Meiga E Abusada

23 Sofrendo com a distância


Notas iniciais
Oie gente! Eu estou muito contente! E bem, eu tinha muitos planos para esse capitulo... Na medida que fui escrevendo vi que ele estava ficando imenso, então resolvi que deixaria algumas coisas para o proximo! Acho que vocês vão amar e surtar um pouco com esse capitulo!

ELENA

Eu só recebi alta três dias depois de ter acordado, o que significava que já era sexta feira, e não ia a escola, ou seja, que eu não poderia ver Damon e deixar ele me contar a versão dele dos fatos.

Uma coisa que eu sabia é que Damon nunca se drogaria, e muito menos colocaria a minha vida em risco, sabendo de todas as consequências que isso poderia trazer. Mas as drogas estavam na bolsa dele, bolsa da qual estávamos dividindo para guardas os comprimidos.

Não vou mentir dizendo que minha primeira reação foi um choque, e por um momento senti decepção, afinal ele havia jurado pra mim que nunca mais chegaria perto de nenhuma droga. Acho que foi mais o choque por tudo que havia acontecido, afinal acabou sendo traumático acordar naquele hospital com meus pais e Jenna, com meu pai dizendo que eu estava proibida de falar com Damon.

Mas depois que fiquei sozinha no meu quarto, que eu finalmente pude chorar, eu consegui enxergar que Damon não faria isso. Que tinha alguma explicação para que fossem drogas e não os comprimidos que Klaus nos deu. Eu precisava me encontrar com ele, mas meus pais estavam irredutíveis sobre isso.

Mal tínhamos chegado em casa, e meus pais já confiscaram meu notebook para bloquear qualquer tipo de forma que eu pudesse falar com Damon. Com meu celular eles fizeram isso enquanto eu ainda estava no hospital. E bom, isso já estava me tirando a pouca paciência que eu estava, porque antes Damon era meu protetor, meus pais o amavam, e agora parece que ele virou o diabo em pessoa.

Me joguei em minha cama e respirei fundo, o que vou fazer? Merda! Levantei e desci as escadas correndo e encontrei meus pais sentados no sofá conversando sobre algo banal.

– E com relação à festa da Sophia? Ela me pediu ajuda e eu estava a ajudando, não posso simplesmente deixa-la na mão – Digo e eles me olham.

– É uma forma de você ver o Damon, então você vai ter que deixa-la na mão – Meu pai diz e eu bufo.

– Pai, Soph conta comigo, eu não quero saber se estou proibida ou não de ver o Damon, eu só quero continuar a ajudando, ou vocês decidiram que nem na festa nós vamos? – Pergunto cruzando os braços.

– Claro que vamos Elena, apesar da imprudência de Damon a família dele ainda é nossa amiga e não cortamos relações. – Meu pai diz.

– Então que mal tem em eu continuar ajudando? – Pergunto suspirando.

– Poderia ser supervisionado John – Minha mãe fala.

– É pai, eu só quero ajudar, trabalhei duro para essa festa sair perfeita para ela. – Digo.

– Ok! Mas se eu souber de alguma aproximação eu vou tomar medidas drásticas – Diz e eu sorrio.

– Obrigada pai – Digo sentando ao seu lado.

Assistimos um filme, como uma família normal. E logos eles se recolheram. Eu tinha que pensar em uma forma de falar com Damon, mas no momento eu estava me contentando em pelo menos olhar para ele.

– Filha... – Minha mãe me tira dos meus pensamentos – É a Soph ela quer falar com você.

– Obrigada mãe – Digo pegando seu celular.

Ela se senta no outro sofá e me olha.

– Oi Soph tudo bem? – Digo.

– Elena meu Deus, que bom que está bem, meu irmão está tendo um treco aqui do meu lado e... – Ela tagarela o que me faz rir.

– Soph calma, eu ainda vou te ajudar com seu aniversario – Digo para disfarçar a minha alegria.

– Eu sei, sua mãe me falou, mas tem alguém aqui que está louco para ouvir sua voz, por isso liguei – Diz e isso me faz sorri.

– Sim, eu sei eu também estou ansiosa para experimentar o vestido que escolhemos – Eu tentava escolher palavras que eu pudesse responder o que ela falava sem minha mãe desconfiar de nada.

– Pequena... – Ouvir sua voz fez meu coração palpitar mais forte e um sorriso surgir em meus lábios, minha mãe me olhou e eu ri – Que felicidade ouvir sua risada, você está bem? Eu estava preocupado, ansioso para falar contigo, mas eu não posso nem chegar perto de você.

– Sophia, fala mais devagar, você vai me enlouquecer assim, eu já disse que está tudo confirmado com o DJ que você escolheu – Digo e escuto seu suspiro de alivio – Eu sei... Eu sei Soph, eu também estava preocupada com isso.

Minha mãe foi até a cozinha e eu suspirei.

– Damon preciso te ver, precisamos conversar, quero entender o que aconteceu – Sussurro e escuto suspiro longo.

– Vamos dar um jeito, eu te explico o que quiser, mas não fui eu Lena, eu nunca chegaria perto de drogas de novo – Diz e eu sorrio.

– Eu sei – Digo e minha mãe volta com um copo d’agua pra mim. – Obrigada mãe – Digo.

– Eu só precisava ouvir sua voz, preciso ir – Diz e eu suspiro – Te amo, nunca esqueça isso. – Sorri ainda mais, eu amo ouvi-lo dizer que me ama.

– Eu sei que você me ama Soph, eu sou a melhor organizadora de festas. – Digo sorrindo. – Até breve.

– Muito em breve, beijos, boa noite – Diz e desliga.

– Aqui mãe, obrigada por convencer meu pai a me deixar a continuar a ajuda-la – Digo e ela sorri.

– Filha nós só queremos o melhor para você – Ela disse e suspirou – Sei que pode não parecer, mas esse tempo que você vai ficar longe dele vai fazer ambos amadurecerem, e acertarem os erros.

– Mãe eu sei que não são deles, ele nunca colocaria minha vida em risco, eu estava dividindo aquela bolsa com ele – Digo com lagrimas nos olhos.

– Filha entenda seu pai, acate a decisão dele, não se encontre com ele – Diz e eu bufo – Elena as drogas estavam na bolsa e ele não sabe explicar como e porque estavam lá você quer que acreditemos nele como?

– Como sempre! Vocês confiavam cegamente nele, porque não mais? – Pergunto irritada e aumentando a voz.

– Porque você quase morreu! – Meu pai fala da escada. – Você quase morreu Elena, entenda isso! Você mentiu para nós, você fez coisas que nunca havia feito, tudo por causa dele.

– Não foi por ele pai! – Grito.

– Pra você pode até ser, mas no fundo de alguma forma ele está envolvido! – Grita também.

– Claro que ele está pai! Ele é que está sempre ao meu lado quando eu mais preciso – Grito chorando – E vocês? Vocês me trocam por qualquer viagem de trabalho!

Quando eu vi já era tarde demais, meu pai havia me dado uma bofetada na cara, o que me fez ficar com mais raiva ainda.

– Eu te odeio! Eu odeio os dois! – Grito correndo para a escada. – Vocês são os piores pais que uma filha poderia ter!

– Elena volta aqui – Meu pai grita.

Eu termino de correr e me tranco no meu quarto, sabendo que ele vira atrás. E que essa discussão sairá do controle. Choro sentada encostada na porta.

– Abra essa porta Elena – Escuto suas batidas constantes, mas eu apenas acariciava o local que ele havia me batido.

– Eu não vou abrir – Grito em meio a lagrimas.

– Vamos conversar filha – Diz mais calmo.

– Não! O senhor me bateu – Digo e secos as lagrimas – Você me bateu pai!

– Me desculpa filha – Diz.

– Só me deixa quieta pai – Digo e ele suspira.

– Amanhã conversaremos – Diz.

– Ok pai, boa noite – Digo.

Escuto seus passos se afastarem, eu não me permito chorar. Eu não podia chorar.

Um dia... Dois dias... Já era domingo à noite quando eu finalmente saí do meu quarto. Meu pai estava sentado sua poltrona e se levantou quando me viu parada na escada. Ele caminhou até a mim e me deu um abraço apertado.

– Desculpa pelo tapa... – Ele sussurra no meu ouvido – Eu perdi a cabeça.

– Estávamos de cabeça quente – Sussurro o abraçando mais forte.

Apesar de tudo, meus pais são importantes pra mim, e odeio brigar com eles. Jantamos em silencio e foi quando eu notei a ausência da minha tia esse fim de semana. As únicas pessoas que vinham falar comigo para ver se eu queria comer era minha mãe e Lucia nossa governanta, meu irmão passou a noite de ontem comigo, disse que não concorda com nossos pais, e que sabe que as drogas não eram de Damon, mas não sabia explicar como elas apareceram lá.

– Cadê a tia Jenna? – Pergunto.

– Foi passar o fim de semana na casa do novo namorado – Minha mãe diz e sorri – Você o conhece...

– Conheço? Quem é? Não vai me dizer que ela voltou a namorar o otário do Logan – Digo e meu pai ri.

Assim como eu, ninguém aqui nessa casa aturou o namoro da tia Jenna com Logan. Ele era um verdadeiro estupido, mas infelizmente minha tia estava encantada por ele e felizmente – embora tenha demorado – o encantamento se quebrou.

– Ele é professor de história da sua escola – Meu coração acelerou, e eu sorri.

Alaric Saltzman é um cara incrível, todos na escola amam ter aula com ele, infelizmente eu não tinha, só irei ter ano que vem. Por conta de sua nova tese, ele a dois anos só pega as turmas do terceiro ano, mas todos dizem coisas muito boas a seu respeito. E o que me deixou completamente feliz, é porque ele é o professor que ajuda Damon com a faculdade.

– Fico muito feliz por ela – Digo sorrindo.

– Professor Ric é muito legal – Meu irmão fala. – Apesar de não me dá aula normal, ele ajuda na detenção.

Eu começo a rir quando meus pais engasgam com aquela informação.

– Eu tô brincando – Meu irmão diz, mas sei que é só para acalma-los.

– Aproveitando que estamos falando da escola – Meu pai fica sério e olha pra mim.

– Não pai, eu não vou mudar de escola, falta pouco tempo para terminar – Digo logo.

– Não é isso, também não sou tão maluco assim, você vai ter companhia, para que não se encontre com Damon lá – Diz e eu respiro fundo, não quero mais brigar por conta desse assunto.

– Ok – Digo e olho para minha mãe – Vocês sabem que não precisa disso tudo né?

– Filha eu sei que na primeira oportunidade ele vai dar um jeito de falar com você e não sabemos do que ele é capaz – Meu pai continua sério e eu bufo e solto uma risada nervosa.

– Eu não acredito que tô escutando isso – Digo levantando da mesa – Perdi o apetite.

– Eu também – Meu irmão diz.

Pelo menos alguém está do meu lado.

– Eles estão passando dos limites – Digo enquanto lavo meu prato.

– Calma Lena, logo eles voltam ao normal, só não se meta em encrenca essa semana – Diz.

– Obrigada por ficar ao meu lado. – Digo e ele sorri.

Meu irmão decidiu dormi novamente comigo, o que eu agradeci, pois eu não queria chorar, e sei que se eu ficasse sozinha era isso que ia acontecer.

Pela segunda de manhã, me apresentaram a Richard o monstro – ops, cara – que vai ser meu guarda costa contra Damon. Ele não é muito de conversar. Assim que vi Damon pela primeira vez em uma semana meu coração se acelerou, assim que nossos olhos se encontraram ele sorriu pra mim, mas logo o monstro cortou nosso clima me mandando ir para sala. O pior é que o idiota ficava parado na porta da minha sala e quando eu saia, ele vinha atrás. Todas as vinte e sete vezes que cruzei com Damon naquele dia foi torturante, porque hoje era dia de arguição.

A semana passou lentamente – pra mim. O que me alegrou foi ver Soph, e sempre que podia ela me contava sobre Damon ou trazia algum recado: “ele está com saudades”, “só fica trancado no quarto estudando, mas sei que ele não para de pensar em um jeito de vocês se verem”, “ele mandou dizer que te ama”. E isso só me trazia angustia.

Nesses seis anos de amizade, eu nunca fiquei tanto tempo sem ver e falar com ele. E agora sei como sinto sua falta. Como eu quero que isso acabe para que possamos nos ver e nos falar sem que ninguém interrompa.

Duas semanas se passaram, eu estou devastada. Eu... Lagrimas...

– Lena não fica assim – Caroline fala acariciando meus cabelos.

Ela tinha vindo passar o fim de semana comigo, mas seu celular foi confiscado pelos meus pais, para que eu não pudesse falar com Damon. Ela relutou, mas eles disseram que só assim ela poderia ficar comigo.

– Car, eu... – Choro ainda mais.

Sabe aquele ditado: “Você tem que perder para dar valor”? Bom ele se encaixa perfeitamente no meu modo de vida. Eu ainda não sabia ao certo se eu tinha perdido Damon, mas sabia que esse afastamento nosso, me fez dar valor ao que temos e agora, pela primeira vez, eu posso dizer:

– Eu o amo, Car – Digo e ela me abraça forte – Estou enlouquecendo, porque agora que eu o amo, não posso dizer a ele.

– Ahh amiga, não fica assim – Ela diz ainda me abraçando. – Você vai dizer em breve.

– Quando amiga? – Pergunto.

– A festa de Soph é daqui a duas semanas e lá tenho certeza que você vai conseguir dar uma fugida e ficar com ele – Diz.

– Falta muito – Digo e ela ri.

– Lena... – Escuto a voz da minha tia depois de duas batidas na porta.

– Entra tia – Digo e logo a vejo.

– Eu tenho uma surpresa pra você – Diz com um sorriso no rosto.

– Que surpresa? – Pergunto enxugando minhas lagrimas.

– Bom, eu sei que não é muito, mas sei o quanto quer falar com ele e... – Ela me entregou seu celular. – Não vai escutar sua voz, mas pelo menos pode conversar um pouco com ele.

Olho para o celular e vejo o WhatsApp dela aberto.

RIC: Você consegue levar seu celular até ela?

JENNA: Consigo, volto já.

– Porque eu falaria com Ric? – Pergunto e ela ri.

– Damon está com ele – Ela sussurra e meu coração dispara.

Eu me levanto e vou até ela e lhe dou um abraço apertado.

– Obrigada tia... – Digo já com mais lagrimas nos olhos.

JENNA: Damon é a Lena...

RIC: Pequena, sinto tanto a sua falta... Te ver na escola e não pode te dizer um ‘oi’, te abraçar, te beijar está ficando cada vez mais difícil.

JENNA: Eu também sinto sua falta, todos os dias, todas as horas, todos os minutos. Eu preciso muito te ver, muito mesmo.

RIC: Pequena você não sabe como trocar essas palavras com você estão me confortando no momento. Meu pai tentou conversar com seu, mas sei pai ameaçou até tirar você do país se nos encontrássemos.

– Jenna – Sinto o ar falhar, ela olha para tela e solta um suspiro.

– Estou fazendo de tudo para você continuar aqui Lena, mas... – Começa a dizer e meu coração gela.

RIC: Pequena você tá ai ainda?

JENNA: Estou, desculpa, é só que... Eu não sabia disso.

– Como assim tia? – Pergunto.

– Ele só está esperando vocês tentarem se encontrar Lena para ter um motivo – Diz e eu suspiro e choro.

RIC: Não se preocupe Lena, vamos dar um jeito.

– Tive uma ideia, é perigoso, mas pode valer a pena – Jenna pega o telefone da minha mão. – Damon passa pro Ric. – Diz e sorri – Amor, topa me ajudar em algo? – Pergunta e fica em silencio – Eu quero promover um encontro entre eles, eles precisam se encontrar – Diz e meu coração dispara – Sei. Eu sei o que o louco do John disse – Diz e bufa – Eles não vão saber ok? E se souberem eu dou um jeito. Topa? – Pergunta e depois de um tempo ri. – Ok, agora passe pra ele. – Diz e me entrega o celular – Aqui, fale com ele.

– Damon... – Digo e lagrimas de felicidade descem pelo meu rosto.

– Pequena não chore – Diz e eu choro ainda mais – é para parar de chorar e não chorar ainda mais. – Diz e eu rio. – Eles vão marcar para nos encontrarmos pequena, mas estou com medo do que seu pai possa fazer se descobrir.

– Damon... – Digo mais uma vez e rio – Desculpa. É só que ouvir sua voz depois de tanto tempo é... – Rio e suspiro – Incrível!

– Eu sei pequena, também acho – Diz e eu sorrio.

– Eu preciso te ver Damon, sei que é arriscado, mas eu realmente preciso te ver – Digo e ele sorri.

– Eu também preciso te ver... Mas... – Diz e meu coração dispara – E se seu pai cumpre o que disse ao meu pai? Eu não vou suportar.

– Vamos encontrar um jeito, só diz que... Diz que vai nesse encontro é importante – Digo.

– Eu vou pequena, claro que eu vou – Diz e eu sorrio.

– Jenna! – Escuto minha mãe chamar minha tia. – Preciso de ajuda aqui na cozinha!

– Damon preciso desligar – Digo com dor no coração.

– Tudo bem pequena – Diz suspirando – Te amo! – meu coração se acelera.

– Sinto sua falta – Digo, eu não posso dizer que o amo, não assim

– Também sinto a sua – Diz com um suspiro.

Entrego o telefone para minha tia, antes que eu faça alguma besteira.

– Obrigada tia – digo e ela me abraça.

– Amanhã Lena, eu vou te levar pra ver ele, ok? – Diz sorrindo.

– Mas e o Richard? – Pergunto.

– Eu dou um jeito, nem que eu brigue feio com seu pai, vou dizer que vou te levar pra conhecer a familia do Ric no interior e que... Sei lá, o que importa é que vou convencer deles me deixarem sozinha com você – Diz e me solta – Preciso ir.

Ela sai do quarto e Caroline me abraça.

– Porque não disse a ele? – Caroline perguntou e eu a abracei com mais força.

– Ele esperou tanto tempo para eu poder dizer isso a ele, que não merece que eu diga assim por telefone – Digo e ela ri.

Pela primeira vez eu consegui dormi tranquilamente. E acordei muito alegre, mas não deixei isso na cara, meus pais podiam questionar. Uma coisa “boa” disso tudo, é que meus pais estão trabalhando em casa. Acho que eles tem medo que eu fuja de novo.

– Bom dia filha – Minha mãe diz me dando um beijo no topo da cabeça – Bom dia Car.

– Bom dia – Respondemos juntas.

– Car, Richard vai te deixar no colégio hoje, Elena vai para o interior com a Jenna – Minha mãe fala.

Sorrio. Ela conseguiu.

– Ok tia – Car fala.

Terminamos nosso café da manhã em meio a risadas. Jenna contava algumas histórias sobre Ric e sua familia. Car foi para escola, enquanto eu arrumava uma bolsa, Jenna disse que dormiríamos lá e só voltávamos amanhã a noite. O que me deixou ainda mais alegre, dois dias com Damon. É tudo o que estou precisando no momento.

Quando saímos e entramos no carro de Jenna eu soltei uma gargalhada e ela me olhou.

– O que foi Lena? – Perguntou rindo.

– Como conseguiu tia? – Pergunto.

– Bom, para todos os efeitos, Damon está na fazenda com os avós se preparando para as provas que são no fim de semana, na verdade era pra ele ter ido pra lá ontem depois da casa do Ric, mas como tive essa ideia, eles foram para a casa dos pais do Ric – Diz.

– Mas e se meu pai ligar pro pai do Damon? Ou pros avós dele? – Pergunto preocupada.

– Já ligou e todos estão acobertando essa fuga – Diz e eu sorri.

– Não acredito nisso – Digo e ela ri.

– Pois é, ninguém tá concordando com esse afastamento, só seus pais não veem que isso tá fazendo mal pros dois. – Diz séria.

– Obrigada tia – Digo.

– É meu dever como tia. – Diz.

O caminho foi descontraído, e cada hora que passava meu coração acelera. Eu vou vê-lo e vou dizer que o amo.

– Estamos chegando – Minha tia diz entrando numa estrada de barro.

Olho a paisagem, o local é um pouco isolado, o que me lembra a fazenda dos avós do Damon. Meu coração acelera ainda mais quando vejo um lindo moreno ao lado do professor Ric, ambos seguravam um buquê de flores.

Minha tia mal tinha estacionado o carro, quando eu desci toda esbaforida, para sentir o corpo do homem que eu amo perto do meu, finalmente, depois de quase um mês sem poder toca-lo.

– Pequena – Ele teve que largar o buquê para me abraçar melhor, porque eu praticamente me joguei em seus braços.

– Damon... – Eu disse antes de sentir seus lábios nos meus.

Notas finais
Então gente o que acharam? Bem, foram muitas coisas acontecendo... E espero que prestem atenção em todos os detalhes, porque eles são fundamentais para os capitulos seguintes. *** Avisos: Comentarios: Eu vou responde-los em breve, todos, eu acho que até hoje mesmo eu respondo.