Menina Veneno

2 Auto-controle - capítulo 2


Notas iniciais
Bem, a pedido da Emanuella, vicHargitay, wacky beauty, e Carol Bensler, aqui está o capítulo 2 ;)

Ele tremia, enquanto seus dedos, lentamente, subiam o zíper do vestido.

Ah, como ele estava tendo que se controlar, naquele momento.

– Elliot, é tão difícil assim?! — perguntou ela, já estressada. Ele soltou o zíper, que desceu a metade do "caminho".

– Tente você! — provocou. Ela se desesperou.

– Ok, desculpe, pode continuar. — sorriu ela tímida. Ele voltou a subir o zíper, fazendo muito esforço, para não tocar a pele exposta dela, e não fazer alguma besteira.

– Ok, Liv, já pode ir. — respondeu ele. Olivia passou a mão esquerda nas costas e correu até o quarto, o que fez com que o salto que ela usava, batesse contra o chão, fazendo um barulho contínuo.

Tec. Tec. Tec. Tec.

Ele fechou os olhos, ao lembrar que, quase perdera o controle ali, tentando fechar uma droga de um zíper!

Um maldito zíper!

– Merda, Olivia. — sussurrou ele. Olivia estava no quarto, e ele agradeceu aos Deuses por isto.

– Bem... Elliot! — gritou ela.

– Estou indo! — gritou ele em resposta, começando a caminhar até o quarto.

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Ele chegou, e viu Olivia, agachada, de costas para ele. A vontade que ele tinha, era, realmente, virar as costas e ir embora, para que nada de que ambos não esperassem acontecesse ali.

– Di-diga, Liv. — gaguejou ele, parado ao lado da cômoda. Ela se levantou com vergonha.

– Você não fez barulho... Desculpa. — murmurou ela, envergonhada. Ele riu. Depois, se preocupando com o horário.

– Ei, Liv, tudo bem, mas... Que horas temos que estar lá? — perguntou ele, se aproximando dela. Ela arregalou os olhos.

– Oito e meia! Que horas são?!

– Oito horas... — ele suspirou, ainda assim, ela começou a correr, esquecendo-se de seu casaco.

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No carro, Olivia tentava abaixar um pouco o vestido, que já estava muito acima de seus joelhos.

– Liv, tem certeza que deseja mesmo ir? — perguntou Elliot, tentando ter a atenção dela, pelo menos por um instante, antes do maldito evento.

– Tenho, El, agora vamos! Já estamos atrasados! — reclamou ela. Ele a fitou com ironismo.

Como ela pode estar tão interessada no Porter, no cara que quase a matou, e não em mim, o parceiro que sempre a salva?– perguntou ele, a si mesmo, corrigindo-se depois. — Ou quase.

Olivia fitava a rua com um entusiasmo aparente em seu rosto. Elliot não pôde deixar de admirá-la enquanto o sinal não abria.

– Liv, tem certeza? — perguntou ele novamente, como se a desafiasse.

– Tenho, Elliot! — reclamou ela, se ajeitando no banco. Ele sorriu irônico.

O que ele não fazia por ela?

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Chegando lá, Porter foi o primeiro a puxar Olivia, deixando Elliot ali, preocupado. Nunca gostara dele mesmo, e, agora, gostava menos ainda.

Quem é ele, pra pegar Olivia deste jeito?– perguntou ele a si mesmo.

Ao olhar pro lado, recebeu vários olhares de agentes femininas. Era incrível... Ele estava divorciado, haviam várias mulheres ali, dando mó mole pra ele, como Dickie dizia, e, ainda assim, ele só tinha olhos para ela.

– Oi, nunca te vi por aqui. — disse uma mulher, provavelmente uma agente especial, igual a Porter, rondando ele.

Tinha de ser, porque ele já não gostava dela.

– Vim acompanhado. — sorriu ele, tentando enxotá-la dali.

– Bem, não tem nenhuma mulher ao seu lado, que não seja eu, então... Acho que você... — começou ela, mas Elliot a cortou.

– Tenho que procurar meu par. — disse ele irritado, deixando a mulher abismada, como muitas outras ali.

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Ah, como ele queria matar aquele desgraçado!

– Dean Porter! — gritou Elliot, quando o avistou no salão, dançando com Olivia.

– Sim, Elliot. Desculpe-me, eu esqueci. — desculpou-se Dean. Elliot o fitou, recebendo Olivia nos braços.

– Obrigado. — sorriu ele, levando-na para longe, mesmo tendo se esquecido do que pedira.

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No meio do salão, Olivia começou a dançar com Elliot, daquela maneira que se fazem em filmes, sabe?

A cabeça dela no peito dele, as mãos ao redor do pescoço dele. Elliot não podia ajudar, mas sorrir.

Aquele era o momento para se falar o que sentia, mas...

Não. Ele não podia.

Apesar de odiar Dean Porter com todo o coração, Elliot sabia que, se dissesse a ela, poderia magoá-la, e estressá-la, porque, parecia mesmo que ela gostava dele.

Por mais que ele negasse, ela nunca seria dele.

– Eu adoro esta música. — disse ela, com os olhos fechados.

– Eu também, Liv. — respondeu Elliot, colocando o queixo no topo da cabeça dela.

Aquele perfume.

Ele lembrava bem daquele perfume.

– El? — chamou ela, tirando-no do transe em que se encontrava.

– Hm? — perguntou ele, levantando a cabeça, para observá-la.

– Podemos ir para um lugar mais privado? — pediu ela. Ele sorriu, e assentiu com a cabeça.

Que se ferre Porter, que se ferre Kathy, que se ferre o mundo.

Agora, ele só queria ela.

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Chegaram num pequeno jardim. Uma fonte grande, brilhava, enquanto jorrava água, uma água pura e cristalina.

Elliot ainda se perguntava como o FBI, sendo desorganizado daquela forma, conseguira fazer um evento tão bonito.

Voltando a observar o cenário, havia rosas vermelhas e brancas espalhadas pelo lugar, lírios, e lavanda.

– Eu amo o cheiro de lavandas. — suspirou Olivia, inalando o cheiro bom que as flores deixaram no ar. Elliot respirou fundo, para então, responder:

– Eu também. — e os dois riram. — Por que você quis sair de lá?

– Ah, aqui é mais tranquilo... — respondeu ela, como num sussurro.

– Sim, muito mais. — gargalhou ele. Olivia o fitou contente. — Mas a música não chega aqui...

– Podemos imaginar a música, certo? — perguntou ela, para depois acrescentar: — Imagine que... Estamos no ano de mil novecentos e trinta.

Elliot a fitou confuso e riu.

– Mil novecentos e trinta, Liv? — perguntou ele, ainda rindo. Ela bufou, com um sorriso no rosto.

– Elliot, era nessa época que tudo era imaginado, tudo era contado! Existia mais contato entre as pessoas! — reclamou ela.

Sim, Liv, muito mais contato.– pensou ele, malicioso.

– Sim, eu sei, Liv! — respondeu ele, ignorando seu subconsciente, que, se agisse por si próprio, já teria agarrado-na há muito tempo.

– Então... Imagine. — pediu ela, fechando os olhos. Ele sorriu e fez o mesmo.

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Quando ambos abriram os olhos, se viram mesmo, com aquelas roupas todas bufantes, e bonitas dos anos vinte, ou trinta.

Uau!– disse ela. Elliot a fitou. — Eu não pensei que iria acontecer desta maneira!

E depois, Elliot a pediu a mão. Ela o fitou, confusa.

– Dançar, Liv. — disse ele, sorrindo. Forçando-se para não ir até ela, e beijá-la, com todo o desejo que sentia, por mais de dez anos.

– Ah, sim... Sorry. — sorriu ela envergonhada, entregando-no a mão. Ele sorriu e a puxou pela mão, juntando os corpos.

– Permite-me? — perguntou ele, usando frases antigas. Ela gargalhou.

Aquela risada gostosa!

– Sim, senhor Stabler... — respondeu Olivia, entrando na brincadeira. E, ele começou a rodopiá-la, imaginando o vestido bufante rodopiando junto.

De repente, os dois se viram como crianças.

Como príncipe e princesa, dançando no baile. Exceto por uma coisa...

Dean estava ali na porta, vendo tudo.

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Elliot parou de rodopiá-la, e colocou-se na frente dela.

– Bela dança. — suspirou ele. Olivia corou.

– Desde quando você está aqui, nos observando, Dean? — perguntou ela, com a voz entrecortada.

– Cheguei agora há pouco. — respondeu ele. E Olivia sorriu. — Permite-me?

Elliot fitou Dean, e se pôs um passo a frente, impedindo-na de ir até ele.

Over my dead body. — disse Elliot, desafiando-no.

E, novamente, Elliot e Olivia se viram em outro cenário, mas...

Não era mais um baile luxuoso dos anos trinta.

Agora, eles se viam num bar, no velho-oeste. Como aquelas cenas de filmes antigos.

– Isto é um desafio, Stabler? — perguntou Dean, que, parecia que também se via no velho-oeste.

– Sim, pode-se dizer que sim. — respondeu Elliot, dando mais um passo a frente. Olivia paralisou, e... Foi aí que viu... Se ela se colocasse no meio, não existiria briga, não é mesmo?

Guys!– gritou ela, se pondo no meio dos dois. Ambos a fitaram confuso. — Sem briga, por favor.

Os dois obedeceram, e deram uns três passos para trás. Olivia sorriu, e abaixou os braços, deixando-nos ao longo do corpo.

– Que diabos tem de errado com vocês? — perguntou ela, com as duas mãos na cintura. Os homens se entreolharam, até que viram um conhecido na porta.

– Dean, Jen tem algo para você. — disse ele. Olivia paralisou.

Não queria se virar.

– Ok, já estou indo, Andy. — respondeu Dean, pedindo que o outro fosse embora.

– É urgente! — gritou ele. Olivia tremeu.

– Vamos. — disse Dean, puxando Andy pelo braço, deixando apenas Elliot e Olivia ali, sozinhos.

De novo.

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Quando Dean saiu com Andy, Olivia se deixou respirar.

– Tudo bem, Liv? — perguntou Elliot, puxando-na pela mão novamente.

– Tudo... Eu só... — começou ela, passando as mãos na testa.

Elliot a colocou da mesma forma que estavam quando ela pedira para irem até aquele jardim, e ela não se afastou.

Gosto desta posição.

– Eu também, Liv. — respondeu ele. Imaginando outras cenas, em outros locais, ele sorriu, e colocou o queixo, novamente, sobre a cabeça dela.

Aquele perfume!

Lavanda.

Ela dissera que adorava lavanda, e... Ela cheirava a lavanda.

– Liv... Você gosta muito do cheiro de lavandas, não gosta? — perguntou Elliot, fitando-na, da mesma maneira que fizera quando ela pedira para irem até lá.

Gosto. Gosto muito!– sorriu ela, levantando do peito dele.

Os azuis, se chocando com os castanhos. Elliot, envenenado por ela, Olivia, só o via como amigo, ou seria algo a mais?

Impossível, já que...

– Olivia?! — chamou Andy.

– Andy! — disse ela surpresa. Dean havia o levado dali, não fazia nem cinco minutos.

– Venha cá, tenho uma dança sobrando. — pediu ele, com os braços esticados. Olivia se soltou de Elliot, e foi até o outro.

Novamente, Elliot sentiu uma vontade enorme de estar com sua arma, de conseguir ficar sozinho, não com Olivia, mas sim, com Porter e Andy. Novamente, Elliot sentiu as bochechas queimarem.

E, novamente, ele tentou se forçar a acreditar que ela não pertencia a ele.

Notas finais
Ei, gente, eu sei que o Andy era um delegado, ok, mas eu queria fazer esse capítulo com mais ciuminho, por isso agora ele é um agente do FBI u.u