Menina Veneno

11 Baiser - capítulo 11


Notas iniciais
Muitos de vocês vieram falar que a autora é chique e tá falando francês u.u but no porque eu sou quase obrigada a falar, por causa da escola, buuuut, eu amo

Ele quase se afastou, tomado pelo susto que o envolveu, mas ela segurou em seu pescoço. Os lábios macios em contato com os seus, foi, certamente, um susto e tanto, mas ele continuou ali, sentindo a insegurança dela, como se ele fosse expeli-la a qualquer momento, como se tivesse nojo dela naquele momento, pelo o que acontecera anteriormente, mas ele quis mostrá-la que não era bem assim.

Fechou os próprios olhos, devolvendo o beijo, e pedindo passagem com a língua. Ela se fez de tímida, demorando um pouco para abrir a boca, mas, quando o fez, invadiu a boca dele rapidamente, percorrendo cada milímetro dali. Elliot sorriu, fazendo o mesmo. Separaram-se por ele, que tinha medo de forçar algo que lhe trouxesse lembranças do que acontecera. Queria esperar um pouco, até que a lembrança da agressão sofrida fosse enterrada no fundo dela.

Olivia olhou para ele com um ar de questionamento. Sabia que havia algo errado, e sabia exatamente como ele se sentia em relação a ela naquele momento. Sabia exatamente que tipo de sensação era aquela, pois ela sentia isso em relação a ela mesma. Não o culparia por sentir nojo dela.

– Liv, eu... – ele começou, ao ver a expressão atordoada dela.

– Não, tudo bem... – ela respondeu, voltando a se cobrir. – Eu sei que deve ser difícil tocar em alguém que você sabe que foi violada de alguma forma. Eu achava difícil com a minha mãe, e eu era só uma crian...

Elliot calou-a. Um beijo foi suficiente para que ela desistisse das defesas que estava construindo em volta de si naquele momento. Ele não ligava para o fato de ela ter sido violada, não naquele sentido. Não no sentido de “você foi violada, então não sinto mais atração por você”, mas no sentido de preocupação com o psicológico e o físico dela. O corpo dela finalmente cedeu ao sentimento, amolecendo nos braços dele, segurando-o pelo pescoço.

Finalmente, ele pensou.

Finalmente, ela pensou.

Após o final do beijo, Elliot deitou-se ao lado dela, puxando-a para seu peito. Olivia suspirou quando inalou o cheiro de hortelã que seu parceiro tinha, naturalmente. Ele acariciou os cabelos dela novamente e eles não perceberam quando adormeceram.

°°

Os olhos se abriram instintivamente, exatamente, às sete e meia. Quando seu despertador não a acordava às seis, seu relógio biológico a acordava uma hora e meia depois. Ela se espreguiçou, tateando o outro lado da cama. Não percebendo-o ali, ela se culpou pelo beijo, por ter se mostrado tão vulnerável.

Mas, ao sentir o cheiro de café e bacon, ela sorriu. Ele não havia ido embora, só estava fazendo o café da manhã. Ela tentou levantar, mas a porta se abriu, mostrando um Elliot sem camisa, só de calças moletom – que ele havia deixado lá da última vez que teve que fazer guarda na casa dela – e segurando uma bandeja. Ela se sentou na cama, cobrindo as pernas enquanto ele se ajoelhava, ajeitando a bandeja sobre ela, quase que prendendo-a.

Olivia sorriu, vendo a variedade que ele preparara. Havia torradas com manteiga derretida, panquecas, ovos e bacon. Para beber, havia café e suco. Ela começou pelas torradas. Pôs uma na boca e mordeu, sentindo a manteiga escorregar pela goela. O gosto estava ótimo, e ela queria mais, porém, o estômago embrulhado pelo susto da noite anterior ainda a atormentava. Elliot sabia disso, e, por esse motivo, não se fez de tristonho quando ela somente bebericou o café e comeu uma parte de cada coisa.

Ele levou a bandeja de volta, depois de tomar o próprio café ao lado dela. Voltando ao quarto, viu que ela já havia se trocado também, pondo uma roupa mais confortável. Uma calça de moletom – assim como a dele, mas um pouco menor – escondia as pernas dela, e uma regata vermelha cobria o tronco dela. Elliot sorriu com a visão, vendo como ela corava furiosamente.

– Então? – ela pigarreou. – Você não tinha de ir pro trabalho?

Elliot sorriu, negando com a cabeça. Ela olhou-o com uma expressão desconfiada, mas ele explicou-lhe o que Cragen havia pedido que fizesse – tirando a parte de dormir próximo, ele não queria que ela soubesse daquela parte. Explicou que ele queria que ficasse com ela por todo o período de afastamento, que ele ainda não sabia exatamente. Olivia riu, acariciando os cabelos ralos dele.

– Eu pedi apenas três semanas, sabe, para amenizar o choque, para que eu possa olhar para um monstro daquele quando voltar. – ela explicou – Mas ele disse que eu tinha muito tempo acumulado, e que precisava descansar mesmo... Então, ele me deu três meses inteiros!

Elliot riu. Ela era mesmo teimosa. Não que não gostasse disso, ele achava isso uma das coisas mais atraentes que ela tinha, de verdade, mas era tanta teimosia que, às vezes, chegava a ser engraçado. Olivia sorriu para ele, pondo mais outra mecha da franja para trás das orelhas. Não parecia funcionar, então ela apenas bufou, espantando a faixa de cabelo. Ele sorriu, pondo para trás da orelha dela.

– Obrigada. – ela sorriu.

– Não há de quê. – ele respondeu.

O rosto dele se abaixou, enquanto ele roçava seus lábios. Olivia abriu os dela de prontidão, esperando que ele fosse além de um mero roçar de lábios. Ele sorriu contra os lábios dela, fazendo exatamente o que ela queria fazer. Ela sorriu contra os lábios dele, esperando o momento certo para aprofundar o beijo.

Elliot segurou os cabelos dela, acariciando as bochechas dela conforme se moviam naquela dança que só eles conseguiam fazer. Aquele encaixe, que ambos só encontraram um no outro, era algo quase espantoso, como se estivessem destinados àquilo. Como se já pertencessem um ao outro, ela sabia que isso – talvez – fosse verdade, e sentia isso, mas como ele se sentia?

Ao se separarem, ela sorriu. Elliot acariciou os lábios vermelhos e inchados dela, depois, as bochechas. Beijou o pescoço dela em seguida, o que fez vários arrepios percorrerem o corpo dela. Mas, ao invés de avançar, ele parou. Olivia o fitou desamparada.

– O que houve? – ela perguntou, olhando-o como se alguma coisa estivesse machucando-a.

– Eu... – ele começou. — Prefiro esperar algum tempo até que a lembrança do ataque esteja bem no fundo de suas memórias. Tudo bem se for assim?

Olivia sorriu para ele. Os olhos dela brilhavam, quase cintilando de puro êxtase. É claro que ele esperaria, o que mais ela queria? Afinal, ela estava falando de Elliot Stabler, pelo amor de Deus, o cara mais cuidadoso em relação aos relacionamentos e à família.

– Ei! – ele exclamou – Tive uma ideia fantástica!

Olivia riu, acariciando os braços dele.

– O que foi? – ela perguntou – Ande, vamos, estou curiosa.

– O que acha de, nesse tempo, nós viajarmos, sabe, para aliviar o estresse? – ele sugeriu.

Nós?, ela perguntou a si mesma, Ele disse “nós”?.

– Nós? – ela perguntou – Quer dizer, eu e você?

Elliot gaguejou. Não sabia que seria um choque e tanto para ela, afinal, eles agora estavam juntos, certo? Agora, eram um casal, ou quase isso, certo? Ou não?

Err, nós agora estamos... Meio que... Juntos, certo? – ele gaguejou, levemente enrubescido.

Ela pulou no pescoço dele, agarrando-o e beijando-o como se sua vida dependesse daquilo. Elliot não pôde se equilibrar, e, por isso, ficou apenas deitado, recebendo beijos e apertões dela, que, de agora em diante, chamaria de sua.

Que, de agora em diante, nenhum homem poderia machucar, afinal, ela, agora, era dele. Era só uma questão de tempo até admitirem isso para outros.

Notas finais
Então? Pra onde vocês acham que eles vão? Reviews!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.