Notas iniciais
Não, eu não escrevo bem, muito pelo contrário.
Escrevi isso porque não tinha nada para fazer e eu posso postar o próximo capítulo ou não.
A personagem principal tem uns catorze ou quinze anos, então, por favor compreendam que é realmente um romance adolescente.

Então... Eu não estava mentindo quando disse que essa era uma história chata narrada por uma guria retardada. Meu nome é Olive Kirkland e eu sou uma pessoa bem normal, sério. Não sou nenhum tipo de monstro, eu sou uma típica garota inglesa. Ou nem tanto.

Sou irmã mais nova de um empresário bilionário chamado Arthur Kirkland. Ele tem três quatro irmãos. Não somos uma família, huh... Equilibrada. Liam e Alistair só gastavam dinheiro em festas e o foco deles era divertir-se sem pensar no amanhã, apenas. Elizabeth -- Irmã gêmea de Liam -- é uma chata, só quer saber de trabalho. E por fim, Owen leva uma vida de 'interior', junto com Sophie, a estrangeira vinda de Nova Zelândia.

Meus pais morreram quando eu tinha uns dois anos. Então eu tive Arthur mais como um 'pai' por boa parte da minha vida, até me adotarem. Sim, é uma história difícil de explicar, mas, resumidamente, sem pais, sem documentos sem responsáveis maiores de idade-- Na época, o Owen, o mais velho, tinha 17(?) -- eu tive que ser adotada. Então aí vem a pergunta, por que eles também não foram? Bem, quando Owen completou dezoito, ele recebeu a herança(?) e assim ele poderia sustentar os irmãos, mas os papéis já haviam sido assinados.

Quem me adotou foi um casal homossexual de classe média. A vida deles fora bem menos complicada. Eram três irmãos. Berwald, Mathias e Lukas, criados na Suécia. Mathias desaparecera e Lukas é um advogado casado com um islandês que faz enfermagem, Eiríkur, amigo da família há anos. Atualmente, ambos estavam na Noruega. Tino, minha 'mãe', também era amigo da família há anos. Meu pai é policial. Apesar dos perigos que ele enfrenta, a fama que ele ganhara de 'homem assustador', faz tudo isso simplesmente para ajudar as pessoas. Berwald é simplesmente a pessoa mais doce que pode existir. É gentil, compreensivo e cuidadoso. Nunca entendi o porquê de todos o acharem tão assustador, apesar que, no começo, tinha bastante medo dele.

Atualmente, moramos em Dover. A casa de meus pais não é tão longe da casa de Arthur, como sou obrigada a visitar pelo menos dois de meus irmãos toda semana, não é tão difícil, porém eu prefiro ir para o interior visitar Owen do que ver a cara de Arthur pela décima quinta vez na semana. Infelizmente, moramos tão perto que não é difícil toparmos na rua e etc.

Enfim. Hoje, Eiríkur e Lukas vão chegar da segunda lua-de-mel e vão ficar algum tempo por aqui. Então a única coisa que eu quero fazer é voltar para casa, me arrumar para o almoço em família e tentar dar um jeito em faltar à festa que Alistair organizara.

Não odeio Alistair, muito pelo contrário. O único problema é que a festa não tem só os irmãos dele, mas sim os amigos de Alistair, os amigos de Owen, amigos de Liam, amigos de Arthur, amigos de Julchen -- A esposa de Arthur --, amigos da família e parentes distantes. Ou seja, vai ser uma chatice.

-- Olive. Olive Kirkland. Você está prestando atenção? -- Ouvi a megera bater o apagador no quadro com força e fiz uma careta.

-- Sim, estou -- Respondi, com expressão de tédio.

-- Então de onde paramos mesmo?

-- ... Deixe-me ver... -- Olhei para o livro e procurei algumas palavras rapidamente, respirei fundo e comecei a ler um parágrafo.

A professora então disse algo como 'É melhor que esteja atenta mesmo' e voltou a dar aula. Aquela mulher já tinha mandado a gente ler aquele livro outras duas vezes, sério.

Olhava ansiosa para o relógio. O que algumas pessoas não entendem em 'contos adolescentes' é que cada minuto é precioso e tem que ser descrito, porque não acontece nada em nossas vidas, sério.

-- Antes que o sinal toque, eu quero que terminem estes exercícios.

-- Professora -- Um aluno levantou a mão -- Tenho condução, não posso demorar.

-- Só vai ficar cinco minutos fazendo isso, Jack.

-- Mas professora, a condução não pode esperar.

-- ... Quem mais vai de condução? -- A megera perguntou.

-- Eu sei que eu e a Olive vamos -- Deu de ombros, dando uma piscadela para Amy.

-- Sim, é verdade. -- Ela se pronunciou.

-- Então Amy, Olive, Jack e qualquer um que tem condução está liberado, mas me devem estes exercícios na próxima aula.

Nos levantamos calmamente e saímos da sala. Ao atravessar os portões, nós no entreolhamos e começamos a gargalhar. É claro que eu e Jack não tínhamos condução.

-- Não acredito que ela caiu nessa de novo! -- Jack dizia entre risos.

-- Trouxa! -- Amy ria, botando as mãos sobre a barriga.

Assim como eu, eles eram as pessoas mais normais de Dover. Amy era alta, robusta, tinha cabelos loiros claros e era uma figura um pouco cômica. É extremamente confiante e corajosa.

Já Jack era um pouco magro demais, tinha cabelos ruivos e bem encaracolados, tinha olhos verdes claros, sardas e usava óculos enormes. Junto aos headphones que ele usava quase o tempo inteiro, ele era o perfeito geek.

Estava um pouco frio, então resolvemos ir para casa antes que algum monitor os pegasse ou o segurança perguntasse o porquê deles serem liberados mais cedo.

Fui para casa à pé mesmo, não valia a pena ir de skate e levar um tombo. Voltei apressadamente para casa. Ao começar a procurar a chave, ouvia os finos latidos de Hanatamago, misturados com os latidos de Wally, o Fox terrier. Ao abrir a porta, ambos correram até mim, 'fazendo festa'.

-- Eu estou em casa! -- Exclamei, sendo cautelosa ao avançar para frente, com medo de pisar na pata de Wally ou em Hanatamago.

Tino estava carregando o cesto de roupa lavada, então logo deixou-o de lado para me abraçar e apertar. Ele era uma mãe bem... Carinhosa.

-- Bem vinda de volta, querida -- Afastou-se de mim, com as duas mãos apoiadas em cada ombro meu.

-- Obrigada -- Sorri, corando um pouco, meio constrangida.

Não ligava muito para demonstrações de afeto, mesmo em público, mas sempre me senti constrangida por tentar demonstrar isso, mesmo que na maioria das vezes fizesse isso naturalmente.

Fui até a cozinha e avistei Berwald. Ele havia voltado mais cedo para fazer o almoço, assim como havia combinado. Mamãe sabia cozinhar, mas sempre que podia, o sueco preparava as refeições. O abracei carinhosamente, depois, recebi um beijo no topo de minha cabeça.

-- Hej, Marie -- Sua voz era grave e, de tanto ouvi-la, me trazia certo conforto -- Seus...Tios chegarão às duas.

-- Vou me arrumar então...!

Subi ao meu quarto, ligando o notebook e abrindo o armário, procurando algo para vestir. Nada de muito formal, mas também não poderia me vestir casualmente.

(...)

Notas finais
Sim, o prólogo tá lixoso, I'm so sorry.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.