Memórias Espalhadas
1 Encontro e mistério
Notas iniciais
Além disso, escrevi isto especialmente para o TPC Fangirl (que você pode encontrá-la nos fóruns do Neopets, no Fan Clubs). Só agora estou postando aqui.
Um quarto escuro e vazio. Um sofá com um pelúcia no lado de uma tigresa. Olhar azulado diante dos olhos de um boneco que ela tanto ama, mas que não sabia se o que pensava a muito tempo realmente tinha essa aparência.
Essa era a Brynn, apenas admirando o citado anteriormente. Aquilo dava apenas alegria, pois logo em seguida sorriu e acabou abraçando fortemente esse tal pelúcia, com cabelos azuis e roupas que parecem mais de ladrão ou algo do tipo, na hora em que ela realmente precisava.
A kougra, mesmo que seja uma guerreira, estava se sentindo completamente sozinha e perdida, e sentia dor por isso, ela esqueceu das memórias da época das Ruínas das Fadas e do nada acordou nessa sala desconhecida. O mais estranho é que não se surpreendeu por isso, até parece rotina.
Embora Brynn não se lembrasse de nada, nem de como começou, e muito menos de como chegou até aqui, olhava o objeto sendo abraçado e pensava na memória oculta, uma memória que ela não faz ideia de onde vem, mas que de repente veio na sua cabeça.
Pensava reforçadamente sobre a origem dessa tal coisa misteriosa, e nem sequer conseguia, mas retirando isso, vive sorrindo discretamente com o abraço que eu estou citando várias vezes...
Porém, ela sentiu uma pequena ilusão passar desse quarto, o que na verdade, não é exatamente isso. Na hora em que ela virou a sua cabeça para o lado direito, arregalhou os seus belos olhos cor-do-céu e ficou paralisada como se tivesse visto um fantasma lupe, e vou dizer a você o porquê disso.
O motivo de toda essa paralisação é por causa de um ser vivo totalmente encapado, sem mostrar o corpo, e muito menos o rosto. As únicas palavras animadas transmitidas pelo Misterioso Neopiano são:
– Brynn! Graças ao Coltzan! Está me reconhecendo?
Cada vez que ouvia uma palavra desse ser, a tigresa se inclinava cada vez mais, assim como acontece com uma Fangirl quando lê sua história favorita.
Com várias dúvidas no seu confuso cérebro, ela perguntou, como um robô criador de perguntas:
– Quem é você?
Mesmo sendo somente três palavras, o Mister Misterioso Neopiano ficou surpreso, mas não se preocupou tanto em relação a isso:
– Bem... Não deve estar me reconhecendo por causa dessa capa, certo?
Brynn respondeu afirmadamente com a cabeça. Logo em seguida, o Ser retirou a tal capa para que ela pudesse ver o seu rosto.
A Kougra comparou o pelúcia com o Neopiano Revelado, e, de tão surpresa, acabou sendo derrubada do sofá, com seu coração batendo, literalmente. Então, era dele em que ela vivia pensando.
O Ser se assustou com o tombo e a ajudou a levantar, afirmando:
– Não se lembra de mim? Sou eu, o Hanso!
– Desculpe, mas não me lembro de ti... — Suspira Brynn.
Extremamente surpreso, 6 segundos depois, disse:
– Como não se lembra de mim!? Me diga, por favor! — Estava literalmente desesperado, apavorado e preocupado ao mesmo tempo.
– É aí que está o X da questão: Eu não me lembro de nada além dessa misteriosa memória... — A cada palavra que falava, ela suspirava mais intensamente.
O Misterioso Neopiano, agora chamado Hanso, tentou compreender a possibilidade de ela se esquecer dele, e também não conseguiu pensar:
– É IMPOSSÍVEL que você tenha esquecido-me! Tem que ter alguma explicação! — Quase desmaiou depois disso, mas conseguiu ficar respirando, porém de forma rapidamente desesperador.
Preocupada com essa atitude, ela resolveu "tentar" resolver o Enigma do Esquecimento Kougral:
– Pode ter acontecido que eu desmaiei por motivos desconhecidos e que Xandra levou-me até aqui... — Estava pensativa.
– Mas Xandra nem estava na batalha, só o Grande Bicho Papão Roxo estava lá — Afirmou o Hanso.
– Batalha? ESTAVA NUMA BATALHA!? — Disse com a voz alta Brynn, muito surpresa e confusa.
– Exatamente...
– E você me viu desmaiando?
– Eu não vi, uma luz me cegou e você acabou desaparecida. Se eu soubesse que tinha esquecido-me... — Jorrou uma lágrima em seu olho esquerdo.
– Não, não chora! Pelo meu pelúcia! — Ela limpou a tal lágrima com a mão do próprio boneco.
– Bem... Obrigado... — Sorriu discretamente, feliz e triste.
Já decidida, a Tigresa deu uma de detetive diante do Enigma:
– Tudo bem, vamos lá! Quando foi a última vez que me viu?
– Durante a batalha do Esquecido, o Bicho Papão Roxo.
– Tinha mais alguém além dele?
– Bem... Tinha uma outra, só sei que não é a Xandra.
– Como é essa pessoa?
– É uma Ixi Fada, que parece bem familiar... Quem poderia ter sido?
Um minuto de silêncio dominou a área. Assim como Hanso, Brynn ficou pensando: Quem seria a tal Ixi Fada?
– O nome dela era... Espera! — Hanso teve uma brilhante sugestão.
– O que foi?
– Você está com o seu Diário aqui? Com certeza, escreveu sobre essa Ixi!
Brynn viu uma bolsa que parecia ser de seu pertence. Examinou-a e... Pelas asas de Fyora! Achou o benedito Diário:
– É mesmo! — As memórias de Brynn estão todas nesse caderno e, por isto, ficou mais surpresa do que um elefante encontrar um rato.
– E então... Procure o nome. — Sugeriu Hanso
Os dois ficaram procurando o tal nome, e depois de meia hora, chegaram a uma conclusão:
– Tamara... TAMARA! — Os olhos do Ixi azul ficaram arregalhados, assim como a voz aumentou de volume.
– Vamos ver... O que ela fez...? — Disse Brynn lendo, sem se preocupar muito com o grito.
Após os minutos de leitura, Brynn colocou lentamente e firmemente o Diário aberto e disse, furiosamente "paciente":
– Eu. Não. Acredito...
– Achei que aquela filha de uma Ixi tivesse morrido! — Disse Hanso, ainda com os olhos arregalhados.
– Não é questão somente disso, é a questão de ela... — Quase surtou após isso.
– Calma, calma! Vamos esquecer esse péssimo passado, ok? — Recomendou o Ixi Azul.
– Tudo bem! E... — Seu rosto de tigre ficou levemente vermelho, obviamente pensou em fazer alguma coisa.
– ... Algo errado?
– Ah não! É que... — Literalmente ficou vermelha como um tomatinho vermelho, chegou ao ponto de ela se esconder com as suas mãos.
Durante esse processo, ela também chegou a esconder o seu discreto sorriso, que Hanso não percebera. Mas é claro que ele percebeu que a kougra demonstrara um sentimento oculto, que já sabia o que era:
– Bem... Pelo seu delicado rosto vermelho, já sei no que estou pensando. — Automaticamente, seu rosto também estara vermelho, isso é uma ligação alienígena?
– Delicado...? — Sussurrou a tigresa, mudando a cor das bochechas do vermelho para cor-de-vinho, e acabou exibindo o tal sorriso.
O "clima" vai ficando colorido de azul e laranja, as cores dos dois. Porém Brynn, percebendo o seu indiscreto jeito, parou de se colorir de vermelhos, não era a hora para isso.
Mas o Ixi não concordava e lentamente aproximara da Kougra. 1%, 2%, 3%... A cada 1 centímetro aproximado, Brynn não era mais a Kougra laranja, se tornou vermelha, assim como os azuis de seus olhos ficaram mais... Azuis. Quando o "pequeno carregando" chegou a 70%, estavam a 20 centímetros de distância, 80%, 15 centímetros, chegando bem perto. Aos 95%, os lábios estavam quase colados, mas ainda um pouco longe.
Chegando aos 99%, um problema técnico surgiu e acabou aos 0%, pois Brynn e Hanso se assustaram com um barulho, vindo do outro lado da sala. Porém ele queria saber o autor desse som:
– Eu vou verificar a outra sala, ok?
– E se for O Esquecido e esse monstro te atacar? Também vou junto!
– Acontece que você não se lembra das habilidades... Ou lembra?
Brynn ficou coçando a cabeça. Não sabia o que responder, e o Ixi argumentou:
– Por isso, recomendo que fique aqui. Não quero te ver machucada e muito menos morta.
Mesmo que ele também esteja em perigo, ela falou, alguns longos segundos depois:
– Ok, então... — suspirou Brynn — Mas toma cuidado.
– Pode deixar que irei fazer isso. — Sorriu e deu um simples beijo nos cabelos da Kougra — Já volto!
O autor do barulho, sendo ou não malígno, pode transmitir o além do perigo. Hanso deve preservar a sua vida assim que pode, ao máximo.
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