Medicina Arriscada

13 Byakuya – A morte de Hisana


Notas iniciais
Aí vai o Décimo terceiro capítulo (cap 13, para os leigos -q) Finalmente eu postei ESSE capitulo. muahaha adooooro. Bem, vcs vão ter uma little suprise ao ler. Muahaha eu me amo *se abraça e se beija*

Byakuya – A morte de Hisana

Renji caminhava pelas ruas da grande São Paulo em meio a multidão com o olhar intranquilo, mantenho as mãos nos bolsos por estar frio mesmo que o sol estivesse batendo em sua pele diretamente. Tudo indicava que tempos piores viriam, e o tatuado sempre esquecia de comprar algo para se aquecer, e embora suas roupas ainda lhe servissem já estavam um pouco surradas devido aos treinos de artes marciais que praticava em seu tempo livre.

Esquecia-se de comprar algo que precisava, algo que pessoas comuns não se esqueceriam por sentir na pele o frio aumentar cada vez mais. No entanto, Renji tinha excelentes motivos para esquecer de si mesmo, pois não conseguia tirar da mente um segundo sequer uma pessoa que o estava enlouquecendo até seu último fio de cabelo ruivo, Hisana.

Como contar a seu amigo que havia visto ela? Como contar que Kuchiki Hisana estava viva?

Flashback on

Na mesma tarde em que Renji havia ouvido de Byakuya aquela resposta seca e rude, Renji resolveu sair após seu expediente no trabalho para ir passear no shopping. Gostava de andar para espairecer.

“Tem razão Renji. Está mesmo se intrometendo demais.” – Aquela frase não saía de sua mente e precisava mudar isso.

Foi então que ele viu ao longe aquele cabelo típico da moreninha que adorava atormentar em meio à multidão do shopping e sorriu animado com a possibilidade de pregar o chiclete que estava mascando no cabelo dela. Aquilo iria demorar a sair. Foi então que percebeu algo de estranho em Rukia. Ela estava de mãos dadas com um homem da idade de Byakuya ou mais velho, usava um short curto, blusa de alcinhas finas que mostrava a barriga e o olhar... Aquele olhar de mulher.

Não, aquele olhar não era de Rukia, jamais seria. A baixinha tinha um olhar gentil, travesso, tal qual uma criança, e esta outra tinha um olhar malicioso, atento e experiente. Aquela era...

—... Hisana.

Flashback Off

Renji estava em cólicas. Havia seguido a baixinha e sabia pelo porteiro que a morena havia alugado um apartamento durante um mês apenas.

“Aquele seria o tempo que ela levaria pra ficar na cidade?” Não sabia, mas uma coisa era certa, precisava falar com seu chefe, ou melhor, seu amigo.

oOoOoOo

A manhã havia começado bem para Byakuya, que em casa tomava seu café da manhã com calma como sempre fazia em dias de pouca agitação. Grimmjow deveria estar chateado com ele por ter flagrado ele em sua sala, mas o moreno se perguntava se ele não sabia das câmeras de segurança que havia instalado em sua sala, ou se ele fazia aquilo apenas para o provocar.

— Ele é um exibicionista. Mesmo se souber delas não deve se importar. – Lamentou em voz alta para si mesmo enquanto passava geleia de cereja na torrada. Alguns minutos após ter acabado sua pequena refeição, o telefone tocou e logo foi atendido.

— Senhor, tem algo que precisamos conversar muito seriamente e precisa ser hoje. Tomei a liberdade de cancelar suas consultas e as remarcar.

— Renji, quem lhe deu autoridade sobre minha vida? Desde quando tem a liberdade para remarcar meus clientes sem me consultar? – A voz do moreno se alterava vez ou outra tamanha frustração por ter seu dia alterado sem seu conhecimento, apenas fazendo com que Renji ficasse se sentindo pior do que estava.

— O assunto é urgente e lhe conheço o bastante para saber que depois de nossa conversa não conseguirá ter cabeça para atender ninguém hoje e talvez, pela semana toda.

Aquilo havia chamado atenção do moreno, que não mais tinha uma feição irritada, mas uma preocupada.

— Do que se trata? – Perguntou receoso, pois sabia que o ruivo realmente o conhecia bem.

— Não posso dizer por telefone. Podemos nos encontrar agora?

— Te espero em minha casa.

Fim da ligação. O moreno sequer se despedira, desligando o telefone na cara do ruivo. Precisava se preparar emocionalmente para o que poderia vir e assim, foi tomar banho para relaxar o corpo na banheira.

oOoOoOo

Hitsugaya dormia o sono dos justos. Embora estivesse acostumado a fazer plantão nos hospitais em que trabalhou, não estava acostumado a festas ou noitadas, embora não houvesse acontecido nada de mais.

Flashback on

Grimmjow o levou até a porta e o beijou novamente, o apertando contra si de forma desejosa, querendo atiçar o menor, que embora instável e em dúvidas sobre aquele tipo de relação, estava adorando cada carinho que recebia. Ninguém podia os ver onde estavam e o maior aproveitou para o erguer do chão e fazer com que as pernas do mesmo envolvessem sua cintura. Aquilo aumentou o contato, fazendo com que o menor sentisse o volume contra o seu próprio e corasse. Estavam indo longe demais? Touchirou não sabia, mas não queria pensar em nada naquele momento, apenas sentir.

“Apenas sentir? Sentir o que? Ai meu Deus! O que é isso que eu tou sentindo entre as minhas pernas?”

Ao olhar para o local, enrrubesceu ao ver que Grimmjow esfregava sua ereção contra si, mesmo que estivessem vestidos, aquilo o envergonhava muito. Interrompeu o beijo, virando a face pro lado e pensando que o baixinho pedia por mais com aquela atitude, Grimmjow passou a língua lentamente pelo pescoço do menor, que começou a arfar de desejo.

— Grimmjow... Para...

— Porque? – Perguntava em meio aos beijos, sugando o pescoço com lascívia, tendo em retorno um gemido longo.

— O que você quer, eu não posso te dar. – Respondeu firme, embora a face que agora o fitava corado, estivesse tentando ficar sério.

Suspirando longamente, encostou a testa no ombro do menor, ficando abraçado a ele sem se mover por um longo tempo, até que enfim, se acalmou e o soltou com cuidado, para que não caísse daquela altura.

(N.D.A: Touchi é baixinho e Grimm é alto, então se ele estiver com as pernas em volta da cintura dele e cair, a queda é feia.)

— Ok, eu já entendi. – Surpreendendo Hitsugaya, Grimmjow não insistiu em continuar. Levando a mão até a face do outro para lhe dar um carinho enquanto mantinha o olhar preso ao dele.

— Mesmo? – Perguntava ainda arfando, causando sensações no mais velho que ele talvez jamais compreenderia.

— Sim, eu não vou te forçar a nada. Sou diferente do idiota do Kensei. – Sorriu debochado, sem saber que estava sendo vigiado pelo mesmo. – E também, eu sei que mesmo você sendo “heterossexual”, não vai demorar muito pra cair na minha.

— Idiota, você sabe que eu não gosto de homens, então porque diz isso? – Replica frustrado pela “modéstia” do outro.

— Porque é óbvio que você já tá gamado. Se não percebeu, não tem problema, logo vai entender. Rsrs

— Como tem tanta certeza? Afinal, nos conhecemos não tem nem uma semana! Porque você quer tanto... – Interrompia o que ia dizer, abaixando a cabeça. Não tinha coragem nem de dizer o que pensava.

— ... Porque eu quero tanto te foder? É isso? – Perguntava com um sorriso malicioso nos lábios, envergonhando ainda mais o mais novo.

— Não pensei nessa palavra, mas isto também define o que eu estava pensando. Eu tenho 17 anos, você não me conhece, não sabe do que eu gosto, estou apaixonado por uma garota.

— Sei, sei... Se é pra falar a ficha, eu tenho 32 anos, sei que essa história de você gostar dessa menina é roubada. Se você gostasse dela já teria pêgo ela pra você, Touchirou. É o tipo de homem que quando quer algo, você vai atrás.

— Fala como se fosse fácil e como me conhecesse. – Falava irritado, cruzando os braços.

— Mas eu conheço, você que não me conhece. Já disse, é fácil. Se quer tanto ela, porque não foi atrás?

— Ela casou com outro. – Agora a voz saia baixo e sem ânimo. Com a cabeça ainda abaixada, Hitsugaya não mais tinha os braços cruzados, mas se abraçava. Aquela reação fez com que Grimmjow o abraçasse de forma protetora, suspirando. Era visível a tristeza do menor e era visível também que ele gostava dela, agora ele sabia disso.

— Antes dela casar, você já a amava? – Obteve como resposta um simples balançar de cabeça, confirmando. – Então porque não a fez sua antes disso acontecer?

— Porque... Ela sempre me viu como um irmão. Somos amigos desde pequenos, então ela não me enxerga como homem. Eu já me declarei pra ela.

As lágrimas silenciosas molhavam o peito do maior que sentia o coração queimar sem saber o motivo daquilo. Sentia dor pelas lágrimas do outro? Porque? Ele era apenas diversão, não era?

— Touchi, se isso serve ou não de consolo, eu lhe enxergo como homem. – Dizia com a voz mansa, beijando a testa do menor com carinho. Hitsugaya não soube o que dizer diante daquilo. Ele nunca havia sido tão carinhoso antes, mas sempre tão cheio de si. O menor pensava até que ele não seria capaz de fazer algo do tipo, mas se enganara.

— Obrigado. – Erguendo a face, o beijo veio do menor, surpreendendo o azul, que demorou a corresponder o beijo. Um beijo cheio de carinho. Apenas carinho.

Flashback Off

oOoOoOo

— Muito bem, Renji, me conte o que houve. – Sentados de frente um para o outro na sala, estavam um ruivo e um moreno, ambos nervosos. O moreno, de ansiedade e o ruivo, por medo da reação do outro. Temia por cutucar aquela ferida tão profunda e sabia que o amigo estava mesmo interessado no tal assunto, pois deixara pela primeira vez sua etiqueta e não oferecera nada mais do que o sofá. Nenhuma bebida sequer.

— Eu estava no Shopping passeando quando vi Rukia. Pensei em pregar chiclete no cabelo dela e fui me aproximando sem que ela me notasse, mas durante isso, notei detalhes importantes que me fizeram...

— Você cancelou meus pacientes pra fofocar da Rukia? Mesmo? – Uma veia saltou da testa do moreno e Renji levantou de onde estava para sentar ao lado dele, pegando a mão do amigo e o olhou nos olhos sério.

— Eu faria isso? – Podia contar nos dedos de uma única mão as vezes que Renji ficara sério daquele jeito e aquilo perturbou o Kuchiki, que se acalmou e deixou o maior continuar. — Percebi primeiro as roupas. Ela usava um short jeans curto, blusa de alcinhas finas que mostrava a barriga. Salto alto agulha, andar provocante, maquiagem simples nos olhos, batom forte nos lábios, esmalte nas unhas e o olhar de mulher.

Byakuya não entendia o que ele queria dizer com aquelas palavras, embora estranhasse Rukia se vestir como mulher pela primeira vez na vida. Todas as características lembravam sua querida Hisana, o deixando confuso.

— Rukia sempre detestou se vestir assim, sempre detestou maquiagem, sempre preferiu tênis e as vezes Hisana e ela brigavam por causa disso. Sendo elas gêmeas, uma fazia a imagem da outra.

— Ela estava de mãos dadas a um homem que nós dois conhecemos bem, pois foi ele quem ligou pra você falando sobre Hisana. – Deu uma pausa, rezando para que Byakuya associace o que havia dito.

— ... Não encontraram o corpo. Foi isso que ele disse. – Respondeu o moreno entendendo a gravidade do assunto, temendo estar entendendo corretamente.

— Você sabe que... Mesmo elas se vestindo diferente, eram poucos os que sabiam distinguir uma da outra, não é?

— Você era um dos poucos que a reconhecia. – Falou Byakuya com pesar, abaixando o corpo sobre si e soltando a mão da do ruivo para segurar a própria cabeça. Sentia que iria desmoronar. O ruivo via a cena sem saber se o abraçava ou não. Seria melhor continuar com aquilo e terminar de uma vez.

— Quando eu a vi, quis ter certeza e liguei pra Rukia. Quando a Rukia atendeu, fiquei olhando pra garota. “- O que foi, cabeça de tomate?” Perguntava a Rukia pelo celular enquanto eu via Hisana rindo e conversando com aquele homem. Então eu tive certeza era mesmo ela.

— Porque está fazendo isso comigo, Renji? Porque? – O moreno mantinha as mãos na cabeça, Puxando os cabelos com força, quase arrancando os fios negros tamanha força que exercia para se livrar da tensão que sentia. O banho não havia adiantado como preparação, era bem pior do que imaginava ser. – Hisana está morta! Está morta!

— Não, ela está viva e tenho como provar! Eu os segui. Ela alugou um apartamento e vai ficar um mês lá de acordo com o porteiro.

— Não pode ser verdade. Ela não faria algo assim comigo. Ela era uma boa pessoa, Renji. – Dizia com a voz enfraquecida pelas lágrimas que teimavam em cair. Era aquilo que o ruivo não queria ver. Seu melhor amigo triste por causa daquela mulher imprestável.

— Desculpe, mas a realidade é outra. Todo mundo sabia o tipo de mulher que ela era, mas você era tão cego por conta desse amor, que insistia em ver uma pessoa totalmente avessa ao que ela era. Nem a própria irmã ficava do lado dela, mas em respeito a você, todos ficávamos calados quando o assunto era ela. Apenas em respeito a você, Byakuya!

Não conseguia falar baixo e praticamente gritava as palavras que entravam como agulhas no coração do moreno. Ele não queria acreditar, nunca quis, mas ele sabia no fundo que era verdade.

— Todos os seus amigos te amam, Byakuya e eu não sou diferente, eu te amo muito. Sou capaz de mover mundos para ver um sorriso seu então, por favor, esqueça essa mulher! – Pegando as mãos da cabeça dele, evitou-o continuar a se ferir e ergueu a face do moreno para que o olhasse, quase se arrependendo ao ver aquele olhar.

— Como eu poderia esquecer? Eu não consegui quando ela estava morta, Renji. Agora que sei que ela está viva, pior ainda. Nem sei como ou o que sentir.

— Eu te amo e não vou deixar você se destruir assim. Não aguento mais! Não aguento mais isso, Byakuya! Eu vou fazer você esquecer essa mulher nem que isso me mate!

Aquelas palavras assustaram o moreno, que recuou no sofá. Sentia-se frágil e era estranho ouvir do ruivo aquilo. Ao ver a confusão que causara com aquelas palavras, o maior sorriu meio abobalhado, tentando esclarecer mais uma das suas:

— Eu quis dizer que todos os seus amigos te amam, eu também te amo, então eu vou te fazer esquecer te apresentando outras pessoas. Não que eu seja uma dessas pessoas, entende?

Um mínimo sorriso veio dos lábios do menor. Aquela confusão acabou quebrando o clima tenso que estava estabelecido e o fizera parar de chorar. Renji sempre fazia besteiras que o fizesse rir.

— Renji, você é um idiota.

— Somente hoje eu vou concordar com você. – Levou a mão direita até a face do moreno, enxugando as lágrimas do outro, que deixava-se ser cuidado pelo amigo.

— Me dê o endereço de onde ela está. Vou resolver isso de uma vez por todas.

— Sim senhor.

oOoOoOo Continua oOoOoOo

Notas finais
Eu não sabia como essa vadia-san ia aparecer, mas finalmente o Deus criatividade me iluminou e pude postar ele. Spoiler: Stark no próximo cap! Atualizada 30/07/13