Por um segundo eu achei que havia estragado o momento. E acredite, eu sou o melhor, o craque, o “the best” nisso.

Eu não queria pressionar Rachel mas vê-la naquela situação há algumas horas atrás havia me perturbado, além de me deixar extremamente curioso, eu precisava saber o que tinha acontecido, ou estava acontecendo entre ela e o Percy. E agora... Eu não sei bem o que deu em mim, foi só uma pergunta e não pretendia ofendê-la.

A resposta que ela havia dado, parecia que eu estava flutuando, sentia uma gota de suor descendo pelas minhas costas. Pensei em recitar algum poema, cantar um trecho de alguma música romântica mas o lado do bom senso me conteve, na verdade faltou um pouco para eu não correr gritando que finalmente eu estava feliz.

Eu devo ter feito uma cara de idiota completo, pois Rachel tossiu de uma maneira forçada chamando minha atenção. Foi quando me lembrei de algo que eu havia feito há muito tempo para entregar a ela, e algo me dizia que essa era minha chance.

Abri meu cinto e torci para que estivesse alí, até que meus dedos tocaram no metal frio. Era uma miniatura de Estátua de Liberdade feita com latinha de refrigerante e cobre. Uma coisa que Rachel sempre comentava quando estávamos sozinhos era a falta que ela sentia do seu pai e de Nova York, ela sempre se empolgava quando falava do Brooklyn e seus amigos da escola.

Por um minuto de coragem resolvi entregar o presente à ela, consegui ver seus olhos verdes sorrirem satisfeita, suas bochechas sardentas corarem.

- Isso foi... O melhor presente que eu já ganhei! – Ela segurou a miniatura com tanta delicadeza que parecia quebrar em algum momento. Rachel me encarou novamente e voou em meu pescoço com um abraço, os braços me agarrando, o cheiro de seu perfume doce impregnando minha camisa. Estávamos ambos quentes e eu tremia por dentro. – Obrigada! – Ela sussurrou, roçando a ponta do seu nariz em meu ouvido, fazendo os pêlos dos meu braços arrepiarem