Mental

11 Frente a frente com o inimigo.


Notas iniciais
Olha, essa é a batalha final, mas tem outro capitulo. Ok?

N: Zoe.

O uniforme ficou perfeito. Era diferente de tudo. Eu fiquei bem nele, mas já sabia disso. A parte de cima era sem alças com decote de coração. No resto, parecia o padrão da S.H.I.E.L.D.

Eu estava no meu quarto, já vestida, no dia seguinte. Me sentei ao meu piano de calda no quarto e toquei algumas notas. Ele era branco, mas a parte de cima era um grande espelho. Me levantei e me olhei. Então, ouvi uma voz que não me surpreendeu, mas eu imaginei que era a intenção.

– É um belo piano. — disse Paôla.

– Eu toco piano há muitos anos.

– Deve ser boa.

– Nem tanto. — forjei humildade. Eu toco muito, francamente.

– Depois você toca. Temos que ir.

– Tudo bem, é que... — vou falar a verdade, eu estava com medo. Muito e acho que minha preocupação sobressaiu por minha voz — Eu nunca fiz isso antes. Eu achei que aquela noite no orfanato era a primeira e última vez que eu tirava uma vida, mas eu errei. E eu nunca desintegrei nada! Como darei isso com uma pessoa?! Com fator de cura, ainda por cima?! E se eu não conseguir?

– Sua irmã morre.

– Era pra me confortar?

Paôla deu uma risadinha curta e se colocou ao meu lado, então disse: — Pra te motivar. Então... Vamos? Estamos perdendo um tempo precioso aqui.

– Não. A última vez que sobrecarreguei, eu quase entrei em coma. Apenas desmaiei, mas poderia ser sido muito pior. Acordei em um orfanato e com cada fio de cabelo alvo.

– Você tem orgulho da cor do seu cabelo! Fala nisso toda hora!

– É como uma marca.

– Vamos logo, heroína?!

– É... Vamos. Antes que eu perca a coragem de novo!

Ela me puxou pela mão até a porta do quarto e então saímos. Ela dirigiu, já que eu estava meio nervosa. Durante o caminho, que foi bem curto, ela diz:

– Eu sempre gostei de personagens heróis que dão uma segunda chance ao inimigo.

– Acho que esse caso está fora. Deadpool é um caso perdido.

– Não acredito em casos perdidos. Creio no Deus do impossível.

– Você crê. Mas vou tentar.

E quando chegamos, eu ia abrir a porta, mas Paôla não deixou. Eu sabia o que ela queria e nem precisei ler sua mente. Então eu perguntei:

– O que foi?

– Vamos orar.

– Paôla... — tentei interromper. Tentei.

– Olha, você pode até não crer, mas eu sim. Então segure as minhas mãos que eu oro.

Segurei as mãos dela e disse: — Não acredito que vou fazer isso, mas okay, né!

Ela orou, primeiramente, agradecendo pelas nossas visas e pedindo que Wade aceitasse uma segunda chance e visse que estava errado. Pediu para que Ele protegesse Cléo e que fosse feita a vontade Dele.

Assim que ela terminou, eu não perdi tempo e saí do carro. Entrei na torre o mais rápido possível e, vendo que haviam poucos ao redor, eu voei até lá (desse jeito, as escadas acabam sendo mais rápidas que o elevador.). E chegando lá, dei de cara com ele, minha irmã amarrada ainda de camisola, meu pai também estava preso, e o ridículo do mercenário disse:

– Eu aumentei minha proposta! Se importa?

– Na verdade, um pouco, mas eu vou acabar com você mesmo!

– E como pretende fazer isso?

– Observe! — eu disse sorrindo.

Eu fiz algo bater nas pernas dele (nem vi o que), para fazê-lo cair. Caiu de cara no chão. Então ele veio até mim correndo com duas catanas, uma em cada mão, e me atacou com elas, mas eu abri os braços dele e, com um chute, o fiz bater na parede, ao lado da janela enorme. Foram piadas para um lado, tiros para o outro, coisas voando de um lado para o outro, até que eu parei tudo e o prendi na parede. Eu me aproximei e disse:

– O que você fez naquela noite foi o cúmulo do absurdo. Ia mesmo matar todas elas? — pergunto de forma até emocional, observando Paôla se aproximando, mas não entrando. — Sabe que isso é cruel, não?

– Sim! Eu sei! Mas sabe o que compensa? Grana. Muita grana! Eu iria ficar milionário. Quando aquele orfanato explodiu, eu já havia fugido, mas vocês também. A bomba já estava armada, achei que você e sua querida irmãzinha estivessem mortas. — Deadpool olhou para Cléo e disse: — E pensando melhor, ainda bem que sua irmã viveu e virou essa mulher sensual e maravilhosa!

– Se falar assim da minha irmã novamente, você sofrerá uma morte lenta de dolorosa.

– Como?

Eu me afastei. Não sei o que deu em mim, mas eu sabia o que fazer e sentia que iria funcionar. Me afastei e disse: — Assim!

Eu o soltei e me concentrei em suas partículas. E então, sem perder a concentração (na telecinese, concentração é tudo!), eu o vi evaporando de pouco a pouco. Wade gritava de dor e sua última palavra foi:

– NÃOOOOO...

E Wade Wilson, o Deadpool, estava morto. E eu apaguei!

Acordei na enfermaria com Natasha ao meu lado. Olhei ao redor e minha irmã também estava lá. Só não sei o que uma ruiva mentirosa e ciumenta fazia ao meu lado se minha irmã caçula estava parada na porta. Ela viu que eu acordei e disse:

– Oi velinha.

Dei uma risada e disse: — Olha quem tá falando.

Rimos juntas. Ela comentou: — Só queria dizer que eu fui meio grossa com você.

– Quando?

– Dês de que eu descobri que você era namorada do Clint até hoje.

– Meio grossa? Quer saber: esqueça!

– Ah, vou!

Ela não estava como de costume. Quem reparou que em 2012 ela estava durona e em 1014 zoeira, meus parabéns. Acho que foi a partir dali. Então eu disse:

– Quero minha irmã.

– Vou chama-la.

Tasha saiu e chamou minha irmã, que já estava usando o uniforme. Cléo me abraçou e ficamos muito tempo lá. Ela me soltou e disse:

– Você se arriscou muito! Seus neurônios quase viraram batatas britas.

– Seriam batatas fritas deliciosas!

Ela riu muito e eu também ri um pouco. — É sério! Você quase morreu!

– Acha mesmo que isso pode chegar a acontecer comigo? Já vivi 107 anos, vou parar agora?

– Grande Zandaia!

– Ei! É Zoe! Eu não fico te chamando de Annie, fico? Isso é passado.

– Só quis enfatizar que você é incrível.

– Eu sei. — disse deitando novamente.

– Só precisa ser mais humilde.

Eu acabei rido daquilo. Eu sei lá. Talvez o clima das piadas anteriores. Olha... eu sou telepata e posso ler a mente dos leitores também. A resposta é não! Eu já deixei bem claro! Vou dizer o que aconteceu:

Como fiquei bem na hora, eu sai junto com Cléo e tive que ver meu pai, que disse que estava orgulhoso. Depois eu vi Paôla e ela disse que Deus tinha ouvido as orações dela por mim e Cléo. Aí sim que eu vi o Clint, quer estava com sua namorada e disse que a luta foi bonita. Os dois só viram o final, quando eu apaguei. Eles soltaram Cléo e meu pai e ajudaram a me levar até a enfermaria (o que eu acho que não foi preciso). E não. Não rolou nada entre mim e Barton.

No dia seguinte, meu pai quis conversar comigo à sóis. Eu cheguei e a sala conseguia estar mais destruída que antes na minha luta. Depois de discutir sobre o assunto, ele me colocou como líder de uma equipe: a Equipe Striker. Eu já sabia que era da Hidra, mas era parte do meu plano.