Memória Perdida

18 Capítulo 17 O Assassino


Notas iniciais
Eu espero que a fic não esteja ficando chata, porque faz tempo que eu recebi minha ultima recomendação e o numero de comentario está baixando a cada capitulo. Me digam o que eu preciso mudar para melhorar, ok!
Sem Danatalie nesse capitulo, mas estou reservando muita coisa para eles, então não chorem ;p
Espero que gostem...
Bjinhos sangrentos

Ian tateou a cama em busca do corpo de Amy, mas encontrou apenas os lençóis.

Depois de uma pequena discussão com Amy, ele tinha aceitado dividir com a menina a cama.

O moreno sentou na cama e olhou pela janela. O sol ainda não tinha subido no céu. Com certeza ainda era noite, então, onde estava Amy?

Ele se levantou, parou alguns segundos para vestir uma camisa sobre o seu peito nu e depois desceu a escadaria que levava ao andar inferior. A única coisa que ele não esperava encontrar era uma reunião na sala!

- Todos acordados? Ian perguntou enquanto entrava na sala. Sinead e Hamilton viraram para olhá-lo. Jonah tinha voltado para o hotel e Victor também não estava ali. Cadê a Amy?

Quando Sinead e Hamilton trocaram um olhar cúmplice, Ian soube imediatamente que eles estavam escondendo alguma coisa dele.

- Onde está Amy? Ele repetiu a pergunta, um pouco mais forte que antes.

- Não fique com raiva Começou Hamilton. mas Amy saiu com Victor em busca de Isaac Smith. Nós sabíamos que você iria impedir se soubesse.

Ian ficou vermelho de raiva.

- Vocês não podiam ter feito isso comigo! Ele gritou. Amy pode estar em perigo!

- Victor vai protegê-la. Sinead largou o computador e andou até Ian. Ian, Amy não é mais uma criança. Ela sabe se defender e não estará sozinha. Eles vão encontrar Smith e tentar fazê-lo falar alguns detalhes sobre os Vesper e com essas informações nós poderemos salvar Natalie e Dan.

Ian ainda fervia por dentro, mas sabia que tinha que concordar com Sinead. Amy não era um bebê e já tinha provado inúmeras vezes que era capaz de enfrentar homens com quase o dobro de seu tamanho.

O moreno respirou fundo e disse com a voz mais calma:

- Vou trocar de roupas e vou atrás deles. Sinead o fuzilou com o seu olhar mais assassino. Eu quero apenas ajudar caso eles tenham problemas.

- Eu vou com você. Murmurou Hamilton.

- Ham! Resmungou Sinead, mas o namorado apenas lhe deu um beijinho na testa e subiu as escadas para trocar o pijama por roupas normais.

Menos de cinco minutos depois, Ian estava enrolando o seu cachecol no pescoço, já com a mão na maçaneta.

Hamilton deu um beijo rápido em Sinead e ela percebeu que ele tinha colocado perfume demais. O será que era apenas ela que estava achando que estava forte demais? Seu estomago se revirou e ela se segurou até a porta se fechar antes de correr para o banheiro e vomitar todo o seu jantar.

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Victor parou o carro a uma quadra de distância da boate La Lune e olhou para a sua companheira de viagem. Ela não tinha dito nenhuma palavra o caminho todo.

- Eu posso ir sozinho se você quiser, Amy. Ele disse.

A ruiva pareceu acordar e piscou algumas vezes antes de responder.

- Não. Não, eu quero ir junto com você.

Eles desceram do carro e seguiram a pé até a boate La Lune. O nome da boate piscava em um painel de neon vermelho e dois seguranças vigiavam a entrada e a saída de pessoas.

- Pronta para fingir ser minha namorada? Perguntou Victor, passando um dos braços por cima dos ombros de Amy. A menina riu.

- Pronta. Ela respondeu e jogou um chiclete na boca, mascando-o de forma exagerada e sexy. Amy vestia um vestido preto e curto e um par de botas que iam até os joelhos. Seus cachos ruivos estavam soltos nas costas. Victor também vestia uma roupa um pouco mais formal que a habitual, afinal eles estavam usando identidades falsas de cidadãos suíços.

Victor parou diante de um dos seguranças e estendeu a identidade falsa.

- Pode entrar, Nicolai Spasky. O homem disse e ele e Amy entraram na boate. Estava lotada de pessoas, todas usando roupas chiques e, em sua grande maioria, bêbadas.

- Spasky. Eu conheço esse nome. Sussurrou Amy no ouvido de Victor enquanto o garoto a levava para o bar.

- Deve ser por causa de Irina Spasky. Ela participou da busca pelas pistas.

Amy se lembrava de Ian contando sobre ela. Ao que parecia, Irina tinha sido uma inimiga poderosa e fatal. Bom, isso foi antes de dar a vida para salvar Amy, Dan e Alistair.

Amy parou de pensar nisso quando ela e Victor chegaram no bar. O barman parou diante deles.

O homem estava um pouco acima do peso, pois o seu uniforme estava apertado demais. Ele tinha os cabelos claramente pintados de um puro preto. Ele tinha um dente lascado e cheirava a sabonete barato. Talvez fosse bonito quando era jovem.

Mas nada daquilo impressionou Victor. O que impressionou mais o jovem Ekaterina foi o fato de estar diante de uma das mentes mais brilhantes do mundo. Um assassino de sangue frio. Um ex Ekaterina. Um ex Vesper.

Isaac Smith. Pensou Amy, que estava tão surpresa quanto Victor.

- Querem o quê? Isaac Smith perguntou.

- Informações. Respondeu Victor, indo direto ao ponto.

- Eu apenas faço e sirvo as bebidas. O homem retrucou e deu as costas.

A música estava muito alta, mas Victor conseguiu fazer o barman ouvi-lo:

- Sabemos quem você é, Isaac Raves.

Isaac parou. Devagar ele voltou-se para Victor e Amy.

- Não conheço ninguém com esse nome. Ele disse.

- Você pode ser um gênio assassino, mas não sabe mentir. Amy exclamou. Sabemos quem é você e o que já fez, mas não viemos aqui para jogar isso na sua cara. Precisamos apenas de algumas informações sobre certo grupo secreto.

Isaac soltou um suspiro e fingiu estar cedendo ao se aproximar do casal, mas assim que chegou perto de Amy e Victor, ele saltou por cima da bancada do bar e caiu de pé do outro lado. Uma pequena pistola de dardos estava apontada para a barriga de Victor.

Se alguém reparou em uma movimentação esquisita deve ter apenas virado a cara.

- Vocês são Vesper? Perguntou Isaac.

- Estamos progredindo. Comentou Victor, fingindo estar indiferente à fria pistola que acariciava a sua barriga. Sei que você ainda deve ter algumas informações sobre os Vesper.

- Você não respondeu a minha pergunta. Disse o homem. Isaac pegou um copo que estava encima do bar e bebeu, como se estivesse em uma animada conversa com algum amigo de longa data.

- Somos Cahill. respondeu Amy. Ela conseguiu (apesar do medo que fazia suas pernas tremerem) se aproximar um pouco mais do assassino. Como um ex Ekaterina, achei que você reconheceria um logo de cara.

Os olhos do homem viraram para Victor e depois voltaram para Amy. Para a surpresa da menina, ele afastou a arma da barriga de Victor.

- Por que dois Ekaterina vieram procurar um ex-agente para saber informações confidenciais de seus piores inimigos?

- Porque você é o único que conhece os dois lados da moeda. respondeu Victor e, depois de hesitar um pouco, completou: Precisamos de vocês.

Isaac riu e se encostou no bar. Ele parecia estar feliz ao saber que era necessário para alguma coisa.

- Vocês sabem por que eu sai dos Vesper? Ele riu mais uma vez e respondeu á própria pergunta. Porque eu sempre fui superior a todos eles, inclusive ao líder. Os Vesper são tolos e idiotas e acham que tudo pode ser resolvido com alguns socos. Eles não conseguem reagir quando não são atacados fisicamente. Não conseguem ver o adversário e pensar em outra forma de matá-lo além partir para o ataque.

Ele parou. Para Amy e Victor aquilo era mais do que suficiente. Aquelas eram informações muito úteis.

Isaac pulou sobre o balcão novamente e caiu do outro lado, ainda com o sorriso nos lábios.

- Se me dão licença, eu preciso voltar para o trabalho. Ele estava quase indo embora quando Victor o fez parar:

- Por que você nos contou isso tão facilmente? Por que não pediu nada em troca?

Isaac riu:

- Porque o jogo vai começar agora. O que é mais divertido que assistir de camarote enquanto os Cahill e os Vesper se enfrentam? E ao vivo ainda mais!

O homem virou e esqueceu Victor e Amy.

- Ao vivo? Ela perguntou, franzindo o cenho.

PAM! PAM!

Todas as pessoas da boate gritaram e saíram correndo quando ouviram o barulho dos tiros. Amy e Victor se jogaram no chão e de lá eles conseguiram ver os dois seguranças que, antes, estavam na entrada, dispararem contra as pessoas.

Bem que Amy tinha achado que eles eram familiares... Eles estavam na Reunião Anual do Cahill. Eram Vesper!

- A saída dos fundos. Berrou ela para ser ouvida além dos gritos da multidão desesperada.

Engatinhar de vestido já era uma tarefa difícil, mas engatinhar de vestido e entre uma multidão enlouquecida era uma experiência que Amy não desejava nem mesmo aos Vesper!

Victor conseguiu chegar à porta de metal que dava em um beco ao lado da boate. Ele abriu a porta e ele e Amy saíram em um estreito beco cheio de caçambas de lixo.

Ambos ouviram mais barulhos de tiros.

- Por aqui. Victor puxou o braço de Amy e eles correram até a saída do beco. Já estavam quase conseguindo quando duas sombras se projetaram na calçada.

Desesperados, Amy e Victor deram meia volta e voltaram correndo para a porta que dava na boate. A porta de metal se abriu e bateu na parede com força gerando um barulho surdo.

Eles estavam encurralados!

Antes que os Vesper que saiam da boate e os que viam da ruas pudessem perceber que Amy estava ali, Victor empurrou a menina para trás de uma das caçambas de lixo, mantendo-a protegida pelas sombras.

Os quatro Vesper invadiram de uma vez só o beco. Quatro pares de olhos se pousaram em Victor.

O Ekaterina tentou fugir correndo e quase conseguiu, mas um quinto Vesper o interceptou na saída do beco.

O Vesper 5 deu um soco forte em Victor, que voou longe e caiu com força no chão. O Vesper usava um soco inglês na mão direita e o impacto quase fez Victor perder os sentidos.

Escondida nas sombras, Amy segurou com força a barra do vestido e se forçou a não gritar quando viu os Vesper erguerem o seu amigo pelo pescoço.

Victor foi jogado contra a parede e recebeu mais socos e chutes.

- Onde está a menina Cahill? Um dos Vesper berrou, mas Victor continuou com a boca fechada. O rosto do menino estava totalmente desfigurado e o sangue melava todas as suas roupas.

O Vesper ficou vermelho como o sangue que jorrava do corpo de Victor quando teve como resposta apenas o silêncio e deu mais um chute nas costelas do Ekat, que gritou de dor e se encolheu.

Amy percebeu que o seu amigo estava lutando para se manter acordado. Ela sabia que ele estava muito machucado. Provavelmente estava com a perna e duas ou mais costelas quebradas e os seus ferimentos tinham que parar de jorrar sangue.

Ela tateou o chão com as mãos e agarrou um punhado de pedras. Com um pulo, ela se pôs a correr. Para chamar a atenção dos Vesper, Amy jogou o punhado de pedras contra a porta de metal da boate, gerando um som alto.

Cinco brutamontes viraram o rosto a tempo de ver Amy saindo do beco.

Ela correu pela rua, que estava lotada de pessoas. Algumas olharam para Amy com olhos tortos, mas a maioria a ignorou. Ela continuou correndo e agradecendo a Sinead por ter emprestado botas que servissem para correr.

A ruiva abriu a sua bolsa enquanto corria entre as pessoas. Ela virou em uma esquina e parou de correr, esperando os seus perseguidores.

Assim que o primeiro Vesper virou na esquina, Amy puxou a sua pequena pistola de dardos e disparou.

PAM! Um Vesper caiu, desmaiado. PAM! PAM! Amy atirou em outro homem. Ele conseguiu desviar do primeiro dardo, mas o segundo o atingiu bem no peito.

Antes que Amy conseguisse atirar uma quarta vez, alguém a puxou para trás pelos cabelos. Ela gritou e soltou a pistola. Com a rapidez de um gato, a ruiva deu uma cotovelada no seu agressor e conseguiu evitar um soco de outro Vesper.

A menina se lançou para frente e agarrou a pistola. Ela girou no chão e atirou à queima roupa, distribuindo os dardos envenenados pelo corpo dos Vesper. Três deles caíram desmaiados no chão.

Mas ainda restavam três e os dardos de Amy tinham acabado.

Ela se pôs de pé bem a tempo de receber um soco no rosto. A ruiva caiu novamente no chão e ela sentiu o gosto forte de seu próprio sangue invadir a sua boca.

Amy se colocou de pé novamente e um dos Vesper a agarrou no pescoço, erguendo a ruiva do chão. Ela girou a perna e chutou o Vesper onde nenhum homem deve ser jamais chutado. Ele caiu no chão, gemendo de dor.

Vamos lá, Amy. Só tem dois.

Um dos Vesper, que, com uma olhada rápida, Amy percebeu que não devia ter mais que vinte anos, a agarrou por trás e prendeu os braços dela nas costas. O outro homem estava vindo na direção deles.

Foi então que aconteceu a única coisa que Amy jamais teria imaginado: o Vesper que a prendia pelos braços colocou um dardo na mão dela e depois a soltou. Amy girou o corpo e empurrou o Vesper e logo depois ela enfiou o dardo no braço do outro homem.

Só um! Ela pensou e então olhou para o jovem Vesper, pronta para lutar. Ele abriu o macacão que estava usando e tirou um dardo.

Ela esperou que ele a atacasse, mas o garoto continuou parado. O Vesper ergueu os olhos e viu o sangue escorrer do lábio de Amy.

- O que você ainda está fazendo aqui? Ele perguntou.

Ela franziu o cenho e hesitou alguns segundo antes de dar meia volta e sair correndo.

Amy levou a mão ao lábio. A mão ficou imediatamente vermelha de sangue. Sua mente ainda estava confusa e, sem resistir á curiosidade, ela se virou para ver o que o jovem Vesper estava fazendo.

A mente da garota se tornou ainda mais confusa! O jovem olhou para Amy e gesticulou um fuja com os lábios antes de enfiar o dardo tranquilizante no próprio braço. Segundos depois ele desabou no chão ao lado de seus companheiros.

Amy parou de correr. Ela não sabia o que fazer. Se ela voltasse para a boate, poderia dar de cara com mais Vesper, mas, ao mesmo tempo, não podia simplesmente abandonar Victor.

Dane-se. Pensou, pondo se a correr na direção da boate.

A rua ainda estava lotada de pessoas. O som da sirene de um carro de polícia vinha de não muito longe. Se eles pegassem Victor iriam enchê-lo de perguntas que ele não poderia responder.

Mas quando Amy chegou a cem metros do beco ela viu um carro preto virar a esquina. Ela reconheceu o carro no mesmo segundo: ele pertencia a Sinead.

O beco estava vazio. Victor tinha desaparecido e Amy sabia que ele não poderia ter feito isso sozinho.

Quem...?

A resposta á sua pergunta foi quase imediata.

- Amy!

Ela se virou e viu Hamilton abrir caminho entre as pessoas com o cotovelo. Vê-lo foi como levar outro soco no rosto. Toda a adrenalina que estava percorrendo o seu corpo durante a luta com os Vesper sumiu e ela se sentiu, de repente, vulnerável e cansada.

- Amy! Eu achei que eles tinham pegado você também! Disse Hamilton. Ele puxou Amy para os seus braços e o calor do corpo dele se irradiou para o dela. A ruivinha agradeceu por não estar sozinha naquele momento. Provavelmente ela estaria chorando agarrando o corpo machucado de Victor...

- Como você chegou aqui? Ela perguntou. Precisamos encontrar Victor!

Hamilton suspirou.

- Ian surtou quando descobriu que você tinha vindo sozinha com Victor. Eu vim com ele no carro de Sinead. Nós encontramos Victor desacordado no beco e Ian está o levando para um hospital.

- Me dê o seu celular. Pediu Amy. É melhor avisar para Ian que eu estou bem.

- Eu faço isso. Respondeu Hamilton sabendo que Ian iria ficar fora de si se ouvisse a voz de Amy abalada como estava. Ele esperou um toque... Dois toques até que Ian atendesse. Amy está bem, Ian. Em que hospital você está?

Fez-se silêncio. A cor do rosto de Hamilton sumiu e Amy soube imediatamente que algo muito ruim tinha acontecido. Seu coração se apertou.

- O que aconteceu? Ela sussurrou, mas Ham levantou a mão, pedindo silêncio. Depois de alguns segundos ele desligou, sem ter dito mais nenhuma palavra. Suas pálpebras piscavam rapidamente. O que aconteceu, Ham? Amy repetiu a pergunta.

- Ian não teve tempo de chegar no hospital. Ele disse e continuou a piscar rapidamente, segurando as lágrimas que, mais cedo ou mais tarde, teriam que cair. Os ferimentos eram muitos. Ele não resistiu.

E então as lágrimas caíram.

Amy gemeu alto. Uma dor forte a embalou e ela ficou feliz quando Hamilton a abraçou ou ela teria desabado no chão no mesmo segundo que a ideia tomava forma em sua mente.

Victor morreu. Victor morreu... Para me manter viva!

Notas finais
Bom, ai está...
COMENTEM, OK!
Bjinhos sangrentos...