Mente vazia, oficina do diabo

2 Capítulo 2- O perigo das raves


Benner: Ir aonde filho ?

Plínio resolve ir cortar um pedaço de queijo e com a boca cheia responde

Plínio: Na rave

Benner olha para Sésia com um rosto de interrogação

Benner: O que meu filho? Come primeiro depois você fala

Plínio: PORRA PAI

Sésia: Mais respeito com o seu pai menino

Plinio fica nervoso e bate na mesa

Plínio : Rave, deixa eu ir na Rave da cidade

Sésia para de olhar o café no fogão e senta na mesa ,após isso olha fixamente para seu filho com olhar de reprovação

Sésia: Você já sabe qual a resposta

Plinio bate mais uma vez na mesa, ele não acredita no que estava ouvindo afinal ele não era mais uma criança , todos os seus amigos já freqüentavam festas e só ele o “queridinho da mamãe”, pois era sim que ele era chamado, não freqüentava ainda . Então sem falar nada ele larga seu pão cortado na mesa e se retira

Benner olha para Sésia nervoso mas ela sem perceber se levanta e continua a fazer seu café no fogão. Benner muito nervoso levanta e vai atrás da sua amada

Benner: O que nós conversamos sobre isso

Ela sem olhar para ele o indaga

Sésia: Conversamos sobre o que? Sobre a sua conivência com seu filho? Sobre o seu relaxamento com a atitude do seu filho

Benner: Você não acha que esta sendo protetora demais?

Sésia: E você não acha que esta dando muita abertura?

Benner então passa a mão na cintura de sua amada mas logo ela tira a sua mão

Sésia: Filho da mesma forma que chegam , saem meu amor

Sésia vendo que o café estava pronto se dirige com ele até a mesa, Benner a acompanha sentando na cadeira perto dela . O silêncio pairava naquela cozinha que não era grande, os dois tentavam disfarçar os choros do Plínio que vinham do quarto de cima