Maybe

1 Capítulo 1 - Sorry


Notas iniciais
[[[ Recomendação de música para ouvir e dar uma dorzinha no peito: Spanish Sahara - Foals ]]]
Pensamentos do Han ♥ ~~~~
Na verdade isso é mais a minha """teoria""" de Nascimento do Ben > Infância > Treinamento > Cavaleiros de Ren > Primeira Ordem
Tudo que tem um fim, com certeza tem um inicio e um meio, amiguinhos. Para mim, foi isso que aconteceu.
Pressão, pressão, Jedi, pressão, força, pressão. Uma hora essa panelinha na mente do Ben iria explodir, né? Eu provavelmente farei algo com o ponto de vista, mas vou adiantando que, para mim, ele se sentiu abandonado ao ser mandado PARA UM FUCKING LUGAR LONGE BAGARAI PRA TREINAR COM O TIO.
Eu devo estar enrolando vocês aqui nas notas iniciais né? Desculpa.

Eu nunca pensei que a vida pudesse ser assim, tão plena. Um dia de cada vez, sem perseguições no espaço ou horários para entregas, sem viagens intergalácticas ou coisas do tipo. Apenas uma simples e feliz vida de casado.

Os primeiros anos foram um grande incomodo, era estranho não ter o que fazer. Creio que não preciso dizer que isso não durou muito depois da chegada de Ben, não é? Quem podia imaginar que aquele pequeno ser humano que eu segurava em meus braços mudaria tantas vidas.

Planejei tantas coisas para nós, tantas aventuras e encrencas. Eu podia nos ver chegando em casa tarde para o jantar e ouvir sua mãe reclamar pelo resto na noite.

É uma pena que não tenha sido assim, não é mesmo?

Talvez se seu tio e sua mãe não tivessem insistido. Talvez se a força não fosse forte em você! Tantas coisas poderiam ter sido evitadas se não fosse por essa tal força. Eu poderia ter te ensinado tantas artimanhas para fugir de confusões.

Assim que você nasceu, já estava predestinado: iria treinar com o seu tio para aprender a controlar a força e ser um Jedi. Embora nos primeiros anos pudéssemos ficar com você, cuidando de você, não poderia criar muitos laços conosco, pois poderia vir a te afetar em um futuro.

Talvez tenha afetado, não é mesmo?

Ben, eu nunca havia pensado antes em ser pai e, para ser sincero, eu nem tenho certeza se fui ou não um bom pai. Tendo em vista o que você se tornou, eu acredito que não.

Às vezes você escrevia para nós, às vezes não. Sua mãe, Chewie e eu sentíamos tanta saudade, mas acho que isso não importava tanto para você em seu treinamento. Só queríamos que você voltasse logo pra casa.

Ben, depois que você se foi tudo mudou completamente, incluindo meu relacionamento com sua mãe. Eu não conseguia olhá-la, pois, para mim, ela tinha uma parcela de culpa. Talvez eu também tivesse, mas pelo menos não teria insistido para você ir com o seu tio contra a sua vontade.

Não demorou muito para que ela voltasse a se ocupar ainda mais com a resistência. Se Leia ficasse parada, tenho certeza de que entraria em colapso. Eu sabia disso porque era exatamente o que estava acontecendo comigo.

Ficar em casa, refazer os passos que fazia com você quando estava aprendendo a andar. Olhar o seu quarto há muito tempo intocado e chorar sobre suas coisas. Perdi a conta de quantas vezes isso aconteceu. Estar ali fazia eu me sentir completamente louco.

Leia e eu brigamos tantas e tantas vezes. Um colocava a culpa no outro, mesmo sabendo que a culpa não era de nenhum dos dois. E então a minha pacifica vida havia chegado ao seu fim e coisas e mais coisas aconteceram em um efeito dominó.

Passaram-se tantos anos e eu sequer esperava te ver de novo. A Primeira Ordem havia tomado um bom lugar e, ao achar jovens que estavam fugindo dela, acabei chegando até você.

Você sabe, eu nunca acreditei nesse negócio de “força”, mas, naquele momento, algo me puxava pra você. Algo me dizia “Aquele é o meu Ben”. Estava mascarado como o seu maldito avô.

Tantos eventos ocorreram naquele dia que fui forçado a encontrar sua mãe. Ela estava exatamente como a deixei, talvez com algumas rugas a mais, mas continuava linda. Eu sentia tanta falta do abraço dela. Dela, em geral.

Eu queria ficar com ela, mas não queria. A cada segundo eu me lembrava das brigas, das discursões, de quando você foi embora. Odiava admitir isso, mas Leia me trazia más lembranças, por mais que eu a amasse. Infelizmente as boas lembranças não podiam sobrepô-las.

Invadir a base da Primeira Ordem fazia-me sentir como nos velhos tempos, chegava a ser nostálgico. Não importava qual desculpa eu estava usando, a verdade era que eu queria te ver, Ben.

E eu consegui.

Quando pedi para você tirar a mascara e você o fez, pude ver seu rosto já adulto e fiquei pensando em quantos momentos eu havia perdido sem estar ao seu lado. Sua mãe me disse que ainda havia algo bom em você e que talvez eu pudesse trazê-lo de volta. Eu prometi a ela que o traria.

Ben, ou melhor, Kylo, eu sei que tudo poderia ser diferente. Sei que poderíamos ter sido uma família feliz.

Quem sabe em outro lugar no universo, não é mesmo? Quem sabe tenhamos ficado todos juntos. Quem sabe você tenha voltado comigo. Quem sabe sua mãe tenha nos recebido com lágrimas e raiva por termos nos atrasado para o jantar.

Ben, nada disso dói mais do que os pensamentos que me assombraram por todos esses anos. Talvez realmente seja a minha vez de descansar.

Talvez eu não tenha sido o melhor dos pais e talvez eu nem tenha me esforçado, mas de uma coisa você pode ter certeza:

Por muito tempo eu te amei e continuei te esperando, filho.

Notas finais
De uma coisa você pode ter certeza: Muitas lágrimas foram derramadas no processo de escrita desse capítulo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!