Notas iniciais
Olá pessoal. Depois de três semanas, apareci com mais uma atualização. Infelizmente eu não tive como parar para escrever esse capítulo antes, apenas hoje. Gostaria de pedir desculpas por não ter respondido nenhum comentário. Não foi por falta de vontade, apenas que eu não tive tempo nem para entrar aqui, nem mesmo parar ler as histórias que eu acompanho. Estudo de segunda a sexta, e embora seja à tarde, eu só chego de noite e cansada, faço algumas coisas do curso e da faculdade e vou dormir, e no dia seguinte, a manhã passa muito rápido e é bem curta, não dá para fazer muita coisa. Então, espero que me entendam. Gostaria de aproveitar e agradecer aos novos favoritos e também por terem comentado suas opiniões e teorias sobre tudo o que está acontecendo. Obrigada por interagirem comigo. Não se preocupem quanto a abandono, porque isso não vai acontecer! Pelo contrário, pretendo acabar todas, e já até tenho novos projetos, para quando estiver mais livre.

17° Mensagens

— Vocês se beijaram? — Indagou após ouvir tudo o que Regina contara sobre o seu passeio com Emma.

— Sim! — Respondeu alegre.

Regina viu sua irmã se levantar da cama e começar a pular e dançar, feito uma criança, no quarto, e por breves momentos, desejou que pudesse acompanhá-la na comemoração.

Um sorriso triste apareceu em seus lábios, e Zelena percebeu.

— Ei... — Sentou-se novamente, na cama. — Você deveria estar feliz pelo que acabou de me contar. — Deslizou sua mão direita pelo colchão e alcançou a da irmã.

— Como ficar feliz estando desse jeito? — Apontou para as pernas. Seus olhos já estavam cheios de lágrimas. — Nem posso comemorar com você... — Balançou a cabeça negativamente. — Não há garantia alguma de que eu consiga andar com minhas pernas... — Zelena piscou algumas vezes, segurando as lágrimas que queriam descer. — Como ficar feliz, se eu estou indo embora daqui e deixarei Emma, depois de termos passado um momento desses, e talvez nem voltemos mais a nos ver? — Respirou fundo, já não aguentando mais segurar as lágrimas. — Como? — Repetiu num sussurro. — Talvez, se voltarmos a nos ver algum dia, é provável que ela nem esteja mais solteira... — Acrescentou com pesar.

As duas irmãs se abraçaram apertado, e ficaram alguns minutos em silêncio, com apenas o barulho da rua, que vinha pela janela do quarto, e o som do choro da mais nova.

— Pode chorar a vontade... — Sussurrou Zelena, quebrando o silêncio. — Coloque tudo para fora... —Suas mãos começaram a se mover sobre o cabelo da morena. — Chore tudo que tem para chorar, agora... — Afastou-se um pouco da outra para poder ver seu rosto, e o segurou com as duas mãos. — A partir de amanhã tudo será diferente... Sem lágrimas... Só alegrias... — Sussurrou com um sorriso singelo. — Amanhã sua fisioterapia começará, em breve terá resultados, e logo você estará se encontrando com Emma novamente, e dessa vez, sem a cadeira. — Concluiu animada.

— Zel... — Seu tom era choroso, mas ela estava com um pequeno sorriso em seus lábios.

— Shhh... — Colocou o dedo indicador nos lábios dela. — Vamos ter fé minha, irmã. — Segurou-a pelos braços e abalançou um pouco. — Você vai voltar a andar. Vai voltar a fazer tudo que gosta... Dirigir, correr, ir ao shopping e à praia... Chutar-me quando dormimos juntas. — Sorriram. — Isso... — Passou os dedos pelos lábios da morena. — É isso que eu quero ver em seu rosto... Um lindo sorriso.

— Obrigada... — Regina abraçou a irmã novamente.

•§•

— Ei Regina... — Ruby se aproximou da morena e se sentou no banco ao lado. Estavam no aeroporto, esperando a hora do voo. A mais nova tinha ido levar as irmãs Mills. — Emma acabou de me ligar... — Ao ouvir o nome da loira, sentiu-se animada com a possibilidade de vê-la antes de ir embora. — Ela me disse que infelizmente não poderá vir... — Ao término da frase, Regina já estava com um sorriso triste no rosto.

— Tudo bem... — Tentou esconder o tom triste por detrás das palavras, mas Ruby conseguira perceber, e por isso, segurou em sua mão que descansava em cima de uma das pernas, e apertou-a.

— Ela quer o seu endereço... — Sussurrou como se fosse um segredo. — Disse-me que queria te dar algo, mas como não pode vir, mandará depois. — Regina franziu o cenho.

— Você sabe do que se trata? — Viu Ruby negar.

— Não faço ideia.

Antes que a conversa pudesse continuar, Zelena se aproximou das duas, com dois copos de café nas mãos.

— Não queria atrapalhar a conversa, mas está na hora de ir. — Entregou um copo a Regina e o outro, depois de dar um gole, entregou à Ruby.

— Eu estava contando para ela que a Emma não poderá vir, mas depois enviará algo... — Zel arqueou a sobrancelha e encarou Regina, que tinha um brilho no olhar. — Bem, foi um prazer conhecer você, Regina... — Virou-se para a morena, e abraçou-a, seguido por um beijo na bochecha. — E você também... — Levantou-se do banco, deixou sua bolsa em cima do mesmo, e puxou Zelena para um abraço.

— Regina, você poderia ir, enquanto eu me despeço da Ruby? — Pediu sem graça, antes de a garota abraça-la.

— Não precisa ter vergonha de beijá-la na minha frente... — Cruzou os braços. — Você já fez bem mais... — Ao ver o rosto da mais velha, ficar avermelhado, prendeu o riso. Ruby demonstrou curiosidade com o que ouviu, mas não questionaria sobre o assunto, agora.

— Ok... — E então puxou Ruby para perto, fechou os olhos, e sem delongas, selou os lábios num beijo lento e bastante apaixonado, fazendo Lucas dar alguns passos para trás com o impacto.

Regina abriu um grande sorriso ao ver a irmã beijando a amiga de Emma, e só não bateu palmas para o espetáculo, porque não queria chamar mais atenção do que a cena já estava fazendo.

Ao fim do beijo, ambas estavam com um grande sorriso no rosto, e as respirações, irregulares.

— Espero te ver logo. — Ruby sussurrou, fazendo um carinho no rosto da ruiva. Regina observava tudo com um sorriso no rosto. Faltavam-lhe palavras para explicar o quanto estava feliz por ver a irmã tão bem.

— Por mim, já poderia ser amanhã. — As duas sorriram, afastando-se em seguida.

— Regina, Emma pediu-me para ter perguntar se ela pode te ligar. — Voltou-se para ela.

— Quando puder e quando quiser. — Respondeu com um sorriso. — O endereço, eu peço para Zelena te enviar, pelo whatsapp.

— OK. — Sorriu. — Façam uma boa viagem. — Abraçou Regina mais uma vez, e depois Zelena, finalizando com um selinho.

•§•

— O que você estava conversando com Ruby antes de eu chegar? — Indagou Zel, assim que se sentaram nas poltronas do avião.

— Não se preocupe, eu não estava contando nenhuma presepada sua, antes de conhecê-la, ou de quando era criança... — Zelena mostrou-lhe a língua e deu-lhe um empurrão de leve. — Realmente estávamos falando sobre Emma, mas assim que puder, eu conversarei com ela, sobre vocês duas. — Avisou-lhe em tom falso de seriedade.

— O que? — Indagou alarmada. — O que você quer conversar com ela?

— Conversa de cunhadas... — Disse simplesmente.

— Não namoramos. — Fez um bico.

— Ainda... — Zelena fez uma careta de derrota.

— Então, depois eu terei uma conversa com Emma, também... — Cruzou os braços. — Ela não pode sair beijando minha irmã por ai... — Regina encarou-a, segurando a vontade de sorrir.

— Você já teve... — Ao ver a expressão de confusão que a irmã fez, balançou a cabeça negativamente, tomando consciência do que tinha dito. — Quero dizer... — Desviou o olhar do rosto da ruiva.

— Eu entendi... — Zelena tocou-lhe a mão e apertou e a outra assentiu.

— Bem... — Remexeu-se no lugar, procurando uma posição mais confortável. — Não se esqueça de enviar o nosso endereço... — Zelena assentiu. — Agora, acorde-me apenas quando chegarmos. — Encostou-se ao banco, e fechou os olhos.

— Sim senhora.

•§•

Assim que Regina e Zelena passaram pela porta da sala de desembarque, Cora e Henry, que as esperavam, andaram apressados ao encontro das duas.

— Finalmente vocês chegaram... Pensei que não voltariam mais... — Disse Cora, assim que se aproximou das filhas. Henry pegou as bagagens para que Zelena pudesse se locomover melhor com Regina.

— Quanto exagero, mamãe. — A ruiva revirou os olhos.

— Era a minha vontade. — Regina disse baixinho. Apenas Zelena ouvira.

— Regina, o que é isso em sua testa? — Indagou Cora, aproximando-se mais, para observar melhor. Zelena arregalou os olhos, surpresa com a pergunta. Havia se esquecido completamente, que Regina ainda tinha a marca do que havia acontecido dias atrás. Nem Regina não se lembrava mais, do machucado que ainda tinha na testa.

— Eu... — Observou Zelena por trás da mãe murmurar, "inventa". — Eu bati com a testa no espelho da cama do hotel, numa brincadeira com Zelena. — A ruiva franziu o cenho ao ouvir a desculpa da irmã, e quando viu a mãe se virar para ela, desfez a expressão.

— Eu estava fazendo cócegas nela. — Deu um sorriso sem graça. Fora rápida na reposta.

— Meu Deus! Você poderia ter machucado sua irmã de forma mais grave. Ou ter se machucado também. — Repreendeu, fazendo as meninas revirarem os olhos.

— Cora, não seja tão dura. As meninas só estavam brincando. — Murmurou Henry, tentando amenizar a situação.

Cora balançou a cabeça negativamente, olhando para as duas que faziam expressões de bebês chorões, murmurou algo que ninguém entendeu, e se pôs a andar. — Amanhã cedo...

— Hoje. — Henry corrigiu a esposa.

— Mais tarde... — Disse de forma irritada. — Alguns amigos e familiares irão até nossa casa para te ver Regina.

— Mas eu não quero ver ninguém... Estou cansada da viagem. — Tudo que Regina queria era tomar um bom banho e dormir por 24hrs.

— Já adiamos uma vez, não faremos de novo. — Rebateu rapidamente.

— É bom que você se livra logo disso... — Sussurrou Zelena, para que apenas a irmã escutasse.

— São seus amigos e alguns familiares, filha... Estavam todos com saudade de você... — Henry argumenta, tornando-se presente na conversa. — Estavam preocupados também e ficaram bastante felizes e aliviados, quando receberam a notícia de que você acordou. Eles querem te ver, Rê. — Acrescentou com um sorriso.

— Eu sei... É só que... — Suspirou pesadamente. — Não era aqui que eu queria estar... — Falou mais baixo. — Além de que, não gosto muito que me encham de perguntas, e ter que contar as mesmas coisas para todos, e todo o agarrado que terá... — Fez uma careta só de imaginar o quanto teria que sorrir por ouvir a mesma coisa de todos: “Que bom que você voltou para nós” “Sentimos sua falta” Entre outras frases formadas, como se tivessem tirado do Google. "O que perguntar para uma pessoa que acabou de sair de um coma."

Regina não tinha muitos amigos, e os poucos que tinha, eram bem próximos, mas nunca foi de ser sentimentalista e carinhosa com eles — e todos sabem bem disso -, e não é agora que seria.

E quanto aos familiares que viriam, não eram muitos também. Apenas alguns tios e tias por parte de mãe e pai e uns poucos primos.

— Com quem você aprendeu a ser tão chata? — Cora indagou, após ouvir o que a filha disse.

— Com certeza, foi com a senhora. — Rebateu rapidamente, fazendo irmã e pai caírem na gargalhada. Mas os dois logo pararam, ao verem a expressão de raiva, da mulher mais velha.

— Antes que eu me esqueça... — Murmurou, chamando a atenção de todos e acabando com qualquer resquício de graça. — Depois eu quero ter uma conversa com você, Regina. — Seu tom era frio. Regina sabia que não era coisa boa.

— Ui Rê... — Zelena brincou, fazendo a mais nova revirar os olhos. — Vai apanhar... — Acrescentou sussurrando no ouvido da outra.

— Pai, a Zelena me mostrou o dedo do meio várias vezes durante a viagem. — Zel arregalou os olhos, incrédula com o que ouvira.

— Mas que história é essa, Zelena? — Henry indagou num tom sério.

— Ela falou vários palavrões também... — Acusou-a.

— Vocês duas... — Cora chamou a atenção de ambas. — São adultas, parem de se comportar como criança. — Balançou a cabeça negativamente.

— Depois conversaremos sobre isso... — Henry avisou. — As duas...

•§•

E: “Espero que tenham feito uma boa viagem.”

Regina leu a mensagem pela terceira vez naquela tarde. Tinha um sorriso no rosto.

Havia acordado com o vibrar de seu celular, informando uma nova mensagem.

R: “Fizemos sim, obrigada.”

Deixou o celular de lado, e se virou para o lado contrário, para voltar a dormir, porém o aparelho vibrou novamente.

E: “Oi”

R: “Oi”

Regina sorriu.

E: “O que está fazendo agora?”

R: “Estava dormindo, e você?”

E: “Ah... Eu te atrapalhei? Podemos conversar outra hora... Você deve estar cansada.”

R: “Não! Já estava na hora de eu me levantar mesmo. Daqui a pouco receberei algumas pessoas aqui.”

E: “Ok... Bem, nesse exato momento, eu estou aproveitando os poucos minutos que me restam com a lancha em que estávamos ontem.”

Ao ler a mensagem, a curiosidade bateu.

Será que ela está com alguém?

De repente, lembrou-se de quando Emma chegou com os lábios machucados, por causa de uma briga com a garota com quem mantinha relações, e de quando ela teve que sair por alguns minutos para ir buscar a mesma em algum lugar que ela não soube.

Lembrou-se também de Ruby dizendo que ela não poderia ir para o aeroporto porque tivera que resolver algo.

Será que...?

Seus pensamentos foram interrompidos, com um barulho da notificação do celular, informando mais uma mensagem.

E: “Não querendo fazer inveja, mas já fazendo...” Era a legenda de uma foto do céu, mar e proa da lancha, que Emma mandara. Com essa mensagem, Regina encontrou sua forma de saber se Emma estava ou não com alguém.

R: “Você não deveria ter feito isso... Deixou-me passando vontade.” E de forma hesitante completou: “Gostei bastante da foto, mas... Eu gostaria de ver uma sua.”

E: “OK.”

Minutos depois, Regina recebe a self que Emma fizera, sentada na proa, com um copo de vinho em mãos. OK, talvez ela estivesse sozinha. Pensou.

R: “Linda.”

E: “Obrigada morena... Você bem que poderia me retribuir, não é mesmo?”

R: “Eu não estou preparada.”

E: “Eu também não estava.”

Mas você é linda de qualquer jeito. Pensou Mills.

E: E você é linda sempre, mesmo não se achando.

Regina sorriu ao ler a mensagem falando exatamente o que acabara de pensar, sobre a remetente.

R: “OK.”

E: “Quero te ver natural. Por favor, não se arrume.”

Após arrumar o cabelo rapidamente, e dar algumas tapinhas em suas bochechas, para tirar a palidez causada pelo ato de dormir, Regina preparou o celular, e tirou a foto.

Observou-a por alguns segundos e excluiu, pois não havia gostado.

Fez isso mais uma vez, e mais uma, e mais uma, e mais uma... Doze vezes, até se cansar de tentar, e então enviar a ultima que havia tirado. De todas, tinha sido a melhor.

E: “Uma obra de arte”

R: “Obrigada, e desculpe-me a demora.”

E: Imagino que estava escolhendo qual a melhor...”

Antes que Regina pudesse responder, Zelena adentrou ao seu quarto.

— Rê, mamãe pediu para vir te acordar, — mas você já está, — pois daqui a pouco o pessoal chega. — O celular de Regina notificou mais uma mensagem, chamando a atenção das duas. — Com quem está conversando? — Indagou ao ver o sorriso que cresceu nos lábios da irmã, ao ler algo na tela do aparelho.

— Com a Emma... — Mostrou a conversa para a irmã.

— Acho que alguém está apaixonada, e eu não falo de você... — Regina balançou a cabeça negativamente.

— Você está viajando... — Rebateu firme, porém não tendo certeza do que disse.

— Tá... — Deu de ombros. — Então... Sei que a conversa está boa, mas é melhor começar a nos arrumarmos... Quanto mais rápido isso tudo começar, mais rápido acaba.

— Concordo... — Suspirou pesadamente. — Eu vou só me despedir dela.

— OK... — Levantou-se da cama. — Estarei preparando as coisas no banheiro. — Apontou para o mesmo e logo se dirigiu para lá.

R: “Infelizmente eu terei que sair... Daqui a pouco as visitas chegam. Preciso me arrumar.”

E: “Tudo bem... Depois conversamos mais... Posso te ligar?”

R: “Quando puder e quiser.”

E: “OK. Boa sorte e até mais. Beijos.”

R: “Obrigada! Beijos.”

Emma então encerrou a conversa com um emoji de beijo. Ao vê-lo, Regina abriu um enorme sorriso e em seguida, fechou a conversa. Foi até a galeria de fotos, e procurou pela que Emma havia enviado.

Depois de admira-la por alguns segundos, colocou-a como papel de parede do whatsapp.

— Vamos? — Zelena aparece na porta, despertando-a dos devaneios.

— Você vai tomar banho também? — Zelena assentiu... — OK, só não molhe o meu cabelo.

— Não posso garantir.

Notas finais
Agora é com vocês!