Notas iniciais
Cheguei, última atualização do dia *--* Espero que gostem ♥

A sexta-feira chegou mais rápido do que a grande ansiedade de Blaine esperava. Estava feliz por pensar que sua relação com Kurt poderia agora voltar ao normal. Na gravadora os dois não tinham trocado muitas palavras, mas isso só aconteceu porque a semana havia sido cheia em não por falta de vontade deles.

Haviam marcado de Blaine ir até o apartamento de Kurt lá pelas oito da noite, então ele começou a se arrumar quando era mais ou menos umas seis horas. Estava nervoso e queria estar lindo para o seu amor. Estava feliz por estar indo justamente encontrar Kurt.

Sete e meia ele já estava pronto e saindo de casa. No percurso até o apartamento de Kurt ele ficou apenas pensando no rumo que sua vida vinha tomando. Desde sua última decepção com uma amizade colorida resolveu que não se envolveria mais dessa maneira com alguém, mas então Kurt chegou já provocando nele reações que ele não imaginou que pudessem ser tão incríveis quanto de fato eram.

Se perguntava se aquilo definitivamente era o amor e chegou à conclusão de que definitivamente era. E era ótimo sentir aquela sensação.

Blaine nem mesmo se deu conta quando estava já parado em frente à porta número mil quatrocentos e seis, que era a de Kurt. Tocou a campainha e ficou esperando. Ouviu passos se aproximando da porta e sorriu ao colocar seus olhos em Kurt.

— Boa noite, Sr. Anderson! – Provocou Kurt, abrindo um pequeno sorriso e dando espaço para Blaine entrar em seu apartamento.

— Ótima noite, Sr. Hummel. – Devolveu a provocação, também sorrindo e passando pela porta.

— Como eu sei muito bem de sua pontualidade, o jantar já está servido. – Informou Kurt, andando até a pequena sala de jantar com Blaine vindo logo atrás de si. – Espero que não ache exagerado...

Blaine olhou surpreso para a mesa bem posta, com lindos pratos e belas taças, até mesmo os guardanapos estavam muito bem colocados. E velas... muitas velas era o que iluminava a mesa.

— De maneira alguma. – Sorriu Blaine. – Está incrível.

Kurt sorriu de maneira agradecida e sentou-se com Blaine. Os dois passaram mais tempo se olhando do que propriamente comendo, mas estavam felizes com isso. Nem mesmo conversaram enquanto comiam, apenas permaneceram no silêncio agradável de suas companhias. Blaine sorriu justamente por pensar nisso... companhia.

Kurt agora não era mais apenas uma companhia. Era sua paixão.

Quando terminaram de jantar, Blaine insistiu para ajudar com a louça. Enquanto Kurt secava alguns pratos, Blaine não se conteve e o puxou para mais perto de si.

— Você é muito apressado, Blaine. – Riu Kurt, largando os pratos antes que os derrubasse.

— Você não faz ideia do quanto eu senti saudade de beijar você, tocar você ou até mesmo ouvir sua voz tão próxima de mim. Eu senti falta de tudo que é relacionado a você, Kurt. Essas últimas noites têm sido as piores do mundo por eu não te ter ao meu lado. Eu juro que nunca imaginei que me apaixonaria por você, mas eu deveria saber no momento em que te beijei. Eu nunca senti por alguém o que senti por você, foi tão instantâneo, quase que como se fosse automático. Eu não quero mais perder tempo longe de você. Eu simplesmente não consigo mais viver com essa distância, de que adianta estarmos tão próximos se estamos tão distantes? Eu quero você, Kurt, e eu não quero você na minha cama, eu quero você na minha vida. Namora comigo?

Blaine falou tudo de uma vez só, porque sabia que se não fosse assim, acabaria perdendo a coragem no meio do caminho. Kurt o encarou surpreso, definitivamente não esperava por um pedido de namoro vindo de Blaine. Pelo contrário, imaginou que mesmo que se acerassem, ficariam como eram antes. Aquela relação casual, apenas sexo e nenhum compromisso. Porém, de longe, isso era muito melhor. Era muito mais do que ele poderia pedir. E se encontrava agora imensamente feliz por ter conseguido isso com Blaine.

— Sim. – Kurt disse, sorrindo. – Eu namoro com você, Blaine.

Blaine então sorriu ainda mais e tornou a beijar Kurt para mais perto de si, agora matando a saudade de beijar o castanho. Kurt passou suas mãos para os cabelos de Blaine enquanto ainda se beijavam, sorrindo diversas vezes durante o beijo. Se separaram por breves segundos, mas logo suas bocas já estavam novamente coladas.

Kurt puxou Blaine para fora da cozinha e foi o puxando para seu quarto. Para a surpresa de Blaine, as luzes permaneceram apagadas, apenas os pequenos abajures clareavam o local. O moreno sorriu para Kurt e voltou a beijá-lo, porém agora ainda mais fervorosamente.

O Hummel tirou a camisa de Blaine lentamente enquanto também tinha a sua sendo retirada. Os dois se encaravam enquanto se despiam e tocavam um ao outro, se beijavam, se acariciavam. Apenas uma única peça os impedia de estarem completamente nus.

Blaine sentou-se na beirada da cama e puxou Kurt para cima de si, beijando seu pescoço enquanto apertava sua cintura sem muita força. Kurt empurrou Blaine e subiu por cima dele, fazendo uma trilha de beijos por seu corpo enquanto retirava com sua boca a única peça de roupa que ainda tinha em Blaine, levantando e tirando sua própria.

Quando voltou para cima de Blaine, o membro dos dois acabou se tocando e ambos suspiraram alto. Trocaram de posição na cama e Kurt virou-se de bruços para Blaine, virando seu rosto para encará-lo e dar um sorriso safado.

Blaine se inclinou sobre o castanho e beijou sua nuca, puxando o para cima de si ao invés de permitir que ele ficasse naquela posição.

— Eu quero olhar para você... – Sussurrou o moreno, vendo Kurt sorrir para ele.

Blaine puxou Kurt para seu colo, sentando-se assim na cama e segurando firma a cintura do castanho quando o mesmo se encaixou em seu membro. O Anderson jogou sua cabeça para trás ao sentir Kurt beijando seu pescoço enquanto subia e descia em seu membro.

Os gestos de ambos exalavam um carinho diferente, ainda que estivessem sentindo o calor os queimar de dentro para fora. Tinha uma pitada de algo diferente, que mesmo já estando presente anteriormente, eles não conseguiam reconhecer. Porém agora reconheciam e queriam mostrar um ao outro que sabiam exatamente o que sentiam.

Kurt se perdeu no momento em que Blaine beijou seu pescoço e sussurrou no seu ouvido o quão maravilhoso ele era, praticamente gemendo suas palavras. Altos suspiros preenchiam o silêncio do quarto, misturado com as frases sem nexo e gemidos que saíam por suas bocas, misturados ainda com o atrito de suas peles.

Definitivamente, sentiram saudades do corpo um do outro. Ambos sentiam que não saberiam lidar caso perdessem um ao outro, mas preferiam nem pensar nisso. Afinal, agora estavam juntos, não é?

Ambos chegaram aos seus ápices praticamente juntos, mas permaneceram na mesma posição.

— Sabe o que realmente me alegra, K? – Kurt negou com a cabeça. – Saber que agora você é totalmente meu e eu posso sair por aí te exibindo para todo mundo.

— Até para os que não aceitam muito bem? – Perguntou o castanho, se referindo aos pais de Blaine e alguns dos funcionários da gravadora.

— Eu não ligo para os que não me aceitam. Se meus pais não conseguem aceitar o fato de eu ser gay, eu respeito. Não concordo, as respeito... não é como se eles fossem os pais mais presentes de todos. – Refletiu o moreno. – E eu não me importo com nada agora.

— Nem eu. Eu tenho você. – Riu Kurt, beijando o moreno mais uma vez. – E por mim eu permanecia a noite inteira agarrado em você.

— É só passar. – Blaine sorriu sugestivamente e Kurt soltou uma risada, o puxando para que ambos levantassem.

Os dois foram em direção ao banheiro e tomaram um banho juntinhos, trocando beijos carinhosos e palavras doces. Se sentiam um casal de adolescentes que recém descobriu o que é se apaixonar, mas não se importavam tanto assim com isso. O que importava é que se sentiam completos um com o outro.

Quando voltaram para a cama e vestiram apenas suas roupas íntimas para dormir, deitaram-se lado a lado, porém Kurt chegou tão perto de Blaine que quase deitou-se sobre ele. Definitivamente, era confortável ficar assim.

— Não vai pegar mal na empresa? Eles podem pensar que estou com você para ganhar vantagem... – Se pronunciou Kurt depois de um tempo.

— Kurt, para de pensar nisso. – Blaine o encarou. – Isso não é importa. Eu sou o dono da empresa e eu faço o que eu bem entender. Se eu quiser dar a gravadora a você, eu dou. É bem simples. Quem não gostar, que se demita. Eu não ligo. Pessoas querendo um emprego na gravadora é o que mais tem.

— Você é tão seguro de si. – Kurt encarou-o nos olhos. – Eu gosto de homens confiantes.

— Você é muito suspeito para falar. – Riu o Anderson. – Se eu disser que gosto de desenhar na chuva, você é capaz de me dizer que gosta de homens que gostam de desenhar na chuva.

— Você tem razão. Mas, para a sua informação, eu encontrei em você características que eu não encontrei em outras pessoas. – Confessou Kurt. – Talvez tenha sido isso que tenha feito com que eu me apaixonasse.

— Você confessou, olha só.

— Confessei o que?

— Que está apaixonado por mim.

— E você tinha alguma dúvida? – Questionou Kurt.

— Até que tinha! – O moreno riu. – Seria pedir demais se eu pedisse para você repetir?

— Claro que não. – Kurt sorriu e subiu sobre o moreno. – Eu estou devastadoramente apaixonado por você, Blaine MEU Anderson!

Notas finais
Oba! Kkkkkkkk O que acharam? Me digam ♥ Bjo ♥