Me descobrindo

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Ei gente, espero que a Hannah não dê raiva a vcs, no fundo ela tá perdidinha kkk
??” Aproveitem a história

Estou me sentindo estranha, cerca de 4 dias que esse sentimento está em mim... É uma sensação de paz ao passo que também é um vazio... Como se no meu vazio encontrei a paz..
Tudo começou na segunda. Acordei e ao ver as mensagens pensei que algo tivesse acontecido antes mesmo de verificar os fatos, — uma coisa que eu odeio fazer, mas sempre acaba acontecendo com ela — fiquei nervosa, mas tinha que ir para escola, então me controlei.
Chegando lá, assisti as aulas, mas ela não deixou meus pensamentos uma vez se quer. Que droga. Eu a amo. Mas não devia, ela foi clara ao dizer que não sente o mesmo. Preciso entender, aceitar e seguir em frente.
Com o turbilhão na minha mente e essa segunda feira cheia de aulas de física, decidir ir embora matando as duas últimas aulas. Não queria ir para casa pois teria que explicar o porquê de ter saído cedo... Fui para o terminal de ônibus, sentei perto do ponto do meu ônibus me recostando na pilastra... foi então que tudo começou.
Fui inundada momentaneamente pela suposta sensação de paz, fiquei tonta por alguns segundos, vi aquele clarão e achei que iria desmaiar... Meu ônibus chegou, levantei, respirei fundo e fiz o que sempre faço quando algo estranho acontece, ignorei.

5 anos antes..

Não acredito que entrei nessa escola, sempre pensei que só os inteligentes de elite fossem aprovados, mas eu também fui!! O.o

6 meses de férias, não aguentava mais ficar em casa tendo que suportar aqueles espíritos medonhos que vejo. Talvez eu ficaria melhor se aquela coisa não se achasse a dona da verdade. Até parece que vou encontrar alguém que vai mudar o que eu sinto. Meu destino já foi marcado e logo eu conseguirei me tirar desse mundo...

1 dia de aula

— Pai não precisa vir comigo. Eu nem vou saltar em um ponto, vou direto para o terminal.

— Você não anda de ônibus, vai acabar se perdendo.

Odeio isso, mas não quero discutir, estou ansiosa para meu primeiro dia, além de que, quero provar para esse espírito que está errado — mesmo no fundo eu querendo encontrar essa tal pessoa.

Pegamos o ônibus e depois de um tempo uma garota entrou com o uniforme.

— Olha Hannah ela podia ser da sua sala, assim não iria ter problemas para ir para escola e se perder.

— É... — disse olhando para a janela. Ela ia ser da minha sala, não sei como sei, mas eu sei.

— Ah ótimo tanto lugar para esse ônibus quebrar e tinha que ser justo em uma favela?! — Gritou uma senhora sentada um pouco mais a frente.

— Ainda bem que estou aqui, esse lugar é perigoso — Meu pai falou orgulhoso de não ter me deixado vir sozinha. — Já deve estar vindo outro ônibus, você não vai se atrasar.

Olhei para o lado e a outra menina estava me olhando, acho que ela quer falar comigo, mas tem vergonha.. Eu não me importo com o silêncio.

— Pai não precisa entrar comigo, eu sei achar minha sala, além do mais você vai gastar duas passagens atoa. Tchau.

— Está bem, está bem.. Boa aula.

— Obrigada.

Segui a menina de cabelos cacheados e olhos arredondados, pois tinha certeza que seria da mesma sala que eu. Dito e feito, mas não me sentei perto dela, na verdade, fui para o lado oposto.

Todo mundo já estava conversando e nem sinal dá tal pessoa. O dia passou rápido, foram apresentações e uma gincana, onde descobri que a menina de cabelos cacheados se chamava Juliana. No fim do dia meu pai veio me buscar de carro e ofereci carona a ela.

— E como foi? — ouvi sem ter um corpo reproduzindo o som. É ela.

— Acho que você se enganou, conversei apenas com uma garota e não senti nada que indicasse ser ela.

— Amanhã você verá.

— Você pode dizer ao menos se é homem ou mulher?

— Não importa, você saberá quem é assim que olhar.

Notas finais
Ah acho que eu esqueci de mencionar que a Hannah vê espíritos, as vezes ela só escuta..
??” Até o próximo capítulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.