Meiga E Abusada
31 Verdade
Notas iniciais
DAMON
Elena já estava na minha casa há três dias, ninguém lá em casa tocou no assunto, achamos melhor deixa-la em paz com seus pensamentos e quando tivesse pronta ela falaria. Hoje nós vamos para a escola.
– Lena, vamos nos atrasar – Eu grito e ela desce.
Caroline havia passado ontem aqui com uma mala de roupas para Elena, elas ficaram conversando por horas. Eu até achei bom, até o momento Elena está lidando muito bem com tudo que descobriu.
– Você está linda – Eu digo e lhe dou um selinho.
– Obrigada, você também está lindo como sempre – Ela diz sorrindo.
Seguimos para escola, assim que entramos vejo todos nos olharem e estranho.
– Ainda bem que vocês chegaram – Caroline chega ofegante a nossa direção.
– O que foi Car? – Elena pergunta preocupada.
– A escola inteira já sabe que vocês casaram e tão falando que a Lena está gravida – Ela diz e respira fundo.
Fecho os meus olhos e conto até dez.
– Damon... – Sinto Elena apertar meu braço – Não liga, sabemos que não é verdade, logo eles param de falar besteiras.
– Eles não se cansam não? – Digo tentando controlar minha raiva.
– Damon... Eles podem falar o que quiser, não devemos explicação para eles – Ela diz e me beija.
– Eu te amo – Digo e ela sorri.
– Eu também te amo – Diz.
Levo tanto ela quanto Caroline para sala delas e me despeço, e depois vou para minha. Tive que escutar algumas gracinhas, mas respirava e contava até dez e pensava na Elena, então deixava pra lá.
– Damon, preciso falar com a Elena – Ric me parou quando estava indo encontrar Elena.
– Não sei se ela está pronta Ric. Preciso perguntar – Digo.
– Por favor, eu preciso contar as coisas pra ela – Ele diz nervoso.
– Acho que quem tem que contar primeiro é a Miranda e o John – Digo e ele bufa.
– E se eles não contarem a verdade? Se eles fizeram a cabeça dela, falando que nós a abandonamos? – Ele se exalta.
– Eu sei que não é assim Alaric – Escuto a voz da Elena e olhamos pra ela.
– Elena me deixa contar a minha versão – Ric suplica.
– Outra hora Ric, estamos no colégio e marquei de daqui ir em casa conversar com a Miranda e o John – Diz cruzando os braços. – Podemos nos encontrar a noite se quiser...
– Por mim é ótimo – Ele diz.
– Você pode falar pra Isobel ir também? – Pergunta.
– Claro... – Diz e sorri – Vou deixa-los a sós.
– Você fez certo, pequena – Digo a puxando para um abraço.
– Só quero acabar logo com isso – Diz e suspira. – Você vai comigo?
– Os resultados saem hoje Lena, mas assim que eu pegar posso ir – Digo.
– Então vou com você pegar o exame e de lá vamos para minha casa, é bom que esclarecemos tudo de uma vez – Diz e eu a beijo.
O restante da aula foi um tédio e eu estava ansioso para ir pegar esses benditos resultados. Todos nos encontramos no final da aula e seguimos para o hospital.
– Klaus cadê o Kol? – Elena pergunta o que me faz revirar os olhos.
Porque ela se preocupa tanto com esse imbecil? Por um lado quero que ele seja culpado, por outro não. Se for ele, Elena ficará muito mal, e ela já está sofrendo muito com tudo que está acontecendo.
– Lena, faz tempo que ele não dá noticias, minha mãe está muito preocupada, mas ela me deu uma autorização para pegar o exame dele – Klaus diz e me olha.
Merda! Ele também acha que foi o irmão.
– Vocês querem o parecer ou só querem que eu entregue os exames – O médico diz vindo até nós.
– Um parecer, por favor – Elena pede.
– Bom, em três exames encontramos vestígios de drogas – Ele diz e suspira.
Bom, sabia que um era meu e outro do Matt.
– Algum indicou uso recente? – Klaus pergunta.
– Sim... – Ele disse. – Bom, o do senhor Salvatore indicou uso há quase um ano, o do senhor Donovan tem três meses já a do senhor Kol Mikaelson... – Ele para e respira fundo. – Bom, não só ele consumiu recentemente, mas em grande quantidade e a um bom tempo.
Elena fecha os olhos e vejo lagrimas descendo, a abraço forte.
– Elena, sinto muito – Klaus disse e ela saiu dos meus braços e o abraço.
– Por quê? – ela pergunta baixinho.
– Eu não sei Lena, mas vamos encontra-lo e saber por que ele fez isso – Ele diz passando a mão pelos cabelos dela.
Eu não acredito! O filho da puta do Kol drogou a minha pequena, e ela quase morreu! Quando eu o ver, eu vou mata-lo!
– Damon em leva para minha casa, vamos acabar logo com isso – Ela pede vindo para meus braços novamente.
– Tem certeza? Não é melhor irmos outro dia? – Pergunto preocupado.
– Damon, é melhor irmos, ai sofro tudo de uma vez logo – Ela diz secando as lagrimas.
– Ok, mas se quiser ir embora, é só falar que vamos ok? – Digo e ela faz que sim com a cabeça.
Nos despedimos do pessoal, que estavam atônitos ainda pela revelação de que provavelmente foi Kol quem trocou os comprimidos. O caminho foi silencioso e fiquei pensado sobre o assunto, os comprimidos estavam na minha bolsa, e ninguém sabia que estava dividindo com Elena, então Kol não estava tentando drogar Elena e sim a mim.
– Lena... – A chamo assim que estaciono e ela me olha. – Ele não estava tentando te matar.
– Porque está defendendo ele agora? – Pergunto cruzando os braços, sua voz era de ira.
– Não estou defendendo Elena, só quero que fique com raiva pelo motivo certo – Digo e suspiro.
– Que é? – Pergunta ainda irritada.
– Ele estava tentando me matar – Digo e ela me olha incrédula, e logo lagrimas descem pelos seus olhos. – Lena, ninguém sabia que dividíamos aquela bolsa de remédios, ela era minha, então era pra eu ter overdose e não você...
– Céus! – Ela fecha os olhos e põe a mão na cabeça. – Ele queria que eu me afastasse de você!
– Claro, você odeia drogas, se me pegasse consumindo você se afastaria, mas ele não contava que fosse você que tomasse e que tivesse uma reação alérgica – Digo.
Elena sai do carro e encosta na porta, eu saio e vejo que ela está chorando, vou até ela a abraço.
– Não tinha como você saber pequena – Digo e ela me beija.
– Eu devia ter confiado em você e me afastado dele – Diz.
– Não pequena, você fez o que tinha que fazer, o viu afastado e tentou faze-lo se enturma-lo – Digo acariciando seu rosto – Essa é você...
– Obrigada por não jogar na minha cara que eu estava errada – Ela diz e sela nossos labios.
– Elena você não estava errada, você estava sendo você mesmo, estava tentando fazer amizade com ele... você é assim, e essa é uma das coisas que eu amo em você – Digo e ela sorri.
– Agora vamos enfrentar aqueles dois logo – Diz e eu rio.
– Preferia ficar aqui falando do idiota do Kol – Digo e ela ri.
– Mas eu preciso Damon, também não quero ouvir o que eles tem para dizer, mas... – Ela diz e eu a abraço mais um vez.
Entramos na casa de Elena e Jeremy veio abraçar a irmã e sussurrou algo no ouvido dela, que sorrio.
– O que ele faz aqui? – John pergunta autoritario.
– Ele é meu marido e veio me dá apoio – Elena diz cruzando os braços. – É melhor vocês aceitarem logo, quer dizer isso não importa mais né? Vocês não são nada meu!
– Elena... – A repreendo, mas ela mantem a pose.
– É melhor começarmos logo, também estou curioso com essa história e estou tão chateado quanto a Lena – Jeremy diz segurando a cintura da irmã.
– Podemos sentar então – Miranda diz, seus olhos estão vermelhos.
ELENA
Sentamos no sofá, Damon e Jeremy cada um de um lado meu, e meus pais – aghr, vai ser dificil acostamar chama-los de Miranda e John – no outro.
– Podem começar – Digo e sinto Damon e Jeremy pegarem cada um uma mão minha e entrelaçar os dedos, me dando força e apoio.
– Primeiro eu quero que você saiba que sua mãe nunca soube que você não era nossa filha, ela ficou sabendo naquele momento junto com você – John fala e eu olho para Miranda.
Ela estava abatida, e seus olhos vermelhos. Por um momento senti um aperto no coração, ela não sabia de nada também.
– Ok, pode continuar – Digo fria e vejo Miranda fechar os olhos, Damon aperta minha mão, de uma forma que sei que está me repreendendo.
Mas não posso fazer nada, ainda tenho raiva, e se eu amolecer agora, as coisas vão se complicar.
– Quando sua mãe me contou que estava gravida eu fiquei muito feliz, mas logo no primeiro exame descobrimos que seria uma gravidez de risco. Eu via sua mãe chorar toda madrugada com medo de perder a criança, ela sempre achou que eu estava dormindo, mas eu sempre acordava, e isso sempre me machucou muito – John diz.
Respiro fundo, já sentindo que as lagrimas querem descer! “Eu não vou chorar” eu repetia em minha mente varias vezes.
– Ela sempre foi amiga da Isobel e da Edna, quer dizer todos nós eramos, nós só não tinhamos muita amizade com o Alaric, mas as vezes ele saia conosco. – Meu... John diz.
– Como vocês se conheceram? – Perguntei.
– Eu, Isobel faziamos parte de um grupo fechado... – Suspira. – Nós eramos dominadores de um clube, e Miranda, Edna e Giuseppe chegram a frequentar o clube algumas vezes.
– O que? – Jeremy se exalta.
– Nós eramos submissos – Miranda diz abaixando a cabeça – Só que Edna e Giuseppe se conheceram melhor e acabaram se apaixonando e pararam de frequentar o grupo, só que já haviamos feito amizade.
– Eu me apaixonei por sua mãe, e quando ela disse que não queria mais essa vida, eu larguei e a pedi em casamento. – John diz.
Olho para Jeremy que está tão incredulo como eu.
– Isobel continuou nessa vida, até que conheceu Alaric, saímos varias vezes e notavamos que Isobel estava apaixonada por ele, mas ela não conseguia sair daquela vida. – Ele continua.
– Pensamos que ela fosse tirar o bebe quando descobriu a gravidez, ela nos surpreendeu, começou a largar aquela vida aos poucos – Miranda diz.
– Então um certo dia eu chego em casa e vejo sua mãe sangrando muito, corri com ela pro hospital e me disseram que ela estava perdendo o bebê, ele chegou a nascer, mas tava muito fragilizado – Vejo lagrimas nos olhos dele e de Miranda. – Quando eu fui te ver na incubadora, eu já sabia que Isobel tinha dado a luz a filha dela, ela havia sofrido um acidente e tava perdendo a criança também.
Lagrimas escapam pelos meus olhos.
– Eu estava observando nosso bebe quando percebi que o coração parou de bater, eu me desesperei, fiquei com medo de perder a Miranda também, então olhei para você Lena, toda agitada na sua incubadora, eu não pensei duas vezes, eu troquei as crianças – Ele diz.
– Você não se importou com o sofrimento dos meus pais? – Pergunto secando as lagrimas que escorriam.
– Não – Ele diz e abaixa a cabeça – Eu só pensei na minha familia.
– Não! Você pensou em você! – Grito e me levanto – Só pensou em você!
– Não! Eu pensei na Miranda, ela ia entrar em depressão! – Meu pai grita se levantando também.
– Eu estou em depressão agora – Minha mãe diz.
Agrh! Eu não consigo me concentrar!
– Eu só... – John tenta se acalmar – Eu fiz o melhor Elena.
– Pra quem? Porque eu não vejo o melhor... – Digo.
– Isobel nunca quis deixar a vida de dominadora, ela deu um tempo porque a boate não aceita mulheres gravidas – Ele diz com raiva e rispido – Ela não tem coração Elena, logo você perceberá!
– Não! – Eu grito.
– Não fale o que você não sabe – Damon fala pela primeira vez. – Não vou deixar que você fale assim deles!
– Você nem os conhece muleque, então não se intrometa – Meu pai grita.
– Eu não sou muleque – Damon grita também – Posso não conhece-los, mas não vou deixar você manchar a imagens deles assim, Elena merece a verdade e não suposições e mentiras, estou aqui para garantir que isso aconteça!
– Chega! Parem de gritar e conversem como gente civilizadas – Meu irmão se intromete – E pai ele tem razão, não estamos aqui para julgar ninguém! Só queremos a verdade de vocês, suas opniões sobre os pais dela não!
Abraço forte meu irmão. Depois todos nós nos sentamos e um silencio se inicia.
– Porque nunca contou? – Resolvo perguntar.
– Claro, chegar e dizer, olha filha você não é minha filha, eu troquei você na maternidade – Diz ironico, e eu conto até dez para não responde-lo.
– Não entendo você, sabe quantas vezes chorei por vocês cancelarem algum compromisso comigo por conta de trabalho? As vezes que eu sentia raiva de vocês por não estarem presentes? – Pergunto e suspiro – O quanto me doeu quando vocês decidiram me afastar do Damon? E que eu só respeitei porque vocês eram meus pais? E eu apesar de tudo nunca quis magoar vocês...
– Elena, eu só concordei com isso, porque tudo apontava que ele tinha trocado os malditos comprimidos – Miranda diz.
– Sabe a ironia disso? Hoje descobrimos que não foi ele e sim o Kol, os exames apontam para ele – Digo.
– Isso não é garantia de nada – John fala.
– Não importa, acredito no meu marido, sempre acreditei e vocês não levaram isso em consideração, vocês conhecem o Damon, a familia dele e mesmo assim fizeram essa palhaçada toda – Digo e respiro fundo.
– Não foi só por isso – John diz.
– E pelo mais o que? – Pergunto curiosa.
– Alguém estava me chantageando, falando que ia contar que você não é minha filha – Ele diz.
– O que? Você nos afastou só para ninguém saber do seu segredinho? – Damon se exalta do meu lado.
– Vocês não entendem! Eu vou perder tudo! – Diz.
– Claro... – Digo sentindo as lagrimas cairem – É com isso que você se importa.
– Você tava preocupado com isso? Por isso a Inglaterra? – Minha mãe pergunta incredula – John eu não acredito nisso...
– Pai você passou dos limites – Jeremy diz.
– Eu sei! – Diz.
– Não preciso ouvir mais nada – Digo me levatando – Eu tenho nojo de você John, nojo de ser taxada como sua filha.
– Elena... – Ele se levanta.
– Não se aproxime de mim! Você pode ter sido meu pai por todos esses anos, mas eu não quero mais, você... – Seco as lagrimas que cairam – Me decepcionou.
– Filha... – Escuto a voz da Miranda.
– Eu sinto muito, mas eu não posso mais viver nessa casa – Digo e abraço meu irmão. – Jer, como já falamos antes, você sempre será meu irmão. – Ele beija minha testa, está com lagrimas nos olhos, vou até Miranda – Mãe... – Sorrio e ela me abraça – Você não tem culpa de nada, e mesmo que eu tenha dito alguma crueldade, você ainda será a mãe que me criou.
– Eu te amo – Ela me abraça mais forte.
– E você, esqueça que eu existo – Olho pro John com nojo. – Vamos Damon?
– Claro – Damon me abraça.
Saímos daquela casa e quando sento no carro me permito chorar. Damon não falou nada, só dirigiu até a casa do Alaric.
– Pequena – Damon me abraça assim que saimos do carro. – Você está bem? – Nego com a cabeça. – Tem certeza que quer falar com eles hoje? – Faço que sim. – Você é muito forte...
– Só quero acabar com isso – Digo e ele me beija – Obrigado por está ao meu lado.
– Eu Damon Joseph Salvatore lhe concebo como minha esposa, não apenas para momentos felizes, mas para todos os momentos que você precisar ou não de mim. Quero que eu seja a primeira e a ultima pessoa que você pensa, quero ser o pai dos seus filhos. Eu quero ser aquele que te faz sorrir, e nos momentos que eu te fazer chorar, quero secar suas lagrimas e fazer as pazes. Elena eu sei que passaremos dificuldades, mas eu quero superar todos os problemas ao seu lado. Você é aquela em que eu sonhei a minha vida inteira para dividir o altar, espero que eu satisfaça todas as suas vontades e que eu supere todas as suas expectativas. Eu lhe prometo ser fiel todos os dias, prometo não te abandonar em momento algum e o mais importante de tudo, eu prometo te amar cada dia mais, até que a morte nos separe. – Recita seu voto, o que me fazem chorar ainda mais. – Não chore pequena... Eu te amo.
– Eu também te amo, muito mesmo... – O abraço forte.
Assim que entramos no prédio, o porteiro avisa a Alaric que estamos e logo subimos.
– Oi – Digo assim que ele abre a porta e ele sorri.
– Fiquem a vontade – Diz nos dando espaço para entrar.
Ric se senta ao lado de Isobel, e eu me sento com Damon no outro sofá.
– Vocês não precisam explicar nada, sei que não me abandonaram e pensaram que eu havia morrido – Digo e olho para eles. – O que o John fez não tem perdãom, eu sei... Eu ainda não entendo os motivos dele e acho que nunca vou entender.
– Elena... – Ric tenta falar algo.
– Assim como eu vocês são vitimas de tudo, Miranda não sabia Isobel, achei que você ia gostar de saber – Digo e um sorriso surge no labio dela.
– Eu sei, conversei com ela, mas obrigada por contar, ela achou que você não acreditaria nela – Diz.
– Pela reação dela na festa, como não acreditar? – Pergunto rindo e lagrimas descem.
– Pois é... – Diz sorrindo. – Elena... Eu... Você é minha bebê, minha preciosa bebê que eu pensei que havia perdido – Sua voz fica fraca e chorosa. – Eu... Quase morri...
Mais lagrimas descem pelos meus olhos.
– John me contou como vocês se conheceram, quem vocês eram – Digo e eles me encaram. – Eu não julgo isso.
– É uma história e tanto – Damon diz e ri – Cara, eu sei que prometi não contar, mas qual é, Isobel você deixava marcas... – Todos rimos.
– Damon! – Ric repreende rindo.
– Eu só queria saber porque não ficaram juntos depois – Pergunto e os risos cessam.
– Não eramos compativeis, Isobel era uma dominadora e eu nunca consegui ser um submisso – Ric diz e suspira – Eu deixava ela fazer o que queria para ver se eu conseguia me adaptar, e ela fazia alguns programas comigo como casal para tentar se adaptar, mas não funcionou.
– Quando te perdemos eu entrei em depressão, eu não queria fazer mais nada, eu tinha decidido para com aquela vida para construir uma familia com o Ric e a nossa filha, mas sem você, acabamos nos afastando por causa da dor que sentiamos, e eu acabei indo a casa que eu era dominadora... – Isobel fala e chora.
– Assim que eu soube que ela havia voltado, depois de me prometer que nunca mais iria lá, eu simplesmente terminei tudo e fui embora daqui. – Ric diz.
– E assim que ele me deixou eu fui embora, e nunca mais fui uma dominadora – Isobel diz.
– O que acontece agora? – Damon pergunta.
– Eu vou entrar com um processo contra o John, quero te registrar como minha filha, como nossa filha – Isobel diz.
– Isso é justo... – Digo.
– Você vai continuar lá? – Ric pergunta.
– Não, eu tô morando por um tempo na casa do Damon, mas não podemos ficar lá a vida toda – Digo.
– Estou só esperando a prova da faculdade passar para conseguir um estagio ou um emprego de meio periodo, para conseguimos alugar algo – Damon diz.
– Não precisam – Isobel fala e sorri. – Eu sei que isso não vai suprir todo esse tempo que fiquei longe de você Elena, mas me deixa te dar um apartamento ou um casa.
– E eu ajudo – Ric fala.
– Não procurei vocês por isso – Digo.
– Sabemos, mas vocês estão casados e precisam de um lugar só de vocês, e bom, nós podemos e queremos – Isobel fala.
– Elena é o minimo que podemos fazer, aceite como presente de casamento para vocês – Ric diz.
Olho pro Damon.
– Elena é algo de coração e você tem direito, eu não vou me importar – Ele diz e pega minha mão e deposita um beijo.
– Eu aceito, mas com uma condição – Digo.
– Qual? – Perguntam juntos.
– Eu mobiliar e escolher – Digo e todos riem.
– Posso pedir algo também? – Isobel pergunta.
– Claro, se tiver no meu alcance, farei – Digo e ela sorri.
– Sei que vai levar tempo para me chamar de mãe, mas eu posso te chamar de filha? – Pergunta.
Me levanto e vou até ela, que se levanta, ela me abraça forte.
– Claro – Digo e sinto as lagrimas dela cairem.
– Filha... – Ela sussurra. – Obrigada.
Me afasto e vou até o Ric e o abraço forte.
– Filha... – Ele me abraça com mais força. – Eu te levei ao altar...
– É... – Sorrio.
– Você falou com sua tia esses dias? – Pergunta baixinho e faço que não e ele fica triste.
– O que houve? – Pergunto me afastando.
Ele pega minha mão e me leva até a cozinha.
– Ela foi embora... Disse que precisava de tempo para pensar e que era para eu aproveitar e decidir o que quero – Diz depois que chegamos lá.
– Porque ela foi embora? Não entendo... – Digo.
– Ela viu a Isobel me beijando – Diz e fecha os olhos. – Elena eu amo a sua tia... Mas...
– Ainda sente algo pela Isobel... – Digo.
– Não sei... Ela me beijou, eu até senti algo, mas pensei na sua tia e quando eu me afastei, sua tia tava olhando com lagrimas nos olhos. Isobel falou que foi ela que me beijou, mas sua tia achou melhor se afastar até nos resolvermos – Diz.
– Se você a ama vá atras dela, aposto que ela foi para a casa de praia – Digo.
– Obrigado filha. – Ele diz e me abraça.
– De tia para madrasta e de tio a pai – Digo e ele ri.
– Vamos, antes que Damon tenha um treco com as histórias de Isobel – Diz e me puxa para sala.
– Damon disse que prefere casa a apartamento o que acha filha? – Isobel pergunta.
– Concordo com ele, e uma que tenha quintal de preferencia – Digo.
– Podemos ir escolher quando quiser – Ela diz.
– Bom, quando Ric voltar de viagem nós podemos ir né? – Pergunto.
Isobel olha para Ric.
– Eu vou ir buscar a Jenna – Ele diz.
– Faz bem – Ela sorri para ele. – Vocês podem me dar uma carona?
– Claro – Damon diz.
Nos despedimos, eu desço abraçada com ela.
– Você o ama ainda né? – Pergunto.
– Muito, mas ele já não me ama, e Jenna é uma otima pessoa, eu nunca quis atrapalhar as coisas entre eles, eu só queria sentir os labios dele uma ultima vez – Ela abaixa os olhos.
– Você vai encontrar alguém... – Digo.
– Deus te ouça. – Diz e sorri.
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