Memories You Hold
32 Verdades não vão faltar.
Notas iniciais
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Não sei se vocês perceberam, mas a fic está, no momento, em 2008. Ela corre normal até 2009, depois modifica um pouco para 2010 e depois salta para a atualidade: 2012. Vocês querem que eu continue o ano de 2012 nesta mesma fic ou crie uma nova Memories You Hold Segunda temporada? Palpitem, pls.
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Vocês pediram Syn+Sabine e vocês sabem que eu não recuso pedidos de vocês, mas já estava com uns capítulos prontos, então vai demorar um pouquinho, ok?
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Sem mais delongas... Boa leitura, porque VERDADES NÃO VÃO FALTAR.
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Com vocês...
POV’S SABINE
- Valary, já terminei as coisas por aqui, tinha dado uma adiantada ontem e os meninos já passaram o som. Podemos ir ver meu pai?
- Já terminaram tudo? – Valary perguntou espantada, apenas concordei em um movimento de cabeça – Ta, vai.
- Val... você tá brava comigo? – perguntei receosa.
- Porque estaria? – rebateu desafiadora.
- É isso que eu queria entender. Se for por causa do Matt...
- Claro que não! – Valary me interrompeu – Eu que terminei com ele – Valary falou sorrindo.
- Eu sei. Mas parece que você ficou incomodada...
- Não... Não fiquei. Tenho mais o que fazer! – Valary falou e saiu da arena de show’s, me deixando sem reação.
- Ela deixou? – Matt perguntou, me abraçando por trás e beijando meu pescoço.
- É, deixou... Vamos convidar os outros!
POV’S VALARY
E ainda vem me perguntar se estou brava.
Maldito o dia que eu decidi contratar essa garota! Parecia tão inocente... Mas tá passando o rodo no Avenged inteiro!
E o Matt...? Porque logo ele? Maldito o dia que eu terminei com ele. Pensei que ele fosse correr atrás de mim, mas apenas se tornou um estúpido, mostrando todo o rancor por ter levado um pé na bunda.
Eu chutei e a Sabine juntou.
Maldito o dia que eu entrei no quarto da Sabine e encontrei o Brian ao lado dela!
Flashback ON
Andava pelo corredor. Não havia visto Brian desde que saímos da festa e ele não estava em seu quarto.
- Sabine – me veio o nome a cabeça. Ri de minha idiotice. É claro que ele não estaria com ela!
Se bem que ele falou que estava sentindo alguma coisa por ela.
Meus passos aumentaram de velocidade e eu cheguei a porta do quarto de Sabine. Remexi no molho de chaves reservas. Suspirei demoradamente. O quarto estava silencioso. Abri a porta lentamente e, entrando, logo a fechei, para que a luz do corredor não a acordasse por pura bobeira minha. Mas o que vi me surpreendeu.
Sabine dormia tranquilamente sob o peito de Brian. Estavam nus, com um lençol tapando metade de seus corpos. Os dois dormiam com um sorriso discreto escondido nos lábios.
- Brian! – tentei manter o tom baixo. Ele não parecia dormir profundamente, prova disso foi que logo acordou.
- Val? O que você tá fazendo aqui? – sussurrou.
- O que VOCÊ tá fazendo aqui? – me exaltei.
- Shh! Vai acordar ela! – Brian sussurrou novamente. – Vai lá fora que eu vou me vestir e já vou falar com você, okay?
Saí rapidamente do quarto, me postando ao lado da porta. Logo Brian saiu de calça jeans, camiseta e tropeçando, tentando colocar os tênis.
- Fala. – ele falou sem emoção, ainda tentando colocar o tênis.
- Você enlouqueceu?
- Porquê? – perguntou, visivelmente confuso.
- Você transou com a Sabine!
- Da pra falar mais baixo? – repreendeu-me irritado. – Eu não sou nenhum virgem, estranho seria se não transasse, né Val? E eu gosto da Sabine, você sabe disso!
- Ela é a melhor assistente que eu já consegui! Você não vai me fazer perder mais essa!
- Qual é, Val? Ela não é sua assistente, é seu capacho! Faz tudo! E você não vai perder ela. Nem eu.
- Mas... e a Michelle? Você vai trocar minha irmã por uma criança? – argumentei.
- Eu gostava muito da Michelle, mas ela conseguiu acabar com tudo com toda essa obsessividade dela. Agora eu gosto da Sabine. Quero ela. Já chega, okay?
- Você quer uma mulher diferente a cada dia! Um dia a Sabine deixa de ser novidade, assim como a Michelle! Eu não vou arriscar perder a Sabine. E nem ver minha irmã pior do que já está. Se você ficar com a Sabine, eu a demito. Vai fazer ela perder o emprego dos sonhos dela?
Me senti uma vilã de filmes escrotos que separa o casal de mocinhos. A cara de Brian demonstrava espanto, depois distância, depois tristeza, depois decepção. Ele me olhou com os olhos marejados.
- Porque você ta fazendo isso comigo, Val? – perguntou quase que num sussurro.
- Eu sempre fiz o melhor pela família, pela banda! Só to fazendo o meu trabalho. Eu não quero ninguém magoado aqui. Muito menos você! Mas você ainda tem a Michelle! A Sabine vai ficar melhor sem você, acredite! Seu relacionamento mais duradouro foi com a minha irmã e... por quanto tempo você foi fiel? Uma semana? É o melhor para todos.
- Não se esqueça que você também teve sua participação nas minhas traições com a Michelle. – ele falou e eu tremi. Nunca tocamos nesse assunto em anos! – Que nojo! Você só sabe o que é melhor pra você. – completou com raiva.
- Não vamos remexer no passado. Se você pensa assim, não há nada o que eu possa fazer. – concluí, tentando me manter forte em minha decisão.
Brian abriu a boca uma última fez, mas nada dela saiu. Seus olhos expressavam raiva e tristeza. Eu tive certeza de que ele queria me matar naquele instante. Ele se virou e socou a parece uma vez, saindo em passos pesados e rápidos até seu quarto. Entrando, ele bateu a porta e depois pude ouvir ele gritar.
Agora eu tinha certeza que ele ia me odiar pra sempre.
Flashback OFF
Eu tenho que fazer alguma coisa. Isso não pode ficar assim. Não vou deixar que fique assim.
POV’S SABINE
Os carros estacionaram em uma rua de casas enormes, em frente a casa branca que já podia ser vista quando viramos a esquina.
- É aqui – Matt completou, lendo o papel no qual eu havia anotado o endereço. – Você avisou que viria?
- Não... – respondi quase que inconscientemente, ainda impressionada com o enorme jardim que me lembrava as mansões que vemos nos cinemas. É a casa mais... luxuosa externamente que meu pai já havia comprado.
Saí do carro, fechando a porta lentamente, enquanto os outros faziam o mesmo e se escoravam nos carros. Dei dois passos em direção a casa, mas uma angústia terrível tomou conta de mim. Uma voz sussurrava em meus pensamentos “volte”, enquanto outra contrariava dizendo “vá em frente”. Senti minhas pernas bambas e uma fraqueza me dominar completamente. Logo percebi Matt a me segurar.
- Ei, ta bem? – Matt perguntou, levantando-me. Só então percebi que estava com os joelhos quase tocando o chão.
Johnny colocou meu braço por cima de seus ombros, dando-me apoio. Minha visão escureceu, mas logo voltou ao normal.
- Só um mau pressentimento – falei, encarando a porta.
- Ta tudo bem, é só sua família! – Zacky se aproximou, rindo – Quem devia estar nervoso é o Matt, que vai conhecer o sogrão! – todos riram, mas Matt permaneceu sério.
- Qual é, cara? Ainda isso? – Jimmy afrontou Matt.
- To de boa – Matt disse, simplesmente, forçando um sorriso.
Abracei-me a sua cintura e ele fez o mesmo, mês segurando com possessividade.
- Vamos – falei nervosa.
Chegamos a porta e eu toquei a campainha. A angústia parecia ter aumentado a cada passo dado. Ouvir o eco da campainha me fez tremer. Alguém mexeu no trinco da porta. A angústia triplicou. Se for o Moran eu soco a cara dele! Mas o que me deixava nervosa eram os tais problemas. O que havia acontecido no tempo que eu fiquei fora, afinal?
A porta se abriu e a face risonha de Kath apareceu na fresta. Ela estava rindo de algo, mas ao me ver seu rosto se contorceu em espanto e seu sorriso desapareceu lentamente.
- Kath? Quem é? – meu pai gritava de dentro da casa.
- Sabine...? – ela falou baixo, como se convencesse a si mesma – É a Sabi, Carlo! – Kath falou um pouco mais alto e tudo ficou em silêncio novamente.
- Também estava com saudades, Katherine! – falei sarcasticamente.
- Ow, desculpe! – ela falou e veio me abraçar, ainda sem jeito. – É que foi uma surpresa!
- Os meninos vieram fazer um show aqui, decidi aproveitar!
- Ah, vocês vão tocar aqui hoje? – Kath perguntou, fingindo certo interesse.
- É! – Jimmy respondeu animado.
- Moran não falou nada? Jurava que ele ia querer ir hoje... – falei desconfiada.
- É que... – Kath começou, mas foi interrompida por um ser gritante.
- FILHAAAA! – meu pai apareceu na porta, empurrando Kath ‘delicadamente’ para o lado, abrindo passagem e vindo me abraçar. – Que saudades! – ele falou, me apertando ainda mais no abraço e me erguendo – Você está linda!
- Obrigada, pai! Você também está! Parece mais jovem! – ri.
- A Kath me mudou bastante – ele riu, olhando Kath que permanecia espantada. Ouvi um pigarreio de Jimmy.
- Ah, claro! – falei nervosa – Esses são Jimmy, que é o The Rev...
- O poste ambulante! – meu pai me interrompeu e eu encarei Jimmy assustada, mas ele apenas gargalhou assim como os outros.
- Johnny – prossegui – Que é o Johnny Christ...
- Ah, o famoso gnomo! – meu pai falou e começou a rir. Johnny sorriu minimamente.
- Desculpa, Jojo... Eu te chamava assim direto! – expliquei-me.
- Filha, você é mais baixa do que ele. – meu pai falou seriamente confuso.
- Rá! Falei! – Johnny debochou.
- Te abafa, anão! Você não tem o direito de falar assim comigo! – rimos. Continuando... Esse é o Zacky, Zacky Vengeance – esperei que meu pai me interrompesse, mas nada ele falou, continuei – Brian, que é o Synyster Gates...
- Ah! – meu pai me interrompeu novamente – O ‘guitarrista fuckin’g gostoso’! – falou, imitando uma voz bizarra, fazendo todos rirem novamente.
- PAI! Para de contar minhas bizarrices, por favor!? Ah, e aquela é a NAMORADA do Syn, Michelle – falei, o encarando mortalmente — Ela é irmã gêmea da Val. – completei, ao perceber que meu pai analisava Michelle nervosamente.
- Uou, desculpe! Não sabia que você era namorada dele! E, realmente, eu percebi a semelhança – ele riu.
- Esse é... – ia apresentar Matt, mas ele me interrompeu.
- Sou Matthew Sanders, senhor Clondelick! – estendeu a mão, que meu pai segurou em um comprimento.
- M. Shadows! Grande M. Shadows! O cara da Ana! – meu pai falou e eu quis matá-lo.
- Ana? – Matt perguntou confuso.
- PAI!? O que você acha de fechar a boca, só um pouco?
- Ele não sabe? Ai caralho! Desculpe, pensei que eles soubessem dessas coisas!
- Não, não sabem! E... pai? Você disse ‘caralho’? Kath, cadê meu pai? Não, porque esse não é ele! – todos rimos novamente e dessa vez Kath sorriu minimamente.
- Depois você me explica essa história de Ana, garota! – Matt se pronunciou.
- Ah, claro. Depois eu explico – ri sem graça. – Er... Bem, pai. Além de ser o ‘grande M. Shadows’ e ‘o cara da Ana’ – ri – o Matt é... é... – empaquei e não consegui completar a frase.
- Sou o namorado dela – Matt completou e sorriu nervoso.
- Cadê minha espingarda, Kath? – meu pai perguntou sério.
- Você não te... – Kath começou a se entregar, mas meu pai a interrompeu.
- Cadê minha espingarda, Kath? – em um tom musical. Meu pai adorava essas brincadeiras bobas – Brincadeira, Matthew! Cuida bem da minha menina, se não cuidar eu faço questão de comprar uma espingarda! – completou, eu e Matt rimos nervosamente. Os outros riam por conta do nosso nervosismo. Que situação. Menos Kath, que permanecia assustada.
- Ta tudo bem, Kath? – perguntei, desconfiada, como sempre.
- Ta... – Kath respondeu em tom baixo.
- Não, não ta. – meu pai a interrompeu seriamente, engolindo em seco. Seus olhos se encheram de lágrimas. Kath ia contestar, mas ele a cortou – Não da pra esconder! Um dia ela vai descobrir e nos odiar ainda mais!
- O que tá acontecendo aqui? – perguntei confusa, vendo os dois baixarem a cabeça – Cadê o Moran? – perguntei ríspida. Ele me explicaria o que estava acontecendo.
Empurrei meu pai e Kath, entrando a passos corridos na casa, quase pulando o lance de escadas. Minha respiração estava acelerada e pesada. Uma angústia sem fim tomou meu peito em uma dor aguda, quando olhei para uma porta fechada no corredor.
- Moran – sussurrei. Algo me chamou para aquela porta e foi para lá que corri.
Tentei abri-la, mas estava trancada. Empurrei meu corpo contra ela, mas não adiantava. Dois, três impulsos. Nada. Tomei distância. Acertei a porta em cheio com um chute, e ela ficou entreaberta. Consegui arrebentar o trinco. Ouvi murmúrios nervosos no andar de baixo e em segundos Matt estava a minha direita no corredor, me olhando apavorado.
- Como você fez isso? Seu pai falou que estava trancada! – ele perguntou com os olhos arregalados.
- Eu... dei um chute – falei, tão apavorada quanto ele – E porque eu não deveria entrar ali? – apontei para a porta.
- Não sei, não deu tempo do seu pai me contar, eu corri aqui pra cima ver se você não tinha se matado – ele riu, mostrando suas belas covinhas. Me derreti completamente, e me permiti sorrir também.
- Há algo ali dentro que eu não posso saber. Entra comigo? – perguntei, recebendo um olhar confuso.
- Porque você sempre quer o que não pode? – ele riu. Veio até mim e segurou em minha mão, passando-me segurança.
Empurrei a porta com receio. Um rangido lembrou um filme de terror, quando a garota idiota entra no quarto da mulher endemoniada e acaba se ferrando. Senti que não seria muito diferente o que aconteceria.
Abrindo a porta encontrei o antigo quarto do Moran, o que não seria estranho se não estivesse tão arrumado. O quarto dele sempre foi uma bagunça! Me lembro bem. O quarto não parecia ser aberto a muito tempo, pelo cheiro de mofo. Entrei andando a passos lentos, com Matt em meus calcanhares. Olhei para o seu rosto, parecia confuso. O que, afinal, tinha para ser escondido ali?
- É o quarto do Moran – falei.
- E o que há de errado para ser escondido aqui? – Matt falou, abrindo as cortinas. Passamos o olhar pelo quarto inteiro. Tudo parecia normal demais.
- Espero que meu pai me responda, mas... cadê o Moran?
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