Notas iniciais
Olá pessoal. Demorei, mas apareci. Ontem não deu para postar, como havia dito, sinto muito :/ Obrigada quem favoritou e comentou o capítulo passado. As teorias de vocês estão cada vez melhor. Quero ver depois desse capítulo.

9° Nolan

Regina acordou de repente. Suada, respiração irregular, lágrimas escorrendo de seus olhos. Estava tendo um pesadelo. Um pesadelo com ela e Emma.

Nele, Regina tinha sofrido um acidente de carro três anos atrás e tinha ficado em coma. Durante esse tempo, sua mente acabou criando uma vida falsa ao lado da loira, e ao acordar, descobria que tudo que se lembrava, não passava de uma mentira.

Ao descobrir que Emma não existia em sua vida, mas antes do acidente acontecer, ela já havia passado, decidiu ir à procura da mesma, em Miami, junto com sua irmã Zelena.

Durante o momento em que se acordou no hospital, até estar em Miami, toda vez que Regina dormia, sonhava com sua vida criada durante um coma, mas os sonhos não eram simples. Eles sempre continuavam de onde parou, como se aquela na verdade fosse a realidade, e a realidade fosse um sonho. Ou um pesadelo. E essa realidade no pesadelo que tivera, era justamente sua realidade.

O último momento do pesadelo que Regina tivera, ela estava na praia, nos braços de Emma, voltando para uma festa que acontecia na casa da mesma, e em seguida ela acordou.

Assustada, Regina olha para os lados à procura de sua noiva, porém lembra em seguida que ainda está na Alemanha.

Levanta-se rapidamente da cama e vai até a poltrona que no quarto do hotel em que está hospedada, e em sua bolsa que está em cima do móvel, procura seu celular.

Ao encontrar, disca o número de Emma rapidamente e começa a andar de um lado para o outro, esperando que a mulher atenda.

— Anda... Atende... — Murmurava agoniada, ainda andando de um lado para o outro em claro sinal de nervosismo. — Emma Swan, eu vou te bater tanto quando voltar pra casa, por não andar com o seu celular... — Encerrou a ligação após tanto chamar e não ser atendida, e decidiu mandar uma mensagem.

“Assim que puder, me ligue. É importante.”

Jogou o celular em cima da cama e foi para o banheiro fazer sua higiene matinal, porém antes mesmo de começá-la, seu celular tocou. Largou a escova de dente em cima da pia do banheiro e correu até o mesmo.

Era Emma.

— Finalmente Swan. — Balança a cabeça negativamente.

— Eu estava dormindo, meu amor. — Defendeu-se. Sua voz rouca comprovava o que dizia. — Não sei se você lembra, mas aí é diferente daqui. — Da um bocejo. — Mas, diga-me... O que é importante?

— Eu só queria ouvir tua voz. — Suspirou aliviada, sentando-se na cama e deitando-se em seguida. — Acabei de acordar de um pesadelo horrível, mas parecia tão real que tive que ligar para você para me certificar... — Explicou. — Apesar de que, o fato de eu estar andando já seria uma boa prova.

— Estar andando? — Indagou confusa. — Não entendi essa parte... Perdi alguma coisa? — Deu um sorrisinho.

— É que eu sofria um acidente e passava três anos em coma, e em consequência disso eu não podia andar. Só com fisioterapia. — Explicou-lhe e deu um longo suspiro quando imagens do pesadelo passaram em sua mente.

— E eu era a sua fisioterapeuta gostosa? — Indagou maliciosa.

— Acho que essa era a pior parte... — Sussurra. — Além de estranha... — Completa.

— Explique-me de forma clara, por favor. — Pede, tentando soar séria. Ainda sorria pelo “fisioterapeuta gostosa”.

— Bem... — Respirou fundo. — É que no coma, minha mente criou outra vida, e essa vida criada era justamente a realidade.

— Uma mente brilhante... — Diz enigmática e Regina sorri. — Sua mente precisa ser estudada amor... — A morena gargalha. — Olha o tipo de sonho que você vem tendo...

— Eu te amo... — Disse de repente. Seu tom era carregado de sentimentos. — Obrigada por me fazer rir sempre... — Disse sincera. Já sentia até vontade de chorar. — Até mesmo em momentos em que não se deve sorrir. — Completa sorrindo.

— Eu também amo você, minha morena. — Seu tom era sério. — E enquanto eu viver, enquanto eu puder, eu tentarei te fazer sorrir. Eu tentarei te farei feliz. — Concluiu, deixando Regina momentaneamente sem palavras e emocionada.

— Bem... — Fungou. Sim, havia permitido suas lágrimas saírem. — Eu preciso desligar agora... Mas tarde eu te ligo de novo.

— Tudo bem, até depois então, minha morena... Cuide-se. — E então, ao mesmo tempo, encerraram a ligação.

•§•

Regina acordou de repente, dando um pulo da cama. Olhou ao seu redor. Sua irmã dormia ao seu lado. Por sorte ela não havia acordado com o seu movimento brusco.

Estavam na casa de Emma. A festa acabara tarde, e a loira pediu gentilmente que elas dormissem ali.

Regina tinha tido um sonho.

Nele, ela acordava assustada depois de um pesadelo, que...

Ela franziu o cenho...

Essa era a parte mais confusa de todas.

Sua realidade, nesse pesadelo que tivera, era o pesadelo que ela tivera lá, e a realidade, era a sua vida criada durante o coma.

Ou seja, esse pesadelo fora como os sonhos que ela vem tendo desde que acordou do coma. Uma continuação da sua vida ilusória, mas dessa vez com um diferencial. No sonho, ela acordava de um pesadelo que era na verdade a sua realidade.

Se Regina fosse um desenho animado agora, nesse exato momento, sua cabeça estaria saindo fumaça.

Ainda desnorteada com o sonho que tivera há pouco, se deitou novamente na cama, de forma lenta para não acordar a irmã, para tentar dormir. Olhou em seu celular que estava debaixo do travesseiro, e viu que ainda não era nem cinco horas da manhã.

Fechou os olhos e tentou dormir. Virou de um lado para o outro, mas não conseguia desligar sua mente.

Decidiu então se levantar. Iria até a cozinha comer ou beber alguma coisa que sobrara da festa.

Com cuidado puxou sua cadeira para perto da cama, e com muito esforço, conseguiu se sentar nela. Pegou seu celular e ligou a lanterna. Usaria para iluminar o caminho.

Ao sair do quarto, não se lembrava para onde ir. O lado esquerdo, ou direito.

Após pensar por alguns segundos, escolheu o direito e apontou seu celular para o local para iluminar ali. Não poderia andar com a cadeira, e iluminar ao mesmo tempo, então teria que primeiro ver como era o local, para depois ir praticamente pelo escuro, pois a lanterna do celular ficaria apontada para cima no processo, e isso ajudaria um pouco a iluminar.

Devagar foi seguindo pelo corredor, passou por duas portas, e ao parar novamente para ver o que tinha pela frente, seu coração quase parou ao perceber que se tivesse seguido mais alguns centímetros, poderia ter caído da escada, que nem lembrava que tinha.

Ainda com o coração aos pulos, da meia volta, e segue o caminho pelo qual veio.

Ao passar pela primeira porta, para em frente da mesma e a encara.

— Seria um banheiro? — Indaga à si. Olha para a porta seguinte. — Ou será que aqui é o banheiro, e essa... — Olhou novamente para a porta a sua frente. — É um quarto? — Fechou os olhos, pensativas.

Depois de alguns segundos decidindo, escolheu abrir a porta que estava em sua frente. Com receio, leva sua mão até a fechadura e a abre.

Seu alívio é grande ao notar que acertou ser realmente um banheiro.

Ao entrar no cômodo, fechada a porta. Pensa até em se aliviar, mas ao se lembrar da dificuldade que seria, ainda mais no escuro, com apenas a luz do seu celular, desisti. Vai até a pia, lava as mãos, o rosto, e passa uma água no pescoço.

Quando sai do banheiro, e se encaminha para o quarto em que estava com a irmã, nota que a porta do quarto ao lado, está entre aberta.

Por sua curiosidade falar mais alto, quando ela passa em frente a mesma, em vez de seguir com a visão para frente, decide por olhar, e o que ver, a faz ficar nervosa. Seus olhos se arregalam e em seguida, marejam. Seu coração começa a bater acelerado, e suas mãos começam a suar frio.

Apesar da escuridão, ela podia notar Emma em cima de uma garota de cabelos escuros, beijando o seu pescoço, e fazendo movimentos de vai e vem, com o corpo. Não era difícil imaginar o que faziam.

Rapidamente enxuga seus olhos, e sai da frente da porta, voltando para o seu rapidamente.

Depois de se deitar na cama novamente, fecha os olhos para tentar pegar no sono, porém as imagens que viu minutos atrás, não deixa sua mente.

•§•

Regina acordou de repente. Suada, respiração irregular, mãos frias, coração batendo acelerado no peito.

Sim, ela havia tido um sonho, ou melhor, pesadelo.

Nele, acordava de repente, depois de ter tido um sonho, onde dentro desse sonho, ela se acordava assustada por ter tido um pesadelo, que era justamente sua vida real.

Mais louco impossível. Mas parecia tão real.

Abre os olhos devagar, mas logo os fecha. A claridade do local a incomoda um pouco.

Com preguiça, obriga seu corpo a levantar, encosta-se ao espelho da cama e abre os olhos novamente. Olha para o lado e não encontra Zelena. Estava sozinha, e não reconhecia o quarto, só sabia que era na casa de Emma, pois se lembra na noite anterior, de ter aceitado ficar, por causa da hora. Só não se lembra de como chegara ao quarto.

Imagens do seu pesadelo começam a passar por sua mente, deixando-a confusa.

Parecia tão real, que por um momento, acredita que realmente tenha sido.

Para ter total certeza, decidi sair da cama e fazer o mesmo trajeto que se lembra de ter feito fizera no sonho. Se estivesse exatamente igual, inclusive Emma e a garota, ela tiraria sua prova.

Estava torcendo para que tivesse sido apenas um sonho. Que o que vira entre Emma e a garota, não tenha sido real.

Aproxima-se mais da borda cama e pega sua cadeira. Após está bem acomodada, sai do quarto.

Olha para os lados e vê as duas portas e a escada. De acordo com seu sonho, o quarto da direita, na direção após sair do quarto, era o banheiro, e o esquerdo era do Emma.

Decidindo ir para o banheiro, se surpreende ao abrir a porta e dar de cara com Emma ainda dormindo e uma garota, que ela não sabia se era a mesma do sonho, pois não chegara a ver o rosto, deitada confortavelmente em seu peito.

Abalada pelo que viu, afasta-se do quarto, e vai para a outra porta que agora sabia que era o banheiro.

Ao entrar, limpa o seu rosto, lava sua boca, molha o pescoço e sai do mesmo.

— Então se esse aqui é o banheiro e lá é o quarto, significa que foi realmente um sonho, não é? — Indaga para si. — Mas, ainda assim, ela estava com uma garota, o que não impede do que eu sonhei, ter realmente acontecido. — Sussurra triste. — Talvez seja a garota que ela me falou na noite passada. — Conclui.

Depois de alguns minutos divagando sobre o ocorrido, vai até próximo a escada, para chamar sua irmã. Precisava descer. Precisava de um banho, precisava se aliviar, e também precisava comer.

Com cuidado para em frente aos degraus e chama por sua irmã, mas a mesma não aparece. Chama-a de novo, mas nada acontece. Ninguém aparece, na verdade.

Sem ter o que fazer, começa a olhar os quadros da parede e um em especial lhe chama a atenção.

Um homem e uma mulher, com dois bebês parecidos, em seus respectivos braços.

Abalada pela imagem, decide por voltar para perto da escada e chamar por Zelena. Agora, mais do que nunca, precisava conversar com ela.

— Onde será que ela está? — Indaga de forma nervosa.

Depois de gritar pela irmã novamente, e não ser correspondida, decide ligar, mas não estava com o celular. Volta então para o quarto, mas não encontra o mesmo.

Quando sai do quarto novamente, avista perto da escada, um telefone em cima da mesa. Aproxima-se rapidamente dele e o pega para ligar para o celular da irmã.

Enquanto esperava ser atendida, ela começa a brincar com um cartão que tinha em cima da mesinha. Ao virar o mesmo e ler o que tinha escrito, seus olhos se arregalam, e ela solta o telefone no chão.

No cartão continha o número de Emma, e em seguida, o seu nome e sobrenome. “Nolan”, além de outras informações, mas que no momento, eram desnecessárias.

Desnorteada pela informação, não percebe que sua cadeira não estava com o freio ativado, e como estava próxima a escada, o pior acontece.

Como uma boneca, Regina cai escada abaixo, parando somente no andar debaixo, e lá mesmo, no chão, ela fica. Inconsciente e sangrando.

Notas finais
Só queria dizer: nem tudo que parece, é. Agora, mais do que antes, preciso saber da reação de vocês, e saber suas teorias. Qual dos três é a realidade? Ah, antes que perguntem... A terceira parte, é a atual, a que estamos acompanhando. Agora é com vocês.