Memories
35 The girl from Miami
Notas iniciais
35º Garota de Miami
No jardim da casa dos Mills, deitada de barriga para cima em um colchonete, estava Regina com uma das pernas dobrada com a ajuda de Kristin, e a outra elevada e esticada na altura do joelho com a ajuda de Lilith. Ao seu lado, Emma observava atentamente os movimentos repetitivos de subir e descer que a mulher fazia na perna dela.
Após 20 repetições, Lilith troca de perna e decide mudar o exercício. A jovem se ajoelha no chão e delicadamente segura o pé de Mills entre as mãos, começando uma leve flexão, dobrando-o para cima e mantendo a posição por cinco segundos, depois dobrando-o para baixo e fazendo o mesmo.
De repente, com o olhar fixado nos movimentos que Lilith fazia em seu pé, Regina abre um sorriso e lágrimas começam a escorrer por seu rosto.
― Regina, o que aconteceu? ― Emma pergunta, preocupada, chamando a atenção das outras duas mulheres para a paciente.
― Lilith, pare com os movimentos. ― Kristin pede rapidamente, estendendo a mão para a filha, que prontamente atende o seu pedido. ― Você está sentindo alguma coisa? Algum incômodo? ― Questiona preocupada, soltando a perna dela e se aproximando.
― Eu... Estou sentindo o toque... ― Diz emocionada. ― Eu estou sentindo o toque! ― Repete, abrindo um largo sorriso. Feliz com a notícia, Emma abre um largo sorriso e segura sua mão, apertando-a com força. Regina direciona sua atenção para a loira também sorrindo grande, sentindo a felicidade lhe consumir por inteira, tanto pelo que estava acontecendo, como por tê-la presente em um momento tão importante da sua vida. Kristin e Lilith também sorriram verdadeiramente, felizes com a notícia. ― Eu vou voltar a andar? ― Pergunta para as mulheres, mas olhando diretamente para Kristin, relembrando a primeira vez que a viu como sua fisioterapeuta e ela lhe deu um discurso de motivação. Daquela vez, apesar do discurso da loira, ela não ficou tão esperançosa quanto agora, vendo com os próprios olhos, o resultado da fisioterapia e a real possibilidade.
― Sim, você vai! ― Lilith quem respondeu, olhando para a mãe e se ajoelhando ao seu lado.
― Após mais alguns aquecimentos, seu próximo passo será ir para as barras, Regina. ― Kristin acrescenta, tocando na perna da paciente e apertando-a de leve, fazendo Mills sorrir ainda mais, tanto por sua resposta, como por sentir mais aquele toque.
― Eu disse a você que iria se resolver e que era para expulsar aqueles pensamentos pessimistas. ― Emma comenta, atraindo sua atenção e arqueando a sobrancelha. Regina franze o cenho por um segundo, não entendendo. Todavia, antes que Emma pudesse lhe relembrar do que falava, o coração da morena bate mais forte ao entender que a loira estava se referindo ao dia em que elas se reencontram em Miami e ela lhe disse aquelas mesmas palavras, incentivando-a a não desistir.
― Obrigada! ― Ela move os dedos em um carinho suave na mão da loira, que retribui com um sorriso.
Kristin e Lilith se levantam e dão continuidade ao exercício que faziam, informando que na próxima vez, já trariam as barras de ferro para Regina treinar.
Naquele momento, Mills estava tão feliz, que nem se importou com o passado conturbado que as quatro tiveram.
•§•
Enquanto Ruby e Emma conversavam animadamente no banco da frente, Zelena observava a irmã tocar em suas pernas com admiração. Estava feliz pela conquista da irmã, mas também estava triste por não poder comemorar com ela, do jeito que gostaria.
As quatro mulheres estavam indo ao chá de fralda de Rose e Graham.
A ruiva respira fundo, tentando ignorar a vontade de chorar e se remexe no acento, se aproximando mais da morena.
― Depois que você soube a profissão do Graham, você acha que ele estava lá porque era um dos paramédicos? ― Ela puxa assunto, quebrando o silêncio na parte de trás do veículo.
Regina direciona sua atenção para a irmã com uma expressão pensativa. Zelena tomou aquilo como um não.
― Eu não tinha pensado nessa explicação até você dizer. ― Respondeu, confirmando o que a mais velha pensara. ― Faz sentido. ― Murmura. Sua expressão ainda era pensativa.
― Querendo ou não, você precisa mais de mim do que imagina. ― Diz bem-humorada, mas fecha o sorriso assim que vê a sobrancelha arqueada e a expressão curiosa da outra. ― Desculpa! ― Abaixa a cabeça, envergonhada. ― Eu só estou sentindo a sua falta e quero que você também sinta a minha. ― Confessa baixinho, com um tom envergonhado.
― Você não é importante para mim, apenas por me ajudar a pensar e entender melhor as coisas, Zelena. ― Esclarece. Seu tom deixando claro o quanto achou absurdo o que a irmã dissera. ― Você é muito mais que isso, para mim. ― Diz com firmeza. A sinceridade estampada em sua voz não deixa brechas para dúvidas. ― Você é minha irmã, é minha melhor amiga, alguém que eu amo, me importo e significa muito para mim. ― Faz uma pausa, vendo os olhos azuis marejarem com a declaração. ― Você me ajuda, me apoia, acredita em mim, me ama, e eu sou muito grata por te ter em minha vida. ― Não aguentando, Zelena permite que suas lágrimas se libertem. ― Você não é só alguém que me ajuda entender toda essa loucura que tem acontecido em minha vida. ― Deixa claro novamente, para que não aja nenhum resquício de dúvida da parte dela. ― Você é importante para mim. ― Fala devagar e em um tom baixo, olhando fundo em seus olhos. ― Nunca mais diga ou pense um absurdo desses. ― Pede e a ruiva abre um sorriso emocionado, assentindo várias vezes. ― E eu também estou sentindo a sua falta. ― Confessa, mostrando um pequeno sorriso e buscando sua mão. Porém, pegando-a de surpresa, Zelena lhe abraça apertado.
E enquanto as irmãs se abraçavam no banco de trás, as amigas assistiam tudo pelo retrovisor interno, com um grande sorriso.
•§•
Assim que as quatro mulheres chegam na casa de Rose, são recebidas pela mesma, que está com um enorme barrigão e anda com dificuldade até elas. Regina e Zelena apresentam as garotas para a amiga e lhe entregam os presentes que trouxeram além de fraldas. Rose leva as garotas até a sala e as deixa só por um tempo.
― Será que o Graham está por aqui? ― Zelena sussurra a pergunta para a irmã, ajudando-a a se sentar no sofá.
― Infelizmente, eu acho que não. Rose tinha me dito que ele estava em uma viagem à...
― Boa tarde! ― Uma voz grossa soa, interrompendo as conversas paralelas e a resposta de Regina para a irmã. As irmãs Mills direcionam ao mesmo tempo, suas atenções para a direção de onde a voz viera e veem Graham, cheio de malas nas mãos, ainda parado na porta, sendo cumprimentado por algumas pessoas. Ele tinha acabado de chegar de viagem. As irmãs Mills se olham rapidamente, cutucando-se, surpresas com a coincidência. ― Ei, eu conheço você... ― Escutam a voz de Graham mais próxima. Ele havia deixado as malas no meio da sala e tinha se aproximado delas. ― Você se lembra de mim? ― Pergunta diretamente para Regina, mas chama a atenção das outras duas, Ruby e Emma, que estavam sentadas de frente.
A morena abre a boca, tencionando falar, mas na verdade, não sabe o que responder. Era certo que se lembrava dele, mas não tinha certeza de nada. Era um pouco complicado responder ao seu questionamento.
― Sim? ― Responde incerta, fazendo uma careta e ele sorri.
― Você é a Regina, amiga da Rose, certo? ― Pergunta incerto e a morena confirma. ― Ela me disse que uma amiga tinha sofrido um acidente e ficado por muito tempo em coma e tinha perdido uma parte da memória. ― Murmura, sentando-se no sofá ao lado dela. ― Bem, no dia do acidente, eu te ajudei antes do socorro chegar. Você estava estressada e acreditava que eu quem tinha causado o seu acidente. ― Relembra-a e Regina franze o cenho, confusa e também curiosa. Zelena, Ruby e Emma não estão diferentes.
― E por que eu pensei isso? ― Externa não só sua confusão e curiosidade, mas as das outras três também.
― Antes de tudo acontecer, a gente tinha se conhecido em um bar. ― Regina demonstra sua surpresa com a informação e ele se apressa em levantar um dedo, um pedido claro de calma, já imaginando o tipo de pensamento que aquela informação causou. ― Eu não estava com Rose ainda e nem mesmo já a tinha conhecido. ― Deixa claro, tentando evitar qualquer pensamento errôneo. ― Enquanto eu bebia um refrigerante apenas para relaxar de um dia exaustivo de trabalho, eu te vi de longe e fiquei te encarando por um tempo. Depois eu me apresentei e até ofereci uma bebida, mas você não aceitou e foi embora. ― Continua, e enquanto Zelena ouvia atentamente, já procurando fazer ligações e entender a situação, Regina se perguntava o que uma coisa tinha a ver com a outra. Ela realmente não estava entendendo como o que ele lhe contou até agora respondia a sua questão e isso estava visível em sua expressão. Graham percebeu. ― A questão é que, quando eu estava voltando para casa, eu vi um acidente acontecer na minha frente e fui correndo para ajudar. ― Faz uma pausa e se levanta brevemente, alcançando um copo de suco em cima da mesa de centro. As quatro mulheres estavam tão atentas ao que dizia, que lhe acompanharam no movimento. Ele toma um grande gole e continua: ― Por coincidência era você. ― Revela. E então, não só Regina, mas também Zelena, entendem a sua presença nas lembranças do acidente. ― Porém, quando você me viu, achou que eu tinha te seguido e causado o acidente, mas eu estava preocupado demais com a quantidade de sangue que você estava perdendo, para me focar em me defender. ― Conclui, fazendo-a então, entender o início da história além do motivo pelo qual ele parecia tão desesperado em suas lembranças. ― Você desmaiou logo depois de me xingar um monte... ― Acrescenta dando um sorrisinho.
Regina não sabia o que dizer. Estava perplexa. Jamais passou pela sua cabeça o que acabara de ouvir, ou mesmo algo perto disso. Tinha sido pega de surpresa por saber que o tinha conhecido horas antes de tudo acontecer, que ele tinha flertado com ela, que a ajudara, ou tentara, e ela ainda o xingou por entender errado a sua presença no lugar. Agora Mills estava envergonhada.
― Eu não sei se primeiro eu te agradeço por tentar me ajudar, ou peço perdão por ter te xingado...
― Tudo bem, já passou! ― Ele toca em seu braço e o aperta, compreensível. ― O que importa é que você está bem. ― Acrescenta em um tom amável e se levanta. ― Onde está Rose? Estou morrendo de saudade dos meus amores. ― Indaga, olhando ao redor, procurando-a.
― Foi para o lado da cozinha pouco antes de você chegar. ― Zelena quem responde, apontando para a direção do cômodo citado. Graham agradece pela informação com um manear de cabeça e pega suas malas no meio da sala.
― Bem-vinda de volta, Regina! ― Ele diz gentil, ao passar por ela. Despede-se das outras três e segue na mesma direção que sua esposa tinha ido.
― Não acredito que você o xingou enquanto ele te ajudava... ― Zelena comenta, segurando o riso, assim que o homem se afastou.
― Eu não posso nem me defender... ― Rebate em tom de lamento, escondendo o rosto entre as mãos.
•§•
Flashback on
Sentada de frente para o mar, escutando as ondas se formando, quebrando-se e morrendo em seus pés, estava Regina, apoiada em suas mãos, de olhos fechados e rosto virado para o céu, sentindo seus cabelos balançarem com o vento. Em seu aparelho celular, Frank Sinatra cantava sua versão de “Garota de Ipanema”. Tinha colocado em uma playlist com músicas suaves no spotify e deixado no aleatório. Garota de Ipanema era a da vez.
Tall and tan and young and lovely ― Alta, bronzeada, jovem e encantadora
The girl from Ipanema goes walking ― A garota de Ipanema está andando
And when she passes each one she passes goes "ah" ― E quando ela passa todos dizem “ah”
― Frank Sinatra... ― Uma voz soa ao seu lado. Regina não precisa abrir os olhos para saber quem é a dona. ― Eu prefiro a minha versão dessa música. ― Emma sussurram bem próxima ao seu ouvido e beija sua bochecha.
― E qual é a sua versão? ― Regina curva os lábios em um sorriso, abre os olhos e lhe encara, curiosa.
― É uma mistura minha com a versão brasileira. ― Conta, ainda sussurrante, como se fosse um segredo.
― E você sabe cantar em português? ― Indaga surpresa. Ela abaixa o volume do celular e muda de posição, desapoiando-se das mãos e jogando o tronco um pouco para frente.
― Na verdade, não! ― A loira faz uma careta e Regina acha graça. ― É em inglês. ― Diz em seguida.
― E você pode mostrar para mim? ― Emma assente rapidamente e, pegando a morena de surpresa, deita-se em seu colo. Pigarreia, preparando as cordas vocais e começa a assoviar no ritmo da música.
“Look at that more beautiful thing, more full of grace ― Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça
Is Regina the girl that comes and passing ― É a Regina que vem e que passa
In the sweet swing, the way to the sea ― Num doce balanço ao caminho do mar.
A voz suave da loira fazia os pelos do corpo de Mills se eriçarem e a conexão que seus olhos faziam com o de Emma, que cantava cada palavra lhe olhando atentamente, fazia seu coração palpitar.
Regina of the golden body of the sun of Miami ― Regina do corpo dourado do sol de Miami
Your swing is more than a poem ― O seu balançado é mais que um poema
It is the most beautiful thing I've ever seen passing ― É a coisa mais linda que eu já vi passar.
Regina abre um largo sorriso ao final do verso e Emma toca em seu rosto, passando o dedo delicadamente por cada parte dele até chegar nos lábios.
Ah, if Regina knew that when she passes ― Ah, se Regina soubesse que quando ela passa
The whole damn world is filled with grace ― O mundo inteirinho se enche de graça
And remains more beautiful because of love ― E fica mais lindo por causa do amor.”
― Gostou? ― Perguntou ao terminar de cantar, ainda passeando com seus dedos pelo rosto da outra, deixando um carinho suave.
― Regina é? ― Mills sussurra, aproximando seu rosto lentamente do dela.
― Sim... ― Sussurra de volta, levantando um pouco a cabeça e fechando a distância entre seus lábios, iniciando um beijo calmo e apaixonado, entregando-se ao momento. Emma segura o rosto de Mills entre as mãos e aprofunda o contato. Alguns minutos depois elas se afastam e sorriem uma para a outra. ― Acho que isso é um sim. ― Comenta sorridente e volta a beijar Regina.
Flashback off
― Ei, no que está pensando? ― Emma pergunta, aproximando-se da morena e se sentando ao seu lado no sofá, beijando sua bochecha e fazendo a morena se arrepiar. Já havia anoitecido e ainda estavam na casa de Rose, mas a festa já tinha acabado e só as quatro estavam na casa com o casal.
― Eu estava relembrando um momento nosso, mas eu não tenho certeza se ele realmente aconteceu. ― Diz sincera, sem olhar para o lado. Se Emma lhe questionasse pelo que disse, ela lhe contaria tudo. Já estava decidida.
― Por que você não tem certeza se realmente aconteceu? ― Perguntou curiosa, exatamente como Mills queria. ― O que você estava relembrando?
― Você se lembra de já ter cantado Garota de Ipanema para mim, em uma versão sua? ― Olha finalmente para ela, esperando uma resposta.
Emma fica em silêncio por alguns segundos e Regina entende que a resposta é não e que, provavelmente, a sua memória pode ter sido falsa. Suspira pesadamente e volta a olhar para frente com um semblante triste.
― Sim, eu me lembro. ― Responde finalmente, surpreendendo a morena e atraindo a sua atenção novamente. Havia demorado a responder porque estava tentando se lembrar. ― “Ah, if Regina knew that when she passes, the whole damn world is filled with grace and remains more beautiful because of love...” ― Canta um trecho, fazendo a outra sorrir. ― Por que você não tem certeza se isso realmente aconteceu? ― Volta a perguntar. ― Eu lembro que me contou que depois do seu acidente você esqueceu algumas coisas, mas isso já faz mais de ano. Pensei que só tivesse esquecido de algumas coisas de antes do acidente...
Regina respira fundo, criando coragem, mesmo que já estivesse decidida, e se remexe no acento, virando-se um pouco de lado.
― Eu não só esqueci algumas coisas, como eu havia te dito... ― Emma franze o cenho. ― Durante o meu coma, eu criei uma realidade diferente em minha mente, em que não tinha sofrido acidente algum e nós... ― Interrompe-se, e nervosa, desvia os castanhos dos verdes.
― Nós... ― Incentiva-a a continuar.
― Nós estamos noivas... ― Diz hesitante e Emma abre a boca, surpresa. ― Mas não tem só isso...
― Pode contar, sou todo ouvidos...
Regina começa a contar detalhadamente, tudo que tem lhe acontecido desde que acordara do coma, inclusive as suas confusões com as várias lembranças e realidades que tem vivido, até as suas idas ao consultório de Martin que lhe trouxe mais lembranças, fazendo a loira entender por que todas as vezes que Regina lhe contou alguma lembrança delas, ela parecia hesitante, a fez entender por que a morena pareceu tão surpresa quando ela lhe confirmou que que se lembrava do livro, da echarpe e da foto, por que parecia não se lembrar de Kristin e Lilith, que aliás, Emma lhe confirmou que a forma como se conheceram, foi exatamente como ela se lembrava, também a fez entender melhor a conversa que a morena teve com Graham mais cedo, e agora, a fez entender por que ela estava incerta sobre a lembrança da música.
― Então, você foi até Miami atrás de mim, mas não de mim, de fato? ― Pergunta um pouco confusa e Regina assente. ― Então você só se reaproximou de mim naquele dia e se envolveu comigo por achar que eu era a Emma da vida que você achava ser a verdadeira?
― No começo sim... ― Confessa, vendo a expressão de Emma mudar. Estava visível que ela não tinha gostado da sua resposta. ― Mas depois que eu vi a foto dos bebês, o cartão em sua casa e percebi que alguns hábitos e gostos seus, embora a maioria fossem parecidos, alguns eram diferentes, eu tive a certeza que vocês não eram a mesma pessoa. ― Explica rapidamente, ficando nervosa com o possível rumo daquela conversa.
― Quanto aos gostos e hábitos eu não sei, mas sobre o quadro que você viu, eu tinha uma irmã gêmea até os cinco anos de idade, infelizmente ela morreu, e o meu nome completo é Emma Nolan Swan. O nome Nolan é do meu pai e eu só o uso em coisas comerciais, tirando os meus quadros, para não chateá-lo. ― A loira explica, matando a curiosidade da morena. ― Você só gosta de mim porque eu me pareço com ela... ― Murmura, visivelmente chateada, abaixando a cabeça e olhando para o chão.
― Não! ― Mills replica, segurando em seu braço. ― Você entendeu errado, Emma...
― Eu não entendi errado, você deixou bem claro que só se reaproximou de mim por achar que eu era a Emma da sua vida, que aliás, você ainda acredita que é real. ― Rebate em um tom claro de decepção, afastando delicadamente o seu braço do toque dela. Em seguida, levanta-se de repente e se afasta apressada, deixando uma Regina confusa e sem reação.
― Emma! ― Grita, mas a loira já havia aberto a porta e saído. ― Droga! ― Bate com força no sofá. ― Por que eu não posso ir atrás? ― Murmura irritada.
De todos os cenários que imaginou para o fim dessa conversa, jamais imaginou que terminaria com a loira achando que só se aproximou e se envolveu com ela por interesse de achar que era outra pessoa. Provavelmente estava se sentindo usada.
No começo até foi verdade que se aproximou por achar que era sua Emma Swan, mas há muito tempo deixara de querer estar ao lado dela por achar que era a sua Emma. Há muito tempo tinha escolhido continuar ao seu lado, envolvendo-se a cada dia mais, por estar realmente apaixonada por ela.
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