Meninas Más
3 O Dia Errado
Era um sábado de manhãzinha e Hilary acaba de acordar com o som do despertador. Ela olha para o relógio e tem vontade de dormir de novo. Ela levanta e percebe que aquele era o dia em que ela e as amigas iam comemorar a amizade.
Ela resolve ligar para Alice, mas tem dúvidas porque sabia que Alice não acorda no sábado as oito horas da manhã, mas, mesmo assim ela resolveu ligar. ––Alô. ––disse Alice com uma voz de sono. –– Oi Ali, é a Hilary, eu liguei para você para saber que horas e onde iremos passar o dia do Fiches. –– Ah.... sim... o dia do Fiches... será que não podemos fazer isso amanhã? Estou muito cansada. –– Cansada de fazer oque? Você só fica na internet. –– Mentirosa! Se quer saber, eu fui a uma............. festa ontem e voltei hoje de manhã. –– Festa? Que festa? De quem? –– perguntou Hilary curiosa. –– Ah, de uma festa de casamento, sabe como é, né? –– Ah sim! –– Então.... tchau. –– Espera, que barulho é esse? –– É a televisão, está muito alta, minha mãe está assistindo. –– Mas sua mãe não odeia ver TV? –– Sim, mas, agora ela gosta. –– Ah, estranho mas, posso ir ai? –– Não. –– Porque? Você sempre vem na minha casa. –– Porque eu já disse que estou cansada! Venha mais tarde. –– Ok. –– antes que Hilary falasse tchau Alice desligou.
–– Oque será que a Ali não quer que eu veja? Hilary ficou com tanta curiosidade que resolveu ir até a casa de Alice.
Chegando lá bateu na porta bem devagar, mas fez um enorme barulho. –– Oi Hilary! ––disse a mãe de Alice. –– Oi Sra. Laurentis, a Ali está? –– Sim, por que você não veio ontem? –– Ontem? Oque houve ontem? –– A Alice não te convidou? –– Convidou para que? –– Para a festa que ela deu ontem, ficaram ela e as amigas acordadas a noite inteira, não gostei disso mas, fazer oque? –– Ela não me chamou não. Que amigas são essas? –– Não eram apenas meninas, tinha meninos também, mas a maioria era meninas. –– Hilary começou a perceber que aquele barulho que havia escutado não era a TV.
–– Vou chamar a Alice, espere aqui. –– Não! Não chame ela, eu vou deixar um bilhete para ela no quarto dela. –– Nossa! Tudo bem! Vocês adolescentes vivem com segredinhos, hum!
Hilary escreveu o bilhete em um papel rosa com uma caneta preta de CD, e colocou no quarto de Alice, enquanto ela tomava banho.
Sua F-A-L-S-A! Por que fez isso conosco? E você ficava dizendo por aí que NÓS eramos suas melhores amigas. Pelo oque sua mãe disse, você não chamou nenhuma do grupo. É assim que quer comemorar nosso Fiches? Pois então comemore S-O-Z-I-N-H-A, porque não queremos mais sua amizade, vou contar a elas que você fez isso, elas não irão querer mais olhar sequer para você! -Hil (Sua ex-amiga)
Ela colocou o bilhete e saiu chorando, não queria ir para casa, aquele era o lugar que ela menos queria ir. Ela foi até um restaurante ali perto. Chegando lá fez questão de ligar para as outras e confirmar aquilo com as meninas. Todas indignadas do que havia ocorrido, ficaram tristes, mas, todas prometeram tirar Alice do grupo para sempre.
Segundos depois Hilary recebe uma ligação da casa da Alice. Achando que por ter feito aquilo com as amigas queria se desculpar, ela atendeu o celular. –– Alô? Hilary? Aqui é a mãe da Alice. –– Oi Sra. Laurentis, como conseguiu meu número? –– Pelo celular da Alice, foi o primeiro que encontrei. –– Hilary ficou pensando porque Alice deixou sua mãe mexer no seu celular. Nem o ar poderia tocar o celular dela a não ser ela, mas porque justo sua mãe? –– Oque houve? –– É a Alice, mas não posso falar pelo celular, preciso que chame suas amigas e venham aqui, agora, é urgente! –– Tudo bem.
Chegando lá Hilary e as meninas veem ambulâncias e ficam assustadas. Emily preocupada avista a Sra. Laurentis que estava chorando olhando para a casa. –– Oque houve? –– É a Alice....... ela estava saindo do banho, e escorregou e bateu a cabeça na cômoda de madeira dela. Eu estranhei a demora dela no banho, eu.... entrei no quarto dela.... e vi ela deitada no chão, sua cabeça estava sangrando. Ela não fazia nenhum movimento, nem mesmo piscava, eu chamei a ambulância. –– Emily se afastou de boca aberta, ela não queria que Alice morresse. –– Ela morreu? –– Felizmente, não, mas terá que ir urgentemente ao hospital. –– Ela já foi? –– Não, eles não podem levar ela só de toalha.
Enquanto Emily conversava com a Sra. Laurentis, Stéfani se afastou das amigas que conversavam sobre oque poderia estar acontecendo. Ela discretamente foi até o quarto de Alice e viu 4 mulheres da polícia colocando roupas nela para leva-lá ao hospital. –– Parem! –– elas olharam para Stéfani. –– Não, temos que vesti-lá. –– Eu sou uma das melhores amigas dela e... ela nunca usaria essa roupa na vida, deixa que eu a visto. –– as mulheres saíram e deixaram Stéfani com Alice que estava 'desmaiada'. –– Pobre Ali..... tão nova e tão bonita..... por favor.... não vá! –– ela vestiu Alice sempre dizendo a mesma coisa.
Chegaram no quarto os polícias perguntando se já podiam levar Alice para o hospital. Stéfani enxugou as lágrimas balançando com a cabeça dizendo 'sim'. Ela seguiu-os até o andar de baixo onde encontrou as outras meninas. Elas se olharam e já sabiam oque um ia dizer á outra mas continuaram se olhando. –– Então.... devemos ir ao hospital para ver ela? –– disse Hilary triste porque pensou que isso aconteceu porque ela leu o bilhete e caiu dura no chão. –– Acho bom. –– disseram todas. –– Vamos então. –– disse Emily.
Chegando no hospital Hilary foi a primeira a entrar no quarto onde estava Alice. –– Oi Ali, bem, eu sei que hoje não está sendo o melhor dia da sua vida, nem da minha, olha, se você partir hoje, quero que eu fique com a consciência limpa... você me perdoa? Eu não queria dizer aquilo para você..... me desculpa?. Alice mexeu o dedo e começou a abrir os olhos e disse com muitas pausas e uma voz baixinha: –– Eu não vou partir hoje, vai demorar um pouco, quem sabe amanhã? Mas sim, eu te perdoo. Eu quero falar com as outras, chame-as mas, não fale que eu estou falando ou abrindo os olhos. –– Tudo bem, eu chamo, pode deixar. Amanda entra no quarto. –– Oi Ali, como está, sei que não vai responder mas, oque custa tentar. –– Eu estou raciocinando para a sua informação! –– Ali!! –– Amanda deu um abraço em Alice. –– Então sobre aquilo que te mostrei, não se preocupe, eu já tomei conta disso. –– Oque você fez? –– Eu fiz eles terminarem para sempre. –– Muito bom, mas como fez isso? –– Isso você não pode saber. –– Não interessa mesmo, oque está feito está feito, isso é oque importa. –– Isso mesmo! –– Eu já vou Ali, beijos, melhoras. Emily entra no quarto. –– Oi... Ali.... você pode me ouvir? –– Sim, mas bem baixinho. –– Tenho que perguntar algo para você. –– Oque? –– Como você caiu? –– Eu estava saindo do banho e escorreguei. –– Foi isso mesmo? Ninguém fez nada de propósito? –– Não né! –– Só isso que eu queria perguntar para você.... melhoras. Alice ouve a porta abrir só que desta vez sua visão está embaçada e ouve ainda mais baixo. –– Oi Ali.... é a Stéf.. você pode me ouvir? –– Sim. –– Ótimo, preciso falar urgente com você. –– Oque foi? –– A Melaine... e o segredo dela, ela disse que um segredo que você carrega é a resposta do segredo dela. –– O meu segredo ninguém saberá. –– Por favor me conte, é aquele seu parente próximo que você disse na praia? –– N......ã......o.....é......ele.....é................................... –– Alice! Alice! Alice!
As outras ouvindo os gritos de Stéfani entraram junto com a mãe e o pai de Alice, aquele era literalmente o fim de Alice Laurentis.
Fale com o autor