A brisa fresca batia no imenso campo verdejante cuja árvore no topo de uma elevação era uma das poucas que haviam por lá, um pouco mais afastadas dela duas crianças corriam dentre as vinhas, uma rindo alegramente e outra muito frustrada, eram gemeos, o mais novo possuia cabelos um pouco mais claros e ao contrario de seu irmao mais velho que possuia cabelos mais escuros e fio rebelde na franja, este possuia um fio rebelde porém do lado da cabeça.


– mio dio, e ora? cosa è successo? — murmura em italiano uma jovem adulta que para de costurar qualquer coisa embaixo da grande arvore sentada em uma grande toalha de pic-nic xadrez em vermelho e verde para dar atenção a cena à sua frente com um grande suspiro pesado.


O mais novo se esconde atrás da mulher enquanto o mais velho irritado e arfando apoiando-se em seu joelho toma ar pra finalmente falar.


– mamma, ele fez de novo.


– eu não fiz nada dessa vez mamma...


– vamos logo Feliciano, devolva pra ele.


–mas...


– você escutou. — Diz bicudo o irmão zangado.


– Vamos lá feli, seja um bom fratellino para o Lovi e devolva o brinquedo dele.


O garoto ainda um pouco receoso devolve o tomate de pelúcia pro irmão que toma o mesmo de uma vez muito irritado e dando lingua logo em seguida.


– muito bem meninos ja brincaram bastante e devem estar cansados, vamos pra casa tomar banho e logo depois disso farei una deliziosa pasta, cosa ne pensi? *sorri*


–PASTAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!


–êêê... *não muito empolgado e ainda rabugento*


– *murmurando* non parlare in quel modo con la mamma...


– primo programma di fare la doccia, fare bene in salsa di pomodoro *sorri olhando de esguelha pro mais velho*


Lovino sai rabugento mais a passos um pouco mais apressados tentando não tropeçar nos pés pequeninos e na pequena casa mais afrente em meio ao campo ele abre a porta, entra rapidamente e puxa com dificuldade a banheira de metal muito maior que ele, se despe e poe uma toalha sobre a cintura e ja esta c o esfregao, sabonete e esponja nas maos.

A mãe o olha surpresa por alguns minutos e depois ri um pouco e com a mão na boca, o filho era realmente muito discreto quando estava empolgado com alguma coisa. Ela poe as mangas amarradas para cima e amarra os longos cabelos para logo em seguida dar o banho dos filhos, esfregando suas costas e cabelos, vendo Lovino reclamar por ter que limpar os ouvidos que era muito incomodo e brincando com a espuma e as bolhas de sabão com Feliciano que sempre era muito alegre com esse tipo de coisa, pra se enxugar e se trocar Lovino fazia questão de tentar sozinho.


– Io sono un uomo ormai di farlo io stesso mamma! — Comentário interessante pra quem ainda tem que tomar banho com a ajuda dela. Foi ela entao ajudar o mais novo que quase sufoca ao colocar a camiseta.


Ao terminar o banho ambos foram a mesa simples de jantar, a mãe sorria levemente ao preparar a refeição prometida com carinho, a janela aberta recebia as brisas dos campos verdejantes e o cheiro das uvas nas vinhas, seu cabelo esvoaçava junto, Feliciano ria o tempo todo com garfo e faca nas mãos já Lovino apenas apoiava a cabeça em sua mão esperando um tanto impaciente. Sua mãe cantarolava alguma musica aleatoria com sua voz calma *tomato song so que mais lento e murmurando* ela termina os pratos e coloca em cima da mesa o de Lovino vinha com muito molho de tomate e podia-se ver brevemente um sorriso infantil se formar em seu rosto, ao notar o olhar doce de sua mãe ele rapidamente trata de mudar sua expressão para a de sempre sendo surpreendido por um beijo em sua testa seguido de um carinho na cabeça tanto na dele quanto na de seu irmão, porém algo atrapalha a paz daquela casa.


Aquelas batidas na porta, a mãe recebendo um bilhete e lendo com preocupação, o sorriso falso ao ser questionada....



Dias atuais.


Lovido acorda com o despertador agudo e irritante, tateia a mesinha procurando o maldito que ousava acorda-lo e desliga, chuta o beliche do lado de baixo.


– acorda preguiça, hora do perrengue.


– Vee~ me deixa dormir só mais um pouquinho *debaixo das cobertas e travesseiro*


– *imitando voizinha com careta* Vee~ *voz normal* NADA! Anda senão o Alemão chega aqui em casa e eu não quero brigar com ele de novo, sabe que eu não gosto quando você se mete em problemas e pior, quando EU me meto em problemas por causa dos SEUS problemas. Agora acorda.


Ele sai e se dirige a cozinha indo fazer o café, morar na Inglaterra era verdadeiramente irritante, muito barulho, muita fumaça, muito chá e frescurite aguda por todo lado e pior, o chefe dele era um mala mesmo, vivia cobrando bastante desde que concordara em se juntar a companhia de dança na cidade mas não reclamava, não podia ser demitido, era o unico que sabia de danças italianas por lá embora ainda errasse varias vezes o ultimo movimento.


O irmão saia do andar de cima correndo com cara de quase choro e senta na mesa como um foguete.


– vee~ por que não me acordou mais cedo?


– eu tentei mas o senhor cabeça de vento nem me ouviu e continuou babando nos lençois não foi? ¬¬


O mais novo nem lhe deu atenção, pegou sua capa e boina vermelhos e pegou sua maleta com comida.


– grande fratello fino a tardi!


– fino a quando — responde sem muita empolgação.


O mais novo para enfrente a um retrato na parede de uma jovem moça de cabelos castanhos.


– solo più tardi Mamma...


- ... — O mais velho olha um pouco de relance para aquela cena e ve seu irmão sair porta afora depois dirige o seu olhar ao grande retrato deixando escapar um leve sorriso melancólico de seus lábios por um momento.