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3 A estrela


Notas iniciais
Peço desculpas por ter ficado tanto tempo sem postar, tive problemas sérios com minha internet mas tive oportunidades para pensar em possíveis novas articulações que enriquecerão a historia e torna-la-ão mais interessante, obrigado pela compreensão Ps: sei que nem todo mundo lê as notas finais então lá vai... Aos fantasminhas camaradas, o tio não morde :D


Mesmo que quisesse não poderia ficar em estado e choque agora tinha que me arrumar logo ou não chegaria a tempo. Eu via um filme na minha cabeça enquanto tentava me concentrar em arrumar-me, Mesmo assim consegui. Lembrei que tinha que passar na casa da Janet para ir busca-la para irmos ao consultório, então peguei uns biscoitos e fui comendo pelo caminho, apertei o passo
― Oi­­­­­­­ ― disse ela me recebendo
― Oi. ― disse-lhe ― Tá tudo bem?
― Na medida do possível, te explico no caminho
― Não vai nem querer entrar? ―indagou
― Ok, mas temos que ser rápidos.
― Certo ―Disse enquanto me encaminhava até a sala

Logo na entrada se via a sala de estar, que se destacava pelo bonito sofá branco que ficava posicionado em frente a uma mesinha rustica um pouco mais clara que o piso, e que continha um vaso com flores, posicionada na parede havia uma televisão de mais ou menos 50 polegadas. Dali via-se na esquerda a cozinha o qual fazia um contraste com a sala e tinha um piso branco e uma mesa de vidro exibindo varias frutas. Um pouco mais perto de nos haviam dois quartos, provavelmente de Janet seu pai e sua mãe.
―Você quer? ― Perguntei falando dos biscoitos
― Não, obrigada ― disse ela sorrindo
Logo chegava sua mãe, Lisa que vinha trazendo três xicaras de café. Lisa era incrivelmente parecida com Janet até nos mais finos traços, exceto pelo seu cabelo curto e com franja, o qual fazia transcender a maturidade em seu semblante, maturidade esta que não lhe havia tirado a beleza. Arrisco dizer que tenha uns trinta e cinco anos.
― Nicolas! Como é bom vê-lo de novo!
― O prazer é todo meu ― disse enquanto a abraçava
― Sei que estão apressados mas quero que tomem ao menos uma xicara de café antes de irem, se não for demais, é claro
― Claro que não senhora
― Me chame apenas de Lisa, por favor.
― Certo, Lisa ― Sorri
Trocamos uma rápida conversa a três por alguns minutos, e entre um gole e outro de café se viam risos e semblantes alegres, principalmente por parte de Janet. Então ao olhar o relógio despertamos novamente rumo aos compromissos.
―Senhora, quer dizer, lisa, desculpe, mas temos que ir ― falei do atraso
― Entendo ― Veja se consegue passar aqui em breve ― completou
― Vou tentar ― prometo
Então saímos a rua a procura de um táxi e tivemos que andar até o final do quarteirão para achar, esperamos um pouco e apareceu um, então sinalizamos e entramos.
― Estamos indo a clinica do Dr. Harrinson, sabe onde fica? ― indaguei
― Sei Sim — Disse ele ― Vamos chegar lá num instante
Ficamos jogando conversa fora até que chegamos a clinica. Descemos rapidamente e fomos até a recepção para que avisassem o doutor sobre nossa chegada para começarmos. Aguardamos algum tempo até que ele nos chamou em sua sala. Da primeira que passei por este corredor não havia dado importância, porém agora mais calmo pude olhar com mais calma os quadros abstratos que o doutor tinha em sua parede, por isso, passamos a passos curtos pelo corredor. Batemos na porta e entramos
― Bom dia doutor ― iniciei
— Bom dia Sr. Nicolas ― Srta Janet ― completou com formalidade
― Doutor ― Disse ela cumprimentando
Nos sentamos e o doutor sinalizou para que aguardássemos um instante então ele pegou uns papeis e empilhou num canto da mesa e assinou um outro guardando entre os outros depois se voltou para mim e disse:
― Devo lhe falar em particular?
― Eu acho que sim ― Respondi discretamente
Então percebi um sinal de apreensão no rosto de Janet então decidi que seria bom acalma-la. Disse que talvez demorasse um pouco e que por isso não devia se preocupar. Em seguida nos encaminhamos para um pequeno quarto dentro da própria sala.
― Deite-se ali, por favor, ― Disse o Doutor apontando para uma cadeira reclinável.
― Ok ― Respondi
― Vou aplicar-lhe uma dose mediana de um relaxante muscular que eu aprimorei para acelerarmos o processo e torna-lo mais prolongado, é claro que se preferir eu usarei apenas o método, mas posso lhe dizer que será melhor.
― Sim mas... posso saber porque?
― Na primeira consulta você me disse que nos seus sonhos haviam bloqueios ou algo assim, que te impediam de ver mais daquilo e tudo o que você conseguia eram algumas cenas e rostos, correto?
― Sim, mas em que o relaxante vai me ajudar? ―Indaguei
― A técnica de regressão que vou usar consistirá em te deixar relaxado por isso pensei que teríamos mais tempo usando um relaxante.
― Será bom ― confirmei
― Irei aplicar
Depois disso o doutor saiu, pela porta que entramos então passou por Janet, mas não ouvi se algum dos dois falou alguma coisa, ele deve ter demorado uns dez minutos e voltou com uma agulha já preparado com o relaxante e então aplicou.
― Feche os olhos ― ordenou
― Certo ― confirmei
― Concentre-se em relaxar os músculos do corpo de tal forma que tudo fique solto, começando pelos músculos do rosto e se repetindo por todo o corpo
O doutor dizia isso com voz extremamente calma e que ia baixando gradativamente como se quisesse que eu ficasse a ponto de dormir de modo que ainda houvesse algum resto de consciência. Depois ele me pediu que para que eu fizesse de conta que os membros do meu corpo não estavam mais ligados a mim e que avisasse quando fossem passando ás etapas, e isso era feito dos pés ao pescoço.
― Muito bem, vamos voltar um mês atrás. O que esta acontecendo?
― Eu estou na sala assistindo jogo com o papai
― Vocês estão sozinhos?
― Sim, mamãe saia pra vender uns artigos durante a tarde
― Era fim de semana?
― Sim, sábado, ― a tarde ― Completei
― O que aconteceu depois?
― Eu levantei pra pegar um refrigerante pra mim e bebida pra ele
― Certo, e depois?
― Ele começou a ter um infarto, é o dia da morte dele!
À partir daí eu comecei a dar sinais de descontrole então o doutor interveio na situação e para que pudesse me manter relaxado e novamente a ponto de dormir. Alguns minutos se passaram até que finalmente pudemos chegar num fato especial
― Vamos voltar mais ou menos o período de dois anos. Consegue lembrar algo especial?

― Sim, é uma festa, acho que é o aniversario de quinze anos da Janet
― Como se sente?
― Feliz; todo mundo está feliz
― Das pessoas que você conhece quem você consegue ver?
― A Janet, o Ivo, a Lisa e os meus pais
― O que estão fazendo?
― Dançando, todos eles, eu com a lisa, o Ivo com uma menina que não conheço
Passado certo tempo eu já estava exausto mais as coisas começavam finalmente a dar frutos. Já estávamos na minha infância (uns três anos mais ou menos) num fato terrível que ocorreu e que nunca entendi na época.
― O que está acontecendo?
― Eu estou rabiscando um papel na sala. Meu pai esta se preparando pra ir trabalhar, a mamãe vai ficar comigo até a babá chegar
― E depois? O que acontece?
― Eu estou escrevendo alguma coisa, mais eu perdi o controle, era involuntário
― O que você escreveu?
― Eu sou a estrela, a estrela que ilumina suas costas e que sega os seus olhos
― Sabe o que isso pode significar?
― Não.
― Sente-se. Tivemos um bom progresso por hoje.
E dizendo isso o doutor anotou o que eu disse ter escrito numa folha e colocou-a ao centro da parede com esparadrapo como se quisesse estar sempre visualizando seu objetivo
― Parece que temos algo grande pela frente

Continua

Notas finais
Se você esta gostando do desenrolar da historia marque-a assim você poderá acompanhar sempre que lançar, deixe também seus comentários assim poderei ter uma luz sobre o que devo manter e o que deve melhorar