Melissa
1 Capítulo 1 - O nascimento forçado
Notas iniciais
Num dia triste e cinzento, Anica estaria prestes a ter uma filha.
-Faça força, Anica, sua filha não está podendo sair- disse o médico.
Anica chora de preocupação, será que ia conseguir ter a filha tão esperada? Mesmo com esse medo, Anica, tinha muita esperança e continuava a ter contrações para a futura filha nascer. Por fim, sua filha acaba por nascer saudável e bonita. Anica olha para a sua filha e resolve dar o nome de Melissa.
-Então, está tudo bem com a minha filha? — pergunta Anica com um pouco de medo.
O silencio manipula o médico que por fim responde.
-Sim, mas a sua filha nasceu com umas estranhas marcas nas costas que não conseguimos detetar.
-O que? — Anica pensa que não ouviu bem mas começa as lágrimas a subir lhe aos olhos.
-Sua filha está saudável, mas tem tipo duas bolsas nas costas, e nós não sabemos do que se trata.
-Como assim, não sabem! Eu necessito que descubram se é algo grave! Eu fiz tanto esforço para ter essa filha e para ela no fim morrer! Isso não vai acontecer! — grita Anica com um aperto no coração e com as lágrimas a escorrer-lhe pelas bochechas.
-Tenha calma por favor! — consola o médico limpando as lágrimas da pobre Anica.
-Mas eu não consigo! — diz a suloçar e com uma voz desgastada.
-Vá para casa, descanse e amanhã nós teremos uma resposta a esse defeito de sua filha. — diz o médico com algum receio.
Anica por fim acalma-se e vai para casa acreditando que ela e Melissa, sua filha, iram conseguir passar por todo isso, mas ainda com essa fé, Anica sente-se desconfortável sem pergar olho. Por fim acaba por adormecer.
No dia seguinte, Anica acorda com determinação e acreditando em si que tudo iria correr bem. Quando chega ao hospital, ela respira fundo e entra.
-Chegou, Anica, temos noticias boas e más — exclama o médico com medo da reação dela.
-Diga por favor! — diz ela com um lágrima no canto do olho.
-Noticia má: não descobrimos o que representam aquelas bolsas. Noticia boa: não é nada de grave, esperamos até ela fazer os seus 7 meses e veremos. — disse o médico esperando uma má reação dela, ma foi o contrario.
Anica respira de alivio e ainda assim pergunta.
-Mas tem ideia do que possa ser?
-Algum tipo de defeito ou alguma coisa especial, mas não é grave. — respondeu.
-Muito obrigada, posso leva-la para casa?
-Sim, pode ir busca-la. — respondeu.
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