Meiga E Abusada
17 Natal Bônus
Notas iniciais
ELENA
Ficar trancada três dias sem poder falar com ninguém é muito chato, irritante, e eu estou a ponto de me matar, acho que já fiz de tudo um pouco: arrumei meu quarto inteiro, lavei meu banheiro, arrumei minhas roupas, fiz minhas unhas, meu cabelo, me depilei, li três livros, estudei, escrevi algumas coisas. Mas já estou de saco cheio.
– Não vejo a hora de fazer dezoito anos! – Eu praticamente grito, mas sei que é em vão porque meus pais saíram para ir ao supermercado com a Jenna.
Mas sabe o que mais me deixou furiosa nessas 63 horas 25 minutos e os segundos contados que meus fizeram? Bom, Bonnie chegou e eles simplesmente a despacharam para casa do Damon, dizendo que eu estava de castigo e que não podia falar com ninguém, disseram que sentiam muito, mas que quando eles vissem que eu merecia, ela poderia vir para cá. E vocês acham que eles me deixaram falar com ela? Não! Eu ouvi tudo escondida da escada.
Me jogo na cama, outra coisa que fiz muito foi pensar no Damon, eu sinto falta dos seus beijos, do seu corpo sobre o meu, da nossa amizade, da sua risada, enfim, sinto sua falta. Eu nem sei se ele ainda está zangado comigo por conta deu ter batido na vadia da Katherine, porque nem com ele eu posso falar, estou prisioneira na minha casa por 72 horas e isso está me matando.
Fecho meus olhos e me lembro de um momento mais que especial da minha amizade com Damon. O nosso primeiro natal juntos...
*** FLASHBACK ON ***
Elena estava triste, pois mais um ano não poderia passar com seus pais, pior ainda, seu irmão Jeremy tinha viajado para casa dos avós e Jenna resolveu passar o natal com a familia do novo namorado. E Elena? Bem Elena ficou com tanta raiva dos pais por terem cancelado o natal faltando tão pouco tempo, que decidiu que iria passar sozinha. Isso até receber uma mensagem do seu melhor amigo que estava todo sorridente em sua casa por ter todos da família reunidos.
Quando digo todos, sim todos estavam lá. Os pais do Damon: Edna, Giuseppe, seus avós paternos: Juliana e Manoel, Stefan, Soph, Francheska tia de criação dele.
Damon resolveu mandar uma mensagem para Elena para saber como iam as coisas com seus pais, porque assim como ela, ele estava ansioso com o Natal, porque é uma data onde ele tinha certeza que estaria junto com seus pais.
Damon: Ei pequena, como estão às coisas? Eu estou nas nuvens aqui, e ah meus pais trouxeram presentes pra você! Então amanhã eu vou ai ou você vem aqui?
Elena chorou muito ao ler a mensagem, ela estava sozinha em casa, e isso estava a machucando muito, ela não queria que ninguém sentisse pena dela nesse momento e que ninguém a visse chorar, mas era o Damon, seu melhor amigo que estava perguntando, ela simplesmente não podia mentir para ele.
Elena: Estão péssimas! Você acredita que eles não vêm? Eu estou sozinha em casa, já estou até de pijamas, mas que bom que ai está tudo maravilho, eu comprei presente para todos, ia passar ai pela manhã, então não se preocupe.
Ao ler Damon só teve uma atitude.
– Mãe Elena pode vir pra cá? – Ele pergunta e a mãe sorri.
– Claro meu filho, mas ela não está com os pais? – Edna pergunta e o coração do Damon dói.
– Eles não puderem – Diz com lastima.
– Porque ela não veio logo, ela é muito bem vinda aqui e sabe disso – A mãe dele diz com um enorme sorriso.
– Posso busca-la? – Pergunta com entusiasmos.
– Claro! – Ela diz, e ele nem espera mais nada, pega o carro.
Apesar de ainda não ter a idade para dirigir, já sabia, foi uma das coisas que seu pai lhe ensinou nos poucos dias que ficam juntos, e isso o deixava muito feliz toda vez que entrava no carro, por essa linda lembrança daquele ano.
Elena já havia desistido de tudo, Damon não havia mandado mais nenhuma mensagem, deve está se divertindo, ela pensou varias vezes. Ela foi até a cozinha e pegou a garrafa de vinho que comprou exclusivamente para seu pai, era sua marca predileta, e de uma safra muito boa, que custou muito para Elena, mas ela não se importava, abriu a garrafa e colocou numa taça, ela não era de beber, mas sentiu que naquela noite devia beber.
– Um brinde a família perfeita – Ela suspende a taça no ar e depois bebe um gole, se deliciando com o gosto do vinho – Que aonde meus pais estiverem eles estejam infelizes. – Ela praticamente grita e depois chora. – Não...
A campainha toca e uma pontada de esperança surge no peito, será que seus pais a enganaram e estão na porta congelando de frio? Penso e rapidamente correu até a porta e abriu, ela se decepcionou primeiramente, mas logo abriu um sorriso.
– Damon! – Ele a abraçou forte – O que faz aqui?
– Vim te buscar para passar o natal lá em casa e não aceitamos não como resposta – Disse a fazendo rir.
Elena não se conteve e o abraçou ainda mais forte, agradecendo aos céus por ser amiga dele e dele não ter a abandonado que nem toda sua família. Depois que o soltou, Elena correu para seu quarto, claro com Damon a seguindo e colocou a roupa que havia escolhido para passar o natal com seus pais.
– Está maravilhosa – Damon falou quando ela disse que estava pronta.
Ela usava um vestido rosa claro com uma fita vermelha na cintura, em seus cabelos ela fez uma trança com uma fita vermelha, que ficava embutida na trança. Damon estendeu um casaco veludo para ela, pois estava nevando demais.
Ao chegarem na casa dos Salvatore, já eram quase meia noite. Elena pôs os presentes na arvore de natal. Damon a puxou para dançar, a fazendo rir, pela primeira vez desde que seus pais ligaram avisando que não iriam chegar para o natal.
Ali naquela noite, Elena teve certeza que sua amizade com Damon era mais que especial, que podia contar com ele pra sempre.
*** FLASHBACK OFF ***
Lágrimas desciam pelos meus olhos. Eu preciso ver o Damon! Eu não aguento mais isso!
DAMON
Três dias sem falar com Elena, eu ainda estava com raiva pelo que ela fez, mas eu a amo, e estou sentindo muito sua falta. E sei que vou sentir ainda mais, nem sei se amanhã ela vai à escola, e depois eu vou para essa viagem que com certeza sem ela não vai ter muita graça pra mim.
– Ainda sem noticias dela? – Blanca pergunta depois de retirar meus fones de ouvido.
– Jenna me disse que ela mal sai do quarto, que não quer falar com os pais – Digo suspirando.
– Você sente falta dela né? – Ela pergunta e eu faço que sim com a cabeça – Eu queria tanto sentir esse amor que você sente por ela, parece mágico.
– E é... Elena me mudou completamente desde o instante que eu a vi pela primeira vez – Digo e Blanca sorri – Ela foi à primeira garota que eu não quis beijar para não magoar.
– Sinto inveja disso – Ela diz me fazendo rir – É sério Damon, eu posso ser do jeito que sou, mas procuro o mesmo que você, o amor correspondido.
– É isso que me preocupa Blanca, é ela não me corresponder – Digo fechado os olhos e lamentando.
– Ela corresponde, da maneira dela, mas corresponde, de um tempo, logo ela vai perceber que sempre te amo também – Diz e um sorriso surge em meu rosto.
– Será que ela vem amanhã? Preciso muito vê-la antes de viajarmos – Digo suspirando.
– Espero que sim, essa viagem não vai ser a mesma sem ela – Diz rindo.
– Isso é – Digo.
Volto para casa, minha irmã está louca com esse castigo da Elena, e não vê a hora dele acabar e sei muito bem como é isso, mas diferente da minha irmã, eu quero ver Elena para matar essa dor no peito que sinto quando fico muito tempo longe dela.
E o foda, é que nem escutar sua voz posso, nem trocar mensagem, então tenho que me contentar em ver suas fotos, e vídeos em que ela aparece. Olho para tela do meu notebook e sorrio ao ver uma foto que passa no protetor de tela, Elena e eu no nosso primeiro natal juntos.
*** FLASHBACK ON ***
– Esse é o meu, Elena – Eu digo a entregando uma caixa bem pequena.
– O que é? – Pergunta e eu rio.
– Abra e vai saber – Digo como se fosse obvio fazendo todas rirem.
Ela abre e têm vários papeis picados dentro do potinho.
– Leia o que está no fundo – Digo e ela despeja o conteúdo no sofá.
– Vale um dia com o seu melhor amigo – Lê em voz alta e me olha incrédula – É sério Damon? Esse é meu presente?
– Quer presente melhor? – Pergunto e ela cruza os braços, indignada.
– Quero! – Diz batendo os pés, fazendo todos rirem.
– Bom, é que meu presente é muito grande para colocar numa caixa, e uma pena não podermos usar essa noite – Digo e ela me encara. – Vem...
Eu a puxo para meu quarto, eu deixei o verdadeiro presente dela lá, por ser grande.
– Esse é o seu presente. – Digo abrindo a porta do meu quarto.
Na frente da minha cama, tinha uma caixa enorme embrulhada. Ela vai até ele, e rasga o papel, parece até uma criança, quando percebe o que é, ela me olha e dá um lindo sorriso.
– Não acredito Damon – Ela diz vindo até a mim e me abraça forte.
– É o modelo que você queria, um telescópio novinho, o seu já não está servindo – Digo e ela sorri.
Uma das coisas que eu havia aprendido com a minha aproximação da Elena, é o quanto ela é fissurada em astrologia, eu digo que ela deve seguir essa carreira, mas ela diz que é apenas um hobbie.
– Obrigada – Ela diz ainda em meus braços. – Mas acho que meu presente não está na altura.
– Vindo de você, sempre estará – Digo e ela sorri. – Mas o que é?
– Um jogo completo de som para seu carro novo e aquela coleção de livros de direito que você queria – Diz.
– E você acha que não está na altura do meu presente? – Pergunto e ela ri.
*** FLASHBACK OFF ***
Lembrar dos momentos da minha amizade com Elena, me confortaram esses dias, apesar dessa loucura que estamos vivendo, eu tento me agarrar ao máximo em nossa amizade, porque sei o quanto ela é importante para nós dois.
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