Medo.

1 One-shot.


Notas iniciais
Aehoooo~
Oiolaa amiguinhos, beleza?

Dessa vez o capítulo veio bonitinho e betado. OLHA QUE DELICIA!!! AEEEW! Mas não fui eu que revisei. Lógico, eu nunca reviso, sou preguiçosa. Sorry :u HUEUHEUHEE
Foi uma amiga lá do Socialspirit~ ♥

Enfim, bjs na bunda e boua leitchura '3'

Aomine estava sentado em uma das poltronas de recepção da pequena unidade de polícia da região. Ele estava aproveitando o pequeno tempo de "folga", que havia recebido na na unidade, para relaxar e tomar um copo de café enquanto bisbilhotava algumas revistas.

Seu sossego logo é interrompido quando chega uma moça de cabelos negros curtos. Ela era a secretária.

-Olá Aomine-san. –Disse se aproximando do moreno.

-Hm... –Apenas murmura em resposta.

-E ai? Quando que Kise-san volta de viagem?

-Talvez hoje a noite.

-Hm, entendi. Queria te perguntar se você sabe quando que será a próxima sessão de fotos dele. –A mulher era fã do trabalho do loiro, tinha uma pequena coleção de revistas dele.

-Eu sei lá. Só sei que ontem a noite ligaram em casa fazendo uma proposta para segunda, mas eu disse para eles esperarem ele voltar.

A moça iria dizer algo, quando escutam um sinal vindo da central de controle da delegacia. Um policial aparece e chama pelo Aomine.

-Aomine-san! Temos uma emergência!

-Tsc, já estou indo. –Resmungou, saindo de sua poltrona e largando a revista junto com o café. Anda devagar até a sala onde outros policiais estavam.

-O que houve? –Perguntou.

-Aconteceu um acidente no aeroporto norte da região.

-O quê? –Ele fica um pouco surpreso.

-Um avião caiu na pista descontrolado e causou um grande acidente que atingiu as ruas próximas. Apesar do lado esquerdo e as ruas vizinhas estão em chamas, o lado direito e outras pistas estão intactas. Os bombeiros já foram pro local controlar o fogo e chamaram a gente para organizar as ruas e controlar a multidão.

Aomine não escutou muito bem o que o rapaz lhe dizia, sua cabeça estava um turbilhão de pensamentos. Seu coração batia rápido e começava a soar frio. Será que o avião que caiu...

-K-koban... –Disse o nome do rapaz com a voz meio trêmula. –Qual era o avião que caiu?

-Um tal de 8356, ele vinha do Canadá.

-Espera, esse era o voo do Kise... Não pode ser. –Aomine sai da sala apressado indo em direção a garagem pegando a viatura, um outro policial vai o acompanhando.

-Todas as unidades disponíveis vão até o aeroporto. Atenção, todas as unidades disponíveis vão até o aeroporto! -Anunciava o alto falante da delegacia.

Todas as viaturas saíram em alta velocidade com suas sirenes apitando.

-A-aomine vai um pouco mais devagar, está acelerando demais! Estamos numa via movimentada e podemos bater! –Falava o policial que estava ao seu lado.

-Cala a boca, o avião do Kise acabou de cair, que merda! –Ele pisa do acelerador indo mais rápido, fazendo curvas perigosas e passando perto de outros veículos, quase batendo. –Isso não pode estar acontecendo, não pode mesmo...

A preocupação do moreno era bem visível, o rapaz ao seu lado escolhe ficar calado pois o moreno do seu lado poderia provocar uma besteira.

Enquanto estava a caminho, Daiki se lembra que falaram mais cedo que os bombeiros já estavam a caminho. Ele tinha um amigo que trabalhava nos bombeiros. Ele pega o rádio que estava no painel da viatura e chama a unidade de bombeiros.

-Olá, aqui é a central de atendimento dos bombeiros. –Disse uma moça.

-Aqui é Aomine Daiki da polícia norte, estou indo a caminho a o acidente que acabou de acontecer no aeroporto da região. Os bombeiros já chegaram?

-Sim, todas as unidades disponíveis estão presentes no local.

-Quero saber se Kagami Taiga está no local.

-Espere um pouco, por favor. –A moça interrompe a linha por instantes até constatar a presença de Kagami no local.

-Sim, ele está chegando agora no aeroporto.

-Passe a linha para ele, quero falar com ele, agora!

-Um momento.

Segundos depois, Aomine começa a escutar uns chiados e de repente uma voz surge.

-Na escuta. –Disse Kagami do outro lado do rádio.

-Kagami, aqui é Aomine! Você já chegou no aeroporto?

-Aomine... –Kagami engole a seco, já imaginando o estado do moreno ao saber do acidente. –Estou chegando, daqui alguns segundos já estarei no local. Aomine... Se acalma, não fica nervoso.

-COMO ESPERA QUE EU NÃO FIQUE NERVOSO!? KISE ESTÁ NAQUELE AVIÃO, MERDA! MAS QUE PORRA! –Acaba gritando no rádio, ele quase bate em um outro carro mas acaba desviando. Ele já estava chegando no aeroporto, dava pra ver uma luz vermelha iluminando o céu.

-Não vai adiantar de nada você ficar desse jeito, tenha pensamentos positivos, cara. Vamos torcer para que Kise esteja bem.

Kagami finalmente chega no local. Ao descer do caminhão ele fica impressionado com o estado do aeroporto e do avião. O fogo era gigantesco e reinava, o ambiente estava quente. Era uma visão do inferno.

-Meu Deus... –Disse baixinho, recompondo os pensamentos enquanto começava a correr indo ajudar seus colegas e partir para apagar o fogo, ou pelo menos controlá-lo.

Aomine alguns minutos depois acaba chegando, sua viatura foi a primeira a chegar, logo atrás vieram as outras. O moreno sai e vai para fora, ficando em frente a grande destruição. O avião estava partido ao meio e a sua frente estava totalmente destruída. Tudo pegava fogo, parte do aeroporto estava em chamas também, as ruas vizinhas estavam interditadas graças ao combustível do avião que vazou até o concreto e botou fogo em tudo também.

O moreno vendo tudo aquilo tinha uma expressão assustada, seu coração estava batendo rapidamente e seus olhos estavam marejados. Ele corre até uma pequena multidão de pessoas funcionárias que trabalhavam no aeroporto. Ele chega perto de uma moça a pegando pelo ombro mostrando um pouco de seu desespero.

-Moça, me diga por favor, teve algum sobrevivente nesse avião?

A pergunta soa meio estúpida para a moça.

-Lógico que não, é só ver, está tudo destruído.

E Aomine sente seu mundo desabar.

Mas não poderia ficar se lamentando, infelizmente ainda fazia parte da policia e ele tinha uma missão a cumprir ali. Ele agradece a moça e se afasta, indo em direção aos outros policiais começando a organizar o local. Passaram-se horas, mais de sete horas de puro trabalhando, controlando a multidão que chegava, organizando o transito e os bombeiros tentavam a todo custo controlar o fogo.

Vários jornalistas chegaram no acidente e começaram a ditar as noticias.

“O acidente aconteceu algumas horas atrás, o número de mortos chega a passar de duzentos e cinqüenta. Alguns corpos carbonizados foram retirados e agora só falta a perícia chegar para levar os corpos para o reconhecimentos. É uma tragédia.”

“Nesse voo haviam duas pessoas famosas, uma era atriz e o outro descobriram que era um modelo.”

Ao escutar isso Aomine sente seus olhos arderem. Queria morrer naquele momento.

“Os dois pilotos morreram, também”

Queria sair dali, queria ir embora, fugir de tudo e de todos.

-Por quê isso está acontecendo? Por quê?

Mais horas se passam, já foram mais de dez horas e finalmente os bombeiros conseguem apagar todo o fogo que havia surgido e são dispensados. A polícia ainda fica no local pois ainda era necessária mas algumas viaturas são dispensadas e Aomine fazia parte. O moreno voltou para a delegacia mas logo saiu de volta para casa. Só de imaginar que quando chegaria em casa não veria mais o loiro outra vez, só de ficar pensando nisso o deixava depressivo, mais do que estava.

Ele estaciona seu carro na garagem de sua casa e sai do carro, com a aparência abatida e os olhos avermelhados. Devagar chega na porta e a abre, vendo tudo escuro. Não havia ninguém, como esperado.

Era de manhã ainda, passou a noite toda no aeroporto controlando a grande confusão. Ele sobe as escadas indo em direção ao seu quarto, onde escolhera desabar totalmente. Ao abrir a porta do quarto, vê algo muito de estranho deitado na cama.

Um corpo. Branco com madeixas loiras. Dormia tranquilamente de forma serena. Transbordava paz.

Aomine não acreditava no que via. Achava que nunca mais veria aquela pessoa, estava totalmente destruído por dentro. O que diabos ele estava fazendo ali!? E o voo? E o avião? E o acidente?

-K-kise? –Disse baixinho, chamando a atenção do outro que acaba acordando.

-Hm... Aominecchi... Ohh, bom dia. –Disse sonolento se sentando na cama e esfregando os olhos. Os cabelos estavam bagunçados e esbanjava um sorrisinho acolhedor.

Kise acaba se surpreendendo com o abraço desesperador que acaba recebendo do moreno. Aomine o apertava com força e seu corpo inteiro tremia. Não demorou muito e o loiro sente seu ombro ficar molhado. Aomine estava desabando em lágrimas.

-Aominecchi? O que aconteceu? O que houve? –Disse retribuindo o abraço apertando.

-V-VOCÊ AINDA PERGUNTA!? PORRA KISE, EU ACHEI QUE VOCÊ ESTAVA MORTO! –Praticamente cuspiu as palavras em meio aos soluços.

-Hã? Eu morri? –Disse confuso. –Mas eu estou vivo... O quê foi?

-O acidente que teve! Era o teu avião, não é?

-Ohh o acidente... Não, aquele não era o meu voo.

-Mas o seu era o 8356, não é?

-Não Aominecchi, o meu avião era o 8353! Hahaha, eu cheguei antes do acidente acontecer e cheguei aqui em casa umas sete da noite. Eu vi o acidente pela televisão e percebi que não voltaria pra casa no mesmo dia já que estaria ocupado com o acidente.

Aomine suspira e abraça o loiro novamente.

-Eu achei que tinha te perdido, eu fiquei realmente com muito medo... –Disse baixinho.

-Calma, fica tranquilo Aominecchi, eu estou bem. –Kise retribui o abraço. –Não se preocupe que eu vou demorar pra morrer, tá? –Brincou.

O moreno se afasta um pouco e dá um selinho caloroso no loiro. Estava aliviado que tudo não passou de um susto. Um grande e agonizante susto...

Notas finais
Gostou? Gostou.
Não gostou? Não gostou.
COMENTE!
Me ajuda demais da conta :U
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!