Notas iniciais
Oi, amores! Estou de volta! Trouxe mais um capítulo pra vocês. Espero que gostem!

Na cozinha do apartamento de Gabriele encontrava-se Maria José, Fernando e Dadinho. Os três discutiam sobre o que preparariam para o jantar, porém, a tarefa parecia mais difícil do que poderia se imaginar já que ambos queriam pratos diferentes.

–Dadinho, por que você não quer comer carne?

–Vovó, eu quero espaguete!-Protestou

–E por que não comemos uma saladinha?-Fernando sugeriu-Ou um fondue?

–Eu quero macarrão, Fernando!

–Dadinho...-Maria José retrucou

–Maria, por que não preparamos o macarrão que o Dadinho quer?-Fernando a interrompeu-Criança adora macarrão, não é?

–Tudo bem...-Ela cedeu-Acho que vou tomar banho enquanto você prepara o jantar...

Maria os deixou sozinhos e seguiu para o banheiro. Dadinho esperava que Fernando fizesse o jantar e vice-versa.

–A panela está aí no escorredor de pratos.-Dadinho apontou

–Ah, que bom... que bom...

–O macarrão deve estar em uma das sacolas que vocês trouxeram do mercado.

–É né...? Eles continuavam esperando.

–Você não vai preparar o jantar?-Dadinho estava impaciente

–Quem? Eu?-Fernando não havia compreendido completamente

–Sim. Sabe cozinhar, não é?

–Bom, eu... eu... tentei cozinhar uma vez...-Ele gaguejou-Mas não deu muito certo porque... porque... Isso não importa!

Dadinho levantou-se para pegar a panela e procurar a massa de macarrão entre as sacolas. Encheu a panela de água e a colocou no fogão.

–Dadinho, o que você está fazendo?

–Preparando o jantar.

–Mas... crianças não devem brincar com fogão... não é?

–Talvez.-O pequeno deu de ombros

–Quantos anos você tem?

–Tenho oito!

–E já sabe cozinhar?-Fernando estava impressionado

–Sim, sei fazer macarrão e algumas sobremesas.

–Puxa, que menino inteligente!

–Eu posso te ensinar também, se quiser.

–Claro, claro. O que você colocou na panela?-Ele destampou a mesma-Isso está com um cheiro delicioso!

–É apenas água e sal.-Dadinho gargalhou

–Ah, tá...-Ficou constrangido-Mas, continua, o que temos que fazer depois?

–Por enquanto esperamos a água ferver...

Fernando apoiou o queixo em sua mão esquerda sob o balcão da cozinha ouvindo cada instrução do pequeno chefe.

*********

Aldo e Letícia continuavam sua pequena discussão sendo assistidos por Gabriele que estava junto a mesa de jantar acompanhada pelos pais de Lety e Fausto.

–Quer um pouco mais de salada, Gabriele?

Dona Julieta perguntou porém, ela não respondeu, então perguntou novamente.

–Gabriele, querida, você quer mais salada?

Gabriele estava realmente interessada na conversa de seu irmão e sua possível cunhada, tanto que não escutou a voz de Dona Julieta.

–Gabriele!-Fausto a chamou

–Sim, papai!-Respondeu imediatamente

–Dona Julieta está falando com você, minha filha.

Constrangida, ela observou as expressões questionadores dos que ali estavam reconhecendo sua atitude indelicada.

–Perdão, dona Julieta, eu estava distraída...

–Tudo bem, querida, fique a vontade e sirva-se do que quiser.

Julieta tomou assento em seu lugar favorito. Erasmo parecia não aprovar a atitude de sua filha em sair da mesa para conversar a sós com Aldo. Levantou-se e os chamou para retornarem a mesa.

–Lety, Aldo, é hora do jantar e neste momento a família deve estar reunida!

–Sim, papai, já estamos indo!-Lety exclamou

–Venham, agora!-Ele ordenou

–Me desculpe, seu Erasmo, mas o que tem a tratar com Letícia é muito importante.-Aldo argumentou-Prometo que não vamos demorar mais que cinco minutinhos.

–Filho, o seu Erasmo está certo.-Fausto se manifestou-Viemos aqui esta noite para um jantar em família e para comemorar a união de vocês. Por favor, voltem para cá.

–Exatamente! Deixem para conversar sozinhos depois!-Erasmo os trouxe pelo braço-E já que estamos de pé, quero fazer um brinde ao noivado de vocês!

Os demais também se levantaram segurando suas taças de champanhe que Aldo havia trazido.

–Aldo, Letícia, quero dizer que sua mãe e eu estamos muito felizes com esta união. Lhes desejo toda felicidade do mundo! Saúde!

Eles brindaram e saudaram para selar o compromisso do casal. Aldo foi abraçado pelo sogro e pela sogra e, logo em seguida, por seu pai. Ao se aproximar de sua irmã percebeu que ela não parecia nada satisfeita com esta relação.

–Ficará de cara feia pra mim até o dia do meu casamento?

–Você não vai se casar com ela...-Sussurrou

–Como você pode ter tanta certeza disso?

–Nós dois sabemos a quem pertence o coração de Letícia!

–Ah, então, você já virou amiguinha do Mendiola, não é?-Aldo expressou em tom sarcástico

–Aldo, foi você mesmo quem me ensinou o quanto é poderoso um amor verdadeiro.

–Ele a magoou muito, Gaby!

–Porque amar também é sofrer!

Um silêncio se estabeleceu entre eles. Aldo recordou-se que um dia havia proferido aquelas mesmas palavras para o grande amor de sua vida.

–Aldo, Fernando aprendeu a amar verdadeiramente e Letícia o amou desde o primeiro momento em que o viu.

–Na vida não existe apenas um único amor verdadeiro, Gabriele.

–Mas nós sabemos que existe somente um capaz de marcar nossas vidas.

–Gabriele, eu a amo e isso é o que importa.

Aldo virou-se para se afastar mas ainda pôde ouvir sua irmã murmurar.

–Ela não te ama tanto quanto ama Fernando...

Gabriele seguiu para cumprimentar Letícia o deixando pensativo.

–Meus parabéns, Lety!-Elas se abraçaram-Você tem um homem maravilhoso que te ama muito!

–Muito obrigada, Gabriele. Aldo é mesmo encantador.

–Eu não falava do meu irmão...

Ela sorriu maliciosamente e Lety compreendeu a quem se referia porém curvou um pouco a cabeça.

–Lety, eu torço muito por sua felicidade!

–Obrigada, Gabriele.

–Bom, eu já vou embora...

–Mas já? Você nem comeu da sobremesa.

–Eu adoraria ficar mas estão me esperando em casa. Realmente preciso ir. Nos falamos amanhã, está bem?

–Claro, claro. Amanhã nos vemos!

Gabriele despediu-se de seu pai e seu irmão assim como fez com dona Julieta e seu Erasmo. Ligou o carro e seguiu o mais rápido possível para seu apartamento.

*********

Satisfeitos, Maria José, Fernando e Dadinho assistiam a um programa qualquer na televisão, aguardando pela chegada de Gabriele.

–Fernando, se não se importa, vou me deitar.

–De maneira alguma, Maria José. Fique a vontade.

–Bem, vou levar Dadinho para o quarto.

Ela tentou convencê-lo a ir dormir mas Dadinho queria esperar por sua mãe.

–Maria, pode deixar o menino aí. Eu cuido dele.-Fernando se ofereceu-Eu mesmo o levo para o quarto se ficar muito tarde.

–Tudo bem. Mas não faça tudo o que este pequeno quer, ele pode ficar mal acostumado.-Maria o alertou-Boa noite!

–Boa noite, Maria! Sonhe com os anjinhos!

–Boa noite, vovó!-Dadinho beijou o rosto dela

–A sua avó tem razão, Dadinho, você já deveria estar na cama.

–Eu sei mas quero esperar a mamãe...

Ele bocejou e, esfregando os olhos, deitou-se no colo de Fernando.

–Dadinho, você já vai dormir?

–Não, estou esperando a ma...

Em poucos segundos e o garoto caiu em sono profundo antes de completar sua frase. Fernando sorriu e pôs-se a acariciar os cabelos dele. Uma hora mais tarde e Gabriele destrancava a porta do apartamento.

–Oi, Fernando.

–Gaby, pensei que não ia mais voltar.

–Me desculpe o atraso. Ele já dormiu?-Acariciou os cabelos de seu filho

–Sim, já faz algum tempo.

–Melhor levá-lo para cama.-Ela o pegou no colo e seguiu para o quarto

–Você quer ajuda?

–Não, tudo bem. Ele não é tão pesado assim, além disso você está com o braço quebrado.

–Nem me lembre disso, Gaby. Não aguento mais esse gesso!

Gabriele repousou o filho na cama com todo cuidado. Acariciou seu rostinho inocente e lhe beijou a testa. Fernando estudou cada gesto expressado por ela admirando o grande carinho que havia entre mãe e filho.

–Dadinho é um menino surpreendente.

–É, ele foi o melhor presente que ganhei.

–Com certeza, ele até me ensinou a fazer espaguete. Claro que ele preparou o jantar mas me ensinou passo a passo do que deveria fazer.

–Ele herdou esse talento do pai... Dadinho se revirou na cama.

–Acho melhor sairmos ou então ele vai acabar acordando. Vem, vou mostrar seu quarto, Fernando.

Ela o conduziu ao cômodo e lhe entregou um macio cobertor.

–Gaby, como foi o jantar com o... o... Domenzolín?

Fernando não aguentava mais de tanta curiosidade.

–Foi tranquilo.

–Ah, é? Que bom, que bom...

Gabriele já estava indo embora quando Fernando a puxou para se sentarem na cama.

–Você já vai, Gaby? Fica mais um pouco, vamos conversar. Me conte mais sobre o seu jantar com o pasteleiro, o que vocês comeram, sobre o que falaram, o que pediram de sobremesa... Me conta, vai!

–Bom, nós...

–Onde se conheceram?-Ele a cortou-Desculpe!

–Como eu estava dizendo, nós...

–Vocês são muito íntimos?-A interrompeu outra vez-Desculpe!

–Tudo bem, acho melhor responder logo o que você quer saber.-Ela se ajeitou melhor sob a cama-Aldo e eu somos muito íntimos!

–E ele te conquistou com uma sopa ou empadinha mesmo?

–Na verdade, foi com uma lagosta.-Gabriele gargalhou ao ver a cara assustada de seu amigo

–Essas mulheres se rendem fácil a este cozinheiro, não?!

–É brincadeira, Fernando. Aldo e eu somos irmãos!-Ela revelou Fernando, então, gargalhou.

–Ah, brincalhona! Tá vendo, Gaby? É por isso que nós nos damos tão bem, você é muito divertida!-Ainda ria

–Fernando, eu estou falando sério. Sou mesmo irmã dele. Irmã mais nova, pra ser exato.

Abismado, Fernando a encarava perplexo.

–Como assim, Gaby? Você e o Aldo são tão... tão... diferentes. E o Domenzaín é um chato!

Gabriele observava Fernando gesticular, nervosamente.

–Perdão, Gaby, eu não queria chamá-lo de chato mas...

–Tudo bem, Nando. Eu entendo a sua reação.

–Então, vocês são mesmo irmãos. Assim do mesmo sangue? Mesmo pai e mãe?

–Sim, Fernando. Isso mesmo!-Ela pausou-Fernando... Aldo me chamou pra jantar com meu pai na casa da Lety...

O ex-presidente atentou-se para as palavras dela.

–E... e... eles assumiram o noivado...

–O noivado... do Aldo e a Lety...-Ele gaguejou-A minha Lety...

–Eu sinto muito, Fernando. Você vai ficar bem?

–Vou, Gaby, claro! Eu já estou bem!-Disfarçou

–Bom, já está tarde... Amanhã temos que estar bem cedo na Conceptos, então, acho melhor dormir. Boa noite, querido.

–Boa noite, Gaby!

Ao ficar sozinho, Fernando pegou seu diário e uma caneta, porém, recordou-se que não poderia escrever com o braço fraturado.

–Mas que droga! Que droga!-Ele resmungou-Não posso escrever e não posso recuperar a minha Lety! Minha Lety...

"Ela seguiu com a vida dela e, talvez, eu precise fazer o mesmo... Talvez a Aurora seja a mulher certa pra mim."

Notas finais
Então? Comentários? Sugestões? Me deixem saber o que estão achando da fic! Bjuus Até a próxima!