Notas iniciais
Enjoy~

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Henry sempre visitava o hospital pelo menos duas vezes por semana. Isso intrigava Mary Margaret. E muito.

"Emma, aconteceu alguma coisa em Nova York?"

"Não... Por que?"

"Por que o Henry sempre vai ao hospital?"

"Hm... Ele sempre ia lá também... Eu sei que tem alguma coisa. Não lembro direito o que."

"Será que tem a ver com as memórias novas?"

"Pode ser. Não é melhor perguntar para ele? Não é como se estivesse indo escondido mesmo."

"É. Acho que vou sim."

E realmente foi. Encontrar o garoto não foi difícil e, quando o encontrou, ele estava lendo para um dos pacientes. A princesa quase riu. Devia ser de família.

"Hey, Henry."

" — Ah! Mary Margaret! Oi! O que está fazendo aqui?"

"Eu... Fiquei curiosa... Por que você sempre vem aqui? Porque, sabe, não é sempre que se vê alguém da sua idade fazendo isso. É bem legal da sua parte."

"Bem... É complicado..."

Snow sentou-se em uma cadeira na frente do neto. "Tente."

"...Ok..."

Era um ótimo dia ensolarado, raro nessa época do ano, e Emma resolvera levar Henry a um parque perto de casa. Era um dia lindo e Henry estava se divertindo muito. Até tudo girar quase 180°: Um garoto chegara no parquinho. E agia como se fosse o rei daquilo tudo. É, claro, ele era um pouco mais velho que Henry, mas isso não queria dizer que pudesse fazer o que quisesse!

Então fez como sua mãe o ensinara e enfrentou o garoto. Brigaram, é, mais ou menos, o garoto só ficou sentado em cima do escorregador enquanto Henry gritava com ele. O pior, o máximo de reconhecimento que o moreno recebeu foi uma sombrancelha erguida. Uma sombrancelha!

Isso já era demais e, quando Henry percebeu, já tinha dado um soco na cara do garoto. O que acabou com uma Emma se desculpando para o pai do mesmo e um playdate uma semana depois para pedir desculpas.

Dizer que terminou em briga é eufemismo. Praticamente destruíram o apartamento de Emma. Ainda assim fizeram a maior birra da história na hora de ir embora. Foi assim que brincavam juntos a cada duas semanas. Sem falta. Sempre.

Depois de um tempo o garoto apresentou Henry a seus amigos. A quantidade impressionou, e até assustou um pouco, o menor. O mais incrível era como eles eram tão diferentes um do outro; Altos, baixos, magricelas, gordinhos, brancos, negros, de tudo! E uma coisa em comum que Henry percebeu depois de algumas horas sobre eles: Todos tomavam a palavra do garoto como a verdade divina universal.

Depois de rir muito da descoberta, o moreno deu um apelido para o garoto. Rei. Foi rejeitado na hora com "Eu não sou rei!" e "Ninguém deveria ter reis." Henry não parou de chamá-lo assim.

Como Rei era mais velho, ensinou e ajudou Henry com várias coisas, como ler, ou a jogar videogame, ou andar de skate, ou subir no telhado do prédio, para desespero de Emma.

Não foi muito difícil convencer a mãe de o matricular na mesma escola do Rei, moravam no mesmo bairro, não moravam?

É claro que escola nunca foi ótima para Henry. Nunca é para quem gosta de gibis e contos de fadas. Mesmo com Rei acabando com absolutamente qualquer um que ao menos olhasse torto para o moreno. Enfim, escola não era tão ruim assim. E a vida era ótima.

Até um dia Rei não aparecer na escola. Não seria preocupante, se ele não tivesse sumido por uma semana inteira. Ninguém sabia aonde ele estava. Ninguém atendia o telefone em sua casa. Ninguém tinha notícia nenhuma. Até Emma o sentar na sala. "Ele está no hospital." Foi tudo que Henry ouviu. E teria corrido por todos até encontrar o hospital certo se sua mãe não tivesse o prendido no banco do carro.

Não sabia o que pensar, o que fazer ou o que dizer. Aparentemente Rei tinha uma doença cardíaca. Doença cardíaca. O coração dele não funcionava direito. E ver o garoto ali, naquela cama de hospital, rindo de alguma coisa boba na televisão esmagava o, bem funcional, de Henry.

Henry lia para ele todos os dias. Todos os dias depois da escola. Vários livros, mas os favoritos de ambos sempre foram os de contos de fada. Dias ele lia até o Rei dormir, outros eles discutiam o livro e coisas que aconteceram na escola e coisas assim até o menor ser praticamente chutado para fora pela enfermeira.

Exceto um dia. Nesse dia em particular Rei pedira para Henry ler um conto em particular para, depois de terminado, chamá-lo para perto, como se fosse sussurrar, e beijá-lo. "Obrigado, Henry." "D-Disponha."

No dia seguinte quando se aproximava do quarto do Rei, Henry viu o pai do garoto. Sentado em uma cadeira no corredor com a cabeça nas mãos. As pernas do moreno pareciam gelatina e desmoronaram embaixo dele. Aquela foi a última coisa que ouvira dele, não é? Chorar? Por uma semana inteira. Ainda chora de vez em quando, em alguns dias, como no aniversário dele. Ou no natal. Mas nunca o esqueceria. Nunca.

"H-Henry... E-Eu..."

"Não, não se desculpe. Não é tão ruim assim, Mary Margaret."

A princesa não conseguia parar as lágrimas, mas não sabia o que era pior: A história ou o fato de tudo isso ser fruto da magia de memória da Regina. Mas isso? Não é possível... Não existe magia poderosa o suficiente para imitar isso. Era real? Não é possível.

"Enfim, você queria saber porquê eu sempre visito hospitais. Eu odeio hospitais. Com todas as minhas forças. Mas, hospitais me lembram dele. E isso é bom, eu acho."

"Isso é — Isso é bom, Henry. Lembrar é sempre bom."

"Ele... Me deixou uma coisa..." O garoto disse tirando do bolso um chaveiro e o colocando na mão de Mary Margaret. Ao ver a inscrição, Snow voltou a chorar porque, realmente, não era possível imitar isso com magia. Ela segurava o chaveiro não segurava?

"H-Henr — Henry, qual era o n-nome dele mesmo? V-Você nunca disse."

"Peter. Peter P. Ann."



~'Não diga adeus. Adeus significa esquecer.'~

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Notas finais
OMFG. Matei o Peter. MWAHAHAHA! MWAHAHA! MWAHA... Vou me enforcar num pé de alface...
Ah~ The Feels~

O que acharam? Te fiz chorar? Rir? Ficar com vontade de me esfolar, me jogar numa piscina de álcool e depois passar sal grosso?

Sua opinião é importante para mim, comente! Comente e ganhe um pote de Nutella! :3

Espero que tenham gostado!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!