutando.

Caminharam mais alguns corredores com algumas salas e logo chegaram na sala principal, onde ele estava virado para a janela. O departamento era bem grande. O ‘novo’ agente se virou. Ele havia sido encarregado para ajuda-los. A situação do país não estava muito boa. Todos estavam muito horrorizados. Assim que se virou, Regina o olhou. “Nossa!” pensou. Ele era bonito. Muito bonito. Era alto, forte, cabelo com um tom de castanho mel. Era... lindo. Seus olhos, ah seus olhos eram tão... brilhantes. Regina sorriu por dentro. Ele cumprimentou todos que estavam na sala. David, Mary Margaret, Leroy e até o pequeno Neal. Quando chegou a vez de Regina, ele a beijou a mão. Regina logo tirou. Por mais que não demonstrasse, estava vermelha por dentro.

- Vamos. Vamos para a minha sala. – Disse saindo apressada a caminho da sala, deixando todos na sala principal.

Quando chegou em sua sala, puxou a cadeira e se sentou. Passou as mãos em seu rosto e começou a rir. Nenhum homem havia a tratado assim. Não de primeiro encontro. Ela era o terror dos homens, gostava de pensar. Mas ele foi diferente. Ele a surpreendeu. Nessa hora, Mary, David e o novo agente haviam chegado na sala.

- Bom, Regina, esse é o Robin. – Falou David se sentando.

“Então esse é o no nome dele.” Ela pensou.

- Prazer! – Ele falou. Estendendo a mão para Regina.

- Bom, soube que você tem uma solução para o nosso problema, ou melhor, para o problema do país. Pode começar. – Disse Regina com a voz firme e grossa, desprezando a simpatia de Robin. Logo atrás, viu Mary Margaret com um novo olhar, um olhar que dava um tanto de medo.

- Sim, certo. – Disse tirando a mão da frente de Regina e se sentando. – Eu tenho uma leve impressão que de primeira vocês não vão me compreender. – Disse despertando um olhar um tanto desconfiado de David, Mary e Regina. – Mas, eu vou continuar. Sabemos que a situação do Estados Unidos não está nada boa e que mesmo juntando todos os nossos melhores agentes, não iremos conseguir nada...

- Assim, eu não tenho muito tempo, então se não for incomodá-lo, eu quero terminar isso o mais rápido possível. Então se puder nos disser logo a solução... – Disse Regina, impaciente e grossa, ganhando mais um olhar de Mary.

- Criminosos. – Respondeu Robin claramente.

- Desculpe-me? – Falou Regina, sem entender.

- Eu disse criminosos. A nossa única alternativa de ganharmos essa luta contra essa máfia são nada mais, nada menos que criminosos. – Disse alto e claro, despertando um olhar bastante curioso de Regina, Mary e David.

- Ah, claro. Então você está propondo, para que possamos pegar um grupo de criminosos que está aterrorizando todos do nosso país. Precisamos soltar um outro bando de criminosos que já “aterrorizaram” o nosso país. Para que eles, por livre e espontânea vontade vá trazê-los para nós? – Disse Regina. Ela não acreditava no que estava ouvindo. Ele só podia estar brincando.

- Sim. Só não sei se eles fariam isso por livre e espontânea vontade, mas sim. – Disse calmo.

Ela não podia acreditar. Ela não ouviu isso, não ouviu. Mary e David estavam olhando para ela com um olhar de “O que?”. Ele tinha problemas mentais, só pode. Qual era o departamento na face da terra que faria isso? Era realmente absurdo.

- Você está louco! – Disse Regina.

- Não. Pela primeira vez estou com a cabeça lugar mais do que sempre. – Disse Robin.

Nunca uma pessoa falava assim com Regina. Nunca. Ela era sempre a que dava a última palavra. Sempre. Ele a irritava. E ele sabia disso.

- Okay. Então por que esses criminosos, fariam isso para gente? – Perguntou Regina. Respirando lentamente.

- Por que caso façam isso, em troca nós daríamos a sua liberdade. – Disse claramente.

Ah, isso ela não tolerava. Como? A vontade de Regina era chamar os seguranças, para tirarem esse sujeito da frente dela imediatamente. Que raiva. “Ele é um estúpido!” pensou. Como assim? Dar-lhes a liberdade? Na primeira tentativa fácil, eles iriam fugir. E os Estados Unidos teriam mais um problema. A vontade de Regina era pular na garganta desse tal de Robin. E Mary e David sabiam bem disso, quando olharam para a cara de horror de Regina.

- Certo, digamos que façamos isso. Quais criminosos contaríamos com essa missão? – Disse David, tentando acabar um pouco com o silêncio que estava gritando naquela sala, desde a última afirmação de Robin, e pedindo para que em nome de Deus, Regina se controlasse.

- Ah, eu estou com o nome deles aqui na minha pasta. – Disse pegando uma grande pasta que estava encostada no canto da cadeira. – Seus nomes são... Emma Swan, Killian Jones, Sr. Gold e Jefferson.

“Ele estava bêbado?” Regina pensou. Esses quatro indivíduos não são quatro pessoas que picharam as paredes de uma loja, o dono viu e chamou a polícia não, no caso isso, em dois dias eles seriam encontrados. Eles são criminosos. Mas não criminosos normais, que seriam fáceis de serem encontrados. Ele são extremamente habilidosos e espertos no que fazem. A polícia demorou muito, mas muito tempo mesmo para encontra-los, para depois poder libertá-los assim. Isso era um absurdo. Nessa hora, Regina não aguentava mais. Pegou o telefone e discou.

- Seguranças! – Com essa única palavra, Regina fez o circo armar. David e Robin se levantaram. Os seguranças já estavam na porta e agarraram os braços de Robin, o puxando para fora.

- Regina! – Gritou David que logo depois correu atrás dos seguranças.

- Regina! – Gritou Mary Margaret.

- O que? – Disse Regina na inofensiva.

- Não acredito que você fez isso. – Disse Mary, indo de um lado para outro.

- Mas, foi ele. Você viu a grande solução dele? Era fantástica. Só ia acabar com tudo de uma vez! – Falou irritada.

- Okay. Okay. Tudo bem que não era talvez a solução que esperávamos. Mas, não precisava ter tratado o assim Regina! Olha o que você fez. Você só piorou a situação. Olha você querendo ou não ele é a nossa única solução. Talvez tenha sido uma plena babaquice toda essa idéia. Mas, talvez não. Você não vê? Que talvez a nossa solução esteja bem embaixo de nossos narizes? – Falou Mary. Regina tinha que admitir que ela tinha um pouquinho de razão, mas odiava fazer isso.

- Mary! Você está louca, só pode. Outros criminosos? Essa é a nossa solução? Homens só eles, para virem com uma ideia absurda dessas. – Disse Regina, agora em pé.

- Isso não é por causa da ideia não é? – Perguntou Mary.

- O que? – Disse Regina.

- A ideia. Você sabe que talvez possa dar certo. Você está com raiva de quem deu a ideia. No caso, um homem. Regina! Você está insegura. Você não consegue suportar a ideia de um homem talvez. Aquilo que aconteceu anos atrás, não vai acontecer de novo. – Disse Mary. Ela sabia de tudo que Regina sofreu, e entende que por ela também, ela não conseguiria se abrir de novo e nem seguir regras de ninguém, inclusive se esse alguém fosse do sexo oposto.

Antes que Regina pudesse se defender, houve uma batida na porta. Era David. “ Já resolvi o problema” Disse com uma voz cansada.

- Olha Regina, eu sei de tudo que você sofreu. Eu vi. Mas você precisa recomeçar, precisa ter esperanças de que vai acontecer coisas boas na sua vida. Não que todo mundo vai quebrar o seu coração. Precisa ter fé, acreditar. Você se esconde. Você tem medo. Não te culpo, você sofreu tanto. Mas não perca a fé de que ainda você terá o seu final feliz. Com alguém. Você só precisa... recomeçar. – Dito isso Mary pegou suas coisas que estavam na sala da Regina e se foi.

Nessas horas, o que Regina faria era quebrar alguma coisa de sua mesa, falar o máximo de nomes que vinham em sua mente, mas não, a única coisa que ela queria era chorar. Chorar. Apena. Como uma criancinha que se machuca ao cair da bicicleta.

Se levantou da cadeira e pegou a sua bolsa que estava na mesa e saiu da sala. Saiu do departamento pela parte de trás, pois não queria que ninguém a visse chorando. Será que eles não entendiam o quanto era frustrante não se abrir com ninguém? Não confiar em ninguém?

Saiu caminhando. O que ela queria era estar logo em casa. Poder chorar em paz. Sem ter ninguém por perto. Ela era infeliz. Ela tinha medo de se machucar como a primeira vez. Talvez Mary Margareth estivesse certa por duas partes. Primeira: Ela precisava recomeçar. Segunda: Talvez a ideia, por mais que não pareça, tivesse sentido. Além do mais, quem melhor para lidar com criminosos, do que outros criminosos?

Notas finais
Comentem por favor ♥ Eu estava ansiosa para escrever. Dicas, críticas construtivas, se você gostou ou não e o por que. Tudo vale :3