Medo Do Escuro
26 Capítulo 26 - O Circulo
Notas iniciais
Depois de literalmente “me jogar” da janela de Jason, tive que correr para chegar à minha casa. Infelizmente não tive tempo de me trocar, pois Edward estranharia minha demora.
–Bom dia, filha. Acordou tarde hoje. – Ele me cumprimentou.
–Bom dia, pai. – Dei um beijo nele e saí para escola.
Cheguei na escola um pouco tarde, porém não me atrasei para nenhuma aula. O resto do dia se seguiu normalmente, até tive uma pequena conversa com a minha dupla de química.
No fim do dia, uma pequena garoa caiu sobre Marquette, resolvi esperar a carona do meu pai nas arquibancadas. Fazia duas horas que eu esperava sob a garoa e nada, estava realmente pensando em desistir e ir para casa a pé.
–Hey, Sil. O que faz aqui? – Henry perguntou sentando ao meu lado.
–Aparentemente, tomando banho. – Respondi apontando para meu cabelo molhado. – E você?
–Sou líder do grupo de ciências. – Deu de ombros.
–Henry. – Quebrei o silêncio que se estabeleceu entre nós. – Ontem, eu e Jason voltamos ao lago. Nós achamos isso. – Tirei o pingente do meu bolso e entreguei a ele. Henry olhou o objeto maravilhado por alguns segundos.
–É igual ao seu. – Ele disse.
–Eu sei. Encontramos perto da fogueira.
–Faz alguma ideia de quem seja o dono?
–Não, mas atacou Jason. –Disse.
–Vem comigo. – Ele pegou o casaco e saiu na frente.
–Mas, e meu pai? – Falei.
–Você está esperando este tempo todo, não acha que se ele fosse aparecer, teria vindo antes? – Ele respondeu e eu o segui.
* * *
Estramos na loja-cor-rosa-desbotado, o sininho na porta nos anunciou. Lá dentro Tempestt estava sentada em uma mesa, livros ocultavam seu rosto, deixando apenas seus inconfundíveis cabelos vermelhos de fora.
–Bea! – Disse com entusiasmo ao vê-la com seu habitual vestido violeta cercada por livros velhos e um cupcake.
–Pshhh. Calada Silena! – Tempestt gritou. – Estamos tentando achar uma resposta.
–Resposta para que? – Virei-me para Henry.
–Acontece que o que vimos no lago não foi um caso isolado. Bea tinha suspeita, e sua descoberta resolveu tudo.
–Suspeita? – Perguntei.
–Há mais de nós em Marquette, e estão causando problemas. – Henry me explicou. – Tempestt, conte a Sil o que descobrimos.
–Bom, segundo o que Bea disse temos que “unir o circulo” – Ela fez aspas com os dedos.
–Como?
–Vocês meus queridos heróis, irão invocar os poderes de vocês, juntos, e vão lutar contra as trevas que estão aqui, mas precisarão de sabedoria ao fazer isso, pois terão mais de um confronto nessa batalha. – Bea falou, sua voz musical estava séria, assim que terminou saiu saltitando até a porta no fim da loja e desapareceu.
* * *
–Oi, aqui é a casa de Jason Greene? – Perguntei, andando de um lado para outro.
–Por favor, as boas maneiras dizem que devemos nos identificar ao falar no telefone. – A voz do outro lado respondeu, ríspida.
–Sou Silena Henderson, colega dele. – Falei fingindo simpatia.
–Um instante, por favor. – Um longo silêncio se seguiu. Pelo visto a tia de Jason teria muito em comum com a minha mãe no quesito chatice.
–Oi, Sil – O loiro falou do outro lado. – Desculpe ter conhecido minha tia.
–Hey, Jason. Falando nisso achei ela um doce. – Rimos. – Bom, precisamos nos encontrar.
–Diga a hora e lugar gata. – Disse com uma voz sexy.
–Nós. Eu, você, Henry, sua irmã e a ruiva. – Pude ouvir um gemido de frustração do outro lado.
–No lago então?
–Não, é perigoso, não se lembra do que aconteceu no seu pé? Que tal na Starbucks?
–Ok. As 13h00min está bom?
–Merda! Não vai dar. A audiência para minha guarda é amanhã.
–Falte a audiência. – Ia dar uma resposta, mas ele me cortou. – Tenho que desligar Tia May me chama. Beijos.
–Beijos.
Em dúvida se deveria mesmo ir aquela audiência, deliguei o aparelho e cai na cama, de roupa e tudo.
Notas finais
1º - Qual instrumento Henry Black toca?
2º - Qual o modelo do carro que Jason Greene dirige?
Participem! E que a sorte esteja sempre a seu favor!
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