Maybe a True Rebel
1 Capítulo 1- Talvez Uma Verdadeira Rebelde
Notas iniciais
Boa leitura...
O castigo de um mês de Rainbow Dash havia acabado na sexta-feira e a garota de cabelo do arco-íris estava se arrumando para sair para mais uma das super. festas de Pinkie Pie, a maior festeira de Canterlot.
Com a jaqueta azul por cima da blusa vermelha e o short jeans desfiado e um tanto curto, Rainbow Dash estava amarrando o All Star do Evanescence quando, de repente, sua mãe entrou no quarto.
-A que horas você volta?
-Eu não sei, mãe. A senhora sabe como são as festinhas da senhorita Pinkie Pie.
-É, eu sei. Mas não vai fazer como daquela vez. Eu tive que pagar o concerto da moto do coitado do Big McIntosh por causa da sua ideia brilhante de batizar o suco de maçã. Isso sem falar no tempo que ele passou com...
-Eu já sei, o imobilizador do pulso deixando a pobre da Applejack fazendo todo o trabalho da fazenda sozinha. Primeiro: eu ajudei a Jack o tempo que o Big Mc ficou sem trabalhar. E segundo: já faz dois anos, mulher, esquece isso.
-Como se você não tivesse aprontado mais nada de lá pra cá. Você não muda nunca, Dash.
Dito isso, a senhora de cabelo de arco-íris deixou a garota sozinha no quarto. Por um instante, Rainbow ficou encarando a porta, depois bufou e terminou de amarrar o cadarço, em seguida saiu em direção à sempre agitada casa dos Pie.
Ao chegar, seus inconfundíveis cabelos coloridos logo chamaram a atenção de Pinkie que gritou. –Aí galera, a rainha do agito, Rainbow Dash, está de volta à ativa.
A garota de olhos rosados não pôde deixar de sorrir ao ouvir os gritos de “UHUUUUU” e os aplausos ao fim da frase da amiga. Logo estava cercada por suas melhores amigas: Twilight Sparkle, Sunset Shimmer, Rarity, Pinkie Pie e Applejack.
-E aí, Dash. Como foi esse mês de isolamento do mundo? –perguntou Sunset Shimmer passando o braço pelo ombro de Rainbow e lhe entregando um copo de suco de maçã.
-Foi um saco. Agora to a fim de curtir e dançar. –respondeu levantando o copo.
-Com licença. –uma garota de cabelo rosa clarinho apareceu ao lado de Pinkie, estava tão encolhidinha que mal dava pra ver. –Pinkie, eu já recoloquei as batatinhas nas vasilhas em cima da mesa.
-Obrigada. –disse Pinkie à garota. –Eu já disse que você é um doce?
-Para, Pinkie. Sabe que fico com vergonha. –a garota tinha um tom tão ameno que combinado com a vermelhidão fofa de seu rosto até dava vontade de afagar seu cabelo, o que Pinkie fez enquanto sorria grandemente e a menina, totalmente constrangida, acenou rápido para o grupo antes de voltar para seja lá de onde tenha surgido.
-Quem é a garota? –perguntou Rainbow sem nenhuma malícia percebendo que era a única ali que ainda não a conhecia.
-Minha prima Fluttershy. –respondeu Pinkie com um olhar desconfiado. –Mas fique longe dela, okay, Rainbow? Ela é pura demais pra você.
-Vocês acham o que? Que eu sou uma paqueradora compulsiva? –Rainbow replicou com uma postura ofendida. –Eu só fiquei curiosa, não vou morder a menina.
-(risos). Ah claro. –quem falava era Rarity. –Nem vem com esse papinho furado, querida. A gente te conhece, Dash, você não muda nunca.
-Agora chega, né? Vamos dançar. –AppleJack interrompeu a conversa ao perceber que o assunto estava incomodando Rainbow.
Depois de dançar bastante, Rainbow decidiu sair um pouco da pista de dança e pegar mais suco de maçã, Twilight percebeu e decidiu ir junto, só por precaução.
-Hei, Dash. –proferiu.
-Tá com aquele tom. –disse Dash tomando um gole de suco.
-Que tom? Estou falando normal. –respondeu Twilight com as sobrancelhas franzidas.
-Não. Tá com aquele tom responsavelzinho de presidente do conselho estudantil. Eu sei disso porque é o tom que você usa toda vez que acha que vai precisar me dar uma advertência ou suspensão. –explicou à garota de cabelo roxo. –Desembucha logo, qual que é o problema?
-Nada. Eu só te vi aqui perto do suco de maçã e...
-Ah qual é? Já faz dois anos! Quando vocês vão esquecer isso?
-Desculpa, Rainbow Dash. Você sabe que tem essa sua natureza ser um tanto... Bem... Você sabe, inconsequente. –Twilight dizia tudo de forma polida, tentando ser o mais respeitosa possível. –Eu, como presidente do conselho e, principalmente, sua melhor amiga, conheço a sua rebeldia. Você não muda nunca, Dash.
-Sabe de uma coisa, TWILIGHT SPARKLE? Devia ir dar uns amassos no inútil do seu namoradinho Flash Sentry ao invés de ficar cuidando da minha vida! –explodiu irritada.
Twilight ficou boquiaberta olhando para o espaço que Rainbow Dash havia acabado de deixar vazio. Mas afinal o que tinha dito de tão ruim para deixar a garota de olhos rosados tão chateada assim? Apenas estava sendo responsável. Não era essa sua obrigação como a mais velha do grupo? Mas, de qualquer forma, realmente ainda não tinha dado muita atenção a Flash Sentry e, se Rainbow estava tão mal-humorada assim, talvez fosse melhor deixa-la ficar sozinha um pouco.
AppleJack estava preocupada com Rainbow, então estava observando-a de longe, mas como a música estava alta e o ângulo ruim, apenas percebeu o desentendimento, quando a garota de cabelo colorido saiu pisando forte. Tentou segui-la, mas havia muitas pessoas no caminho e acabou perdendo-a de vista antes de chegar perto dela.
Mas não desistiu, ficou perambulando pela casa de Pinkie por um tempo, mas apenas encontrou Rainbow Dash do lado de fora, sentada debaixo da grande árvore do jardim dos Pie. O capuz com orelhinhas de pônei da jaqueta azul cobria a cabeleira colorida enquanto Dash abraçava as próprias pernas com uma aura deprimida ao seu redor.
Aproximando-se cuidadosamente, Applejack se sentou ao lado de sua amiga e lhe afagou as costas. –Hey, Dash.
-Oi, Jack.
-O que tá te deixando chateada? –questionou enquanto tirava o chapéu de cawgirl e o colocava no chão.
-Bom, Jack, as pessoas acham que... Que eu nunca vou mudar, sabe?
-Qual é o problema disso?
-Sei lá. É que às vezes eu acredito nelas.
-Ah, qual é?
-Não, é sério. Você escutou a Pinkie? “Fique longe dela. Ela é pura”. NÃO! Pior, ela disse “pura demais pra VOCÊ”. Me diga, Jack, eu fui tão ruim assim pras garotas com quem saí?! E a Twilight? Véi, ela não confiou em me deixar sozinha por trinta segundos perto do suco de maçã com medo que eu fizesse alguma coisa. Alguma besteira.
-Primeiro: A Pinkie só disse aquilo porque ela tá doidinha apaixonada pela Fluttershy, mas do jeito que a menina é tímida, a nossa amiga mais louquinha ever não sabe como chegar nela sem assustar a pobrezinha. E segundo: Fala sério que você ligou pra isso, Dash? É a Twilight Sparkle. Ela só tava fazendo o que melhor sabe fazer na vida: ser cricri.
-Tá. Pode ser. Mas nem a minha mãe acha que eu vou deixar de ser moleca.
-Mas eu acredito. Sabe, Rainbow, eu vejo que esse negócio de você ser desse jeitin é só pra se divertir, mas você não é uma pessoa ruim. Eu gosto de ver a cara de surpresa dos professores quando você tira nota boa nas prova porque, apesar de ser bagunceira, você é esforçada. Eu gosto das pegadinhas que você arma com a Pinkie. Só que de vez em quando você exagera como no caso de dois anos atrás quando ocê batizou o suco e teve aquela confusão com o Big MacIntosh e a preciosa moto dele. Ou no mês passado quando ocê colocou tinta preta nos shampoo tudin do vestiário.
-(risos). Isso foi engraçado. Droga, eu sou muito irresponsável e ainda fico rindo.
-Mas foi engraçado mesmo. Quer dizer, deu a maior confusão na hora, mas depois todo mundo riu do vídeo no youtube. E ainda ri até hoje.
-Pois é. Mas...
-Mas nada. Você é jovem e divertida, ué. Qual o problema de gostar de uma brincadeirinha de vez em quando? Você não vai crescer e se tornar uma maloqueira. No máximo vai ser dona de uma dessas loja que vende coisa pra fazer pegadinha. Mas também pode fazer uma faculdade bem a sua cara quinem Educação Física e ajudar crianças e adolescentes a serem atletas maravilhosos como você e casar com uma mulher muito, muito, muito sortuda e ter um monte de filhos que vão se divertir muito com a mãe brincalhona e alegre.
-Você acha mesmo, Jack?
-Eu tenho certeza. Cê que tem que parar de ficar dando atenção pras besteira desse povo que não tem mais o que fazer.
-Eu mencionei que minha mãe tá incluída nessa turma?
-Mencionou. Mas quando eu falo de ocê lá no rancho, vovó Smith sempre diz “Essa menina é igualzinha à mãe e aos tios dela. Parece que a família Dash já nasce com a traquinagem correndo nas veias.”. Viu só? Relaxa, Dash. Apenas viva e curta a sua adolescência.
-Você é o máximo, Jack. Não sei o que seria de mim sem você.
-E nem nunca vai saber, Dash. Vou estar com você até o fim.
Rainbow sorriu e abraçou Applejack com força, sendo totalmente retribuição. Em seguida, se separaram sorrindo uma para a outra e olhando-se nos olhos. Applejack afastou o capuz deixando as mexas coloridas livres para as carícias de suas mãos trabalhadoras, porém delicadas. Então foi se aproximando devagar ainda acariciando o cabelo da melhor amiga.
-Você adora o meu cabelo, não é? –perguntou Rainbow desviando o olhar da imensidão verde dos olhos de Applejack para sua boca.
-Tanto quanto você adora minha boca.
Com essas palavras, Applejack acabou com a distância entre seus lábios e os de Rainbow Dash em um beijo calmo e longo.
-Gosto de suco de maçã. –disse Applejack em tom ameno ao fim do beijo, mas Rainbow fez uma careta esperando o fim da frase. –E vodca.
-Eu não ia fazer aquilo de novo, okay? Mas eu tenho livre arbítrio. Ou não?
-(risos). É, né? –ainda sorrindo, a cawgirl deu um selinho na atleta e pegou o chapéu marrom no chão colocando-o de volta na cabeça. –Agora vamos voltar pra festa antes que alguém tente roubar o seu título de rainha do agito.
Ambas levantaram e limparam a poeira do short. Rainbow passou o braço pelo ombro de Applejack e lhe beijou a bochecha enquanto caminhavam de volta pelo jardim.
-Você acha que pode ser você a tal mulher muito, muito, muito sortuda que vai casar comigo?
-Eu não sei, Dash. Mas seria bem legal.
Notas finais
Atenciosamente, Déborah Santana...
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