Me Conforte... Sempre
1 Capítulo 1
Eu acho que amor é algo que não se acha jogado em qualquer lugar, ainda mais quando é algo tão verdadeiro, que só de pensar já faz seus olhos encherem de lágrimas. É assim que eu me sentia... Todo minuto perto dele. Perto. Essa palavra é engraçada pra mim. Mesmo longe, eu me sinto tão ligado a ele, que é como se eu estivesse... Isso vai parecer estranho, mas... Destinado a conhecer ele. Destinado a ter a distância como nossa barreira. Não é única. Bem, barreiras sempre aparecem, e as nossas são tão... Duras. Mas sabe, conseguimos quebrar algumas já? E creio que conforme o tempo passe, e se ele me aguentar, nossos problemas não vão sumir, eles sempre aparecem, mas podemos amenizar, pra finalmente ter a vida que eu sonho. Eu e ele.
Conhecem ''fake''? Foi por essa... Idiotice que só sabe machucar as pessoas que eu o conheci. Eu tinha parado por um tempo com isso, tinha me machucado demais antes. Eu sabia que o risco dessa vez era bem maior, mas quem sabe dessa vez não valeria a pena? É o que eu vou contar, meus dias.
Acho que era dia 8... 9, alguma coisa assim, de Janeiro quando a pessoa que mudaria minha vida e eu não sabia apareceu. No começo, era só mais um número, ele não iria falar comigo. Conheci ele por meio de um ''amigo'', que mais para frente vou citar. Eu como sempre, sentado na frente do computador, ouvindo minhas músicas, mexendo no ''orkut'' das pessoinhas. Eu realmente não lembro da nossa primeira conversa, assim, por recados. Mas com certeza não foi nada demais, então eu posso pular isso.
É, eu não me apresentei ainda. Meu nome é Rodrigo, tenho 15 anos. Eu sou o tipo de menino que é excluído dos outros. Nunca tive amigos meninos de verdade, não um que eu possa dizer ''Olha, ele é meu amigo.'', não, isso nunca. Eu sou mais fechado, mas eu me apego muito as pessoas, quando começo a conhecer. Acho que conhecer também é uma palavra engraçada. Quando você pensa que conhece as pessoas, elas se mostram outras. Eu aprendi muito isso nos meus seis anos de fake. Perdi muita gente que eu achava importante, que eu podia chamar de amigo. Na minha cabeça, prefiro não ver o rosto de quem vejo e aprender a confiar e amar, do que saber que a pessoa está te ouvindo, mas as palavras entram por um ouvido e saem pelo outro. Acho que as pancadas doem menos quando não se vê isso.
O tempo foi passando, e eu e ele fomos nos conhecendo. Ficamos amigos. Eu, ele e o outro amigo dele que foi como ''uma ponte'' pra eu o conhecer. Era engraçado. Meu fake é um garoto, e eles também. Eu era o ''uke'' dos dois. Eu realmente me divertia com os dois. Por interpretação, já fiquei com ambos, apesar de que quando com o Henry — O mais importante. — nunca dava pra se... ''Acabar''. A internet dele não cooperava. Mas sabe, eu nunca fiquei nervoso com isso... Como sempre, eu ficava só esperando ele.
A gente começou a ficar mais amigos. Cada vez eu via como ele era legal, como ele era diferente do cara que eu conheci com o amigo dele do lado, um ''pervertido'' que só sabia falar besteiras. E nesse tempo... Eu começei a me apaixonar por ele. Eu sentia que era errado, mas de algum jeito minha cabeça insistia a achar que tudo aquilo era certo. Eu escondi o sentimento. Cada vez que ele aparecia online, era como se meu dia se iluminasse. Era como se ele tivesse um poder enorme sobre mim. Ele sabia me fazer feliz, ele sabia me fazer sorrir. Ele podia não sentir o mesmo que eu, mas eu estava apenas começando... Quem sabe eu não podia esquecer?
Um dia, eu cheguei nele. Tudo normal, até eu dizer ''Eu gosto de você.''. Ele se perguntou como eu podia gostar dele. Eu ri. Eu estava começando a realmente sentir um amor tão, mais tão grande por ele, que depois daquilo, ele ficou meio que quebrado.
...Eu não queria esquecer ele... Era impossível daquele ponto...
Fale com o autor