Notas iniciais
Não tem ninguém lendo,mas eu gosto da história e vou postar.

[...] Mas eu precisava saber. Eu queria muito saber quem aquela menina que eu desenhava e era fissurado por ela. Eu sentia que eu ia a ver algum dia, e sentia que ela tava perto de mim as vezes. ''É apenas um desenho'', o Matt falava. Por falar no Matt eu sinto muita falta dele. Devia ter trazido o celular pra ligar pra ele de vez em quando.

- Alex.

- Oi.

- Quem é essa menina?

- Eu não sei! — Falei um pouco agressivo. — Desculpa. Eu só... não sei. A imagem dela me vem a cabeça e eu desenho porque não quero esquecer.

- Ah. Que horas será que são?

- Não sei.

- Eu preciso ver.

- Pra quê?

- Pra ver ué.

- Porra, mas quê? Hora nem importa.

- Importa, porra.

Arregalei os olhos. Tinha ensinado um palavrão pra uma menina de sei lá quantos anos.

- Vai procurar horas então.

- Vou.

- Vai fazer oque? Entrar em uma casa, ver a hora e sair?

- Não. Você vai ver.

- Você não vai sozinha.

- Vou sim.

- Não vai.

Ela foi indo.

- Vou junto.

Ela riu, e eu também. Ela andou até a primeira porta, da primeira casa.

- Melhor você se esconder. — Ela disse.

- Porque?

- Porque você tá parecendo um mendigo aí.

- Eu acho que eu sou um mendigo.- Rimos. — Mas, oque vão achar de uma menina sozinha no escuro?

- Verdade. Então você é meu irmão.

Sorri.

Uma mulher aparentemente ''perfeita'' apareceu.

- Olá? Mas já é halloween?

Fizemos uma cara de: OQUÊÊ?

- Que? Não. Eu e meu irmão apenas queremos saber a hora, senhora.

- Moça, por favor. Entendi. — Ela se inclinou um pouco pra trás, e esticoou a cabeça, oque me fez me dar conta que o relógio tava em cima da porta.

- São meia-noite e quarenta e três. Vocês moram aonde?

- Pegamos o ônibus errado, tchau! — Saímos correndo.

Fomos até o fim do bairro, tipo onde as mulheres estavam conversando e sentamos no fundo de uma casa, que dava pra um lugar que parecia não ser pisado a muito tempo.

- Vamos ficar por aqui Alex, tô cansada.

- Não. Vai que tenha algum bicho.

Ela fez uma cara de tipo: você tá zoando, né?

- Você tem medo de bichos? — Ela abafou um riso.

- Ér... NÃO! Eu sou aracnofóbico.

- Quê?

- Fobia á aranhas.

- Oque é fobia?

- É tipo alguma coisa muito maior que medo.

- Então eu tenho fobia de escuro.

Cara, fiquei com vontade de chorar. A garota vivia na rua, no escuro, em becos, sozinha, e ainda tinha medo. Tinha me esquecido disso.

- Tá muito escuro aqui, então. A gente tem que achar um lugar pra dormir, um lugar de verdade.

- Tipo, um hotel?

- É.

Fomos procurar um hotel. No fundo da ''paisagem'' que eu estava vendo, tinha uma cidade limpa, tranquila e bonita.

- A gente tem que chegar ali bem rápido.

- Sim. — E então ela começou a correr. — Corrida?

- Não, tô cansado. — Mas ela já estava lá na frente. — Ok, corrida.

Fui correndo atrás dela e tropecei umas três vezes em pedras. Ela apenas ria de mim, até que uma hora ela caiu e eu passei ela. Um tempo depois a gente parou, ofegante.

- Ganhei.

- Quê? Eu ganhei!

- Você não faz ganhar nada mesmo. — Exclamei. — Não vai chorar em.

- Tranquilo. A gente nem tem nada mesmo.

- É... — Ela parecia amadurecer a cada minuto. — Ei...

- Oi?

Ela disse pegando a água da minha mochila.

- Primeiro, pega a minha água também. — Ela entregou a água na minha mão, e eu tomei. Nunca senti alivio maior. — Segundo, quantos anos você tem, DE VERDADE?

Ela fechou minha bolsa e veio pro meu lado. Fomos andando.

- Tenho sete.

Notas finais
Quem tiver lendo, manda review, e divulga pra mim? :)