Acordei assustada com uma voz me chamando, fiquei assustada por que não sabia de onde ela vinha pensei em voltar a dormir mas não queria, na verdade não tinha sono algum.

Levantei-me e fiquei andando por ali e por um triz pude ver crianças correndo, corri pra perto delas, mas eram apenas sombras que não poderia toca-las, percebi que conhecia uma daquelas crianças, era Dylan, meu irmão mais velho ele estava correndo com algumas crianças.

Ele corria muito e parecia tão feliz, naquele momento só conseguia dar rizadas, ele parecia mais feliz impossível, até mais do oque quando brincávamos em casa, vi alguém chamando ele de longe, era mamãe, ela parecia desesperada, e quando ela deu a notícia a ele aquilo ficou dando ecos na minha cabeça:

-A sua irmã virou um anjo..um anjo..um anjoo.

Aquilo me doeu a cabeça e o meu coração se é que as almas ainda tinham coração.

Naquele momento fiquei vagando nos lugares que me lembravam a minha família e tudo oque eu tinha vivido, as melhores praias e até a minha casa, mas eu não podia ver ninguém, como se tudo estivesse abandonado. Dali em diante eu só vagava e passava dias olhando o céu e pensando oque mais seria de mim, ou da minha alma já que eu não sabia ir para o céu ou se dava para ir caminhando.

Mais tarde quando já havia escurecido pude ver meu pai no reflexo na água ele estava triste, sentado na poltrona em frente a lareira que fizemos na ultima reforma de casa, me lembro que mamãe ainda estava lá, ele fez a lareira para que eu acreditasse que o papai noel existia, mas no inverno era bem frio, mas éramos a única casa com lareira em toda a pequena cidade em que morávamos. Durante a noite eu e meu pai ficávamos em frente a lareira, ele ligava o rádio, eu colocava minha sapatilha e ficava dançando em quanto meu pai ficava me vendo em frente a lareira, mas eu não via felicidade nos olhos dele como eu via antigamente ele estava triste e minhas sapatilhas estavam encostadas na janela ao lado da lareira.

Eu chamei o nome dele:

-Papai?

E ele pareceu sorrir para mim, como se ele soubesse que eu estava ali na lareira falando com ele. Mamãe chegou por trás e o entregou uma caneca e disse dando um beijo em sua testa:

- Vai ficar tudo bem, ela vai ficar bem.

-Não tenho dúvidas quanto isso.

Não sei muito se vou ficar bem, achava que morrer era estar em contato com outros mortos, mas não sozinha, como eu estou.\"\"

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.