Notas iniciais
Adoraria que me dessem sujestões. Minha mente é a coisa mais fértil do mundo, mas não custa nada uma ajudinha básica, não é? —Aceito pedidos e sugestões-

Mal-Estar-Bem 1

A grande São Paulo, mais especificamente no Bairro da Liberdade, que de liberdade só tinha o nome. Todos se esbarrando, desconhecidos e alheios uns aos outros.

“Por quê? Porque tanta indiferença? Ah... Tanto faz. Não sou pago para descobrir sobre esta vã filosofia.”

Um jovem de aparentes 14 anos andava em direção ao trabalho com seu semblante carrancudo costumeiro enquanto observava as pessoas passando por si.

Estava inquieto por sentir-se só e sequer percebia isso, pois preferia mil vezes repelir o romance de sua vida miserável. Depois que sua amada Hinamori casou-se com seu mais odiado colega de trabalho, Ichimaru Gin. Aquela serpente amaldiçoada havia capturado sua amiga de infância e enamorada com uma rapidez viperina e esperteza mordaz que apenas aquele ser desprezível detinha.

Pensamentos assim passavam por sua mente intranquila até sentir um mal estar o fazer parar de andar e vacilando, tentou caminhar em direção à parede, para se apoiar nela, mas antes que o fizesse, desmaiou.

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— Ei! Ei! Acorda!

~~ Hunm? — O jovem de cabelos espetados acordava meio sonolento, sentindo o corpo pesado e cansado como se tivesse tido um dia inteiro de trabalhos forçados na mineração, seguido por uma maratona. Sua visão passava de turva para enuviada e aos poucos podia reconhecer uma silhueta masculina, denunciando a visível irritação do outro quando sua visão voltou ao normal.

— Ei, já acordou? Como você está se sentindo? — A voz de forte impacto parecia lhe chicotear a cabeça que doía e vinha de um homem alto de aparentes 29 ou 30 anos de olhos e cabelos azuis espetados, muito chamativos.

— Grimmjow, dê espaço para eu examiná-lo, temos de saber se não há nenhuma sequela por conta da queda. — A outra voz era tranquila, imponente e bela, assim como o dono da voz. Lindos e longos negros caiam pelas costas do homem que aparentava ter a mesma idade do mais novo ao seu lado, que agora mantinha um riso misterioso nos lábios. E o olhar... Que olhar... Tão sério tão firme... Tão... Mas o que? Aquele não era Kuchiki Byakuya?

— ... O melhor neurocirurgião do país. — Disse o menino com um olhar surpreso e percebeu que sua cabeça latejava, levando a mão até a fronte a massageou, tentando assimilar o que havia acontecido.

— O que aconteceu? Onde estou?- Perguntava confuso o adolescente.

— Aparentemente você sofreu uma crise epilética e por acaso, em frente à minha clinica.

— Rsrsrs isso que é sorte, heim, baixinho? HAHAHA — Ria o azul de algum motivo que o menor desconhecia e ignorando o mesmo, fitou o médico renomado que admirou durante anos e por pouco não abriu a boca para lhe dizer isso, mas já a tendo aberto, resolveu se apresentar.

— Me chamo Hitsugaya Touchirou e é um prazer em lhe conhecer senhor Kuchiki, embora seja uma infelicidade nos conhecermos nestas circunstancias. Como assim uma crise epilética? Nunca tive qualquer crise antes.

— Enquanto você esteve inconsciente eu tomei a liberdade de fazer alguns exames e mostraram que você não tem epilepsia. Este tipo de crise pode ocorrer uma vez na vida sem que possua a doença, no entanto, a cada ataque que uma pessoa tem, ocorrem pequenas ou grandes sequelas, devido a grande energia elétrica que é descarregada no cérebro ou pela queda em si.

— Er... Eu sei o que uma...

— AH, chega, Byako! Você falou que ia tirar o dia de folga hoje, para de blábláblá e vamos logo! Encaminha ele pra um de seus funcionários e vamos!

O menor sentiu nervosismo misturado à irritação por ter sido interrompido e tristeza. Estava atrapalhando aquele a quem sempre buscara durante seus estudos incansáveis sobre medicina.

— Grimmjow, não interrompa novamente, por favor. Deixe-me continuar e quando acabar, iremos. — Dizia o médico de presilhas brancas, visivelmente cansado, mas conformado com as atitudes do amigo. — Como estava dizendo, os exames não acusaram nada, no entanto, tenho de saber como se sente agora que já despertou.

— Quando acordei senti meu corpo abatido como se não tivesse energia para nada e a cabeça latejava um pouco, mas agora não me sinto mais como antes, embora ainda esteja cansado, não sinto a cabeça doer ou latejar.

— Tch. — Grimmjow estava realmente impaciente. Parecia já ter ouvido aquilo um bilhão de vezes e não se importava nenhum pouco com o que o menor tinha a dizer, mas Byakuya o assistia atento, pegando de sua mesa um papel A4 e entrega ao paciente.

— Quando o resgatamos não encontramos nenhum documento. Portanto, peço que preencha o questionário e recomendo que volte no máximo em 30 dias para um retorno o qual terá desconto de 50%. Desta vez não irei cobrar nada por ter sido a primeira vez e por eu ter lhe socorrido por conta própria.

Vendo-se acuado, com o modo imperativo que o maior lhe falava, sorriu internamente. Ele sabia como o outro era e já esperava por sua atitude elegante e séria. Sempre pensava no trabalho em primeiro lugar e por isso Hitsugaya o admirava tanto. Após responder o questionário, entregou ao médico que tinha o parceiro a ler junto a ele, o que o menor havia escrito e ambos se surpreenderam ao ler o prontuário, cada um pelo seu próprio motivo.

FICHA MÉDICA

Nome: Hitsugaya Touchirou

Idade: 17 anos

Sexo: Masculino

08/01/2012

Profissão: Médico cirurgião; Cardiologista; Nefrologista; Pneumologista.

Endereço: ---------------------------------------------------------

Telefone: (--)--------

Diagnóstico: Crise convulsiva acompanhada de desmaio.

Assinatura do responsável: Hitsugaya Touchirou

— Ô PORRA!!!! — Touchirou se ergueu da maca num pulo pelo susto que o azul havia lhe causado, pondo a mão no peito por um momento para checar se o coração ainda estava no lugar e acabou percebendo que estava ligado por um fio no braço. Há quanto tempo estava tomando soro?

— Grimmjow, por favor. — Byakuya pedia irritado pelo linguajar do amigo, o fazendo repensar pela milionésima centésima vez só naquela semana do porque eram amigos. Ambos não tinham nada haver um com o outro. Seus gostos, modo de falar ou se comportar, seu físico, o olhar, o sorriso, os pensamentos e ideais, gostos sexuais, tipos de mulher, tipos de filme, nada! Mas ainda assim, eram amigos e Deus sabe como, conseguiam se entender.

— Vá à merda com seus chiliques, Byako! – Resmungou o mais alto em voz elevada, sem se importar com o olhar reprovador do moreno. — É ele! Você não tava doido procurando pelo tal prodígio?

“Aquele apelido detestável de novo...”.

Grimmjow fazia questão de sempre o fazer passar por vergonha desnecessária e ao ver a surpresa estampada na face do menor se dirigiu ao mesmo que ainda estava perto da maca, mas em pé por causa do escândalo.

— Devo me desculpar pelo meu amigo, embora ele tenha essa educação rara, é uma boa pessoa. Devido às circunstancias, devo me apresentar novamente. Sou Kuchiki Byakuya e como meu companheiro de trabalho informou precipitadamente, tenho lhe buscado durante algum tempo para lhe fazer uma proposta. Seria um prazer se trabalhássemos juntos. Você aceita?

Embora o mesmo já soubesse quem era o menor, por conhecer sua fisionomia pelos inúmeros estudos que havia feito sobre o mesmo, não pretendia iniciar aquele assunto daquela forma, mas como Grimmjow havia sido impulsivo, não havia como usar de sutilezas.

— Hã? – “Como assim? Durante toda a minha existência eu estudei para ser como ele e como não conseguia entender sobre a massa cinzenta, estudei outras áreas que considerava importantes, mas não tanto quanto o cérebro que ele dominava tão bem. Lendo livros e mais livros, assistindo a cirurgias arriscadas sempre que podia, aprendi a ser um excelente cirurgião cardiologista e operar pulmão e rins parecia fichinha para mim, sempre os manejando facilmente, mas nem por isso deixando de ser cauteloso. Tornei-me o cirurgião mais novo com 14 anos tendo autorização do juiz, com reconhecimento mundial, mas não me sentia satisfeito porque eu sempre fui uma negação na área que eu sempre desejei dominar.”

— Estou perguntando se quer trabalhar em minha clínica, conosco. Como já lhe disse, estava a sua procura havia meses. — Arqueava a sobrancelha levemente, tentando entender o que se passava na mente daquele adolescente que se mantinha em silêncio durante intermináveis segundos, até que o menor lhe respondeu convicto e firme como se aquela fosse a decisão mais importante de sua vida. E era.

— Aceito. – Grimmjow, que mantinha as mãos nos bolsos, riu sarcástico, medindo-o dos pés a cabeça e riu mais ainda ao ver o brilho nos olhos do pequeno.

— Isso vai ser interessante.

oOoOoOo Continua oOoOoOo

Notas finais
Continuem reclamando de meus erros. Eu aprendo com eles e me fortaleço, escrevendo histórias melhores - q See you later —Atualizado 30/07/13