Memories

11 Good incentive


Notas iniciais
Olá pessoal. Gostaria de agradecer aos novos acompanhantes, aos novos favoritos, e à todos que comentaram no capítulo passado. Apesar de não ter respondido, li todos, e amei cada um. Principalmente os que falavam de teorias.

11° Bom incentivo

Depois de ter sido medicada, Regina, que agora estava sozinha, pois sua irmã tinha um encontro marcado com Ruby, e por isso, teve que ir embora, mas voltaria assim que pudesse, acabou dormindo, mas se acordou assim que uma enfermeira entrou em seu quarto, para trocar os curativos de sua cabeça.

Quando estava tirando a faixa do lugar, percebeu que Regina ardia em febre. Então assim que terminou o procedimento, saiu às pressas do quarto, e chamou o médico responsável por ela.

Depois de o homem examiná-la, descobrir que a febre teve como causa, uma infecção em seu ferimento na cabeça, e medicá-la, informou que a mesma não sairia naquele mesmo dia. Deixaria-a em observação, e se estivesse bem no dia seguinte, poderia ser liberada logo de manhã.

Horas mais tardes, Emma e Zelena apareceram para ir lhe buscar, mas como a saída da morena foi adiada para o dia seguinte, se ela estivesse boa, a loira apenas conversou com as irmãs, até o horário permitido, e depois foi embora.

Zelena passou a noite com a irmã, mas quase não dormiu. Estava preocupada com a mais nova, e por isso, a cada hora, checava como a morena estava.

No dia seguinte, quando a enfermeira foi ao quarto para medicar Mills e trocar o curativo de sua cabeça, o médico responsável veio atrás. Examinou-a de canto a canto, e quando viu que estava tudo OK, liberou-a finalmente.

— Então... — Murmurou Regina, quebrando o silêncio. Estavam no banheiro que tinha no quarto em que Mills estava instalada. Zelena estava ajudando a irmã a tomar banho. — Estou curiosa para saber como foi o seu encontro com Ruby. — Seu tom estava carregado de malícia e também curiosidade.

— Ah, não aconteceu nada demais. — Deu de ombros. — Nem estávamos sozinhas... — Acrescentou em tom desapontado.

— Mas vocês não conversaram a sós em momento nenhum? — Indagou incrédula e a ruiva balançou a cabeça negativamente. — Para onde foram?

— Fomos para um campeonato de vôlei. — Afastou-se um pouco da irmã e pegou uma toalha para enxugá-la. Regina estava sentada em uma cadeira de plástico, dentro do box do banheiro, debaixo do chuveiro, que agora estava desligado. — Mamãe me ligou enquanto eu estava lá.

— Pedindo para que voltássemos? — Afastou-se um pouco do encosto da cadeira, para que a irmã pudesse passar a toalha por suas costas.

— Não... — Desceu a toalha pelos braços da morena, e chegou em seus membros inferiores. — Você sente? — Indagou, passando o pano felpudo freneticamente pelas pernas da outra.

— Nada. — Respondeu desanimada. — Talvez eu não volte mais a sentir...

— Não repita isso, por favor. — Pediu de forma séria. — Prometa-me que você dará o melhor de si, quando começar a terapia. — Encarou-a ainda séria.

— Eu... — Desviou o olhar dos intensos da irmã. Eles estavam intimidando-a. — Eu vou tentar. — Disse por fim, voltando a encarar sua irmã e já pensando em mudar de assunto. — Mas agora me diga... O que mamãe queria? — Estava curiosa. Se sua mãe não ligou para falar para as duas voltarem, o que ela queria?

— Dessa vez ela só queria falar com você, já que da outra vez só falou comigo. — Regina encarou-a incrédula, e a mesma deu de ombros e fez uma expressão de “também não acreditei de primeira”.

— E qual desculpa você deu? — Agarrou-se no pescoço da irmã e fez um impulso com o corpo, para que ela pudesse lhe pegar e colocar em outra cadeira que estava seca, para poder lhe vestir.

— Eu disse que você estava dormindo. — Disse simplesmente. Saiu por uns segundos do banheiro e foi até o quarto para pegar a bolsa que trouxera na noite anterior, com os pertences de ambas.

— E ela aceitou essa desculpa? — Perguntou surpresa, assim que a irmã voltou para o banheiro. Zelena assentiu.

— Sim! — Gargalhou ao ver a expressão engraçada que Regina fazia. — Acho que estou aprendendo bem, a mentir. — Regina acompanhou-a na risada. — Ah! O papai está viajando.

— Para onde? — Pegou a calcinha da mão da mais velha, e com esforço, começou a colocá-la. Mas em certo ponto, precisou de ajuda, para continuar a subi-la. — Pareço uma criança que não sabe se vestir. — Resmungou.

— Conheço alguém que adoraria vestir essa criança. — Disse maliciosa e Regina balançou a cabeça negativamente.

— Você está vendo coisa onde não tem. — Após conseguir colocar a calcinha, pegou o sutiã para colocar. Ao menos essa peça, não precisaria de ajuda. — Mas então, para onde ele foi?

— Ah sim, ele foi para o Brasil. Disse à mamãe que iria nos trazer havaianas e biquínis na cor da bandeira do país, para usarmos na praia, quando você ficasse boa. — Regina arqueou a sobrancelha. — Até ele, que costuma ser pessimista, tem certeza... Só você que fica com esse negativismo. Até parece que não quer mais... — Balançou as mãos em direção a Regina, num claro sinal para que ela entendesse, mas ao ver a mesma com a expressão neutra, esperando-a que continuasse, ela completou: — Andar...

— Não é isso... — Rebateu rapidamente. — Eu quero andar, é só que... — Suspirou pesadamente, interrompendo o que diria.

— Como é que você quer transar com a Emma, se não tiver os movimentos de volta? — Sussurrou de forma maliciosa.

— Oi? — Indagou retoricamente. — Mas dá para transar, mesmo sem... — Rebateu com uma expressão confusa.

— Eu sei... — Balançou a cabeça negativamente. — Era só um incentivo...

— Você é ridícula. — Deu uma tapa no braço da irmã, enquanto sorria. Zel agora a ajudava a colocar a calça.

— Mas, falando sério agora... — Encarou a morena e parou de sorrir. — Como você quer voltar a fazer as coisas que gostava de fazer antes, dentre elas, andar pela areia da praia e tomar banho de cachoeira e mar, sem a ajuda de alguém? — Pegou na mão da irmã, e a apertou. — Tenho certeza que você prefere fazer sozinha, não é? — Regina assentiu. — Então... — Sorriu. — Acho que isso é um bom incentivo para você. — Deu um beijo na testa da morena, do lado onde não estava com o curativo, e se levantou. Pegou a blusa que estava dentro da bolsa, e entregou-a. — Agora, termine rápido de se arrumar, pois Emma já deve estar chegando.

— Ela vem? — Perguntou surpresa, enquanto vestia sua blusa. Zel assentiu. — E como eu estou? — Passou as mãos pelo cabelo. — Você acha que estou bem? — Seu tom já era nervoso.

— Calma, Regina... — Pegou na mão da morena, fazendo-a parar de passar as mãos pela roupa como se a mesma tivesse suja. — Você está ótima. — Deu uma piscada para a morena e sorriu. — Eu ainda não estou acostumada com essa Regina insegura. — Murmurou em falso tom frustrado. — Queria a Regina segura de volta... Como faço? — Seu tom era divertido. Estava se segurando para não sorrir da expressão de superior que Regina estava fazendo.

— Ela ainda está aqui... — Cruzou os braços e arqueou sua sobrancelha. Sempre fazia isso quando queria se impor. E sempre conseguia. — É só que...

— Que...? — Zelena incentivou para que continuasse.

— Com Emma é diferente... — Zel sorriu. Ela estava certa ao dizer que Regina estava mesmo interessada em Emma, mesmo não sendo a que ela queria encontrar. E a cada minuto que se passava, tinha mais certeza disso. — Sempre foi, na verdade. — Acrescentou, dando suspiro seguido de um sorrisinho.

— Se você fosse um desenho animado, estaria saindo corações de sua cabeça. — Comentou sorrindo, fazendo a outra sorrir também.

[...]

— Bom dia, meninas. — Emma desejou, assim que entrou no quarto. Em mãos, dois copos da Starbucks. — Trouxe para vocês. — Levantou-os em direção as irmãs que logo pegaram seus respectivos copos. — Não sei como vocês gostam, então trouxe do tradicional.

— Se é café, é o que importa. — Zelena comentou de forma humorada, arrancando sorrisos das outras duas. — Obrigada. — Levantou o copo em direção a Emma, e deu um longo gole. — E bom dia também. — Encaminhou-se para a porta.

— Para onde vai? — Regina perguntou.

— Vou esperar vocês lá fora... Estou com frio. — E sem esperar respostas, saiu, deixando-as sozinhas.

— Você está bem? — Sentou-se na cama, bem próxima a Regina, que estava sentada.

— Sim... — Deu um gole em seu café. — Obrigada. — Agradeceu, não só pela bebida, mas por ela ter perguntado sobre seu bem estar. — De acordo com Zelena, eu não tive mais febre durante a madrugada, e por isso o médico não viu mais motivos para me prender aqui. — Sorriu.

— Que bom que está melhor. — Apertou de leve a perna de Regina, e depois fez um carinho no lugar. Regina quis gritar naquele momento. Primeiro por não estar sentindo o toque de Emma. Segundo, porque estava arrepiada pelo toque, mesmo sem senti-lo, e Emma poderia ver. Terceiro, porque estava feliz com o contato. Eram várias sensações com apenas uma ação. — E esse machucado na cabeça... Está incomodando? — Fez uma careta, que Regina achou adorável.

— Por enquanto não... — Passou a mão pelo mesmo e sentiu uma dorzinha. — OK! Quando eu não toco nele... — Sorriu, fazendo Emma acompanhá-la.

— Estará boa para ir ao show que te falei ontem? — Indagou com um sorriso maroto. — Entenderei se não quiser ir...

— Se eu estiver bem até lá, eu irei. — Deu outro gole em seu café, que agora já estava ficando frio, o que explica sua careta, na qual não passou despercebido por Emma.

— OK! Mas, já vou avisando que não é lá essas coisas, hein... — Levantou-se da cama e foi até a porta, abriu-a e voltou para perto da morena. — É apenas uns amigos que tem uma banda, e eles resolveram dar uma passada por aqui, e por isso, pediram para eu sair avisando a todos que eu conheço.

— Tudo bem... Se eles tocarem bem, é o que importa. — Regina estava mais é interessada na companhia da loira, do que ir ao evento.

— Isso... — Sorriu. — Então, podemos ir? — Apontou para a saída. Regina assentiu, descobrindo-se do lençol e se desencostou da cama. — Posso? — Fez um gesto com as mãos, indicando o que perguntava, e Regina prontamente assentiu.

Assim como das outras vezes, Emma colocou seu braço esquerdo por baixo das pernas de Regina, e o direito, nas costas, logo fazendo um impulso e segurando-a firme em seus braços.

E assim como das outras vezes, após abraça-la pelo pescoço, Regina quase deitou sua cabeça no ombro da loira, mas se deteve antes de fazer.

E assim como das outras vezes, não deixou de reparar nos fortes braços que a carregavam, e nem de reparar no cheiro que Emma emanava. O cheiro era exatamente igual ao da sua Emma. Isso a deixava inquieta. Ao mesmo tempo em que existia coisas que a fazia acreditar que não eram uma só, existiam as malditas coincidências, que a faziam ficar perdida, e cheia de dúvidas em sua cabeça.

[...]

— Entregues. — Anunciou Emma, olhando-as pelo retrovisor interno, assim que parou o carro em frente ao hotel que as irmãs estavam hospedadas.

— Obrigada mais uma vez. — Regina agradeceu.

— Então... — Virou-se para trás. — Combinado para hoje à noite? — Indagou a Regina. — Se você estiver bem, é claro... — Apressou-se em dizer.

— Sim, mas como eu vou te avisar se não formos?

— Nós vamos sim... — Zelena apressou-se em dizer. — Porque você vai estar bem. — Abriu a porta do carro e desceu. — Eu vou cuidar bem de você. — Disse em tom firme.

— Aqui o meu número... — Pegou um cartão, o mesmo que Regina vira em sua casa antes de cair da escada, e entregou para Mills. — Não só para isso... — Regina fitou-a confusa. — Pode ligar quando quiser, se sentir vontade de falar comigo, ou qualquer outra coisa. — Explicou.

— OK! — Mostrou seus dentes num lindo sorriso. — Até mais tarde... — Virou-se para a irmã que a esperava do lado de fora.

— Quer ajuda? — As irmãs negaram. — Até mais tarde. — Esperou Zelena fechar a porta do carro, após colocar sua irmã na cadeira, e se foi.

— Emma Nolan... — Regina leu no cartão que Emma entregara. — Será que você existe, Swan? — Indagou para si. Zelena estava respondendo uma mensagem no celular, e por isso não ouvira.

— Que tal um jogo de cartas até a hora do almoço? — Zel perguntou animada, empurrando a cadeira da irmã para dentro do hotel.

— Só se for valendo algo. Topa? — Sorriu disfarçadamente. Zelena sempre perdia, quando as duas apostavam alguma coisa. Seria cômico, se não fosse trágico. No caso para a perdedora. Que é Zelena.

— Você sabe... Eu andei treinando com o papai. — Sussurrou no ouvido da irmã.

— Hoje sou como Tomé... — Seu tom era sério, apesar de querer rir da irmã. — Só acredito vendo. — Desafiou.

— OK! — Apertou o botão do elevador.

— Que vença a melhor. — Estendeu a mão para apertar a da irmã.

— Que vença a melhor. — Apertou a mão da mais nova.

Notas finais
Percebi que ando bagunçando a mente de vocês, mais com as notas finais do que com os capítulos, e por isso, decidi que não vou mais ficar fazendo suposições aqui. Direi apenas para aproveitar a história, hahahaha Agora é com vocês.