Me dê a sua mão...

8 Um certo dom de me envergonharem.


Notas iniciais
Boa noite galerinha! Gente eu queria agradecer as divas: -Uma Garota Nada Romântica -Luiza Grey -Kendall -Pequena Maloqueira -Mariatt -Fairy Por terem comentado o capitulo anterior, amei cada pedacinho do comentário de vocês! Um melhor que o outro, estou extremamente feliz por isso! ... Luuu, sua linda! eu tenho um superagradecimento!, Obrigada por recomendar a fic! Eu confesso que li, reli, li de novo procurando o que tinha me maravilhado, e fui uma tonta sabe por que? porque você foi o que me maravilhou, VOCE! Não sei nem como agradecer, Amei cada vírgula, ponto, linha, palavra, letra, tudo, T-U-D-I-N-H-O Mesmo! Amei Lu, obrigada... Sem mais delongas... em homenagens a todos que eu citei aqui (até lá em baixo..) Boa leitura!

***

A ruiva ainda se concentrava deitada na cama, não estava nem um pouco alegre com esse tal jantar, a mesma levantou-se da cama e caminhou em direção ao banheiro. Apoiou seus braços na pia e abriu a torneira, lavou seu rosto despertando-se do sono em que sentia no momento e saiu do banheiro um pouco mais desperta. Vestiu um vestido de renda amarelo que iam 10 dedos acima do joelho, uma rasteirinha dourada e fina e fez uma trança embutida lateral. Passou uma sombra bege e um batom cor de boca, por cima do batom ela colocou um gloss. Abriu seu notebook e foi no Skype:

"Desculpe-me Tecnicamente eu, meu pai acabou de e avisar que eu teria que ir a um jantar com ele que por sinal já deve ter começado, quando eu acabar de jantar eu te mando uma mensagem." O menino que já estava online, respondeu a mensagem imediatamente.

"Tudo bem aninha, aproveite bastante. Vou aguardar a sua mensagem ansiosamente minha pequena!". Ana abriu um sorriso divertido e fechou o notebook. Suspirou criando forças para descer e se deparar com o menino cujo era loucamente apaixonada, tomou coragem e saiu do quarto, ficou um tempo paralisada no corredor tentando achar a razão de ter que ir para esse jantar, mas depois percebeu que continuar parada ali no corredor não adiantaria e então desceu as escadas e deu de cara com Thiago jogando videogame e seu pai e a mãe do menino terminando de arrumar a mesa, A mulher que ajudava seu pai a arrumar o jantar a olhou com a testa franzida e depois sorriu:

–Ana. Sussurrou a mesma emocionada. Ana correu para abraça-la já com lagrimas nos olhos.- Como você está linda minha princesa, você mudou muito, está mais bonita do que quando era pequena, se é possível. Exclamou Cinthia- mãe de Thiago- ainda abraçada com a menina.

–Que saudades tia Cinthia. Disse a ruiva com a voz embargada e saindo do abraço para admirar a beleza da mulher.

–Eu nem acredito que é você. Confessou a mulher embobada com a ruiva, ela realmente havia mudado bastante, os olhos que quando pequena eram verde clarinhos se tornaram em um verde de tom mais forte, seus cabelos ruivos cresceram bastante e já estavam na altura de sua cintura, suas sardas que eram apenas no nariz se "espalharam" pelo rosto e ela se tornou uma menina mais madura. A mulher morena cujo cabelos eram lisos e não muito longos, pois estavam cortados na altura dos ombros, sorria para a ruiva que retribuía com o maior carinho. Thiago chamara a atenção da ruiva pois vestia uma calça jeans escura e uma Blusa Polo amarela bebê- era maior coincidência para a ruiva porque ambos vestiam amarelo- E possuía os cabelos como sempre, a mesma assentou-se na poltrona que era lateral ao sofá do moreno, que ainda jogava de modo viciado, e começou a conversar com Tati por mensagens:

"Você não vai acreditar, eu irei jantar com a mãe do Thiago."

"O QUE? Ana! Não creio, e ele?."

"Está aqui, infelizmente."

"Fazendo o que?."

"Jogando!..."

"Ata, pensei que vocês..."

"NÃO!, Tatiane, você só tem isso em mente?."

"Não."

"Mas parece, você só fala nisso."

"Poxa, que pena que vocês não estão naquele clima, AINDA."

"Ainda? Nunca!"

"Errado, com certeza ele está te olhando agora. Depois a gente se fala ruiva linda."

Ana disfarçou o máximo que pode e olhou para o menino, e ele estava realmente a olhando. Tati sempre acertava nesses negócios, ele lera 5 livros sobre paixão desde que se interessou por esse assunto, por isso ela tinha as palavras certas, nas horas certas. O jantar estava pronto, Ana se sentou ao lado de Cinthia e Thiago ao lado de Ricardo- pai de Ana-, o jantar foi tranquilo porém Ana e Thiago trocavam olhares todo momento o que deixou a ruiva um pouco incomodada.

...

A ruiva estava competindo uma partida no videogame com Thiago, a menina estava ganhando e o garoto não estava se conformando com a vitória da ruiva.

–Pode desistir, você está perdendo feio. Disse a ruiva em um tom baixo se gabando e o menino fechou a cara.

–Não desisto nunca, fique sabendo disso. Sussurrou o menino ainda olhando fixamente para a tela da televisão.

–Hum...Sabe Thiago, você não muda mesmo. Retrucou a menina também sussurrando

–Claro que eu mudo, só não pense que você vai ganhar de mim. Disse o moreno sem tirar os olhos da Televisão.

–Já estou ganhando. Disse a ruiva rindo da cara do menino, o mesmo riu e logo pegou o controle da mão da mesma.

–THIAGO! .Bravejou a ruiva se levantando do sofá para tentar pegar o controle.

–Pode desistir ruivinha, você não vai conseguir pegar o controle. Disse Thiago rindo e imitando a voz da ruiva quando disse a mesma coisa para ele.

–Idiota!. Exclamou Ana rindo e tentando pegar o controle da mão do moreno.

A mãe do moreno o chamou para ir embora, o garoto se despediu de Ana e de Ricardo e foi embora juntamente com Cinthia, sua mãe. Ana se despediu de seu pai e subiu para o quarto, eram exatas 23:45 horas e Ana estava morrendo de sono, mas como havia prometido que assim que acabaria o jantar, ela mandaria uma mensagem para o menino, tomou um banho quente e rápido, vestiu uma blusa larga e lilás e um short não muito apertado preto e com bolinhas lilás também. Sentou-se na cama e soltou um suspiro de alívio.

–Felizmente ocorreu tudo bem. Sussurrou a ruiva para si mesma e abriu o notebook, clicou no Skype e mandou uma mensagem para o menino:

"Voltei!" .O menino demorou um tempinho para responder.

"Senti falta de conversar com você hoje."

"Me desculpe, não pude dizer não ao meu pai."

"Entendo! Mas como você está?."

"Com muito sono, estou morrendo de cansaço." .Confessou a ruiva sonolenta

"Se quiser a gente conversa amanha mais cedo, afinal...eu não quero que a senhorita se atrase para a escola."

"Ai te agradeço, não estou aguentando de tanto sono, amanhã a gente se fala, na verdade não é nem pela escola e sim pelo sono."

"De nada pequena, amanhã é quinta-feira e você tem que se animar por isso, e além disso, não quero ter uma amiga burra e reprovada."

"Tudo bem papai, prometo não me atrasar, finalmente amanhã é quinta-feira! Não vou ser reprovada, prometo também, Boa noite." Ironizou Ana ainda sonolenta.

"Boa noite pequena."

A menina pegou no sono logo após a conversa, precisava descansar pois amanhã seria um longo dia.

...

A ruiva chegou mais cedo que o normal na escola, não estava com sono nenhum- mesmo que havia dormido tarde ontem a noite- a menina não havia visto nenhum de seus amigos, até Rubens chegar e sentar ao seu lado no banco:

–Bom dia Ana. Disse o menino sorridente

–Bom dia. Respondeu a menina retribuindo o sorriso do menino- Como está ?

–Bem. Respondeu o moreno.- senti sua falta Ana. Continuou ele e a menina se sentiu envergonhada, parece que as pessoas tinham um certo dom de deixa-la envergonhada, mas nem todos a faziam corar.

–Não faça uma coisa desse tipo, pelo amor de Deus. Disse a menina

–Eu adoro te deixar envergonhada. Confessou ele

–Rubens!. Ela o repreendeu .- Percebi que você tem esse dom. Ela disse e o sinal interrompeu a conversa deles, os dois caminharam conversando até a sala onde a grande maioria da turma já estava, Ana sentou-se na terceira fileira do canto e logo depois Tati chegou e fez companhia a ela. E logo depois um menino novo apareceu na sala, a professora o parou na porta e o apresentou para a turma:

–Bom alunos, esse é o Thiago, ele já morou aqui uma vez e se mudou. Explicou a professora.- mas agora está de volta e vai estudar conosco. Ana que estava copiando os exercícios, ficou pasma quando viu que era o Thiago que ela conhecia muito bem:

–Ana, você está bem?. Sussurrou Tati

–Tati, esse é o Thiago, aquele que...

–Jura?. Tati disse e o observou por um momento.- Ruiva, você tem um bom gosto. Disse Tati e Ana a fuzilou com os olhos. O tempo passou voando, Ana e Tati estavam sentadas em uma mesa qualquer do refeitório:

–Não acredito que o menino que você é loucamente apaixonada estuda na... Ana a interrompeu

–Na nossa classe? Nem eu!. Disse Ana percebendo que Thiago e Binho vinham conversando em direção à mesa delas. A menina não sabia o que fazer exatamente, estava tão nervosa por ter que ficar junto a Binho e Thiago ao mesmo tempo que não pensou duas vezes antes de levantar-se e sair do local preocupando Thiago e também Binho:

–O que deu nela?. Thiago disse e Binho se sentou

–Também não sei, ela estava normal até... .Tati foi interrompida por Thiago

–Eu vou lá ver. Ele disse dando um passo até Tati negar

–Não! Deixe que eu vá, eu sou a melhor amiga dela e eu a entendo melhor que ninguém. Disse Tati e saiu atrás da ruiva. A mesma a encontrou sentada em um dos bancos do jardim, amorena se aproximou da ruiva e se sentou ao seu lado:

–O que houve?. Perguntou a morena

–Não sei, achei que não seria bom pra mim ficar no mesmo lugar que o Thiago e o Binho, me entende ?

–Claro que sim Ana, não se preocupe isso é normal . Disse a menina e a abraçou.

A ruiva chegou em casa toda atrapalhada e bravejando, tinha pego vários trabalhos que a diretora da escola havia pedido para ela entregar ao seu pai, "Droga!". Bravejou a ruiva subindo as escadas, entrou no quarto de seu pai e colocou todos os livros e trabalhos em cima da cama, voltou ao seu quarto e como em quase todos os dias depois da escola, ela tomou um banho, trocou de roupa -Vestiu um short jeans claro e uma blusa branca estampada de flores, fez um coque apertado e saiu de casa. Encontrou Thiago concentradíssimo em algo no celular e assim que a viu sorriu, a mesma arqueou as sobrancelhas e depois retribuiu o sorriso. Ana começou a caminhar rapidamente, não estava a fim de conversar com ninguém, queria apenas "preocupar a paz" como em alguns dias, ela avistou o menino vindo atrás dela mas por sorte um carro passou bem na frente parando o menino de vir atrás dela, a ruiva suspirou em alívio e resolveu correr para evitar uma briga entre ela e o moreno.

Ana começou a correr por uma rua deserta que parecia infinita, ela olhava para trás a cada 20 segundos para constar que o menino não vinha atrás dela, enquanto corria o mais rápido possível, sentiu suas pernas pedirem para ela parar, a ruiva não obedeceu e continuou correndo. Parecia que fugia de seu pior pesadelo, mas era totalmente ao contrário, ela fugia do menino de seus sonhos, não sabia porque de estar fugindo, apenas corria. O vento gélido que parecia cortante, congelava sua face e batia contra seus cabelos que em uma rígida sintonia para trás, na décima segunda vez que a menina olhou pra trás, avistou o moreno tentando acalma-la, ele a olhava desentendido. Sua franja voava para frente e para trás conforme corria, o mesmo tentava fazer com que a ruiva parasse, mas ela era orgulhosa demais para parar:

–Ana!. Gritava ele a repreendendo, a mesma não deu ouvidos e continuou a correr!. -Pare de correr pelo amor de Deus, se eu já não aguento mais, imagine você. Continuou o moreno ofegante porém ainda correndo atrás dela, Ana voltou seu olhar para ele, arqueou as sobrancelhas fazendo Thiago ri e voltou a correr:

–Odeio quando você arqueia as sobrancelhas. Confessou o mesmo e desta vez a ruiva que riu, o menino estava próximo demais da ruiva, mas ainda não tinha a alcançado. A mesma percebendo a proximidade do moreno acabou se desconcertando, tropeçado em uma pequenina pedra que havia no chão e caindo. O moreno começou a rir da ruiva fazendo-a se irritar com o garoto:

–Thiago!. Repreendeu a ruiva em um tom bravo.- Não achei graça!. Continuou o olhando emburrada, com a testa franzida e bravejando enquanto o moreno se recompunha da crise de risos. O mesmo estendeu as mãos para ajudar Ana a se levantar e a mesma colocou suas mãos nas dele, tomou impulso e levantou, ambos ficaram em uma pequena distância entre um e outro, eles se olharam por um momento e Ana se afastou um pouco voltando seu olhar para as mãos.

–Você caiu muito feio sabia?. Thiago disse rindo novamente de Ana.

–Idiota!. Exclamou Ana o fuzilando pelo olhar. — Afinal, o que você quer?

–Eu queria que você parasse de correr, não entendi o porque você estava correndo. Confessou o moreno ainda olhando para a ruiva.

–Eu corria porque eu precisava de paz, e você sabe que desde pequena eu sempre encontro a paz quando estou sozinha. Disse a ruiva. -O que você estava fazendo atrás de mim?

–Eu queria conversar com você, desde que eu voltei para cá não paramos para conversar e também aquele dia em que eu tentei conversar com você, tinha dito que me escutaria porém em outra hora. O menino disse sério e a ruiva apenas assentiu. Ambos caminharam até o banco da praça e se sentaram um de frente para o outro. Ana olhava fixamente para suas mãos, já o moreno não parava de olhar para a ruiva sério.

–Eu queria não ter ido mas... Eu não tinha escolha, minha avó estava muito doente e precisava de nós, depois da morte de meu avô ela piorou e por isso eu não tinha como voltar tão cedo. O moreno começou a se explicar enquanto ajeitava-se no banco, encurvou-se no banco ficando mais próximo as ruiva e pôs as mãos em cima de suas coxas.- Eu sei que não cumpri minhas promessas, eu estava sem tempo, realmente sem tempo, não consegui escrever nada para te explicar o que havia acontecendo, o porquê de minha demora para voltar e principalmente porque eu fui embora, eu sei que fui um tonto por não ter te avisado antes mas sei que não poderia deixar minha avó na mão, eu estava estudando muito, na verdade...feito como um condenado e não poderia simplesmente largar tudo aquilo lá e voltar para Amsterdam...como eu fiz com você. O menino começou a culpar-se mentalmente e abaixou a cabeça, enquanto a ruiva se segurava para não deixar nenhuma lágrima rolar- mesmo com os olhos marejados- ela levantou-se e Thiago a olhou. Ana apenas sorriu e se pronunciou:

–Não se preocupe, eu te entendo, não poderia simplesmente te impedir de ir e te deixar sem sua mãe, bom eu... .Thiago a interrompeu

–Tudo bem, eu te entendo. Disse o ruivo e sorriu de lado como sempre faz. "Por que ele tem que sorrir de lado? Ele me mata com esse sorriso." Pensou a ruiva e logo depois balançou a cabeça negativamente. -Ana?!

–Oi. Respondeu a menina

–O que houve? de repente você entrou em um transe que pareceu eterno. Thiago disse irônico como sempre.

–Nada não...não foi nada. Ana respondeu um pouco desconcertada.

–Sabe o que não mudou?. Thiago disse e a ruiva balançou a cabeça negativamente. -Você continua linda e eu continuo te amando. Sussurrou o menino no pé de ouvido da menina, a ruiva corou e se arrepiou no mesmo instante e o menino arqueou as sobrancelhas rindo e a mesma o encarou ainda corada porém brava, odiava quando ficava arrepiada e odiava também quando as pessoas a elogiavam pois ela sempre corava. Com Thiago, Ana se sentia mais corada do que nunca, a menina se levantou do banco e despediu-se meio envergonhada, e voltou a caminhar, porém se esqueceu de que o menino ia pelo mesmo caminho. A ruiva colocou seu fone de ouvido e simplesmente "viajou" como sempre fazia quando escutava música.

Notas finais
E aí? Eu sei que ficou muito meloso e... O QUE ACHARAM? Mereço reviews? Sim? Não? Comentem!